Terça-feira, 10 de junho de 2008
» Folha de São Paulo    10/06/2008
Apple apresenta novo iPhone com tecnologia 3G

Aparelho chegará ao Brasil, mas ainda não há data



» Folha de São Paulo    10/06/2008
Blu-ray busca espaço no Brasil

Pacote com shows internacionais traz primeiros títulos musicais lançados no país no novo formato. Lançamentos incluem apresentações de Elvis Costello, Santana, Black Crowes, Queen, Deep Purple e Alice Cooper, entre outros



» Folha de São Paulo    10/06/2008
Supercomputador da IBM bate recorde de velocidade

Máquina feita com peças de videogame executa 1 quatrilhão de operações por segundo. Batizado Roadrunner, novo instrumento será usado para monitorar arsenal nuclear dos EUA e também para simular clima da Terra



» Folha de São Paulo    10/06/2008
Unesp terá super-rede de processamento

Sistema que faz 33 trilhões de cálculos por segundo servirá para estudar física, genômica e outras áreas



» TI Inside - 19h37    09/06/2008
HP e Acer chegam a acordo sobre disputa de patentes nos EUA

A HP entrou com três ações judiciais no Tribunal Federal do EUA e com duas na International Trade Commission (USITC), a comissão de comércio internacional americana



» TI Inside - 20h01    09/06/2008
Empresa pode acessar e-mail de funcionário, diz TST

Com o objetivo de comprovar que havia motivo para demitir o empregado por justa causa, a MBM Recuperação de Ativos Financeiros S/C Ltda. acessou a caixa de e-mail do funcionário e juntou ao processo cópias de mensagens e fotos por ele recebidas.



» Tecnologia/Terra - 18h36    09/06/2008
Brasil e Venezuela apelam de decisão por padrão da Microsoft

Conseguir o selo final ISO de aprovação ajudaria a Microsoft a ganhar mais contratos do setor público, enquanto alguns órgãos governamentais se inquietam sobre o armazenamento de arquivos em um sistema proprietário



» TI Inside - 17h26    09/06/2008
BH ganha Centro de Recondicionamento de Computadores

O Projeto Computadores para Inclusão consiste numa rede nacional de reaproveitamento de equipamentos de informática, formação profissional e inclusão digital. Equipamentos descartados por órgãos do governo, empresas e pessoas físicas são recuperados nesses centros e doados a telecentros, escolas e bibliotecas de todo o país.



» Paranashop - 15h49    09/06/2008
Assespro e Sebrae lançam Planeta Digital nesta quarta-feira

O lançamento do evento, que é nacional, acontece durante um café da manhã, nesta quarta-feira, dia 11, a partir das 8h30, na sede do Sebrae na Capital.



» Portal Estadão - 18h23    09/06/2008
Suspensão da cobrança do ponto extra gera problema ao setor

Ações da NET Serviços, a maior empresa do setor, amargaram perda de 5% no primeiro dia da suspensão




» Folha de São Paulo    10/06/2008
Apple apresenta novo iPhone com tecnologia 3G

Steven Jobs, o presidente-executivo da Apple, anunciou a mais recente versão do iPhone, com uma série de modernos programas, uma nova e mais poderosa conexão com a internet e um corte acentuado no preço do aparelho. 

O aparelho será vendido por US$ 199 (com memória de 8 GB) e US$ 299 (memória de 16 GB) -os modelos antigos eram comercializados a US$ 399 e US$ 499, respectivamente. O novo iPhone chegará às lojas de 22 países em 11 de julho e seu preço de venda será uniforme em todo o mundo. 

