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Folha de São Paulo 10/07/2008
Senado aprova projeto de lei que pune crimes na internet
A pena para os crimes varia de um a três anos de prisão, na maioria dos casos
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Correio Braziliense 10/07/2008
Serpro faz paralisação por um reajuste de 21%
Trabalhadores do Serviço Federal de Processamento de Dados podem entrar em greve. Estatal oferece aumento de 5,04%
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IDG Now! 10/07/2008
Orkut: as razões para o sucesso da rede social do Google entre brasileiros
Na estréia do OpenSocial, IDG Now! explica sucesso do Orkut, com seus 40 milhões de brasileiros, em setor pontuado pela exclusão digital
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Tecnologia - Terra 10/07/2008
Investimentos em tecnologia limpa batem recorde
Com a escalada nos preços dos combustíveis, as empresas mais beneficiadas pela nova onda de investimento têm sido as de energia solar e de bicombustíveis de segunda geração
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Tecnologia - Terra 10/07/2008
Microsoft tem "grandes planos" para ser nº 1 na web
Em meio à luta da Microsoft para adquirir o Yahoo!, Ballmer se negou a fornecer detalhes das negociações, mas reduziu a importância da possibilidade de que não se chegue a um acordo, apesar de o portal ter recusado uma oferta de US$ 47,5 bilhões
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WNews - UOL 09/07/2008
Japonses criam robô que controla hora extra de funcionários
Capaz de percorrer corredores e tomar elevadores sem auxílio, o Rebor-Q (como foi chamado) inspeciona cada andar do prédio à procura de funcionários fazendo horas extras indevidas
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PC World 10/07/2008
Microsoft libera download automático do XP SP3 nesta quinta-feira
Service Pack será distribuído via download automático pelo Windows Update, para os usuários que ainda não baixaram o pacote de atualizações
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Informática - Folha OnLine 09/07/2008
Gigantes da informática enfrentam "grave falha" de segurança na internet
Grandes empresas de informática, como Microsoft, Sun Microsystems e Cisco, estão mobilizados nos últimos meses para corrigir uma grave falha de segurança na internet e divulgaram, nesta semana, um "patch" (pacote de correção)
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Informática - Folha OnLine 09/07/2008
Getty Images vai comprar imagens de usuários do Flickr
Os dados financeiros do acordo não foram divulgados, mas o Getty Images disse ao jornal "The New York Times" que cobra entre US$ 500 e US$ 600 para um tipo de licença que dá ao consumidor o direito de exclusividade sobre uma foto, por um determinado período de tempo --os fotógrafos ficam com 30% a 40% do valor. No caso de imagens não exclusivas a quantia é de US$ 250 e os fotógrafos recebem 20%
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Tecnologia - G1 Notícias 09/07/2008
Japoneses acampam em fila para comprar o novo iPhone
"Fãs" da Apple aguardam em frente a lojas de tecnologia em Tóquio, no Japão. Novo modelo do aparelho será lançado nesta sexta (11).
» Folha de São Paulo 10/07/2008
Senado aprova projeto de lei que pune crimes na internet
O Senado aprovou ontem, por votação simbólica, o projeto de lei que tipifica e estabelece punição para crimes cometidos na área de informática, incluindo os realizados pela internet. Como sofreu alterações, a proposta voltará a ser apreciada na Câmara.
Em tramitação desde 2003, o projeto altera seis leis e cria dez novos tipos penais. Entre eles, estão crimes de estelionato eletrônico (como roubo de senhas para ter acesso a contas bancárias), divulgação indevida de informações, difusão de vírus e atentado contra a segurança de serviço de utilidade pública. A pena para os crimes varia de um a três anos de prisão, na maioria dos casos.
Com relação aos provedores de acesso, o projeto cria quatro obrigações: manter por três anos dados de endereçamento eletrônico de origem, hora e data da conexão; preservar, após requisição judicial, informações requisitadas; e informar em sigilo à autoridade competente denúncia que tenha tomado conhecimento e que contenha indícios de crime.
A multa para o provedor que não cumprir as determinações da lei varia de R$ 2.000 a R$ 100 mil.
