Sexta-feira, 08 de agosto de 2008
» Folha de São Paulo    08/08/2008
Com prejuízo de R$ 34,1 mi no 2º tri, TIM anuncia mudanças

O resultado ainda reflete os efeitos do ajuste das antecipações de receitas da venda parcelada de celulares nos últimos três anos.



» Folha de São Paulo    08/08/2008
Matriz transfere controle do Orkut para Google Brasil

Com a medida, que começou a ser implantada em julho e deve levar dois meses até ser completada, o escritório da empresa em Belo Horizonte vai gerenciar o portal



» Correio Braziliense    08/08/2008
Tributação: Receita oferecerá IR pronto

Sistema desenvolvido pelo Serpro permitirá ao governo montar a declaração de renda de pessoas físicas, a exemplo do que é feito no Chile. Dentro de dois anos, caberá ao contribuinte concordar ou não com os cálculos



» Valor Econômico    08/08/2008
Dificuldade técnica pode atrasar estréia da portabilidade

A maioria das empresas de telefonia fixa e celular evita comentar o assunto e o órgão regulador, por ora, não dá sinais de que está disposto a alterar o cronograma



» Gazeta Mercantil    08/08/2008
Como se comportar diante de uma demissão inesperada

Nenhum profissional está totalmente protegido contra o fantasma de uma demissão. Mas o que realmente abala qualquer executivo é a dispensa inesperada



» Diário do Nordeste/CE    07/08/2008
Servidores do Serpro param atividades por 48 horas

De acordo com o secretário geral do Sindicato dos Trabalhadores de Processamento de Dados, Serviços de Informática e Similares do Estado do Ceará (Sindipd), Valmir Brás, a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresa de Processamento de Dados, Serviços em Informática e Similares (Fenadados) encaminhou ofício ao Serpro, em Brasília, no último dia 1º, solicitando a realização da 10 ª mesa de negociação para o dia 6. “No entanto, a empresa disse que não poderia participar da conversa”. diz



» TI Inside    07/08/2008
Nativos digitais: Gartner: Nova geração de profissionais exigirá mudanças nas empresas

Os profissionais da chamada geração Y, nascidos entre os anos de 1981 e 1995, estão causando cada vez mais impacto nas empresas em que trabalham, o que vem obrigando-as cada vez mais a serem interativas, além de abrirem espaço para que esses jovens, que chegam com vontade de inovar, possam desenvolver as suas competências e habilidades



» Agência Senado    07/08/2008
CPI da Pedofilia ouvirá este mês direção da Microsoft, MSN/Hotmail, Facebook e Beboo

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia aprovou o plano de trabalho para o segundo semestre, incluindo audiências públicas com dirigentes da empresa Microsoft e do portal MSN/Hotmail no Brasil, além de representantes dos sites de relacionamento Facebook e Beboo



» WNews - UOL    07/08/2008
Microsoft anunciará pacote de segurança com 12 correções

Sete delas são consideradas críticas e cinco são importantes



» PC World    08/08/2008
Olimpíadas: vídeos contam parte da história dos jogos pelo mundo

Glória e superação marcam a vida dos atletas. Mas não é só isso. Esta seleção ilustra fatos importantes dos jogos modernos




» Folha de São Paulo    08/08/2008
Com prejuízo de R$ 34,1 mi no 2º tri, TIM anuncia mudanças

A TIM registrou um prejuízo líquido de R$ 34,1 milhões no segundo trimestre deste ano, uma redução de R$ 73,9 milhões em relação às perdas sofridas no trimestre anterior. O resultado ainda reflete os efeitos do ajuste das antecipações de receitas da venda parcelada de celulares nos últimos três anos. 

Por um erro, detectado no terceiro trimestre de 2007, a operadora deixou de cobrar essas parcelas dos clientes, e o que era receita teve de ser lançado como inadimplência (R$ 118,6 milhões) ou dedução de receita de aparelhos (R$ 54,7 milhões). "Além disso, a companhia teve de pagar as licenças da telefonia de terceira geração [3G], além de investir na ampliação de sua rede GSM", afirmou o presidente da companhia, Mario Cesar Araujo. 