No Brasil, a Apple já negociou um acordo com a Claro para a venda do aparelho, mas, de acordo com o site da empresa americana, ele chegará "em breve" ao país. O México, sede da América Móvil (a controladora da Claro) e que entrou no mesmo pacote, já receberá o produto em julho, assim como Portugal e Nova Zelândia, entre outros.
Como já era esperado, o novo modelo operará nas redes de telefonia móvel de terceira geração, ou 3G, que permitem conexões de internet muito mais rápidas que as disponíveis no iPhone original, lançado em 2007. Jobs, na entrevista de lançamento do produto, definiu essas velocidades como "espantosamente rápidas". 

O aparelho, mais fino que o original, também disporá de capacidade integrada de GPS, de baterias de maior duração e de uma tela de 3,5 polegadas. 

Jobs também desafiou diretamente a Microsoft com um serviço móvel de web cujo intuito é permitir que o usuário integre telefone, programa de agenda e calendário em diferentes aparelhos. O serviço, que custará US$ 99 ao ano e virá com capacidade de armazenagem de dados de 20 gigabytes, é semelhante a um serviço oferecido pela Microsoft, mas mostra as preocupações de design e a integração sem problemas que caracterizam a Apple. 

Os mercados norte-americanos, no entanto, não demonstraram muito entusiasmo com o anúncio. As ações da Apple chegaram a cair US$ 10 durante o dia. No final do pregão, porém, recuperaram parte das perdas, valendo US$ 3,96 menos que na sessão de sexta-feira (desvalorização de 2,13%). 

Jobs já disse que a sua meta para este ano é vender 10 milhões de iPhones. Segundo os últimos disponíveis, de março, a empresa já tinha embarcado 5,5 milhões de unidades. A Apple vem acionando acordos com diversas operadoras de telefonia móvel em todo o mundo. No total, já foram anunciados acordos com operadoras de 70 países. 

Os únicos grandes países nos quais a Apple ainda não estabeleceu um acordo de distribuição são Rússia e China.


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» Folha de São Paulo    10/06/2008
Blu-ray busca espaço no Brasil

Objeto de desejo para apreciadores mais exigentes de filmes ou de música, o blu-ray (disco ótico de alta definição que deve suceder o DVD) começa a se estabelecer no mercado brasileiro. 

Títulos com shows de figurões do rock, do pop e do jazz já estão chegando às lojas especializadas com preços mais acessíveis, abrindo caminho para a expansão desse formato. 

"Ainda temos de importar nossos produtos, mas fizemos o mesmo dez anos atrás, quando o DVD era novidade", diz Cláudio Silberberg, diretor da gravadora ST2, que acaba de lançar o primeiro pacote de blu-rays musicais no país. 

São nove títulos do selo Eagle Vision, que destacam o cantor Elvis Costello, os guitarristas Carlos Santana e Pat Metheny, além das bandas Black Crowes, Queen, Deep Purple, Alice Cooper, Yes e Toto. 

Os preços desses blu-rays variam entre R$ 79,90 e R$ 99,90 -títulos similares eram vendidos antes em lojas importadoras por até R$ 130,00. 

"Quando os blu-rays forem fabricados no Brasil, os preços podem cair 50%", calcula Silberberg. No entanto, é pouco provável que a fabricação desses produtos no país comece antes de 2009. 

Marcus Fabricio, gerente de marketing da Sony BMG, afirma que a queda dos preços do hardware de blu-ray (players de mesa ou drives para computadores) será fundamental para que esse formato amplie sua base de consumidores, ou mesmo para que a fabricação nacional seja iniciada. 

"Hoje, o player mais barato custa em torno de R$ 2 mil no Brasil. Por isso, esse formato ainda atinge apenas audiófilos ou uma fatia mais exigente de público", diz o executivo da Sony BMG. 

A gravadora também vai distribuir neste mês um pacote de dez blu-rays musicais, com títulos já lançados em DVD, de artistas como John Legend, Bruce Springsteen, David Gilmour, Tony Bennett, Chris Botti, Shakira e Celine Dion. 

