Terça-feira, 05 de agosto de 2008
» Folha de São Paulo    05/08/2008
Teles obtêm liminar no STF para não enviar escutas a CPI

Comissão só poderá receber dados que não estejam mais sob segredo de Justiça. CPI quer que juiz explique por que deu a delegado da PF acesso irrestrito aos históricos das ligações de todos clientes de telefônicas



» Folha de São Paulo    05/08/2008
Futuro da eletrônica está no "giro" das partículas, diz Fert

Nobel de Física de 2007 aplica conhecimento da física quântica à computação



» Folha de São Paulo    05/08/2008
Banda larga abre disputa na telefonia

Embratel, TIM e Net defendem separação de infra-estrutura e serviço na telefonia fixa. Tema provoca mais polêmica na consulta pública da Anatel para mudar lei da telefonia fixa do que a compra da BrT pela Oi



» Correio Braziliense    05/08/2008
Caixa vai contratar 156 no DF

Dispensa de mais de nove mil funcionários terceirizados a partir do segundo semestre abrirá espaço para candidatos aprovados no concurso da instituição financeira realizado este ano. Serão 8,8 mil vagas



» Correio Braziliense    05/08/2008
Um alô e um flash

O celular já pode substituir uma câmera digital? O Correio testou quatro modelos desenvolvidos especialmente para fazer boas fotos. Veja quem se saiu melhor nessa guerra de megapixels



» Jornal do Brasil    05/08/2008
Midori da Microsoft já na incubadora

Gigante da informática substituirá o Windows com servidor virtual



» Valor Econômico    05/08/2008
Começam a chegar ao mercado TVs com conexão permanente à internet

Minhas caminhadas até a locadora de vídeo podem estar com os dias contados. Nada menos que seis fabricantes de televisores de alta definição, incluindo Hewlett-Packard (HP), Panasonic, Sony e Samsung estão lançando este ano aparelhos que ficam permanentemente conectados à rede residencial de banda larga e transmitem de tudo: de resultados de jogos e previsão do tempo a vídeos, filmes e fotografias armazenados on-line



» Tecnologia - G1 Notícias    05/08/2008
Tela digital estréia na TV Globo; conheça essa tecnologia

Equipamento revoluciona interface e elimina necessidade de uso de teclado e mouse. Inventor aposta que, no futuro, sistemas "multitoques" chegarão às residências



» Web Insider - 22h41    04/08/2008
Seu banana, seu blogueiro!

Mainardi em seu jornalismo esquisito xingou Nassif de blogueiro. Isso é ofensa?



» IDG Now!    05/08/2008
TV pirata: conheça a polêmica transmissão de TV aberta pela internet

Às vésperas da Olimpíadas, IDG Now! lista serviços de TV pela web e analista transmissão online segundo a legislação brasileira




» Folha de São Paulo    05/08/2008
Teles obtêm liminar no STF para não enviar escutas a CPI

O STF (Supremo Tribunal Federal) concedeu na noite de ontem liminar garantindo a 17 operadoras de telefonia fixa e móvel o direito de preservar os nomes de seus clientes que foram alvo de escutas telefônicas em 2007 e que estão em segredo de Justiça. 

No mês passado, a CPI dos Grampos na Câmara aprovou requerimento ordenando às teles o envio das cópias de decisões judiciais de interceptações naquele ano. Os documentos permitem a identificação de todos os clientes que tiveram suas conversas monitoradas. 

As operadoras, juntas, entraram com um mandado de segurança sexta-feira passada, no STF. A liminar foi concedida ontem pelo ministro Cezar Peluso, sorteado relator do caso. Peluso considerou em sua decisão que a entrega dos dados poderia resultar em devassa à intimidade dos envolvidos, com risco de "dano grave". 

"Concedo a liminar, autorizando, até decisão contrária nesta causa, as impetrantes a não encaminharem à Comissão Parlamentar de Inquérito o conteúdo dos mandados judiciais de interceptação telefônica cumpridos no ano de 2007 e protegidos por segredo de Justiça, exceto se os correspondentes sigilos forem quebrados prévia e legalmente", diz. 

Na ação contra a CPI, as empresas disseram ter sido encurraladas pelo Congresso e pediram "socorro" ao STF. Alegaram que, ao repassar à CPI cópias das decisões judiciais com os nomes de pessoas grampeadas, poderiam ser acusadas de quebrar o sigilo que protege as escutas. Por outro lado, temiam ser responsabilizadas por desobediência, caso não enviassem. Por isso, pediram salvaguarda. 

"É uma questão de segurança jurídica. As operadoras não são contra a ordem da CPI. Se o STF entender que o sigilo pode ser transferido, os dados serão repassados", afirmou o advogado das teles, David Rechulski. 

Segundo ele, as decisões judiciais que determinaram a realização das escutas foram proferidas por centenas de juízes, que poderiam determinar a abertura de inquéritos por violação de sigilo contra as operadoras. Segundo as empresas, foram expedidas 409 mil decisões determinando escutas em 2007 e todas estariam "acobertadas por segredo de Justiça". 