A TIM também anunciou um plano de reestruturação desenvolvido pela consultoria Booz Allen. As primeiras mudanças: Araujo passa a acumular três cargos -presidência, direção geral (CEO) e direção financeira (CFO)- até que os nomes de Guglielmo Noya (CEO) e Claudio Zezza (CFO) sejam aprovados pelo conselho. 

Apesar dos resultados negativos, a operadora melhorou o desempenho. A receita média mensal por usuário (Arpu) passou para R$ 29,80, alta de 1,2% em relação ao primeiro trimestre de 2008. A média mensal de uso chegou a 100 minutos, um crescimento de 7%. 

A receita líquida foi de R$ 3,19 bilhões, 6,4% acima do resultado do primeiro trimestre. O Ebitda (lucro antes do pagamento de juros, impostos, depreciação e amortização) fechou em R$ 636,7 milhões, 18,9% de alta, e a base de clientes atingiu 33,8 milhões, o que equivale a 25,4% do mercado. 

Em meio aos ajustes, a TIM afirmou que também tenta um acordo com a Apple para lançar o iPhone, o celular que navega na internet, junto com a Claro e a Vivo.


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» Folha de São Paulo    08/08/2008
Matriz transfere controle do Orkut para Google Brasil

O Google anunciou que vai transferir o controle do Orkut de sua equipe na Califórnia (EUA) para o Brasil. Com a medida, que começou a ser implantada em julho e deve levar dois meses até ser completada, o escritório da empresa em Belo Horizonte vai gerenciar o portal. 

Em 2006, quando se intensificaram as ações judiciais contra o Orkut no Brasil, a empresa afirmava que não podia fornecer dados sobre criminosos porque os servidores do portal estavam nos Estados Unidos e eram gerenciados pelo Google Inc. O Google Brasil dizia não ter as informações. 

Segundo a empresa, a unidade brasileira mostrou que tem "maturidade suficiente para assumir essa responsabilidade".



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» Correio Braziliense    08/08/2008
Tributação: Receita oferecerá IR pronto

O ato de declarar Imposto de Renda pode estar prestes a acabar. Dentro de dois anos, o governo planeja oferecer a funcionários de alguns setores privados e a servidores públicos federais, estaduais e municipais a declaração de pessoa física já pronta. Caberá ao contribuinte concordar ou não com o tributo já calculado. Caso discorde, ele deverá fornecer as informações necessárias para a correção.

O modelo, que está sendo desenvolvido pelo Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), é inspirado em um sistema implantado no Chile. Segundo o diretor-presidente do Serpro, Marcos Mazoni, para setores que já operam com a nota fiscal eletrônica — automobilístico, fumageiro e indústria farmacêutica — falta apenas implantar a escrituração eletrônica, o que deve ser feito a partir do próximo ano.

“A escrituração eletrônica vai substituir os livros de contabilidade das empresas e nos colocar em condições, pelo menos no mundo empresarial, de ter o Imposto de Renda pronto, como hoje ocorre no Chile. Isso é um trabalho de dois anos, porque atualmente já podemos oferecer para todos os funcionários públicos”, destacou.

O contribuinte chileno recebe do governo a declaração do Imposto de Renda já montada, incluindo o imposto a pagar ou a restituir. Isso é possível porque lá o governo tem informações sobre o que foi pago de imposto e sobre o que cada um recebeu, além de um controle sobre as movimentações patrimoniais. “É uma experiência inovadora, uma experiência em que podemos nos espelhar para melhorar o nosso sistema”, afirmou Mazoni.

No caso dos funcionários públicos, disse ele, seria preciso apenas sincronizar as bases de dados. “O Serpro já é responsável pela folha de pagamento. Também saem das máquinas do Serpro aquelas declarações de quanto cada funcionário recebeu por ano. Então, é possível fazer ofertar o Imposto de Renda pré-pronto. Quanto aos funcionário estaduais e municipais, é uma questão de sincronismo das bases de dados.”

