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Folha de São Paulo 09/07/2008
Google cria rival para o Second Life
No mês passado, usuários do Second Life movimentaram US$ 29 milhões. Assim como o Orkut, Lively foi criado por engenheira que usou o tempo livre que o Google dá aos funcionários para projetos pessoais
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Folha de São Paulo 09/07/2008
Brasil adotará RG único com chip a partir de janeiro
Nova carteira de identidade reunirá documentos como CPF e título de eleitor. Similar a um cartão bancário, RIC só não vai conter a carteira de motorista; Estados terão 9 anos para recadastrar toda a população
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Folha de São Paulo 09/07/2008
Governo não vê prejuízo para fusão BrT-Oi
Planalto e Oi não receiam que prisão de Dantas atrapalhe união com Brasil Telecom, que já foi controlada pelo banqueiro. Polícia temia que banqueiro fugisse ou conseguisse evitar na Justiça sua prisão; Lula soube da operação antes de viagem ao Japão
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Folha de São Paulo 09/07/2008
Olhe além do Mpixel na hora de comprar câmera
Foto de 3 Mpixels pode ser impressa em tamanho tradicional; zoom digital deve ser desprezado
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Folha de São Paulo 09/07/2008
Orkut libera aplicativos para usuários brasileiros
DIVERSÃO >> Ferramentas do Open Social ficarão disponíveis amanhã, diz Google
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Correio Braziliense 09/07/2008
TSE inaugura censura à internet
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estendeu sua jurisdição à internet. Proibiu que no espaço virtual, que não é concessão do Estado, circule material informativo sobre as eleições. Nessa rubrica constam não apenas propaganda, mas também material analítico e notícias
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IT Web 09/07/2008
Contagem regressiva: iPhone 3G em 2 dias
Compradores já acampam na frente das lojas da Apple, enquanto a AT&T planeja abrir mais cedo suas lojas nos Estados Unidos. O iPhone 3G ainda não chegou ao mercado mas a histeria para adquirir o aparelho já começou
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Informática - Folha OnLine 08/07/2008
Brasil ganha dois prêmios em campeonato mundial de tecnologia
Pela quarta vez consecutiva, o Brasil teve o maior número de estudantes inscritos --63 mil
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IDG Now! 09/07/2008
Descubra os planos do Google
Saiba em quais projetos a empresa trabalha e confira se alguns boatos são verdadeiros
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TI Inside 08/07/2008
HP intensificará estratégia de TI como serviço com aquisição da EDS
Com a transação, avaliada em aproximadamente US$ 13,9 bilhões, a fabricante de computadores e impressoras deve obter um aumento expressivo na sua participação de mercado no segmento de outsourcing de TI, ficando atrás apenas da IBM, que lidera o mercado de prestação de serviços de TI
» Folha de São Paulo 09/07/2008
Google cria rival para o Second Life
O Google inaugurou ontem o Lively (www.lively.com), ambiente virtual em 3D semelhante ao Second Life (SL), criado pela empresa californiana de tecnologia Linden Lab.
Para usar o serviço, ainda em fase experimental, é preciso instalar apenas um complemento para o navegador -o Second Life requer a instalação de um software completo.
O Lively permite que o usuário interaja com outros internautas em espaços virtuais por meio de mensagens de texto e gestos. A aposta do novo serviço do Google é a integração com páginas da internet -é possível colocar o Lively em sites e blogs.
Ao contrário do Second Life, que tem 14 milhões de usuários cadastrados e moeda própria (os linden dollars), o Lively não envolve transações financeiras.
No mês de junho, os usuários do Second Life movimentaram, entre eles, US$ 29 milhões (a Linden, empresa que administra o jogo, cobra imposto por algumas transações).
Foi o maior número desde que os jogos de azar foram banidos do SL, em junho de 2007, quando US$ 36 milhões circularam entre os usuários.
Atualmente, são 87.867 assinantes do SL que pagam, no mínimo, US$ 6 por mês para ter privilégios como compra de terras. Por enquanto, não existem planos de publicidade dentro do serviço do Google.