O prazo para a entrega das informações venceu ontem sem que nenhuma empresa tenha enviado os dados à CPI. À tarde, o presidente da comissão, Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), ameaçou pôr em votação hoje pedidos de busca e apreensão nas sedes das empresas, além de pedidos de indiciamento de seus presidentes por desobediência. "O que elas querem esconder? São concessionárias de serviço público", disse. 

A CPI pedirá hoje explicações à Justiça Federal paulista sobre as decisões que permitiram ao delegado Protógenes Queiroz e à equipe dele acesso irrestrito aos registros de ligações feitas por qualquer assinante das telefônicas, durante a Operação Satiagraha, da PF. 

Relator da CPI, Nelson Pellegrino (PT-BA) apresentará requerimento pedindo cópia da autorização que permitiu à PF acesso aos históricos das ligações. "Está na cara que essa é uma determinação que afronta a lei, achei gravíssimo. Prova que estamos vivendo em um Estado policialesco", afirmou.


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» Folha de São Paulo    05/08/2008
Futuro da eletrônica está no "giro" das partículas, diz Fert

POUCO TEMPO atrás, a ciência que hoje revoluciona a eletrônica e a computação não despertava muito interesse. A pesquisa na área, porém, começou a render frutos e, hoje, poucos engenheiros do setor a ignoram -sobretudo depois que Albert Fert, 50, um dos pioneiros da técnica, ganhou o Prêmio Nobel de Física em 2007. Talvez tenha ajudado o novo palavrão no vocabulário da engenharia ser de fácil pronúncia: spin. 

Esse é o nome de uma propriedade que define a orientação angular das partículas elementares. É um fenômeno microscópico que guarda alguma semelhança com um objeto "girando", ainda que não seja bem isso. A "spintrônica" -eletrônica que não usa apenas a carga, mas também o spin dos elétrons para processar informação- já está de certa forma presente em aparelhos populares, como tocadores de MP3 com grande capacidade e memórias rápidas de computador (que não "esquecem" nada quando são desligadas). O próximo passo, diz Fert, é usar o spin para processar informação, e não apenas armazená-la.

Albert Fert, um cientista que sempre articulou a integração entre a academia e a indústria, não é o típico pesquisador francês. Em um país onde boa parte da intelectualidade rejeita as relações com a iniciativa privada, porém, ele conseguiu licenciar para a iniciativa privada a tecnologia que desenvolveu. Alguns discos rígidos de computador hoje já se valem da chamada magnetorresistência gigante -o fenômeno que rendeu o Nobel a Fert. Em entrevista à Folha ontem durante um congresso de física do spin em Foz do Iguaçu (PR), o cientista fala como costurou essa relação:


Folha - Como se deu a interação entre pesquisa fundamental e aplicação tecnológica em seu trabalho?
FERT - A descoberta da GMR [magnetorresistência gigante] surgiu do encontro da pesquisa básica que comecei nos anos 1970, sobre a influência do spin no movimento dos elétrons em metais com, no final dos anos 1980, o progresso tecnológico na fabricação de nanoestruturas [estruturas da escala de milionésimos de milímetros]. Depois disso, a GMR deu origem rapidamente a aplicações tecnológicas e também a um novo campo de pesquisa que revelou outros efeitos relacionados ao spin do elétron: a spintrônica. Então, veja a imbricação das duas coisas: a descoberta veio tanto da pesquisa fundamental quanto do progresso tecnológico e, em seguida, deu origem ao mesmo tempo a aplicações e ferramentas para pesquisa fundamental, que agora estão levando a novas aplicações.



FOLHA - Que novas aplicações são essas?
FERT - Um dos efeitos descobertos foi a magnetorresistência por "tunelamento", que é aplicada agora em um disco rígido que usa um novo tipo de memória [para computação]. Em seu computador existe uma memória maciça no disco, mas o tempo de acesso a essa memória é enorme: um milisegundo. Muito grande, não? (Risos.) Você não pode trabalhar, porém, tendo que esperar "tanto" tempo, hoje em dia. Por isso, quando você liga seu computador, ele armazena parte da memória do disco na memória RAM, feita de semicondutores, em um tempo bem curto, um nanossegundo. Mas ela é volátil, ela morre quando desligamos o computador, precisa ser refrescada. O que surgiu no mercado dois anos atrás são a MRAMs -RAMs magnéticas-, feitas de um dispositivo spintrônico com memória de caráter permanente. A transferência de spin vai levar a também a um novo tipo de gerador de microondas ou ondas de rádio; certamente em alguns anos existirão telefones celulares usando spintrônica.

FOLHA - Já existe algum desdobramento disso?
FERT -
Outro novo efeito, usa a transferência de spin para ligar e desligar um imã, e pode ser o princípio de uma nova geração de MRAM. 
            