Mazoni destacou que, para o setor privado, a nota fiscal eletrônica e a escrituração eletrônica permitirão que se saiba quanto e a quem cada empresa pagou. No entanto, ainda é necessária uma articulação com cartórios para obter informações sobre a variação patrimonial. Quando a escrituração eletrônica estiver montada, será possível saber quanto as empresas pagaram às pessoas, explicou. “Ainda é necessário sincronizar os fluxos com cartórios. O quanto se pagou é fácil, a variação patrimonial é que é mais complicada.”

O governo pretende ampliar a cobertura dos sistemas eletrônicos para outros setores privados da economia. “A nota fiscal eletrônica está em atividade, mas ainda em fase de implantação em alguns segmentos. À medida que aumentam os segmentos abrangidos, vamos cobrindo mais as relações econômicas no Brasil. Estamos, desde o ano passado, com a nota fiscal eletrônica operando em segmentos bastante pesados. Então, já representa um volume grande”, destacou.




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» Valor Econômico    08/08/2008
Dificuldade técnica pode atrasar estréia da portabilidade

A portabilidade numérica, mudança nas regras da telefonia que permitirá que um usuário troque de operadora sem ter que mudar de número, corre sérios riscos de não entrar em vigor no dia 1º de setembro, prazo estipulado há 18 meses pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

A maioria das empresas de telefonia fixa e celular evita comentar o assunto e o órgão regulador, por ora, não dá sinais de que está disposto a alterar o cronograma.

A três semanas da estréia nas cidades pré-determinadas, muitas operadoras não superaram uma série de dificuldades técnicas - principalmente em seus ambientes internos de informática, que ainda não conseguem integrar, de forma precisa, as centenas de mensagens automáticas que o serviço exigirá. Segundo fonte que acompanha de perto as implementações, a maior parte dos problemas ocorre com os sistemas de relacionamento com o cliente, os programas que as teles adotam para gerenciar seus serviços com os usuários.

Nas operadoras, existe o temor de que se repita a pane generalizada que emudeceu os telefones durante a introdução dos códigos de seleção de prestadora nas ligações de longa distância, em 1999.

Os entraves técnicos e o pouco interesse das grandes operadoras contribuíram para encolher prazos que já eram exíguos. Conforme resolução da Anatel, as empresas deveriam reservar 90 dias antes da estréia para fazer testes. Com os atrasos, eles limitaram-se a, no máximo, 45 dias.

Em julho, as associações das concessionárias de telefonia fixa (Abrafix) e celular (Acel) enviaram cartas à agência expondo suas dificuldades. Não pediram, abertamente, mudança no cronograma, mas a mensagem ficou subentendida. "Alertamos para os riscos à entrada comercial sem que todos os testes sejam feitos de forma adequada", diz o presidente da Abrafix, José Fernandes Pauletti. "Os sistemas e as áreas de tecnologia de cada operadora eram diferentes. Quando se coloca isso em conjunto, vai funcionar? Só Deus sabe."

Até um mês atrás, foram realizados testes com operadoras fictícias, mas há pouco mais de duas semanas começaram as verificações reais entre as companhias. "Ainda tem muito trabalho braçal, e isso acontece porque as empresas não conseguem alterar os sistemas", diz fonte que acompanha o assunto. "O complicado é que, se uma operadora falhar, atrapalha todas as outras e compromete o resultado."

A portabilidade requer a criação de diferentes bancos de dados. Além das informações que cada operadora armazenará, um banco de dados paralelo ficará centralizado na Associação Brasileira de Recursos em Telecomunicações (ABR Telecom), entidade escolhida pela Anatel para administrar as migrações dos usuários. Essa migração, embora pareça simples, envolve uma infinidade de troca de mensagens entre as empresas.

A transição do cliente de uma operadora para outra pode gerar cerca de 300 combinações de mensagens. Estas, integradas aos sistemas internos das teles, chegam a até cerca de 3 mil combinações. Paralelamente, há dificuldades para fechar os procedimentos de cobrança entre as empresas. "Isso tudo ainda não está funcionando plenamente", diz fonte do setor.

Segundo Luiz Antonio Vale Moura, coordenador do grupo de implementação de portabilidade da Anatel, essas dificuldades já eram esperadas. "O projeto está em sua fase mais crítica, mas é normal", diz. "Por enquanto, ninguém apresentou problemas sérios para nós, e a implantação não será adiada."