Aos interessados no som e nas imagens em alta definição do blu-ray, vale lembrar que não basta ter um player para usufruir os recursos dessa tecnologia. Também é necessário contar com uma tela ou uma TV de alta resolução (LCD ou plasma), além de um sistema de som adequado com pelo menos cinco caixas acústicas e subwoofer. O investimento ainda é alto, mas a diferença entre o blu-ray e o DVD é sensível, especialmente no aspecto da imagem.

"Névoa"
"A diferença é tão gritante quanto você ver uma paisagem com névoa ou sem névoa. A sensação de profundidade que o blu-ray oferece é impressionante", compara Silberberg, da ST2, que também planeja lançar nos próximos meses títulos dos cantores Amy Winehouse e Jamie Cullum, da banda Korn e dos guitarristas Eric Clapton e Brian May. 

Apostando na queda em curto prazo dos preços dos players, o que permitirá que o número de consumidores aumente, Fabrício diz que a Sony BMG já começa a pensar em títulos de artistas brasileiros em blu-ray. 

"Temos a intenção de fazer a captação em alta definição de algum show nacional ainda em 2008", revela, sem citar nomes de artistas. 

O executivo estima em dois anos o prazo para que o blu-ray se popularize no Brasil, com o caminho facilitado pelo sucesso do DVD. "A migração do VHS para o DVD trouxe uma mudança de hábito de consumo. Até então, as pessoas não compravam fitas de VHS, apenas as alugavam. Com o DVD, elas passaram a querer ter seus títulos favoritos em casa. O blu-ray dará continuidade a esse hábito", compara Fabricio.


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» Folha de São Paulo    10/06/2008
Supercomputador da IBM bate recorde de velocidade

Um supercomputador militar americano atingiu um recorde histórico de velocidade de processamento ao realizar mais de 1,026 quatrilhão de operações por segundo. 

A nova máquina é mais de duas vezes mais rápida que o supercomputador mais rápido construído até então -o BlueGene/L, da IBM. 

O novo computador, batizado Roadrunner (Papa-léguas, em inglês), custou US$ 133 milhões e foi construído por engenheiros e cientistas da IBM e do Laboratório Nacional de Los Alamos, nos EUA. Ele será usado para monitorar o arsenal nuclear americano.
Antes de ser colocado a serviço da guerra, no entanto, ele também será usado para explorar problemas científicos, como a mudança climática. A maior velocidade do Roadrunner permitirá aos cientistas testar modelos climáticos globais com maior precisão. 

Se todos os 6 bilhões de terráqueos usassem calculadoras e fizessem contas 24 horas por dia, levariam 46 anos para completar o processamento que o Roadrunner faz em um dia. 

A máquina é uma mistura incomum de chips usados em produtos como o console PlayStation 3 e tecnologias avançadas. As lições que os cientistas aprendem ao fazê-lo calcular cada vez mais rápido são consideradas essenciais para o futuro da computação. 

A marca ultrapassada pelo computador, o petaflop - 1 quatrilhão de operações por segundo- tem sido buscada por várias potências tecnológicas. Todos vêem os supercomputadores como um símbolo de competitividade econômica.
Máquinas em petaflop como o Roadrunner podem mudar a ciência e a engenharia. Os pesquisadores poderão fazer experimentos antes impraticáveis. 

Um exemplo disso são os modelos climáticos, que precisam simular o comportamento da atmosfera e dos oceanos de forma cada vez mais precisa. São quatrilhões de operações simultâneas, algo difícil de fazer com os computadores de hoje. 

Cada nova geração de supercomputadores também produz software e hardware que acabam atingindo os produtos de consumo. Com o Roadrunner foi diferente: a tecnologia comercial, como a do videogame, invadiu a supercomputação. 

Embora empresas americanas tenham dominado esse campo desde os anos 1960, a criação do Earth Simulator, no Japão, em 2002, tirou o título dos EUA. Construído para fins pacíficos, o gigante japonês executava 35 trilhões de operações por segundo. O desafio fez o governo americano voltar a investir em supercomputação. 