FOLHA - Na sua palestra aqui, o senhor falou de usar os chamados nanotubos (nanoestruturas de carbono em forma de tubo) para substituir os tradicionais chips de silício...
FERT - A spintrônica está se desenvolvendo em muitas outras direções. Existe a spintrônica com semicondutores, que é a fusão da spintrônica com a eletrônica clássica, que vai levar certamente a novas aplicações, como novo tipos de transistores [controladores do fluxo de eletricidade]. Outra direção promissora, a spintrônica molecular, que usa nanotubos de carbono e outros tipos de moléculas orgânicas, está expandindo consideravelmente.

FOLHA - Como vocês fizeram contato com a indústria após a descoberta da GMR?
FERT - As aplicações vieram rápido. Desenvolvemos muitas delas por meio de contratos com empresas, com apoio da Comunidade Européia. Contratos com a Siemens levaram ao primeiro sensor magnético comercial usado em carros, contratos com a Philips levaram a inovações em gravação magnética. O melhor contrato fizemos com a IBM, que lançou um novo tipo de disco rígido com capacidade 500 vezes maior [que a convencional].

FOLHA - Além dos contratos, que outras maneiras há de interagir com a indústria?
FERT - Na França, eu trabalhava como professor na universidade até 1995, quando fundei com colegas a empresa Thales, financiada em parte pelo CNRS [agência científica estatal da França]. Trabalhamos justamente na interface entre a universidade e a indústria. É muito satisfatório poder saber o que está acontecendo nas universidades e ao mesmo tempo também conhecer as necessidades da indústria. Essa é uma das maneiras de melhorar o contato entre as duas comunidades.

FOLHA - Quais os obstáculos entre essas duas comunidades?
FERT -
Os obstáculos existem mais na Europa do que nos EUA, porque a maioria dos pesquisadores americanos na indústria são PhDs, então conhecem muito bem as universidades. Na Europa, ás vezes as formações do engenheiro e do pesquisador são diferentes.


FOLHA - O sr. não se sente pressionado pela indústria em transformar os resultados de suas pesquisas em aplicações tecnológicas? 
FERT - Não. A Thales entende que o que pode ser útil para eles é a ponte: pessoas que estão livres para trabalhar em suas idéias, mas que conheçam bem as necessidades da companhia e que estejam realmente prontos para transferir tecnologia. Eu continuo a seguir minhas idéias como antes. Havia uma ideologia nas universidades de que não podemos colaborar com a indústria, mas essa ideologia desapareceu agora. Queremos ser úteis para a sociedade. A pesquisa é feita para aumentar nosso conhecimento, mas também temos muito orgulho de poder contribuir com algo para a economia.

O repórter IGOR ZOLNERKEVIC viajou a convite da 5ª Pasps (www.pasps-v.com.br)


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» Folha de São Paulo    05/08/2008
Banda larga abre disputa na telefonia

Ao propor que as teles transformem sua infra-estrutura da telefonia fixa e a prestação de serviços em empresas independentes, a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) abriu guerra em torno da banda larga, tecnologia que permite acesso à internet e transmissão de dados em alta velocidade. 

A separação entre infra-estrutura das teles e prestação de serviços foi apontada como vital para a competição, por Embratel, TIM, Claro, Net Serviços e por provedores de acesso à internet, que estão na outra ponta da queda-de-braço pela banda larga.
O tema provocou mais polêmica na consulta pública da Anatel para mudança do Plano Geral de Outorgas da telefonia fixa do que a compra da Brasil Telecom pela Oi/Telemar em si. A mudança do plano de outorgas é condição essencial para o negócio entre as teles. 

Os competidores dependem de acesso às redes de telefonia fixa para chegarem às casas dos usuários. A queda-de-braço se deve ao valor do acesso cobrado pelas teles. Os competidores sustentam que as teles cobram preços altos para dificultar a competição e que a separação entre rede e serviços daria transparência. 

A Telefônica afirmou em manifestação por escrito à Anatel, na sexta, que a medida causaria uma perda de R$ 1,65 bilhão às concessionárias de telefonia fixa local e que ela sofreria uma redução de 4% a 8% em seu valor de mercado, caso a medida venha a ser implementada. 

Para a Telefônica, a medida seria ilegal, prejudicaria o usuário, estaria na contramão da convergência tecnológica e afetaria o investimento das teles. 

As teles dizem que a Anatel já as fez a investir milhões de reais na elaboração de modelo contábil com separação de custos da infra-estrutura e da prestação de serviços e que não seria preciso constituir empresas independentes para isso.
Segundo a TIM, para massificar a banda larga, é necessário, ""desde já, e de forma transparente e objetiva", a obrigação da desagregação de rede de acesso da concessionária de STFC local [telefonia fixa]". 

Segundo a empresa, a obrigação das teles de dar acesso às suas redes em condições de preços isonômicas foi prevista na Lei Geral de Telecomunicações, há dez anos, e não houve alteração no monopólio da infra-estrutura. Na consulta pública da Anatel, a empresa relacionou o crescimento da telefonia móvel ao fato de haver ao menos três grandes concorrentes por área, em contraste com a estagnação da telefonia fixa, em que não há competição. 