A hipótese de que a troca de informações entre operadoras poderia gerar atrasos para completar uma ligação feita pelo usuário é descartada por Moura. "O tempo de consulta ao banco de dados é imperceptível, não haverá esse transtorno."

Nesta semana, o presidente da Anatel, Ronaldo Sardenberg, também reiterou que não há motivos para postergar a implantação.

A portabilidade estava prevista desde a privatização do setor, dez anos atrás, mas ficou engavetada. Em março do ano passado, a Anatel aprovou a regulamentação necessária e definiu o cronograma. A expectativa do mercado é de que, a partir do momento em que o usuário tenha liberdade de levar seu número para qualquer operadora, haja um aumento de competitividade, principalmente na telefonia fixa, onde a concorrência é menos intensa do que na móvel.

Por isso mesmo, o assunto desperta reações distintas nas empresas. As concessionárias de telefonia fixa - Telefônica, Oi e Brasil Telecom - são as mais refratárias. Como enormes bases de clientes, matematicamente são elas que mais têm a perder. Além disso, telefone fixo, no Brasil, já foi considerado um patrimônio e muita gente ainda reluta em abrir mão do número que conquistou após anos na fila. Companhias competidoras - como GVT, Net e Embratel - têm mais a ganhar, pois deixa de existir um importante inibidor para que um cliente em potencial mude de operadora.

A TIM, empresa de celular que desde o ano passado também presta serviços de telefonia fixa, demonstra otimismo. O presidente da operadora, Mario Cesar Pereira de Araujo, vê dois focos de oportunidades. "Na telefonia móvel, temos a possibilidade de conquistar clientes da concorrência, principalmente nas regiões em que somos a terceira ou a quarta operadora. Na fixa, muitos clientes não mudam porque consideram importante manter o número", afirma.

No entanto, o executivo admite que o prazo é apertado. "Evidentemente que um processo dessa monta, se é para entrar, tem que entrar com garantia de qualidade", afirma. "Senão, mais uma vez as operadoras se tornam alvo de reclamações sobre a qualidade do atendimento."

A ClearTech, que presta serviços para a ABR Telecom, estima que serão feitas de 400 mil a 600 mil migrações de usuários entre operadoras por mês, a partir de 2009. O Brasil tem hoje mais de 130 milhões de celulares e cerca de 40 milhões de linhas fixas em serviço.

Para se adaptar, calcula-se que as empresas já tenham investido R$ 2 bilhões, sem contar custos com manutenção. Nos Estados Unidos, país que adotou a portabilidade em 1998, o sistema gera custo anual de US$ 200 milhões.


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» Gazeta Mercantil    08/08/2008
Como se comportar diante de uma demissão inesperada

São Paulo, 8 de Agosto de 2008 - Nenhum profissional está totalmente protegido contra o fantasma de uma demissão. Mas o que realmente abala qualquer executivo é a dispensa inesperada. 

Especialistas em gestão de pessoas concordam que a demissão é sempre mais traumática para o profissional do que para a empresa. Na cabeça do executivo dispensado pipocam questões acerca de seus erros e acertos na antiga função, de seus defeitos e virtudes comportamentais, de suas forças e fraquezas em termos de relacionamento e, muitas vezes, até sobre a sua própria capacidade profissional. 

Mas, afinal, que tipo de lição o executivo deve tirar de uma demissão? Em primeiro lugar, após o choque inicial, o profissional precisa voltar-se para si mesmo, fazendo um balanço - o mais completo possível - de sua carreira e de sua pessoal. "No primeiro momento é comum o profissional se sentir incapaz na busca de novos desafios. A situação ficará pior caso não ache um ponto positivo no processo, mesmo após analisar a demissão", diz Camila Mariano, consultora de recursos humanos do Grupo Catho. "É imprescindível buscar a ciência da reavaliação de carreira e partir em busca de algo melhor." 