No Senado, o texto aprovado foi concebido por Eduardo Azeredo (PSDB-MG). Ele acatou cerca de 20 emendas.
Em plenário, o autor do parecer sobre o projeto foi o senador Aloizio Mercadante (PT-SP). "Conseguimos um texto que mantém a liberdade do usuário e dá mais segurança", disse Mercadante.
O senador paulista foi responsável pela emenda que pune o receptador que divulgar fotografias, imagens com pornografia ou cenas de sexo explícito envolvendo crianças ou adolescentes. O texto do senador Azeredo punia apenas quem divulgasse ou vendesse o material pornográfico.
Para representantes de diferentes setores da sociedade civil, o projeto pode levar à criminalização em massa de usuários de internet que baixam e trocam arquivos (músicas, textos e vídeos) sem autorização do titular.
Em 2006, o mesmo projeto havia causado polêmica quando especialistas e provedores de acesso reagiram contra a obrigatoriedade de identificação prévia de internautas.
Azeredo, contudo, disse que o texto aprovado conseguiu atender parte das reivindicações. "Havia muita interpretação equivocada", disse o tucano. "Esse negócio de proibir baixar arquivos de música nunca houve. Nosso objetivo é dar mais segurança para quem usa a internet", completou.
Um dos pontos do projeto comemorados pelo senador foi a criminalização da divulgação de dados pessoais. Ele citou o caso da estudante Maria Cláudia D'Isola, estuprada e assassinada em Brasília em 2004. As fotos dela foram divulgadas na internet e os responsáveis não puderam ser punidos.
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» Correio Braziliense 10/07/2008
Serpro faz paralisação por um reajuste de 21%
Em meio às indefinições que ainda cercam os próximos reajustes do funcionalismo, trabalhadores do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) decidiram não esperar serem incluídos em um pacote de aumentos e prometem fazer hoje uma paralisação de 24 horas. A categoria, que está em campanha salarial, reivindica aumento de 21%. A direção da estatal oferece apenas 5,04%.
A federação que representa os servidores informou que nas principais bases espalhadas pelo país, localizadas em São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará, a disposição dos funcionários é aderir em 100%. Os reflexos de uma greve no Serpro podem ser graves, alertou Telma Dantas, uma das coordenadoras da mobilização. “Pode prejudicar a folha de pessoal, que é rodada totalmente na empresa, além do calendário de restituição do imposto de renda”, afirmou a sindicalista.
As negociações com o Serpro devem dominar o restante da semana. Se não houver avanços, Telma Dantas adiantou que uma paralisação por tempo indeterminado será iniciada a partir de terça-feira, dia 15. Se isso ocorrer, outras categorias poderão acabar sendo atingidas e verem suas negociações atrasadas por causa de mais um imprevisto orçamentário.
Embrapa
Esse problema, no entanto, os funcionários da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) não terão. Ontem, mesmo com protestos em frente à sede da estatal, no fim da W3 Norte, os grevistas indicaram que o encerramento da greve está próximo. A categoria acabou surpreendida por uma nova proposta do governo. A oferta inicial de reajuste, que era de 5,04%, foi elevada para 7% — os grevistas reivindicavam 12%. Pelo acordo proposto pela empresa e pelo Ministério da Agricultura, o valor do tíquete alimentação também subirá de R$ 15,20 para R$ 17. As assembléias nos estados começam hoje e devem decidir pelo encerramento da greve.
Enquanto isso, servidores do Executivo federal aguardam pela edição das próximas medidas provisórias que vão autorizar aumentos salariais para cerca de 300 mil pessoas e 20 categorias. As novas tabelas dependem apenas de análises técnicas por parte do Palácio do Planalto. Governo e sindicatos têm pressa porque, depois de publicadas, as MPs terão de seguir para o Congresso Nacional. Ontem, a Câmara adiou mais uma vez a votação da MP 431, aquela que reestruturou carreiras e aumentou os salários de 800 mil servidores civis e 700 mil militares em maio. Apesar dos esforços dos partidos que compõem a base de apoio ao governo, a oposição na Câmara e no Senado quer analisar com lupa esta e as futuras MPs.