A Embratel, controlada pelo grupo mexicano Telmex (controlador da Claro), disse que o serviço de telefonia fixa local é "a modalidade com o menor nível de competição" e que há "amarras regulatórias que devem merecer exame da Anatel e que, se removidas, possibilitariam uma renovação na prestação do STFC [telefonia fixa]". 

Controlada pela Globo mas com expressiva participação acionária do grupo Telmex, a Net defendeu a constituição de empresas independentes para exploração de telefonia fixa e comunicação multimídia (banda larga). "Esse é um mecanismo que com certeza assegura transparência de custos." 

A Net aproveitou a consulta pública da Anatel para defender também a portabilidade numérica (que o consumidor possa mudar de operadora mantendo o número do telefone) e o que chamou de "venda casada" de linhas telefônicas e acesso à banda larga.


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» Correio Braziliense    05/08/2008
Caixa vai contratar 156 no DF

Os cerca de 10 mil aprovados no concurso da Caixa Econômica Federal têm uma esperança de contratação pela frente. A seleção era para formação de cadastro de reserva, mas a dispensa de 9.229 trabalhadores contratados irregularmente a partir de outubro deverá abrir vagas para a convocação de concursados. Em todo o país a previsão é que 8.823 postos de trabalho sejam abertos. Do total, 406 funções foram extintas pelo banco. Das 8,8 mil contratações, 156 serão para agências instaladas no Distrito Federal. O maior número de oportunidades estão no estado de São Paulo e em Minas Gerais. Para ocupar as vagas em todo o país, no entanto, 3.726 concursados já foram convocados entre os meses de maio e julho deste ano.

A Caixa não tem obrigação de substituir os terceirizados por um número equivalente ao de concursados, mas a expectativa é de que as contratações sejam elevadas. Entre junho e julho, o banco teria que admitir 1,6 mil pessoas, segundo termo de ajustamento de conduta firmado com o Ministério Público do Trabalho (MPT). O número de contratados, no entanto, foi 14% superior e chegou a 1.823. “A obrigação é de retirar os terceirizados. Fica a cargo do banco decidir o número ideal para a contratação de concursados”, explica o procurador do Trabalho Cristiano Paixão.

Além da Caixa, o Banco do Brasil (BB) também reúne um grande número de terceirizados que deverão ser substituídos. No total, as duas instituições devem ter mais de 40 mil trabalhadores contratados irregularmente. O BB, no entanto, não aceitou a proposta do MPT.


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» Correio Braziliense    05/08/2008
Um alô e um flash

Os celulares são, e todos sabemos, a maior prova da convergência de recursos multimídia em um único dispositivo. Mas será que eles já conseguem substituir tarefas destinadas exclusivamente a determinados aparelhos — como uma câmera digital? Em função do desenvolvimento tecnológico dos últimos anos, que possibilitou integrar cada vez mais resolução e recursos às câmeras que vêm acopladas nos telefones móveis, sim. E o mercado já conta com modelos de celulares bastante avançados nessa área de fotografia.

O Correio testou quadro aparelhos com câmeras de 5 megapixels que prometem cumprir bem o papel de captar boas imagens. Além de excelente resolução, alguns dos dispositivos contam com recursos comuns às máquinas tradicionais — como diferentes opções de modos de cena, temporizador de disparo e alta sensibilidade. Para o embate, foram convocadas quatro marcas que dispunham de modelos destinados a esse segmento: LG, Nokia, Sony Ericsson e Samsung.

Durante uma semana, o Informática testou os equipamentos sob diferentes condições. Foram analisados diversos quesitos, que incluem design, praticidade, recursos, versatilidade, entre outros. Para isso, foram tiradas dezenas de fotos em ambientes com boa e má iluminação, utilizando-se à vontade recursos como macro, efeitos e vídeos. Também foi analisado o desempenho do zoom e do flash. Passou, ainda, pelo nosso crivo a própria utilização dos aparelhos e a facilidade de transitar pelos menus dos dispositivos. 

Confira os modelos analisados


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» Jornal do Brasil    05/08/2008
Midori da Microsoft já na incubadora

A Microsoft acaba de lançar um novo projeto visando criar o Midori, um sistema operacional baseado inteiramente na internet, que eventualmente irá substituir o Windows. O Midori pretende acabar com a dependência do Windows em um único computador, criando um sistema operacional leve e portátil que poderá ser facilmente acoplado à diversas aplicações.

O projeto Midori está sendo encarado como a resposta da Microsoft à tendência da "virtualização" adotada por seus rivais para lidar com o uso crescente de vários dispositivos para receber e armazenar dados no computador.

Dave Austin, diretor europeu de produtos da Citrix, explica que o sistema operacional do Windows está ligado diretamente às ferragens de um computador particular. Isso gera dependência em uma única máquina.