Ao quebrar a barreira do petaflop, a indústria dos supercomputadores conseguiu manter o passo de aumentos contínuos de desempenho, melhorando mil vezes em 11 anos. A próxima marca é o exaflop (1 quintilhão de cálculos por segundo), seguida pelo zetaflop, o yotaflop e o xeraflop.


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» Folha de São Paulo    10/06/2008
Unesp terá super-rede de processamento

A Unesp (Universidade Estadual Paulista) começa a instalar nas próximas semanas os primeiros componentes de seu novo "cluster" de computadores, o GridUnesp. O sistema interligará diversas máquinas em sete centros espalhados pelo Estado de São Paulo para processar dados em alta-velocidade -até 33 teraflops (33 trilhões de cálculos por segundo).
Segundo a Unesp, o projeto será o maior cluster computacional da América Latina. A capacidade de processamento será enorme porque os computadores ficarão todos interligados em "grid" -esquema que permite dividir uma única operação entre várias máquinas. 

Segundo o idealizador do projeto, Sérgio Novaes, do IFT (Instituto de Física Teórica da Unesp), a rede também se beneficiará de uma parceria com a Open Science Grid, dos EUA, e de grids na Europa e na Ásia. 

"Esse conceito faz com que você possa usar o planeta inteiro como um grande computador", diz o cientista. "É importante compartilhar essa infra-estrutura, porque a grid só tem sentido se você a compartilha. Além disso, vai ajudar a gente a trazer know-how. O processamento em grid tem avançado muito, mas nós temos poucos especialistas nisso no Brasil." 

A idéia da grid surgiu originalmente com a física de partículas, que possui uma demanda crescente de processar grandes volumes de dados. No IFT, a grid da Unesp servirá para processar uma pequena fração dos dados que serão produzidos no LHC, o maior acelerador de partículas do mundo, na Suíça. 

Segundo a Unesp, porém, qualquer pesquisador poderá submeter projetos para utilizar a nova grid. Entre outras áreas que tendem a se beneficiar estão a genômica e a meteorologia. Programas que simulam os efeitos de longo prazo do aquecimento global, por exemplo, requerem uma enorme capacidade de processamento. 

"Todas a áreas que exigem simulação mais complexa, incluindo as engenharias, vão se beneficiar." diz José Varela, pró-reitor de pesquisa da Unesp. Ele próprio, cientista na área da física de materiais, tem um projeto previsto para rodar no novo cluster. "Nós também vamos colocar nessa grid o repositório do conhecimento gerado na Unesp, para que a produção da universidade tenha uma abertura maior para a comunidade internacional." 

O GridUnesp custará R$ 3,1 milhões, bancados pela Finep (Financiadora de Estudos e Projetos). A Sun Microsystems fornecerá os computadores, e a interligação dos centros aproveitará uma infra-estrutura da Fapesp que já existe.
 
O cluster central ficará na nova unidade da Unesp na Barra Funda, em São Paulo, e os outros núcleos ficarão em Araraquara, Bauru, Botucatu, Ilha Solteira, Rio Claro e São José do Rio Preto. O IFT também vai mudar de endereço: deixará o casarão onde fica hoje, na rua Pamplona, e funcionará com o GridUnesp na Barra Funda.


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» TI Inside - 19h37    09/06/2008
HP e Acer chegam a acordo sobre disputa de patentes nos EUA

A HP e a Acer chegaram a um acordo sobre processos envolvendo patente. O conflito surgiu no início do ano passado, quando a HP processou a Acer e solicitou à Justiça americana que determinados produtos da fabricante taiwanesa tivessem a venda proibida nos Estados Unidos.