Após a dispensa, a última coisa a fazer é entrar em desespero e achar que a carreira acabou. Conforme especialistas, a sensação de incapacidade é um sentimento natural e imediato entre os demitidos. Mas nem sempre reflete uma situação real.
Assim, passada a fase inicial, o profissional deve se preocupar com o que irá fazer no futuro. "Ele precisa avaliar qual foi seu desempenho na empresa, sua carreira e ver se o seu perfil profissional e pessoal se encaixa no da profissão em que atua", orienta Camila. 

Segundo ela, o executivo também pode aproveitar o tempo "livre" para pesquisar cursos de qualificação, como pós-graduação e MBA, e também para reativar o seu networking. "O profissional pode pedir ajuda de amigos, ex-colegas de trabalho, consultores e headhunters para analisar seus pontos fracos. Além de avaliar suas deficiências, é possível também descobrir novas qualidades, antes desconhecidas", garante a consultora. 

Aliás, buscar a ajuda entre ex-colegas de trabalho, pedindo um "feedback" sobre o seu trabalho, é fundamental para que o executivo não volte cometer os mesmos erros. Por isso, durante a entrevista de desligamento, além de questões operacionais - quais os próximos passos até o desligamento efetivo, por exemplo -, o profissional deve procurar colher informações sobre seu desempenho e saber qual foi o motivo real do afastamento. 

Despedida discreta
De imediato, depois da comunicação formal da dispensa por parte do empregador, o executivo deve pedir permissão para enviar um e-mail de despedida - se assim o desejar -, gravar materiais particulares e apanhar seus objetos pessoais. Junto a isso, despedir-se, de forma cortês, de amigos e colegas da área também é primordial. 

Além disso, a despedida deve ser discreta, aspecto no qual o demitido geralmente deve contar com a parceria do gestor da respectiva área e do responsável pelo RH da empresa. "O profissional merece respeito durante e depois da demissão", argumenta Karin Parodi, sócia-diretora da consultoria Career Center. "A empresa precisa passar segurança ao responsável da área para que a demissão seja o menos traumática possível." 

Segundo Karin, é função do gestor expor com precisão e objetividade os motivos da dispensa. "Abrir espaço para os argumentos do empregado é muito importante. No final, ele [gestor] deve agradecer ao colaborador e lhe expor o que a empresa oferece no desligamento." 

Quando a demissão é bem-feita, conduzida com precisão pelo gestor, o impacto emocional é menor. O profissional precisa de dados para avaliar o seu desempenho e, posteriormente, utilizar positivamente estas informações. "A partir daí, pode buscar uma nova colocação, preparar um bom currículo, pesquisar empresas nas quais seu perfil será mais valorizado", afirma Karin. "Pesquisas em sites de recolocação e anúncios em jornais são ferramentas que ainda funcionam. Além disso, a rede de relacionamentos é preciosa e deverá estar sempre atualizada. É por meio dela que ele saberá de posições às vezes ocultas no mercado", assegura. 

Após o desligamento, o profissional não pode sair correndo atrás de um novo posto, sem antes passar por uma auto-avaliação. "O processo de recolocação é lento", justifica Carlos Eduardo Altona, diretor da Michael Page. "Uma recolocação instantânea pode ser desastrosa para a carreira", alerta. 

Segundo ele, a recolocação imediata pode ser negativa caso o executivo, na base do "desespero", aceite o primeiro convite que receber, não se importando com o fato de o cargo ou a área de atuação não ser compatível com o seu próprio perfil profissional. "Voltar ao mercado exige empenho e dedicação", afirma o consultor. "O executivo deve deixar de lado a ansiedade. Estudar propostas que se encaixem no seu perfil é a melhor alternativa. Processos seletivos costumam ser demorados. Espera-se que o profissional esteja recolocado no período de três a seis meses", calcula. 

A demissão é a etapa final do processo de transição de carreira. E uma dispensa pode ser percebida antes mesmo de ser concretizada. "Quando algo está errado, há uma sensação de desconforto", diz a consultora Mariá Giuliese, diretora executiva da Lens & Minarelli. "Quando nos surpreendemos com a realidade é que não estávamos prestando a atenção devida. O desligamento acontece quando algo já tinha acontecido. É o desfecho final para uma relação desgastada." 