Segundo Austin, o Windows tem dificuldade em se adaptar ao mundo moderno onde as pessoas estão mais ambulantes e livres em relação aos aparelhos que utilizam para arrecadar e armazenar dados.

Quando interrogada sobre o Midori pela rede britânica BBC, a empresa desconversou, afirmando em relato: "O Midori é um entre muitos projetos da Microsoft em fase de incubação. Agora é simplesmente cedo demais para falar sobre ele".

Darren Brown, chefe do centro de dados da consultora Avanade, explica que a virtualização se estabeleceu primeiro nos grandes centros de coleta de dados de empresas com um número significativo de servidores.

Servidores remotos
Acrescentar aplicações aos servidores – por exemplo, um dispositivo de e-mail ou um banco de dados – gerava diversos problemas quando as máquinas precisavam de manutenção ou de um aplicativo de segurança. Ao colocar servidores virtuais nas máquinas, as empresas puderam reduzir o número de computadores que manejavam e usá-los para mais coisas. Ainda por cima, se um servidor falhasse, a aplicação virtual poderia ser utilizada por outra máquina.

– A economia maior aconteceu em relação ao gerenciamento dos aparelhos e licenciamentos associados – disse Brown. – Temos menos lataria para manejar.

Uma máquina virtual, como seu nome implica, é uma cópia em software de um computador, equipada com um sistema operacional e outros programas relacionados.

– O valor do Windows, do que esse produto representa hoje, vai diminuir enquanto mais aplicações se mudam para a internet, e a Microsoft precisa se lançar à frente disso – ressaltou Michael Silver, vice-presidente de pesquisa da Gartner. – Ficaria surpreendido se isso não estivesse por vir.


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» Valor Econômico    05/08/2008
Começam a chegar ao mercado TVs com conexão permanente à internet

Minhas caminhadas até a locadora de vídeo podem estar com os dias contados. Nada menos que seis fabricantes de televisores de alta definição, incluindo Hewlett-Packard (HP), Panasonic, Sony e Samsung estão lançando este ano aparelhos que ficam permanentemente conectados à rede residencial de banda larga e transmitem de tudo: de resultados de jogos e previsão do tempo a vídeos, filmes e fotografias armazenados on-line. Com todo esse conteúdo finalmente chegando à telona da sala de estar, por que sair de casa?

Tudo bem, estou exagerando. A Blockbuster ainda tem uma tonelada de filmes em oferta que não estão disponíveis em lugar nenhum da internet. E as pessoas que querem de tudo em uma única tela podem usar uma variedade de dispositivos independentes, como a Apple TV, o PlayStation 3 e o Xbox 360. Plugue um desses equipamentos - ou a maioria dos notebooks disponíveis atualmente - em um televisor digital comum e você poderá navegar no YouTube ou acessar lojas de filmes.

A diferença é que os novos aparelhos de TV tornam o processo mais fácil e barato. Você não precisa comprar um novo equipamento ou aprender a dominar mais um controle de videogame para acessar o conteúdo.

E como é o desempenho dos aparelhos de TV integrados? Nas últimas semanas, testei vários deles, incluindo um televisor de plasma de 42 polegadas, o Panasonic PZ850, e um outro de tela de cristal líquido de 50 polegadas da Samsung, o estiloso Touch of Color. A configuração é muito simples, desde que o roteador para sua rede de banda larga esteja na mesma sala que o televisor. Se não estiver, você poderá precisar comprar um equipamento adicional que converterá a fiação elétrica de sua casa em uma rede rápida. Isso lhe dará acesso a todos os cômodos. O padrão WiFi não é uma opção na maioria das adaptações.

Uma vez que tudo estiver funcionando, é só acompanhar os botões de seu controle remoto. Com o serviço da Panasonic, chamado Viera, um botão leva você a um menu na tela com imagens dos "canais" da internet disponíveis, incluindo o site Picasa (de compartilhamento de fotografias), a Bloomberg TV, o Weather Channel e o YouTube. O site de vídeo do Google fica surpreendentemente bom na tela grande. Além disso, usar um controle remoto de TV para escolher canais de internet mostrou-se uma tarefa simples e intuitiva.

O serviço da Samsung, chamado InfoLink, é um pouco mais limitado: permite que você veja notícias, cotações de ações e informações sobre o tempo no pé da tela, mas não tem o YouTube ou outras opções de vídeo ampliadas, funções que você encontra nos aparelhos da Panasonic, no Sony Bravia ou no HP MediaSmart. É claro que se tudo funcionasse perfeitamente não seria a internet. Certo dia eu comecei a receber mensagens de erro toda vez que tentava iniciar o Viera Cast, embora um outro menu confirmasse que eu estava conectado à rede. (Descobri depois que um ajuste de conexão havia sido mudado). E comparado com qualquer locadora de vídeos, a variedade de ofertas disponíveis para esses aparelhos ainda é desapontadora. Felizmente, muitos fabricantes estão firmando acordos com estúdios de cinema para o fornecimento de filmes e programas de televisão sob demanda ou trabalham com distribuidores de vídeo estabelecidos como a CinemaNow e a Netflix.