O Lively, que tem um visual mais infantil do que o Second Life, foi criado pela engenheira Niniane Wang durante os 20% da carga horária em que os funcionários do Google podem se dedicar a seus projetos pessoais. O Orkut também foi desenvolvido dessa forma.
World of Warcraft, outro universo virtual popular, chegou a 10 milhões de assinantes em janeiro deste ano, de acordo com a Blizzard, produtora do videogame. Cada um deles gasta, no mínimo, com a assinatura, US$ 13 por mês.
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» Folha de São Paulo 09/07/2008
Brasil adotará RG único com chip a partir de janeiro
O governo apresentou ontem o modelo da nova carteira de identidade que começará a ser adotada a partir de janeiro. O documento, similar a um cartão bancário com chip, reunirá vários dados, como CPF e título de eleitor, e fará com que o Brasil adote o AFIS (sigla em inglês para Sistema Automático de Identificação de Impressões Digitais). Por meio dele, as digitais constarão no documento.
A carteira, chamada Cartão de Registro de Identidade Civil (RIC), começa a ser confeccionada neste ano, mas os Estados terão nove anos para recadastrar toda a população.
Ela foi concebida para integrar os bancos de dados de todos os sistemas de identificação do país. A carteira nacional de habilitação (CNH) é o único documento que não poderá integrar ainda o novo cartão, pois o custo seria muito alto.
A carteira foi apresentada ontem à tarde durante a abertura do Encontro Nacional de Identificação, organizado pela Polícia Federal e pelo Ministério da Justiça.
O presidente em exercício, José Alencar, foi o primeiro a testar o cartão. Ele registrou suas impressões digitais e afirmou que o novo modelo aperfeiçoará o sistema de segurança do país, evitando fraudes de documentos como a carteira de identidade e o CPF.
O sistema foi comprado em 2004 pelo governo ao custo de US$ 35 milhões. Para a implementação do RIC nos próximos nove anos, será necessária integração dos institutos de identificação de todo o país. Pelo projeto, devem ser firmadas parcerias com órgãos regionais que receberão estações de coleta e confecção das novas carteiras.
Os dados que serão armazenados no documento serão gravados a laser em camadas interiores, tornando impossível sua remoção por agentes químicos.
Segundo o Ministério da Justiça, a intenção é que em nove anos toda a população tenha o novo documento. A partir do terceiro ano do projeto, 80 mil pessoas poderão ser cadastradas a cada dia, com meta de 20 milhões por ano.
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» Folha de São Paulo 09/07/2008
Governo não vê prejuízo para fusão BrT-Oi
A Polícia Federal temia que o banqueiro Daniel Dantas fugisse ou conseguisse evitar na Justiça sua prisão pela Operação Satiagraha. A ação ocorreu em meio ao meganegócio de fusão da telefônica Oi com a Brasil Telecom, que já foi controlada por Dantas. A PF descobriu, por exemplo, que o banqueiro montou um esquema para tentar enganar os agentes federais, divulgando informações à imprensa de que ele já estaria fora do país, em Nova York. Os policiais, porém, sabiam tratar-se de uma contra-informação.
Eles vinham monitorando os passos de Dantas nos últimos dias, no Rio, com o objetivo de articular a estratégia de sua prisão, informada com antecedência ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo a Folha apurou, o governo Lula e a Oi não temem, pelo menos por enquanto, que a prisão de Dantas prejudique a fusão com a Brasil Telecom. Isso poderia ocorrer caso a operação de ontem tivesse acontecido antes de 25 de abril, quando a Brasil Telecom assinou com a Oi o compromisso de venda da empresa. Antes do acerto oficial, por exigência da Oi, Dantas já havia assinado contratos de venda de sua parte na empresa, por mais de US$ 1 bilhão, segundo cálculos de especialistas. Agora, não pode recuar do acerto.