Os trabalhadores do Serpro estão em negociação salarial com a empresa há cerca de dois meses. Como outros setores, buscam aperfeiçoar o plano de cargos e salários. São aproximadamente 10 mil funcionários que, segundo a federação que os representa, não estão sendo ouvidos durante a elaboração do novo plano de carreira. Sensível a esse pedido, direção do Serpro convocou um grupo de empregados para apresentarem sugestões. Não há data definida para que esse diálogo chegue a uma conclusão.
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» IDG Now! 10/07/2008
Orkut: as razões para o sucesso da rede social do Google entre brasileiros
Em um país em que quase 60% da população nunca usou a internet, segundo dados do NIC.br, imaginar uma rede social adotada em massa por mais de 40 milhões de usuários, em uma reprodução demográfica relativamente tendenciosa às classes mais altas, mas com grande representatividade entre as mais baixas, é algo digno de um fenômeno.
Torça a cara ou passe grande parte do seu tempo livre ali, o Orkut é, definitivamente, este fenômeno.
A rede social criada em 2004 por Orkut Buyukkokten em suas horas vagas no cargo de engenheiro de software no Google encontrou tamanha recepção entre os usuários brasileiros que, tal qual Maizena para amido de milho e Gilette para lâminas de barbear, se tornou sinônimo de rede social no Brasil.
Quase cinco anos após se abrir para os primeiros brasileiros, a rede social do Google se vê às voltas com a introdução da plataforma de aplicativos OpenSocial, que começa nesta quinta-feira (10/07) no Brasil pretende trazer serviços e utilidades para dentro da rede, em um mercado amplamente favorável.
No ascendente mercado mundial de redes sociais, o Brasil ocupa uma rara posição em que a rede social dominante não sofre qualquer tipo de ameaça direta de qualquer outro concorrente, em um desdobramento do ambiente encontrado pelo Orkut quando os primeiros perfis de brasileiros começaram a ser criados.
Nos Estados Unidos, o Facebook recentemente botou mais lenha na fogueira deste setor ultrapassando o MySpace, até então a maior rede social do mundo, em número de usuários. Na Europa, a briga é ainda intrincada entre três concorrentes (Bebo, MySpace e Facebook), que trocam de posições em diferentes países.
A América Latina, com a exclusão de Brasil e Paraguai (com semelhante preferência pelo Orkut), se divide entre Hi5, Metroflog e MySpace, segundo o mapa de redes sociais publicado pelo jornal francês LeMonde no começo de 2008.
No Brasil, são mais de 40 mihões de usuários, responsáveis por 54% de todos os inscritos na rede social. Rival direto mais próximo do Orkut, o MySpace vem apresentando crescimento acentuado desde que iniciou sua operação nacional, mas acabou de passar dos dois milhões de cadastrados em maio, segundo dados do IBOPE//NetRatings.
O que faz com que uma rede social criada como projeto extra-profissional de um engenheiro chame tanta atenção e reúna tanto usuários em um mercado de internet tão marcado pela exclusão digital, transformando o Orkut no primeiro legítimo fenômeno brasileiro na internet?
Pesquisadores, engenheiros do Google e analistas de mercado consultados pelo IDG Now! apontam a interseção de três principais motivos responsáveis pela explosão do Orkut entre os brasileiros.
¨O Orkut foi a ferramenta certa no lugar certo¨, define bem a pesquisadora Raquel Recuero, da Universidade de Pelotas, em relatório feito por equipe comandada por Raquel por encomenda do Google.
O primeiro deles é um timing preciso. Os primeiros convites para o Orkut começaram a circular entre engenheiros e profissionais do mercado de tecnologia no Vale do Silício, onde o Google está localizado, a partir de janeiro de 2004, quando foi lançado.
É praticamente impossível apontar com exatidão onde foram criadas as primeiras contas do Orkut no Brasil, mas o Google defende que alguns convites foram parar nas mãos de engenheiros e entusiastas brasileiros em cidades como São Paulo, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, com forte apoio da comunidade de código aberto.