A previsão é de que os televisores integrados receberão um grande incentivo nas próximas semanas por causa da Olimpíada, dando aos fãs a capacidade de ver vídeos de atletas no YouTube, ao mesmo tempo que assistem outro evento. Os televisores vão evoluir ainda mais no ano que vem. Recentemente, a Panasonic e outras companhias firmaram acordos com as operadoras de TV a cabo que permitirão a elas inserir conversores em seus aparelhos, eliminando os conversores externos. Alguns televisores também terão potência para transferir conteúdo para qualquer outro aparelho. Então, em vez de meros mil canais de TV a cabo, você terá a vastidão da internet em cada tela. Os cientistas sociais podem decidir se isso é uma coisa boa ou não. Com os preços da gasolina do jeito que estão, eu fico feliz em não ter mais de pegar o carro para poder assistir aos filmes que quero.


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» Tecnologia - G1 Notícias    05/08/2008
Tela digital estréia na TV Globo; conheça essa tecnologia

O “Fantástico” apresentou, neste domingo (3), uma tela digital de 90 polegadas, que pode exibir diversos tipos de conteúdo ao mesmo tempo. A Tela Digital será usada pela TV Globo durante as Olimpíadas. Criado pela Perceptive Pixel, o equipamento parece invenção de filme de ficção científica. “Já estou cansado de comparações com uma cena de ‘Minority Report’, principalmente quando acham que o filme nos inspirou”, afirmou o engenheiro Jeffrey Han, 32, responsável pelo desenvolvimento da novidade.

Em uma demonstração da tecnologia ao G1 (veja o vídeo da entrevista ao lado), Han exibiu ao mesmo tempo na tela um mapa-múndi, um trecho do desenho animado “Os Simpsons” e uma dúzia de fotografias. Usando as mãos, o engenheiro “agarrou” o desenho e o arrastou para fora da tela. Depois, tocou o mapa com seus dois indicadores. Ele aumentou a distância entre os dedos, e a tela deu um “zoom” nos Estados Unidos. Han -- que fundou sua empresa a partir de uma pesquisa feita na New York University -- passou então a espalhar, com as mãos, as fotos por cima do mapa.

Apesar de ele não gostar da comparação com "Minority Report", a referência cultural é perfeita: quem usa a tela multitoques pode fazer exatamente o que o personagem interpretado por Tom Cruise fez no filme do diretor Steven Spielberg. Duas ou mais pessoas podem operar o equipamento ao mesmo tempo, já que ele é capaz de reconhecer -- e transformar em comandos -- o toque simultâneo de diversos dedos.

O aparelho fez sucesso em sua estréia na televisão mundial, quando apareceu na cobertura da prévia eleitoral de Iowa da CNN, em 3 de janeiro deste ano. A tela tornou-se uma ferramenta importante para explicar os resultados das votações no complexo processo eleitoral americano.

Revolução
A tela multitoque é uma revolução em um dos pontos mais importantes da tecnologia, mas que, curiosamente, sempre recebeu menos atenção por parte dos desenvolvedores: a interface, ou seja, a forma pela qual as pessoas “conversam” com os computadores.

Desde o surgimento do mouse moderno, em 1972, a maneira de utilizarmos equipamentos eletrônicos pouco mudou. O próprio “touchscreen”, antecessor do multitoques, ficou relegado a poucos equipamentos, tornando-se algo corriqueiro apenas em caixas eletrônicos e aparelhos como computadores de mão.

Ao eliminar a tradicional combinação “mouse e teclado”, o produto da Perceptive Pixel torna o uso de computadores mais intuitivo. E, de fato, não é preciso conhecimento técnico algum para utilizar a tela multitoques. É como brincar com papéis espalhados sobre uma mesa, só que com acesso a qualquer informação armazenada no computador ou na internet.

O sucesso do iPhone, que utiliza tecnologia semelhante, também facilitou o trabalho de ensinar as pessoas a utilizarem a tela.

Como funciona
O equipamento em si é bastante simples: um retroprojetor de alta resolução coloca as imagens do computador em uma tela, iluminada internamente por LEDs, pequenos diodos que emitem luz. Quando alguém pressiona o dedo contra a superfície, ocorre um fenômeno - que o inventor Jeffrey Han percebeu pela primeira vez ao observar um copo d’água - chamado “reflexo total interno frustrado”.

Parece complicado, mas o fenômeno significa apenas que a luz que seria refletida naquele ponto da superfície acaba se “espalhando” internamente pela tela. Atrás da tela, uma câmera capaz de detectar luz infravermelha percebe esse toque, e o equipamento está quase pronto. Bastou escrever um software capaz de medir o tamanho, a posição e o movimento desses toques, e convertê-los em comandos de computador.