O resultado da investigação e a "natureza e importância" da Operação Satiagraha foram passados ao presidente Lula no último domingo, antes de sua viagem ao Japão, pelo ministro Tarso Genro (Justiça). Na conversa, Lula ficou sabendo também que haveria prisões e mandados de busca e apreensão que atingiriam, além de Dantas, os sócios do banqueiro e Naji Nahas. O próprio diretor-geral da PF, Luiz Fernando Corrêa, só foi informado na semana passada de que a operação seria deflagrada ontem, repassando a notícia a Tarso, seu superior. Até o momento, o Palácio do Planalto trabalha com a informação de que as novas investigações não incluem nenhuma novidade sobre o mensalão. Assessores do presidente, contudo, estavam preocupados ontem com a possibilidade de que o episódio traga de volta ao centro do noticiário os negócios de Fábio Luís, o Lulinha, filho do presidente. Ele chegou a negociar uma sociedade com Daniel Dantas na Gamecorp, antes de fechar com a Oi.
Os agentes da PF também vinham acompanhando as iniciativas dos advogados de Dantas na Justiça, que queriam evitar sua prisão. Eles chegaram a entrar com pedido de habeas corpus preventivo no Superior Tribunal de Justiça em 28 de maio, mas não obtiveram liminar. No dia 11 de junho, recorreram ao Supremo Tribunal Federal -o ministro Eros Grau foi designado relator do pedido, mas não houve decisão. O advogado de Dantas, Nélio Machado, entrou com os pedidos de habeas corpus com base em reportagem da Folha publicada no dia 26 de abril que antecipava a informação de que o banqueiro era alvo da PF. No STJ, o pedido foi negado liminarmente.
O relator desse caso, ministro Arnaldo Esteves Lima, alegou que "o periculum in mora, todavia, não se revela palpável, objetivo, a justificar o deferimento, desde logo, do "salvo conduto", pois a notícia jornalística, ainda que preocupante para os pacientes, o que é compreensivo, denota, no entanto, mera possibilidade, ao expressar, no condicional, ..."poderia levar à prisão...'".
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» Folha de São Paulo 09/07/2008
Olhe além do Mpixel na hora de comprar câmera
As vendas de câmeras digitais cresceram 33% no Brasil, entre 2006 e 2007, de acordo com a GfK Marketing Services. Outra coisa que aumenta são os recursos e a resolução das câmeras. Hoje não é raro ver máquinas de 10 Mpixels na mão de consumidores comuns.
"Essa corrida por mais Mpixels é marketing das empresas. Onde o consumidor vai guardar as fotos? Elas ficam com 2, 3 Mbytes, e, a não ser que o usuário pense em imprimir uma foto maior do que os tamanhos convencionais, ele vai pagar por um recurso que não vai usar", afirma o fotógrafo e editor do site Banco de Imagem (www.bancodeimagem.com.br), Roberto Negraes.
Para Negraes, um valor entre 5 e 8 Mpixels é suficiente para o usuário comum.
Celso Rogerio, editor da comunidade sobre fotos digitais DigiForum.com.br, concorda: "Câmeras com 3 Mpixels (...) geram imagens impressas de até 20x30 cm, mais que suficientes para a grande maioria dos consumidores."
Zoom digital
Negraes também sugere que o consumidor não se impressione com o zoom digital. "É feito por software, a mesma coisa que fazer no micro." Ou seja, quem quer a ferramenta de aumentar deve buscar o zoom óptico, feito por lentes. Para ele, até a remoção de olhos vermelhos deve ser feita no PC, e recursos de edição na câmera são desnecessários.
Celso Rogerio diz que tanto quem pretende fazer um uso semi-profissional quanto o fotógrafo amador devem saber o que procuram em foto antes de comprar. "Deve-se conhecer seu estilo (...). Por exemplo: uma pessoa que gosta de fotografar pássaros deve levar em consideração que precisa de um zoom óptico longo."
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» Folha de São Paulo 09/07/2008
Orkut libera aplicativos para usuários brasileiros
A partir de amanhã, grande parte dos usuários brasileiros do Orkut terá acesso a aplicativos desenvolvidos por meio do Open Social, iniciativa que visa aprimorar o relacionamento entre redes sociais.
As ferramentas servem para diversos fins. Com o Music iLike, você diz seu gosto musical; o Pacman permite jogar o popular título do Atari; o oYo facilita a descoberta de músicas e filmes; o Daily Horoscopes diz a previsão para o seu signo; o Sudoku testa sua lógica; e o Rate My Friends ajuda você a dizer que amigo é mais bem vestido ou tem o melhor sorriso.