Em fevereiro, uma provável explicação sobre como brasileiros conseguiram os convites apareceu em vídeo do co-fundador Eletronics Frontier Foundation (EFF), John Barlow, detalhando a José Murilo Junior, do Global Voices Online, como tinha repassado cem convites da rede para brasileiros por entender o Brasil como ¨uma sociedade amplamente conectada¨.
Há quem defenda que muitos dos contatos para os quais Barlow mandou os convites foram feitos durante o festival Mídia Tática Brasil, realizado em março de 2003 em São Paulo, onde o co-fundador da EFF esteve presente, junto a jornalistas, ciberartistas, ativistas online e pesquisadores sobre o ciberespaço brasileiros.
É provável que, mais do que ser o principal responsável pela popularização, Barlow ajudou a fomentar a competição entre núcleos de amizades formados por early-adopters que se registrou a seguir.
Segundo Raquel, a partir de março de 2004, o Google registrou altos indíces de crescimentos focados em determinadas cidades que indicavam uma suposta competição entre os núcleos e, em um segundo momento, contra os usuários norte-americanos.
Eduardo Tuhler, gerente de produto do Orkut no Brasil, reinforça a situação citando a liderança do Rio Grande do Sul nos primeiros meses do Orkut como justificativa para a adesão de desenvolvedores e membros da comunidade de software livre de São Paulo e Rio de Janeiro.
O relatório elaborado por Recuero cita, inclusive, a influência de estudantes das universidades de São Paulo (USP) e Sagrado Coração (USC) e funcionários da Conectiva, desenvolvedora de distribuição de Linux que atende atualmente pelo nome de Mandriva, após a fusão com a francesa Mandrake em abril de 2005.
O fato de a rede pertencer ao Google, visto bom bons olhos pelos brasileiros, aumento a adesão ao Orkut neste estágio, indica o relatório.
O ritmo de crescimento, baseado unicamente na rivalidade entre cidades nos primeiros meses, começou a ganhar mais corpo com as primeiras matérias na mídia sobre o fenômeno de uma rede social em ascensão, o que fechou um círculo vicioso: quanto mais usuários ganhava, maior a cobertura da imprensa brasileira, que atraía mais pessoas que não tinha conhecimento do Orkut.
Dois outros fatores, explica Tuhler, temperaram a histeria que começou a se formar ao redor do Orkut: a mais evidente era a necessidade de um convite para participar, o que instigava a curiosidade dos que ainda estavam de fora.para entender qual era o grande atrativo da rede social. Isso agiu como uma espécie de fermento para a vontade do internauta em fazer seu perfil.
O segundo é bem conhecido de usuários antigos do Orkut e, à primeira vista, pode facilmente ser encarado como desmérito: os problemas de servidor enfrentados pelo Google para dar vazão à procura.
A latência enfrentada pelo Orkut em seus primeiros meses, escancarada pela irônica mensagem ¨Bad bad server, no donut for you¨(¨mau, mau servidor, sem rosquinhas pra você¨, em tradução livre), não se mostrou suficiente para fazer com que usuários abandonassem o serviço por um rival, e se transformou em um voto confiança dado ao Google, segundo o executivo.
A possibilidade de se abandonar o Orkut por qualquer outra rede social é o segundo motivo que possibilitou a alta penetração do serviço no Brasil - simplesmente não havia um concorrente direto no País.
¨Brasileiros tinham (na época) grande experiência com outras ferramentas (como fotologs e weblogs) e uma rede social com perfis, como o Orkut, era algo novo que precisava ser testado. Alguns já haviam tido experiência com o Friendster, mas não gostaram da interface¨, afirma o relatório elaborado pela equipe de Raquel.
Até que o MySpace formalizasse sua operação brasileira e começasse a bolar estratégias para o mercado nacional, como shows secretos e debates políticos para jovens, foram três anos e meio sem qualquer rivalidade formal ao Orkut no Brasil.
Chegar antes, porém, não significa ter sucesso garantido - nomes como ICQ, Napster e Netscape, pioneiros e esquecidos em seus setores, provam a teoria. E é aí que entra o terceiro motivo do sucesso do Orkut: sua interface simples.