Enquanto a maioria das pessoas ficou fascinada com a apresentação do produto na Technology Entertainment Design de 2006, na Califórnia, a Darpa (sigla em inglês para agência de projetos de pesquisa avançada em defesa) vislumbrou um uso prático para a tecnologia, e fez a primeira compra. “Foi um contrato grande, coisa de centenas de milhares de dólares”, afirma. Logo de cara, o sucesso financeiro do invento foi garantido.

Evolução futura
Agora, a tendência é que, com o aumento da escala de produção e a queda no custo dos materiais utilizados na fabricação, o preço de equipamentos multitoques caia.

Afinal, a concorrência está chegando - a Microsoft prepara, para os próximos meses, o lançamento do Surface, computador em formato de “mesa” que também é operado por comandos diretamente na tela. E o próximo Windows, sucessor do Vista, deverá impulsionar a fabricação de máquinas que sigam esse princípio.

“Acho que a tela multitoque é útil sempre que há a necessidade de exibir, manipular e analisar uma boa quantidade de informações gráficas”, afirma Han, que não admite, no entanto, que sua criação tenha “assassinado” o mouse. Mesmo porque, segundo ele, ainda há espaço para desenvolver a tela multitoques.

“Em termos de equipamento, o produto está completo. Mas precisamos descobrir novas funções, novas formas de exibir informações e de transformar a tela em algo útil para novos públicos”, avalia o inventor. Em um mundo ideal, Han acredita que o equipamento deveria estar presente em escolas, hospitais, escritórios de arquitetura e engenharia e, por que não, nas residências.



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» Web Insider - 22h41    04/08/2008
Seu banana, seu blogueiro!

Por Cesar Paz

Numa das últimas edições da revista Veja (data de capa - 16 de julho de 2008), o escritor Diogo Mainardi, na sua coluna “Nassif, o banana“, ofende, com ironia, um de seus desafetos, o jornalista Luis Nassif, chamando-o de “blogueiro”. Diz ainda, que Nassif se “refugiou” (sic) na internet onde seu passado era desconhecido e onde faz um blog no iG para meia-dúzia (sic) de leitores.

Lógico que isso tudo misturado com outros adjetivos e denúncias que mostram a ira do Mainardi contra o Nassif, na sua opinião um achacador, um inepto, um banana.

Não tenho uma opinião totalmente formada sobre nenhum dos dois, mas simplesmente não gosto do tipo de jornalismo que faz o Diogo e do seu egocentrismo. Na verdade acho ele um chato. Mas o que me assustou mesmo na coluna citada é que para ele (ou para o seu ego), blogueiro é diminutivo de jornalista.

Afirmo, caro Diogo Mainardi e outros ilustres formadores de opinião da grande imprensa, blogueiro só é “jornalistazinho” na tua opiniãozinha!

Se, por um acaso, existem jornalistas blogueiros, ótimo! Também existem designers blogueiros, publicitários blogueiros, engenheiros blogueiros, donas de casa blogueiras e até vovozinhas blogueiras.

A democratização dos ambientes de informação, representada especialmente pela web, permite hoje que qualquer pessoa possa participar, emitir opinião, publicar e gerar todo o tipo de conteúdo. As pessoas agora podem ser protagonistas e não mais aceitar silenciosamente a opinião de meia-dúzia (essa meia-dúzia é verdadeira) de iluminados que escrevem nos grandes veículos da mídia impressa.

Os blogs são apenas a principal ferramenta colaborativa desse enorme fenômeno. Os blogueiros são aqueles que se utilizam dessa ferramenta.

Os blogs são, de fato, a cauda longa da indústria de informação. Vivemos hoje a expectativa de acessar informação de graça, com credibilidade, sobre todos os assuntos e a qualquer momento. Dessa forma, ao mesmo tempo em que a circulação dos jornais e periódicos segue em queda livre, os blogs se apresentam como a alternativa real para os novos modelos de comunicação.

Mesmo na nossa internet ainda tupiniquim, a blogosfera cresce em relevância e detém audiência qualificadérrima, forma opinião e já é mídia com várias redes de blogs formadas. As marcas mais antenadas do Brasil já produzem campanhas que provavelmente considerem a revista Veja, mas também possuem uma estratégia de mídia e conteúdo para a blogosfera.

Incrível que o informado escritor e articulista Diogo Mainardi repita por ignorância o mesmo erro histórico da cadeia de televisão CBS e seu programa 60 minutos, que, nos Estados Unidos, em 2004, patrulhavam os “weblogs” e se referiam pejorativamente aos responsáveis como “jornalistas de pijama”.

O final dessa história muita gente conhece, venceram os blogueiros, que, por meio de uma rede colaborativa de informações, provaram em poucas horas a falsidade dos documentos sobre o serviço militar do presidente George W. Bush (candidato à reeleição à época) apresentados pela CBS num programa de setembro daquele ano e abalaram a credibilidade da grande rede americana de TV.

Se o Diogo quiser patrulhar o presidente Lula e seus companheiros, outros políticos, empresários corruptos e alguns jornalistas, ok. Mas deixa a blogosfera fora dessa.