Com a iniciativa, o Orkut adere a uma tendência popularizada pelo Facebook, uma das maiores redes sociais do mundo: a adoção de miniaplicativos feitos por terceiros.
Os usuários brasileiros, que estão entre os maiores números de cadastrados no Orkut, não foram os primeiros a usar as ferramentas. Quem informava Índia como país no perfil, por exemplo, já tinha acesso aos programinhas.
Mas, a partir de amanhã, a maioria dos usuários brasileiros já poderá utilizar os aplicativos, de acordo com o Google.
"Não podemos imaginar todas as aplicações que as pessoas querem em diversos países. Há várias coisas que são importantes para os brasileiros, como música, futebol", disse Manu Rekhi, gerente mundial do Orkut, à Folha. "E o Open Social permite que pessoas do Brasil desenvolvam aplicativos para brasileiros. Isso vai aumentar a interação entre quem ama usar o Orkut diariamente."
Para dar conta dos milhões de usuários do Orkut no Brasil, a rede investe em aspectos técnicos e processuais. "Já monitoramos o funcionamento dos servidores e, a partir do momento em que a coisa vai indo bem, abrimos para mais gente", diz Eduardo Thuler, gerente de produto do Orkut no Brasil.
Segundo ele, os aplicativos que mais chamam a atenção dos usuários brasileiros são os que têm foco em expressar sentimentos ou aumentar a interação com demais usuários, por meio de jogos ou músicas -ou, então, de ferramentas de paquera, como a Vou, Não Vou!.
Como fazer
Para começar a encher seu perfil, vá em Adicionar apps, que fica do lado esquerdo da tela. As aplicações são classificadas com estrelas.
Você escolhe se, ao colocar uma ferramenta em seu perfil, seus amigos receberão atualizações cada vez que você usá-la. Também dá para ver quais dos seus contatos têm os mesmos programas que você.
Renda
O Open Social representa oportunidades para desenvolvedores, que podem ver suas criações não só no Orkut, mas em redes como LinkedIn, hi5, Friendster e Ning.
"Dá para fazer negócios a partir dos aplicativos. O desenvolvedor faz acordos, escolhe seu modelo de negócio. Nós damos o lugar para armazenar a aplicação", diz Rehki, que esteve no Brasil há pouco mais de um mês para falar para desenvolvedores e estudantes.
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» Correio Braziliense 09/07/2008
TSE inaugura censura à internet
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estendeu sua jurisdição à internet. Proibiu que no espaço virtual, que não é concessão do Estado, circule material informativo sobre as eleições. Nessa rubrica constam não apenas propaganda, mas também material analítico e notícias.
Hoje, a internet — com seus milhares de sites, blogs, portais e comunidades — é a mais abundante fonte de consulta, jornalística ou não, acessada pelo público. Seu índice de leitura supera o dos jornais. Não por a caso, para lá migraram praticamente todos os jornais e revistas e alguns dos melhores jornalistas — e o fenômeno não é apenas nacional: é mundial.
Censurá-la, pois, é atentado à liberdade de informação, o que infringe a Constituição Federal. Coloca o Brasil no mesmo patamar de China e Cuba — ditaduras temerosas da liberdade de expressão —, que exercem implacável fiscalização sobre a rede mundial.
Configura, inclusive, retrocesso em relação ao próprio tribunal. Há dias, o TSE reviu decisão análoga da Justiça comum, relativa à mídia impressa. Três órgãos de imprensa — Folha de S.Paulo, O Estado de S. Paulo e Veja — haviam sido punidos por cumprir o papel institucional de informar. O TSE, diante da insustentabilidade daqueles atos, reconheceu que jornalismo não é propaganda. E os revogou.
Entrevistar candidatos não significa vendê-los ao público. Propaganda é forma específica de comunicação, em que não atua o contraditório. Vendem-se as supostas excelências de um produto, sem menção aos seus eventuais efeitos colaterais. Propaganda eleitoral não é diferente.
Já informação jornalística é outra coisa: divulga fatos e acontecimentos. Quando o jornal faz opção por algum candidato, legítimo direito que tem, expõe seus argumentos. Acompanha-o e compra-o quem quiser. Nem por isso, deixa de expor o contraditório, ao noticiar a campanha dos adversários e seus respectivos argumentos. Se não o fizer, encalha.