¨Esta interface simples do Orkut é muito propícia a novos usuários. Ela exige pouco domínio prévio de interface web, como exigem disparados o Facebook ou o Second Life¨, explica o presidente da Agência Click, Abel Reis. Nas palavras de Tuhler, o Orkut ¨tem alto nível de usabilidade¨.
Em palavras mais simples, o Orkut é fácil de se usar mesmo para quem não conhece inglês, exigência para se inscrever no serviço até abril de 2005, quando a versão em português foi lançada.
Além de conseguir se localizar facilmente na ¨simplicidade tosca¨ dos menus e ferramentas, como apelida Reis, inscritos poderiam facilmente ver, no perfil de contatos ou desconhecidos, os amigos e a quais grupos aquela pessoa pertencia, algo não tão fácil em um serviço como o Facebook, com sua cultura digital mais madura, classifica o presidente da Agência Click.
Com a alternância entre aparições na mídia e a consequente procura de usuários que conheceram o Orkut apenas pela TV, a rede viu o número de brasileiros ultrapassar o de norte-americanos no ranking geral apenas seis meses depois de ser lançada (o que acarretou, inclusive, uma festa em São Paulo pela efeméride) e atingiu massa crítica além dos usuários entusiastas com menos de 25 anos que desbravaram o Orkut.
Vale lembrar que, por mais que carregasse características que facilitassem sua adoção, o Orkut é apenas o veículo que, até o momento, melhor comporta a expressão online do brasileiro médio, entidade vista por pesquisadores e analistas de mercado como amplamente sociável e fortemente atraída por serviços gratuitos de interação que dêem vazão ao seu espírito gregário de trocar ¨experiência, informações e memória¨, como defende Reis.
Comunidades, crachás e GIFs
A mistura entre facilidade de uso, customizações na medida para o gosto do internauta nacional e uma aparente anarquia pela publicação de conteúdo (o que acarretaria mais tardes problemas sérios para o Google Brasil junto a autoridades brasileiras) fomentou um certo comportamento padrão do brasileiro dentro do Orkut.
A carência de ferramentas mais avançadas, algo que o Google tenta combater com o lançamento do OpenSocial, se mostrou uma arma para não confundir usuários sem o que Abel Reis chama de ¨maturidade online¨.
Ao mesmo tempo, o Orkut permite configurações de recados e depoimentos com ¨coisas de gosto duvidoso e um pouco eletrizantes¨, segundo Reis, que se provaram bastante populares e alimentaram um rico ecossistema de sites com GIFs a animações para a rede social.
Uma característica marcante do Orkut, defende Recuero, é se juntar a comunidades não como uma forma de debater assuntos dentro dos fóruns, mas apenas como uma forma de expressar a seus contatos a quais grupos pertence ou quais idéias o usuário defende, como se os grupos fizessem o papel de ¨crachá digital¨ sobre suas preferências.
De tão forte, a característica sustena os critérios usados pelo IBOPE//NetRatings, em sua recém-anunciada ferramenta para avaliar o impacto da reação de consumidores dentro de redes sociais, no Orkut, o projeto toma como base apenas o nome das comunidades às quais usuários com determinado perfil definido pela empresa que encomenda o estudo estão atrelados.
Rogério de Paula, antropólogo da Intel, defende ainda que o Orkut tomou lugar como calendário pessoal, pela administração de datas comemorativas ou aniversários de seus contatos.
Fora a agressiva campanha da operação brasileira, que deixa claro sua rivalidade com o Orkut frequentemente, o MySpace pode ter parte do crescimento na sua base relaciondo à possibilidade de também integrar animações e vistosos GIFs ao perfil do usuário.
O salto do MySpace Brasil de menos de 50 mil usuários para mais de 2 milhões em apenas seis meses significa que o Orkut terá concorrência de verdade à frente no mercado brasileiro?
Orkut: ainda imbatível?