Segundo especialistas, o que a maioria dos profissionais não sabe é que as empresas, geralmente, utilizam a demissão somente como último recurso. Antes de qualquer decisão desse tipo, todas as implicações são avaliadas. E a dispensa nem sempre é culpa do profissional. As organizações mudam, agregam novos investimentos. A obtenção de resultados e a busca de metas são os principais fatores que levam a uma dispensa. 

Mariá sugere que o profissional sempre busque uma avaliação positiva dos fatos que se sucedem na carreira, inclusive da demissão. "Não se deve ficar revoltado ou bravo consigo mesmo", orienta a especialista. "A separação é inevitável e faz parte da nossa vida. Deparamos com mais separações do que com encontros. Isso deve ser tratado com cuidado e atenção."
Em resumo, o profissional deve ver a demissão como um alerta para o fato de que algo está errado e precisa ser melhorado em sua carreira. O que se classifica hoje como um mercado agressivo e competitivo reflete nada mais do que a necessidade de os profissionais estarem cada vez mais bem preparados. Assim, uma eventual dispensa acaba por criar novos horizontes, exigindo que o executivo agregue novos conhecimentos e experiências, tornando-se, desta forma, apto a assumir um novo desafio.


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» Diário do Nordeste/CE    07/08/2008
Servidores do Serpro param atividades por 48 horas

Servidores do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) iniciaram nesta quarta-feira paralisação por 48 horas. O movimento é nacional e, em cinco estados (Ceará, Bahia, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e São Paulo) das dez regionais, os funcionários cruzaram os braços por dois dias. O motivo da greve de advertência é uma resposta ao não avanço das negociações entre trabalhadores e patrões na Campanha Salarial 2008/2009.

De acordo com o secretário geral do Sindicato dos Trabalhadores de Processamento de Dados, Serviços de Informática e Similares do Estado do Ceará (Sindipd), Valmir Brás, a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresa de Processamento de Dados, Serviços em Informática e Similares (Fenadados) encaminhou ofício ao Serpro, em Brasília, no último dia 1º, solicitando a realização da 10 ª mesa de negociação para o dia 6. “No entanto, a empresa disse que não poderia participar da conversa”. diz.

Os servidores querem um reajuste salarial da ordem de 21%, referentes ao índice do período; produtividade e perdas salariais no governo Lula. A empresa apresentou proposta de 6,5% e um Plano de Cargos e Salários (PCS).

Para os servidores, que lutam há cinco anos pelo Plano, explica Brás, o PCS proposto “privilegia apenas uma classe”. Na avaliação do Sindipd, o Serpro está intransigente nas negociações. “O que nos levou a decidir pela paralisação”. No entanto, ressalta o líder sindical, para demonstrar que o comando de campanha deseja solucionar a questão, a categoria já está pensando em discutir um reajuste de 15%.

Na manifestação da manhã de ontem, os servidores promoveram protesto em frente ao prédio da empresa, na Avenida Pontes Vieira.

A Gerência Regional do Serpro/CE não se pronunciou sobre a paralisação.


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» TI Inside    07/08/2008
Nativos digitais: Gartner: Nova geração de profissionais exigirá mudanças nas empresas

Os profissionais da chamada geração Y, nascidos entre os anos de 1981 e 1995, estão causando cada vez mais impacto nas empresas em que trabalham, o que vem obrigando-as cada vez mais a serem interativas, além de abrirem espaço para que esses jovens, que chegam com vontade de inovar, possam desenvolver as suas competências e habilidades. O alerta foi feito por Ione Coco, vice-presidente regional dos Programas Executivos (EXP) do Gartner para a América Latina, ao falar sobre o tema durante o 1º Festival de Tecnologia de Petrópolis, que ocorre até este sábado, 9, na cidade da região serrana do Rio de Janeiro.

De acordo com Ione, os profissionais da geração Y cresceram na época da globalização e tem como hábito trabalhar individualmente, com foco nos resultados. Criados em um mundo dominado pela tecnologia, eles processam informações rapidamente, são ágeis e estão acostumados a realizar diversas tarefas ao mesmo tempo. Porém, são muito questionadores e inquietos, e não mantêm laços com seus empregos, priorizando mais a realização pessoal do que a profissional. "É a geração dos também chamados 'nativos digitais', que não se preocupam em entender as tecnologias, eles simplesmente as usam.”