Entrevista jornalística é diálogo, em que cabe ao entrevistador extrair o máximo do entrevistado, fazendo com que diga não apenas o que quer, mas também o que não quer. As melhores entrevistas são exatamente aquelas em que o entrevistado trai a si próprio, revelando o que não planejara dizer. O resultado de uma entrevista depende do talento de ambos, mas sobretudo de quem entrevista.
Caracterizar entrevista como propaganda é desconhecer seu significado e objetivo. E a Justiça havia punido a Folha de S.Paulo por entrevistar dois pré-candidatos — Marta Suplicy e o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab —, por entender que, ao publicar suas respectivas plataformas, havia feito propaganda política.
Uma procuradora chegou a mencionar o que era possível em entrevistas com candidatos: mencionar preferências culinárias, hábitos domésticos e culturais etc. Mostrou-se aprendiz em culinária jurídica e um desastre em jornalismo. O jurista Saulo Ramos lamentou o despreparo técnico dos protagonistas daquele ato.
O TSE corrigiu isso. Mas sua Resolução n° 22.718, recém-publicada, reincide na falta. Equipara equivocadamente a internet ao rádio e à televisão, concessões públicas. Proíbe assim a mídia eletrônica de difundir opinião em relação a candidaturas e de dar tratamento diferenciado aos postulantes.
Jornais e revistas, empresas privadas — compreensão que a Justiça
só teve depois de forte reação da mídia —, continuam (felizmente) livres dessas restrições. Mas o precedente é perigoso.
A internet é um espaço democrático mundialmente respeitado como tal. Nela, o poder econômico não exerce (ainda) monopólio. Blogueiros avulsos obtêm grande repercussão e fazem o contraponto às informações e opiniões do establishment.
Tem-se ali um verdadeiro mercado da informação, em que prevalece quem melhor vende seu peixe. É o público que confere prestígio aos habitantes do espaço virtual. À exceção de ditaduras, ninguém se atreveu a mexer nisso.
Ingerência só em casos específicos, que configuram crime, como a pedofilia ou a incitação à violência. Mesmo assim, essa intervenção, indispensável, tem sido largamente discutida, exatamente para que não sirva de pretexto a restrições ilegítimas.
Pena que a maioria do TSE não tenha dado ouvidos ao ministro Carlos Ayres Britto, que em poucas palavras disse tudo: “O direito não tem como dar conta desse espaço. É um espaço que não nos cabe ocupar. Deixemos os internautas em paz”. Deixem mesmo.
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» IT Web 09/07/2008
Contagem regressiva: iPhone 3G em 2 dias
Os compradores já começaram a acampar na porta das lojas da Apple. Enquanto isso, A AT&T prlaneja abrir algumas de suas lojas às 8h nesta sexta-feira (11/07), para conseguir atender a demanda. Nesta segunda-feira (07/07), o site de pré-venda da O2 no Reino Unido não suportou a demanda e saiu do ar. Os potenciais compradores foram recomendados a esperar até sexta-feira (11/07). Na terça-feira, a Vodafone da Nova Zelândia fechou seu site depois de uma enxurrada de pedidos. Os interessados também receberam a recomendação de esperar até sexta.
Alguns consumidores estão evitando a corrida pelo iPhone 3G comprando o modelo antigo em sites de leilão, como o eBay. Os preços giram em entre US$ 300 e US$ 600 para os modelos de 8GB e 16GB, respectivamente, para aparelhos desbloqueados, ou jailbroken. Nos Estados Unidos, o iPhone chegará ao mercado custando US$ 199, o modelo de 8GB e US$ 299 o modelo de 16GB, ambos com contratos de dois anos com a AT&T.
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» Informática - Folha OnLine 08/07/2008
Brasil ganha dois prêmios em campeonato mundial de tecnologia
O Brasil ficou com dois prêmios na Imagine Cup, torneio estudantil mundial de tecnologia promovido pela Microsoft. Os resultados foram divulgados nesta terça-feira (8), no museu do Louvre, em Paris. Pela quarta vez consecutiva, o Brasil teve o maior número de estudantes inscritos --63 mil.