Blogs, Diogo Mainardi, você ainda vai ter um!


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» IDG Now!    05/08/2008
TV pirata: conheça a polêmica transmissão de TV aberta pela internet

A pluralidade da hipermídia em lidar com diferentes conteúdos faz do seu PC também uma TV: o monitor se transforma na tela do eletrodoméstico enquanto o conteúdo é recebido não pela antena, mas pelo cabo Ethernet (ou o sinal sem fio).

Fora serviços como o Joost ou o Miro, que já descobriram e vêm explorando esta faceta do micro, há uma outra possibilidade de assistir TV no seu computador: a sintonização de canais abertos via streaming, por meio da internet.

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Aproveitando os Jogos Olímpicos de Pequim, com uma diferença de horário que permitirá que alguns jogos sejam assistidos no começo da manhã, o IDG Now! foi investigar: a reprodução de canais abertos no micro é crime no Brasil?

Pela falta de regulamentação específica no país e entre acusações de órgãos oficiais, a resposta é simples: esta espécie de "gato digital" não é crime.

Sites como Live-Online-TV, FreeTube, Streamick, TVTuga e wwiTV agregam centenas de canais (internacionais, em sua maioria) que podem ser assistidos livremente por qualquer usuário com banda suficiente para agüentar a transmissão ao vivo. 

Há também serviços brasileiros que oferecem canais nacionais de TV - cuja divulgação é feita por meio de mensagens não solicitadas - e devem experimentam aumentos de volume perto dos Jogos Olímpicos.

Os canais brasileiros oferecidos por sites como TV Digital Web, wwiTV e Bryntec se assemelham pela presença de seus sinais já estar disponível para transmissão online.

A maioria dos canais abertos está disponível por meio de afiliadas que transmitem sua programação na rede como acontece com Rede TV, TV Cultura e Bandeirantes, “sintonizados” pelo IDG Now! em diferentes serviços.

Conhecida no setor como Lei Geral das Telecomunicações, a lei número 9.472 de 16 de julho de 1997 prevê punição com prisão por até quatro anos e multa de até 10 mil reais para infração de artigos que prevêem o uso de espectro público para difusão de sinal de TV ou rádio fora da regularização do Estado.

A lei, no entanto, é válida apenas para o espectro usado para o sinal de TV e rádio sintonizado por aparelhos domésticos, não para um meio onde, teoricamente, a escassez do espectro não é sentida.

Esta é a alegação do Ministério das Comunicações, que afirma que qualquer tipo de regulamentação de serviços do tipo deveria sair do Ministério da Ciência e Tecnologia, que teoricamente cuida da legislação digital. 


Procurado pelo IDG Now!, o Ministério da Ciência e Tecnologia ainda não respondeu oficialmente sobre a alegação do Minicom.

“Na transmissão pela internet, você faz algo de valor adicionado”, o que não se configura como crime, afirma o presidente da consultoria Teleco, Eduardo Tude. “É claro que isto é uma zona cinzenta que cada um pode interpretar como quiser.”

Se alguém cobrasse pela transmissão dos canais abertos, argumenta, poderia haver a interpretação da sua ação como fornecedor irregular de TV por assinatura, o que poderia provocar punições segundo a Lei Geral das Telecomunicações.

Serviços que se divulgam por spam analisados pela reportagem se assemelham pelos mesmos canais oferecidos, com execução prejudicada por instabilidades, e pelo dinamismo com a qual os endereços são mudados, o que ocasiona diferentes mensagens para um mesmo site.

Comunidades do Orkut, como a “Canais de Tv Online 24h Grátis”, concentram milhares de usuários que trocam endereços de transmissão, senhas, reviews de programas ou pedidos sobre determinados canais ainda indisponíveis.

Dos serviços aos programas que oferecem transmissão de TV no desktops, como eXtreaming, MegaCubo, TVAnts e TV Online Flash, qualquer ferramenta de transmissão online sofre com a instabilidade ao sintonizar canais brasileiros.

Nos testes do IDG Now!, os canais Band, Band News, Band Esportes, TV Cultura, RedeTV e SBT foram sintonizados em suas programações ao vivo, mesmo caso da MTV Brasil, que transmite parte da sua programação pela web diariamente.

Canais dedicados ao esporte - no Brasil, notoriamente o SporTV - são acessados com maior facilidade quando há algum evento ao vivo que justifique sua transmissão em tempo real - jogos de futebol nas noites de quarta-feira e nos fins de semana, por exemplo.

Entre os internacionais, atrações da CNN, BBC World, NBC News, Bloomberg, ESPN, Discovery Channel e Nickelodeon foram sintonizadas dentro do navegador com reprodução quase sem engasgos.

“Todo mundo sabe que isto é uma coisa que não dá pra controlar e não tem volume pra assustar os canais atuais”, analisa Tude.

Enquanto a “zona cinzenta” citada pelo analista continua pela falta de regulamentação, internautas que estão longe da TV durante uma atração imperdível agradecem.


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