A HP entrou com três ações judiciais no Tribunal Federal do EUA e com duas na International Trade Commission (USITC), a comissão de comércio internacional americana. O primeiro processo contra a Acer foi aberto em um tribunal do Texas, em março do ano passado, no qual acusava a empresa de violar cinco patentes, abrangendo o uso de processadores, tecnologia de DVD e de gerenciamento de energia em notebooks. Um mês depois, a fabricante americana apresentou uma denúncia contra a Acer, com o mesmo conteúdo, na USITC.

Acer negou todas as acusações e não deixou por menos. Em outubro daquele ano a fabricante taiwanesa moveu dois processos, um no tribunal do estado de Wisconsin e outro na USITC, alegando HP havia violado mais patentes, abrangendo PCs, servidores e periféricos.

“O acordo confidencial resolve todas as ações impetradas no Tribunal Federal e na USITC e as investigações entre as partes", disseram as empresas em comunicado, segundo informa a versão on-line do jornal britânico Financial Times.

As ações foram movidas em um período de forte crescimento dos negócios da Acer nos EUA, o que fez dela séria concorrente da HP, pela primeira vez.

No primeiro trimestre deste ano, a HP conquistou 19,1% do mercado mundial de computadores, de acordo com a empresa de pesquisa IDC. A Acer, por sua vez, aumentou a sua participação de para 9,1% com a aquisição da Gateway, que se esforça para se tornar uma marca reconhecida nos EUA. Terceira no ranking mundial PCs, atrás da Dell, a Acer anunciou, no entanto, que pretende adquirir mais empresas, especialmente para se manter a frente da Lenovo, fabricante chinesa de PCs, que ocupa o quarto lugar em vendas no mundo.


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» TI Inside - 20h01    09/06/2008
Empresa pode acessar e-mail de funcionário, diz TST

A 7ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho rejeitou o recurso de um trabalhador e manteve a demissão por justa causa, por entender que, se ele utilizava o e-mail da empresa para tratar de assuntos particulares, seu acesso pelo empregador não representou violação de correspondência pessoal nem de privacidade ou intimidade, como alegou o empregado, uma vez que se trata de equipamento e tecnologia fornecidos pela empresa para utilização no trabalho.

Com o objetivo de comprovar que havia motivo para demitir o empregado por justa causa, a MBM Recuperação de Ativos Financeiros S/C Ltda. acessou a caixa de e-mail do funcionário e juntou ao processo cópias de mensagens e fotos por ele recebidas. Segundo o relator do agravo, ministro Ives Gandra Martins Filho, o e-mail corporativo não se enquadra nas hipóteses previstas nos incisos 10 e 12 do artigo 5º da Constituição Federal (que tratam, respectivamente, da inviolabilidade da intimidade e do sigilo de correspondência), pois é uma ferramenta de trabalho.

O ministro ressaltou que o empregado deve utilizar o correio eletrônico da empresa de forma adequada e respeitando os fins a que se destina – inclusive, conclui, “porque, como assinante do provedor de acesso à internet, a empresa é responsável pela sua utilização com observância da lei”.

Analista de suporte da MBM entre junho de 2004 e março de 2005, o trabalhador foi demitido por justa causa, acusado de fazer uso impróprio do computador. De acordo com a empresa, ele utilizava o equipamento de trabalho para participação em salas de bate-papo e no site de relacionamentos Orkut e para troca e leitura de mensagens de correio eletrônico com piadas grotescas e imagens inadequadas, como fotos de mulheres nuas.

Segundo o trabalhador, que ajuizou ação para reverter a justa causa com pedido de indenização por danos morais, o chefe o expôs a situação vexatória ao dizer, diante de todos os colegas, que o empregado acessava páginas pornográficas. O analista alegou que a caixa de correio eletrônico que utilizava era pessoal, e não corporativa, e que não havia conteúdos inadequados. Para comprovar a justa causa, a MBM vistoriou seus e-mails e anexou cópias de mensagens ao processo.