A equipe Mother Gaia Studio, formada por alunos da Unesp (Universidade Estadual Paulista) de Bauru (SP), ficou com o prêmio na categoria Desenvolvimento de Jogos, pelo game City Rain.
No jogo, que tem elementos de jogos como Tetris e SimCity, os usuários têm de construir uma cidade, respeitando a questões ambientais, ou arrumar locais que tenham esse tipo de problema. O jogo pode ser obtido gratuitamente no site: www.cityra.in.
A equipe, que ficou à frente dos representantes de Bélgica e Coréia do Sul, é formada por Guilherme Oliveira Campos, Túlio Marques Soria, Helena van Kampen e Rafael Fantini da Costa. O Mother Gaia Studio recebeu US$ 25 mil de prêmio.
"Vamos investir para desenvolver nosso próximo jogo", diz Costa, em nota.
Um outro grupo brasileiro ficou com o título de projeto de Interoperabilidade, que reconhece as soluções que utilizam softwares para conectar pessoas, dados ou sistemas com o objetivo de atender às necessidades dos cidadãos.
O time Écologix criou um sistema chamado Ecologger, que tem o objetivo de ajudar na tomada de decisões. O software permite compartilhamento de dados desde a detecção do problema até o histórico das soluções encontradas.
O grupo, formado por Carlos Eduardo Rodrigues (UFPE), Renato Viana (UFPE), Roberto Sonnino (USP) e Eduardo Sonnino (Unicamp), recebeu US$ 10 mil em premiação.
A Imagine Cup é realizada anualmente, com o objetivo de estimular estudantes a criar soluções tecnológicas que ajudem na solução de desafios do mundo.
Nesta edição, que teve participação de 61 países, o eles foram estimulados a criar sistemas para um ambiente sustentável.
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» IDG Now! 09/07/2008
Descubra os planos do Google
O Google está tão ativo que é difícil acompanhar seus passos. E assim que se faz idéia dos seus aplicativos online, inovações e projetos de pesquisa, a empresa de 167 bilhões de dólares e 19 mil empregados simplesmente inventa algo novo.
Afinal, quem pensaria que uma empresa de buscas se envolveria em um grupo de empresas que estão construindo um cabo submarino de fibra óptica entre os Estados Unidos e o Japão?
> Conheça 10 erros do Google
Nem tudo funciona perfeitamente para o gigante de buscas, contudo. O analista Michael Gartenberg, da JupiterResearch, não se surpreende com as várias direções e até erros da empresa.
“O império do Google começou como um projeto de pesquisa, e está em seu DNA descobrir novidades e monetizar as descobertas”, diz Gartenberg. “Quando se tem esta fatia de mercado e o dinheiro para pesquisas, é possível manter as experimentações.”
A seguir, você lerá sobre os projetos mais interessantes do Google, incluindo novos detalhes sobre o Android, iniciativas energéticas, tradução e tecnologia de busca com reconhecimento de face.
Além disso, falamos com o Google sobre os projetos não divulgados, que surgem como boatos pela internet, para saber o que de fato acontece.
Android
Apesar do ‘gPhone’ nunca ter se materializado, a empresa planeja algo melhor: um sistema operacional para celulares, o Android. Ele é em parte um rival para o Windows Mobile e parte um experimento open source.
Recentemente, o Google promoveu um concurso para desenvolvedores criarem aplicativos para o Android, e recebeu 1.700 inscrições.
Entre os aplicativos criados, há um localizador por GPS e outro que encontra táxis segundo a localização do usuário. Além disso, um aplicativo permite localizar os amigos e planejar encontros - as informações são, em todos os casos, capturadas em tempo real.
A plataforma será lançada apenas no segundo semestre deste ano - no Brasil, celulares com Android chegam em 2009. O diretor de produto responsável pelo Android, Erick Tseng, diz que é um grande salto passar de um celular limitando suas atividades e ter um dispositivo aberto a qualquer tipo de conteúdo e serviço.
Já Charles Covin, um analista da Forrester Research, pensa diferente. “Acho que a plataforma é um projeto a longo prazo, e estes ‘soluços’ não são uma surpresa. O Google quer alcançar os consumidores em todo lugar que puder, e está claro que, enquanto o uso da internet em celulares ainda for limitado, é o próximo local que eles esperam interagir com seus clientes”, diz.