Para a especialista do Gartner, a geração Y exigirá mais incentivos por parte dos empregadores, já que eles estão atrás de desafios, bons projetos e querem ter prazer no que fazem. Segundo Ione, uma das características dos profissionais da geração Y é que, se não estão satisfeitos com a empresa em que trabalham ou quando o chefe tem um comportamento autoritário, procuram outra. Ela explica ainda que a geração Y é o oposto dos chamados baby boomers, geração que nasceu entre 1946 e 1964 e para a qual a empresa vem em primeiro lugar e a realização profissional está atrelada a empregos duradouros, e da geração X, os nascidos entre 1965 e 1980, que detestam o estilo "viver para trabalhar" e valorizam a vida pessoal.

De acordo com Ione, em dez anos a geração Y estará em cargos de liderança e mudará o comportamento e a forma de trabalho dentro das corporações. "Até 2015 essas pessoas gastarão mais de 80% do seu tempo trabalhando em colaboração, e não necessariamente de forma presencial como acontece em grande proporção hoje."

O Gartner prevê também mudanças na cultura das companhias, que deixará de ser centralizada para funcionar de forma distribuída e a comunicação passará a se dar de maneira horizontalizada. "As competências também serão baseadas em interação e não mais no aspecto técnico, bem como o aprendizado prescrito não existirá mais e passará a ser desenvolvido na forma de pesquisas e buscas", prevê Ione.

A jornalista viajou a Petrópolis a convite dos organizadores do 1º Festival de Tecnologia de Petrópolis.


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» Agência Senado    07/08/2008
CPI da Pedofilia ouvirá este mês direção da Microsoft, MSN/Hotmail, Facebook e Beboo

Em reunião realizada nesta quinta-feira (7), a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia aprovou o plano de trabalho para o segundo semestre, incluindo audiências públicas com dirigentes da empresa Microsoft e do portal MSN/Hotmail no Brasil, além de representantes dos sites de relacionamento Facebook e Beboo. Também foram aprovadas datas para tomadas de depoimentos de envolvidos em denúncias de pedofilia e para audiências com autoridades ligadas à proteção dos direitos humanos, da Coordenação Geral de Polícia Criminal Internacional (Interpol) e do Ministério Público, entre outras.

Na próxima terça-feira (12), serão ouvidos pela CPI Alexsander Ladislau e Silas Cabral, ambos citados em depoimentos de envolvidos na Operação Arcanjo, deflagrada em Roraima para investigar denúncias de abuso sexual contra crianças naquele estado. Na terça-feira seguinte (19), a CPI realizará audiência pública com Osvaldo Barbosa de Oliveira, diretor-geral do MSN/Hotmail no Brasil, Eduardo Fumes Parajo, presidente da Associação Brasileira de Provedores Internet (Abranet), e representantes do Facebook e do Beboo. Os senadores buscarão, no debate, formas de cooperação para reprimir o uso da Internet para a prática da pedofilia.

No dia 2 de setembro, está agendada audiência pública com a participação do secretário especial de Direitos Humanos da Presidência da República, Paulo de Tarso Vannuchi. Também foram convidados para o debate Carmem Silveira de Oliveira, subsecretária de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente; Laila Paiva, coordenadora do Programa de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes; e Ana Maria Drummond, representante do Instituto WCF-Brasil.

Assessor

Ainda em setembro, a CPI ouvirá, no dia 11, o economista José Carlos Jacob de Carvalho. Ex-assessor do Senado e do Banco Central, ele é acusado de divulgar imagens de pornografia infantil pela rede mundial de computadores. No dia 16, serão ouvidos Amarildo Mullinare e Joster Alves, radialistas de Niquelândia (GO) que deverão falar sobre um caso de abuso sexual investigado naquela cidade.

No dia 25, falam à Comissão Parlamentar de Inquérito da Pedofilia Jorge Barbosa Pontes, chefe da Interpol; José Carlos Cosenzo, presidente da Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp); e Marfran Martins Vieira, presidente do Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais do Ministério Público dos Estados e da União; além de um representante da Receita Federal.