Alexandre Magalhães, analista do IBOPE//NetRatings, é direto: em médio e longo prazo, sim. Por enquanto, o Orkut funciona muito mais como um fornecedor de conteúdo para seus supostos rivais do que realmente um serviço capaz de centralizar todas as atenções.
¨Como (o tráfego de redes sociais no Brasil) está crescendo muito, eles são mais impulsionadores um do outro que concorrentes. Não vejo pessoas procurando alternativa ao Orkut. Portais sofrem mais perigo¨, explica Magalhães, relacionando os tradicionais centralizadores de conteúdo e tráfego na internet brasileira.
Ainda que uma migração em massa em curto prazo do Orkut, Raquel reconhece um possível risco de adoção em massa de rivais, especialmente o MySpace (a interface do Facebook é uma clara dificuldade ao internauta médio, ela defende), mas alerta para a consolidação da rede do Google como principal entrave.
O MySpace Brasil sabe do tamanho do problema e corre atrás de uma solução que leve a rede social para as massas sem o círculo vicioso ou a curiosidade da mídia pelo ineditismo de um serviço social no país - o diretor geral do serviço, Émerson Calegaretti, já admitiu que vem negociando com canais de TV para reprodução parcial de conteúdo e dos debates políticos que promoverá durantes as Eleições 2008.
¨Quando o MySpace começou a ganhar tração, o Orkut já tinha capturado os corações e mentes dos brasileiros. Existe pouco incentivo para mudar para uma diferente tecnologia se todos seus amigos já estão ao seu redor¨, explica Danah Boyd, pesquisadora de mídia social na Universidade de Berkeley, rejeitando a possibilidade de atração para um serviço real pelo melhor gerenciamento de privacidade, quesito no qual, por exemplo, o Facebook supera o Orkut.
¨As pessoas vão onde seus amigos estão¨, sintetiza Boyd, remetendo a uma frase de Luli Radfaher, professor da Universidade de São Paulo, que pode soar mais agradável aos ouvidos dos entusiastas mais jovens que começaram a popularizar o Orkut no Brasil em 2004 - “uma comunidade online é como um bar - o usuário não vai pela cerveja nem pela comida. Vai pelas pessoas que estão ali”.
Seja pelos dados do IBOPE//NetRatings ou pelo potencial viral que aplicativos do OpenSocial, como ¨Vou Não Vou¨, têm entre usuários brasileiros, a festa (mais um rodeio que um boteco nos últimos anos) está longe de terminar.
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» Tecnologia - Terra 10/07/2008
Investimentos em tecnologia limpa batem recorde
Os investimentos em tecnologias limpas atingiram um recorde global no último trimestre, com US$ 2 bilhões investidos em empresas do tipo.
O grupo Cleantech, que promove investimentos em negócios ecológicos, disse que a indústria está desafiando tendências de quedas no setor de venture capital - empresas que realizam investimentos de alto risco.
"A indústria de tecnologias limpas está apenas começando e empresas de venture capital vêem um potencial real de retorno", diz o diretor de pesquisas do Cleantech, Brian Fan.
Um relatório do Cleantech identificou 96 investimentos globalmente.
Com a escalada nos preços dos combustíveis, as empresas mais beneficiadas pela nova onda de investimento têm sido as de energia solar e de bicombustíveis de segunda geração.
"Os dados mostram um apetite cada vez maior por tecnologias limpas que podem substituir o carvão na geração de eletricidade e o petróleo como forma de combustível com o objetivo de resolver problemas globais", afirma Fan.
Grande fluxo
A empresa Foundation Capital, com sede no Vale do Silício, ficou em segundo lugar na lista de empresas de venture capital que mais investem em tecologia limpa.
"Nos úlitmos 12, 18 meses, tem havido um grande fluxo de investimento. O setor promete ser um grande mercado com investimentos com chances de crescer para um montante entre US$ 6 trilhões e US$ 20 trilhões nos próximos 20 anos", afirma Steve Vassallo, principal investidor do grupo.
Mas ele afirma que com a pressa em investir vêm também os riscos.
"Há muito dinheiro entrando em setores como biocombustíveis e energia solar e, na verdade, há poucas empresas confiáveis."