A 55ª Vara do Trabalho de São Paulo julgou improcedentes os pedidos do analista, por considerar seu comportamento negligente e irresponsável, ao utilizar, indiscriminadamente, o computador da empresa e o tempo de trabalho com mensagens pessoais “de conteúdo fútil e de extremo mau gosto, inclusive com conotações de preconceito e discriminação”. Mais ainda, entendeu que a MBM não violou a privacidade ou agiu de forma arbitrária ao vistoriar sua caixa de correio eletrônico.

O analista recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (SP) alegando utilização de prova ilícita, pois a MBM não teria autorização para vasculhar seu e-mail, que, segundo ele, era conta particular e não corporativa. Para o Regional, as provas apresentadas pela empresa não foram obtidas de forma ilícita, nos termos do artigo 5º, inciso LVI, da Constituição Federal.

Ao buscar o TST, o analista não conseguiu reverter a decisão, pois o TRT/SP registrou expressamente que o acesso foi ao conteúdo do e-mail corporativo, fornecido ao empregado para o exercício de suas atividades. Dessa forma, a alegação de que o acesso foi a seu correio eletrônico pessoal esbarra na Súmula nº 126 do TST, pois pretende o revolvimento de fatos e provas, procedimento incompatível com a natureza extraordinária do recurso ao TST.

Com informações do Tribunal Superior do Trabalho.


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» Tecnologia/Terra - 18h36    09/06/2008
Brasil e Venezuela apelam de decisão por padrão da Microsoft

Brasil e Venezuela estão em um grupo de quatro países que apelaram contra a adoção do formato de documentos Office Open XML (OOXML) da Microsoft como padrão internacional, disse a Organização Internacional de Padronização (ISO) nesta segunda-feira. A ISO disse em nota que os órgãos nacionais de padronização de Brasil, Índia, África do Sul e Venezuela apelaram contra o resultado de uma votação em março, depois de um controvertido processo de ratificação. 

A organização não deu detalhes sobre o conteúdo das apelações. No momento da votação, várias partes se queixaram de que a discussão e o processo de votação foram confusos e apressados. Conseguir o selo final ISO de aprovação ajudaria a Microsoft a ganhar mais contratos do setor público, enquanto alguns órgãos governamentais se inquietam sobre o armazenamento de arquivos em um sistema proprietário.

A adoção do OOXML com um padrão ISO irá permanecer em espera até que as apelações sejam resolvidas, o que poderia levar vários meses, disse a ISO.

Os críticos dizem que o OOXML não é completamente traduzível para outros formatos de documentos, especialmente para o Open Document Format, de código aberto, que já é reconhecido como um padrão internacional.

O secretário geral da ISO e o secretário geral da Comissão Internacional Eletrotécnica estão considerando as apelações e irão submetê-las aos seus conselhos administrativos para que sejam feitas considerações até o final do mês.

Os conselhos irão, então, decidir se seguem adiante com os processos de apelações.



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» TI Inside - 17h26    09/06/2008
BH ganha Centro de Recondicionamento de Computadores

Entrou em operação nesta segunda-feira (9/6), o Centro de Recondicionamento de Computadores de Belo Horizonte, a mais nova unidade do Projeto Computadores para Inclusão do governo federal (Projeto CI), que vai oferecer oportunidade de formação para 125 jovens que vivem em regiões periféricas da capital mineira.

O Projeto Computadores para Inclusão consiste numa rede nacional de reaproveitamento de equipamentos de informática, formação profissional e inclusão digital. Equipamentos descartados por órgãos do governo, empresas e pessoas físicas são recuperados nesses centros e doados a telecentros, escolas e bibliotecas de todo o país.

A iniciativa é coordenada pela Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação (SLTI), do Ministério do Planejamento, que repassou R$ 460 mil à Prodabel, órgão da Prefeitura de Belo Horizonte, para instalação do centro. O secretário adjunto da SLTI, Rodrigo Assumpção, destacou que Belo Horizonte é uma capital estratégica para o Projeto CI.