Para aprofundar aspectos técnicos do combate à pedofilia e do atendimento às vítimas de abuso sexual, os senadores realizam, no dia 6 de novembro, audiência com os psicólogos Vicente Faleiros, pesquisador da Universidade de Brasília (UnB), e Viviane dos Santos, coordenadora da Vara da Infância e da Juventude do Distrito Federal.


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» WNews - UOL    07/08/2008
Microsoft anunciará pacote de segurança com 12 correções

A Microsoft anunciou nesta quinta-feira que seu pacote mensal de segurança, que é liberado a cada segunda terça-feira de cada mês, trará 12 correções para seus produtos. Sete delas são consideradas críticas e cinco são importantes.

Dentre os produtos que ganharão este update, estão o pacote de aplicativos Office, o navegador Internet Explorer, o gerenciador de e-mails Outlook Express, o comunicador instantâneo Windows Live Messenger e o sistema operacional Windows. Alguns dos aplicativos como o Office e o Windows apresentam tanto falhas críticas quanto importantes. Algumas delas aproveitam brechas que permitem que o cracker execute códigos maliciosos remotamente.

 



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» PC World    08/08/2008
Olimpíadas: vídeos contam parte da história dos jogos pelo mundo

Por intermédio da web, quem está longe de um aparelho de TV poderá acompanhar os Jogos Olímpicos de Pequim sem problemas e em tempo real – na América Latina, por exemplo, este serviço será oferecido com exclusividade pelo portal Terra. Mas a internet nos brinda, também, com a possibilidade de ver (ou rever) personalidades e momentos olímpicos que fizeram história.


Fizemos uma busca na rede mundial em busca de vídeos que contassem um pouco da história das Olimpíadas e descobrimos coisas interessantes do esporte nacional e mundial e também fatos que ultrapassam a arena dos jogos.


A oferta de vídeos é enorme, mas sua organização um tanto caótica. A baixa presença de vídeos que mostrem a participação do Brasil em Olimpíadas é lamentável. Quem sabe, a partir de Pequim 2008 e com as facilidades que a internet oferece, detentores de imagens históricas decidam compartilhá-las com um número maior de fãs do esporte.


Se você tem alguma sugestão bacana ou encontrou algum vídeo olímpico que valha a pena, escreva para nós (pcworld@nowdigital.com.br) para que essa coletânea possa se tornar ainda mais completa.

Até o início dos anos 1950, pouco material gravado está disponível. Por essa razão, concentramos nossa pesquisa a partir dos jogos de Helsinque, de 1952. Veja o que encontramos:

1952 – Helsinque
Não localizamos imagens em vídeo da vitória do brasileiro Adhemar Ferreira da Silva na prova de salto triplo. Peão de fábrica, ele trabalhava de dia e estudava à noite, reservando o horário do almoço para seus treinos.


Quatro anos antes, em Londres, já participara dos jogos, mas foi em Helsinque que ele se consagraria e daria origem a uma tradição: a volta olímpica. Segundo contam, fez isso para agradecer à platéia que o ovacionava. Em Melboure (1956), ganharia o ouro novamente, sagrando-se o primeiro bi-campeão olímpico brasileiro. Neste vídeo, acessível por meio da URL http://www.acordacultura.org.br/data/documents/storedDocuments/%7BD12A3C1F-7CC9-4831-B1CD-E6E1D01AB3F8%7D/%7B3E7A3A31-499C-46C9-9746-A61629B538E5%7D/01%20Ademar%20Ferreira%20da%20Silva%20-%2056kbps.wmv  e que faz parte do projeto A Cor da Cultura, quem conta a história é outro atleta, Robson Caetano.

O fundista Emil Zatopek, da antiga Tchecoslováquia, é recebido por uma multidão que grita seu nome no final da prova mais nobre das Olimpíadas – a maratona – e não só pelo fato de ser o vencedor da prova, em 3 de agosto. Zatopek era o primeiro atleta da História a ganhar o outro também nos 10 mil metros (em 20 de julho) e nos 5 mil metros (em 24 de julho).



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