Busca com reconhecimento facial
A busca de imagens é um mercado ainda - lamentavelmente - pouco explorado. Atualmente, quando você digita “Paris Hilton” no Google, você encontrará imagens com tags de outros usuários. Mas se imagens do Flickr não tiverem tags, você não encontrará o que procura.
No Google, uma nova tecnologia de reconhecimento facial facilitará a busca por imagens sem tags. Diferente da tecnologia usada na biometria, esta busca de imagens simplesmente encontra a informação que você quer.
“Queremos fazer para a visão o que o Google fez para o texto”, afirmou o pesquisador do Google, Shumeet Baluja. “Queremos tornar as imagens tão acessíveis quanto o texto.”
Imagine este cenário: em cinco anos, todas as suas fotos digitais estarão armazenadas online, e você quer encontrar imagens de sua avó. Com a tecnologia do Google, será possível começar a busca com o ajuste da distância entre os olhos, tipo de nariz e outros dados. Em segundos, você encontrará todas as imagens online correspondentes.
Tradução
Embora as interfaces de tradutores sejam simplistas, a ferramenta tem por base regras de linguagem que precisam de alta capacidade de processamento e técnicas complexas de programação.
“Quanto mais regras são usadas, maior a qualidade da tradução”, diz o pesquisador de traduções do Google, Franz Och. O finlandês, por exemplo, é desafiador graças à morfologia - uma palavra pode ter vários significados. “Além disso, alguns idiomas são mais complicados por conta da diferença entre um idioma e outro”, explica.
Och observa que as línguas com raízes e similaridades são mais fáceis de traduzir - como o francês para o inglês.
Iniciativas em energia
Bill Weihl é o rei da energia no Google, responsável por tornar a empresa um exemplo de eficiência energética. A maioria dos prédios no campus do Google possui estrutura solar, que fornece 30% da energia do local.
A empresa também oferece carros híbridos aos funcionários, que podem usá-los por períodos curtos de tempo.
“No ano passado, trabalhamos com empresas de tecnologia e outras áreas para levar eficiência energética a PCs e servidores. Começamos com a Intel e a HP, na Climate Savers Initiative. Trabalhamos também com a rede Starbucks, que fornece muito do 'combustível' que guia a indústria de tecnologia. Afinal, o problema é relacionado à demanda, não só à área”, diz.
O Google.org é um portal de informações sobre a redução de emissões de CO2, além de promover o uso de automóveis híbridos. “É mais caro ter um PC ou servidor energeticamente eficientes, mas o custo se paga em um ou dois anos. Precisamos educar os consumidores a pensarem sobre energia em suas compras”, completa Weihl.
Busca universal
Qualquer pesquisa que você faça no Google é uma “busca universal”, onde os resultados não são apenas links de texto, mas uma mistura de sites, imagens, vídeos, posts de blog e até áudio.
A tecnologia aparece como o Google determina quais resultados mostrar - e como os apresenta. Com a busca universal, o Google continua a pesquisar algoritmos e experimentar com os resultados.
O objetivo da empresa é mostrar resultados balanceados, com base no termo de busca, se afastando dos resultados de texto, como era em maio de 2007, segundo o engenheiro de software de buscas universais do Google, David Bailey.
“Se alguém procura por Martin Luther King, pensando em texto, nós podemos mostrar resultados de vídeo relevantes. Alguém pode estar procurando de forma especulativa, mas nós oferecemos vários tipos de resultado no topo da página”, explica o engenheiro.
Boatos
Além dos projetos confirmados já mencionados, há alguns boatos sobre novidades fantásticas. Pedimos que o Google comentasse alguns deles e confirmasse ou negasse seu envolvimento.
1. Construção de data centers em todo o mundo
Resposta oficial: Produtos rápidos e inovadores são cruciais para nossos usuários e precisam de processamento significativo dos computadores. Como resultado, o Google investe pesadamente em aparatos técnicos e possui vários equipamentos pelo mundo. Por razões competitivas, contudo, não revelamos o número ou a localização destes aparatos e computadores.