"Além de possuir o maior número de municípios do país, o estado de Minas Gerais tem movimentos de inclusão digital fortes e atuantes", disse. "É mais um passo na consolidação do projeto, ampliando a nossa rede e a capacidade de produção de equipamentos, bem como de recebimento de máquinas para serem recuperadas", afirmou ele.

Os Centros de Recondicionamento de Computadores são instalados em regiões periféricas de grandes cidades e nesses locais os jovens aprendem a testar, consertar, limpar, configurar e embalar as máquinas. "Esse é um dos principais aspectos do Projeto CI, além de promover a inclusao digital", disse Rogerio Santanna, secretário de Logística e Tecnologia da Informação.


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» Paranashop - 15h49    09/06/2008
Assespro e Sebrae lançam Planeta Digital nesta quarta-feira

O Paraná vai sediar um dos maiores eventos de tecnologia do País. O Planeta Digital, uma realização da Assespro Paraná e do Sebrae Paraná, já tem data e local definidos. Será de 2 a 5 de agosto, no recém-inaugurado Expo Unimed Curitiba, um moderno centro de eventos do Grupo Positivo, em Curitiba. O lançamento do evento, que é nacional, acontece durante um café da manhã, nesta quarta-feira, dia 11, a partir das 8h30, na sede do Sebrae na Capital.

O Planeta Digital é um evento mercadológico e técnico, com a realização de feira, que tem como objetivo aproximar e promover empresas paranaenses que atuam no segmento de tecnologia ou que necessitem de soluções tecnológicas. A idéia é gerar negócios, promover o intercâmbio de conhecimento tecnológico no meio empresarial e aquecer o setor.

Carente de eventos e feiras no setor de tecnologia, principalmente em Tecnologia da Informação (TI), o Paraná abre espaço num evento que mescla apresentação de produtos e negócios, para os segmentos da indústria, comércio, laboratórios de pesquisas e desenvolvimento, universidades, fornecedores de bens e serviços, além de profissionais ligados ao setor.

"Será uma oportunidade para mostrar à sociedade o que os paranaenses e profissionais de outros estados estão produzindo para colocar o Brasil entre os países mais avançados em TI do mundo", explica o presidente da Assespro Paraná, Luís Mário Luchetta. "Empresas de todo o Brasil, com interesse no mercado paranaense, têm, assim, uma oportunidade de apresentar seus produtos durante o Planeta Digital', reforça Luchetta.

Para o coordenador estadual de TI do Sebrae Paraná, Ricardo Almeida, o mercado de TI encontra-se em expansão no Paraná e no Brasil e eventos como o Planeta Digital são fundamentais para a geração de novos negócios e parcerias nacionais e internacionais. "O Sebrae trabalha no desenvolvimento do setor, proporcionando oportunidades de negócios para as micro e pequenas empresas paranaenses. O setor de TI possui um grande número de micro e pequenas empresas que buscam essas oportunidades e o Planeta Digital é o local onde poderão encontrá-las."

O Planeta Digital abrangerá os segmentos de hardware, software, games, conectividade, robótica e inteligência artificial e tem como público-alvo, além desses segmentos, empresas que estejam em processo de melhoria da sua base tecnológica, explica Ricardo Almeida. Nos quatro dias de evento, estão previstas palestras, seminários e cursos que acontecerão em paralelo à feira e que serão voltados à discussão e apresentação de novas soluções tecnológicas. As atividades serão conduzidas por especialistas, executivos de empresas do setor e convidados especiais.

O Expo Unimed Curitiba, onde acontecerá o Planeta Digital, tem 6.595 m² de área para exposição, numa área construída de 8.365 m². Mais informações sobre o Planeta Digital podem ser obtidas via e-mail (jacomunicacao@jacomunicacao.com.br) ou pelo telefone (41-3077-7151), junto à JA Eventos, responsável pela organização e comercialização dos espaços para exposição.