Por isso, Vassallo disse à BBC que a empresa prefere investir em empresas que usam tecnologia para fazer com que os recursos atuais funcionem de maneira mais eficiente.
Bay Area
Segundo o documento preparado pela Cleantech, quase três quartos dos investimentos feitos no último trimestre foram realizados nos Estados Unidos, com a região californiana de Bay Area atraindo 40% desse montante.
"Na região de Bay Area, há veteranos que sabem como criar empresas e trazer ao mercado, com sucesso, novas tecnologias", disse Fan.
Empresas européias, especialmente na Grã-Bretanha, receberam 13% dos investimentos, seguidas das chinesas, com 12%.
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» Tecnologia - Terra 10/07/2008
Microsoft tem "grandes planos" para ser nº 1 na web
A Microsoft tem "grandes planos" para superar o Google e se transformar, nos próximos anos, na principal empresa de Internet do mundo, com ou sem a aquisição do Yahoo!, afirmou hoje o executivo-chefe da empresa, Steve Ballmer.
Em meio à luta da Microsoft para adquirir o Yahoo!, Ballmer se negou a fornecer detalhes das negociações, mas reduziu a importância da possibilidade de que não se chegue a um acordo, apesar de o portal ter recusado uma oferta de US$ 47,5 bilhões.
"Estamos encantados com o que estamos fazendo hoje em dia na área de buscas. Estamos progredindo de forma incrível. E vamos seguir em frente de qualquer forma", disse Ballmer durante o segundo dia da conferência mundial de parceiros da Microsoft, realizada na cidade americana de Houston.
"Vamos seguir (na busca pela Internet), não importa o que aconteça nessa frente. Mas estamos dependendo de nosso próprio pessoal. Isso é o que vai nos colocar à frente do Google", acrescentou o executivo-chefe da Microsoft.
Apesar das criticas recebidas pela companhia devido à lentidão com a qual se lançou na Internet, Ballmer defendeu a estratégia da gigante da informática. "Hoje, temos muito êxito e somos o número três, mas com grandes projetos para nos transformarmos no número um", disse.
No entanto, o executivo-chefe da empresa também deixou claro que a oferta pelo Yahoo! é só um elemento de uma das quatro áreas de negócio (computadores pessoais, empresas, Internet e celulares) nas quais a Microsoft está se concentrando para os próximos anos.
"O que queremos é ter quatro modelos empresariais. Precisamos de um para os PCs, outro para o mundo empresarial, um baseado em publicidade para a internet dos consumidores e um para os aparelhos portáteis", disse Ballmer, que negou que a Microsoft esteja se preparando para basear sua estratégia em receitas publicitárias.
Ao ser questionado sobre se a Microsoft passaria de um modelo no qual as receitas procedem da venda de software e serviços a um que dependa de receitas publicitárias, Ballmer respondeu: "As duas coisas".
O executivo afirmou que a empresa está trabalhando "para juntar os quatro", embora tenha reconhecido que o setor de PC "continua sendo a espinha dorsal" da Microsoft. O que Ballmer também deixou claro é que a companhia se encontra em muito boa posição em todas as áreas e que está disposta a abrir novas frentes de batalha, como no campo das comunicações.
Segundo dados da companhia, no ano passado a Microsoft conseguiu o maior crescimento em vendas do pacote Office, alcançou 140 milhões de licenças do sistema operacional Windows Vista e receita de US$ 10 bilhões na área de servidores e ferramentas. Ballmer repetiu a mensagem expressada nesta terça-feira por outros executivos da companhia, de que o Vista "está pronto para a empresa", e encorajou os parceiros da Microsoft a se esforçarem em aumentar sua penetração no mundo empresarial.
E, no mesmo dia em que os principais jornais americanos dedicam grandes espaços à última versão do iPhone da Apple, Ballmer reconheceu que a Microsoft teve problemas para manter a imagem de empresa desejada pelo consumidor e à qual os meios de comunicação prestam atenção.