2. Compra da Expedia, da Microsoft
Resposta oficial: Sem comentários.
3. A Dell está fabricando o celular do Google
Resposta oficial: Sem comentários.
4. O Google está trabalhando com a CIA
Resposta oficial: A maioria dos produtos do Google são oferecidos gratuitamente para qualquer pessoa que acesse a internet. Também oferecemos soluções, em uma base comercial, para o mercado corporativo, organizações não-governamentais e governos de muitas nações.
5. O Google está criando um sistema operacional para a web
Resposta oficial: Sem comentários.
6. O Google está comprando o Skype do eBay
Resposta oficial: Sem comentários.
7. O Google está comprando um espectro wireless para uma nova geração de Wi-Fi, apelidada de Wi-Fi 2.0.
Resposta oficial: “Esta afirmação reflete um erro de compreensão do caso. Nós - junto com a Microsoft, Dell, Philips e outras empresas de tecnologia - defendemos a abertura dos ‘espaços em branco’ no espectro da TV para o uso ‘sem licença’ da internet. ‘Sem licença’ significa que o espectro não iria a leilão, e estaria disponível para qualquer um que queira utilizá-lo. Atualmente, esta área é usada por estações de Wi-Fi, por exemplo. Então não é preciso dizer que o Google ‘compraria’ o espectro. Achamos que sequer haverá um leilão.”
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» TI Inside 08/07/2008
HP intensificará estratégia de TI como serviço com aquisição da EDS
Apesar de a conclusão da compra da EDS ainda depender da aprovação dos acionistas e dos órgãos reguladores, a HP já começou a esboçar sua estratégia de atuação na área de serviços após a aquisição da empresa, já que o negócio é dado como certo. Com a transação, avaliada em aproximadamente US$ 13,9 bilhões, a fabricante de computadores e impressoras deve obter um aumento expressivo na sua participação de mercado no segmento de outsourcing de TI, ficando atrás apenas da IBM, que lidera o mercado de prestação de serviços de TI.
De acordo com a vice-presidente executiva do grupo de soluções de tecnologia, Ann Livermore, que esteve em visita ao Brasil nesta terça-feira (8/7), um dos objetivos da compra é justamente fortalecer a oferta de TI como serviços. "Teremos produtos para qualquer perfil de empresa, mas queremos estar também na posição de oferecer desktops ou impressão como serviço", ressaltou ela, ao reconhecer, porém, que o mercado ainda precisa assimilar este tipo de oferta. "É um modelo novo há clientes que ainda tem receio de pagar por uma tecnologia com baseado no seu uso por causa da dificuldade de controle", justificou.
A executiva citou os três grandes problemas que os CIOs enfrentam hoje e que, segundo ela, a HP pode ajudá-los a superar com a oferta de serviços: a transformação pela qual passam os data centers, o gerenciamento das informações e à necessidade de automação da TI. Segundo ela, hoje uma em cada três empresas precisa fazer algum ajuste em seu data center, por razões que vão de tempo de uso até a falta atendimento à demanda e ao crescimento dos negócios.
A avaliação de Livermore é que a incorporação da EDS será menos traumática para a HP do que foi a fusão com a Compaq, já que as duas empresas têm pouca sobreposição de clientes e negócios. “A Compaq tinha muitas operações similares às nossas, atuando com PCs, servidores, softwares e armazenamento, observou ela.
Para o presidente da HP no Brasil, Mário Anseloni, a transação será importante por trazer novas tecnologias e mais experiência na área de servidores para a companhia, com uma base de clientes quase 100% sem sobreposição. “Praticamente somamos os clientes da EDS à nossa própria base”, disse, ao acrescentar que isso é importante porque simplifica a estratégia de comercialização dos produtos, já que não há mais de uma área cuidando do mesmo segmento na empresa, o que ocorreu no caso da fusão com a Compaq.
Livermore prevê que o negócio será concluído no próximo dia 31 de julho, quando a proposta da HP, será votada pelos acionistas da EDS. Segundo ela, com a aquisição, a divisão de produtos e serviços corporativos da HP terá faturamento de US$ 38 bilhões e empregará 210 mil funcionários.
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