O Planeta Digital tem o apoio do Governo do Paraná, da Prefeitura de Curitiba, do Instituto Curitiba de Informática e da Associação de Usuários de Informática e Telecomunicações (Sucesu-PR). O café da manhã de lançamento do evento acontece nesta quarta-feira, dia 11, a partir das 8h30, na sede do Sebrae Paraná - Rua Caeté, 150, Curitiba. Informações para a imprensa: Post Comunicação - Assessoria de Imprensa e Relações Públicas - postpress@postcomunicacao.com.br - (41) 3029-9977 e Agência Sebrae de Notícias (ASN/PR): (41) 3330-5895 - sebrae@sebraepr.com.br.


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» Portal Estadão - 18h23    09/06/2008
Suspensão da cobrança do ponto extra gera problema ao setor

SÃO PAULO - Num momento em que a indústria de TV por assinatura lida com a possibilidade de que as operadoras de telefonia sejam liberadas a atuar no segmento, a suspensão da cobrança do ponto extra de TV paga agrega mais um problema ao setor.

Os reflexos puderam ser vistos no pregão desta segunda-feira, 9, nas ações da NET Serviços, a maior empresa do setor em número de clientes e a única listada em bolsa. A companhia foi destaque de perdas na Bovespa e amargou queda de mais de 5% nos seus papéis.

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) decidiu suspender a cobrança do ponto extra por 60 dias, a partir desta segunda, para discutir a cobrança com a sociedade, mas há analistas que acreditam que essa cobrança não voltará. Esse é o caso, por exemplo, de Felipe Cunha, da Brascan.

No caso da NET, o analista estima que o impacto seja de 5% da receita líquida nos 60 dias em que vigorar a suspensão. A Associação Brasileira de TV por Assinatura (ABTA), no entanto, acredita que o ponto extra responda por uma média entre 10% e 20% do faturamento do setor.

Segundo a assessoria de imprensa da ABTA, metade dos 5,3 milhões de domicílios que têm hoje TV por assinatura dispõem de pelo menos um ponto extra.

O impacto difere em cada empresa, já que afeta todo o Brasil e todas as tecnologias de TV paga usadas. Há casos de operadoras do Nordeste, por exemplo, onde 60% da receita vêm do ponto adicional, ainda de acordo com a ABTA. O segmento de TV paga faturou R$ 6,67 bilhões em 2007.

Para Felipe Cunha, a saída para a NET poderá ser o aumento das mensalidades, mas isso pode trazer o agravante de frear o crescimento de sua base de clientes, num momento em que o setor é criticado pela baixa penetração entre os brasileiros - só 8% das residências dispõem de TV por assinatura.

A ABTA entrou com uma ação cautelar na 14a Vara Federal de Brasília para restabelecer a cobrança, mas o Ministério Público manifestou interesse em se manifestar e, por isso, a decisão pode demorar. O juiz Roberto Luis Luchi Demo já recebeu as manifestações da Anatel, mas só vai se decidir depois de ouvir o Ministério Público.

PL 29

Ao mesmo tempo em que lida com a questão da cobrança do ponto, as empresas de TV paga estão na iminência de ver a competição ganhar novos jogadores.

Tramita na Câmara dos Deputados o projeto de lei 29/2007, que permite que todas as operadoras de telefonia ingressem na TV paga, desde que atendam a cotas de programação nacional.

As empresas de TV por assinatura já ganharam recentemente concorrentes de peso, uma vez que a Telefônica comprou parte da TVA, do Grupo Abril, e a Oi assumiu a Way TV, de Minas Gerais.

Ao mesmo tempo, Telefônica, Embratel e Oi pediram à agência reguladora licenças de TV paga via satélite (da sigla DTH), licenças já concedidas às duas primeiras.

Procurada, a NET ainda não se manifestou sobre os impactos das decisões da Anatel no seu negócio.


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