"As pessoas ou empresas novas ou que voltam a nascer, uma que estava quase morta e ressuscitou, são mais noticiosas. Mas vamos surpreender as pessoas com a qualidade dos novos PCs, que, com o Vista, são de fato melhores", disse Ballmer.
"Precisamos surpreender as pessoas do ponto de vista do consumidor, especialmente. E não fizemos isso, pelo menos não quanto necessitávamos", acrescentou Ballmer, para advertir em seguida de que a nova geração de telefones celulares com o sistema operacional da Microsoft será muito bem recebida.
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» WNews - UOL 09/07/2008
Japonses criam robô que controla hora extra de funcionários
A companhia japonesa de segurança Alsok criou um robô para controlar o horário de saída dos amantes das horas extras.
Capaz de percorrer corredores e tomar elevadores sem auxílio, o Rebor-Q (como foi chamado) inspeciona cada andar do prédio à procura de funcionários fazendo horas extras indevidas.
Ao encontrar alguém, ele pede a identificação da pessoa por meio do nome e da apresentação do crachá (ele conta com um leitor embutido). O robô guarda o nome do funcionário e o horário do encontro no escritório.
A primeira empresa a contratar os serviços do fiscal autônomo foi a Duskin, de serviços domiciliares e de aluguel de materiais, baseada em Tóquio. O robô pode ser alugado pela bagatela de 2.300 euros por mês.
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» PC World 10/07/2008
Microsoft libera download automático do XP SP3 nesta quinta-feira
A Microsoft informou que vai distribuir o Service Pack 3 (SP3) para todos os usuários do Windows XP na quinta-feira (10/07), às 10h da manhã dos Estados Unidos, horário do Pacífico.
O SP3 será distribuído via download automático pelo Windows Update, para os usuários que ainda não baixaram o pacote de atualizações.
A empresa já mudou a data de distribuição do update duas vezes, por problemas de compatibilidade com o software Retail Management System (RMS) e para corrigir um problema que fazia com que alguns PCs que instalavam o SP3 ficassem reiniciando infinitamente.
A última atualização do sistema será distribuída uma semana depois da aposentadoria do XP, que já não é mais vendido no varejo desde o último dia 1º.
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» Informática - Folha OnLine 09/07/2008
Gigantes da informática enfrentam "grave falha" de segurança na internet
Grandes empresas de informática, como Microsoft, Sun Microsystems e Cisco, estão mobilizados nos últimos meses para corrigir uma grave falha de segurança na internet e divulgaram, nesta semana, um "patch" (pacote de correção).
O especialista em segurança Dan Kaminsky, da IO Active, descobriu há seis meses esta falha no DNS ("Domain Name Service") --sistema que traduz endereços em números IP de onde os sites estão hospedados.
Kaminsky reuniu então os grandes grupos ligados à internet, que trabalharam discretamente durante meses para encontrar uma solução. O "patch" será distribuído a empresas e internautas, em geral por meio de atualizações automáticas dos sistemas.
A falha poderia ter permitido que piratas redirecionassem qualquer endereço da web para outros sites e, assim, controlar o tráfego da internet no planeta.
Havia um risco especial de "phishing" (furto de dados pessoais pela web). Como quando piratas virtuais dirigem os internautas, sem seu conhecimento, para falsos sites como de bancos, podendo capturar senhas e outros dados fundamentais.
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Getty Images vai comprar imagens de usuários do Flickr
O Flickr, portal de compartilhamento do Yahoo!, fechou um acordo com o banco de imagens Getty Images para comercialização de fotos dos usuários. A idéia é que os fotógrafos que façam boas imagens possam ser remunerados por isso.
O Getty Images vai identificar fotos que gostaria de disponibilizar em seu catálogo e vão entrar em contato com os internautas diretamente, por meio de uma plataforma que o Yahoo! está desenvolvendo.
Os dados financeiros do acordo não foram divulgados, mas o Getty Images disse ao jornal "The New York Times" que cobra entre US$ 500 e US$ 600 para um tipo de licença que dá ao consumidor o direito de exclusividade sobre uma foto, por um determinado período de tempo --os fotógrafos ficam com 30% a 40% do valor. No caso de imagens não exclusivas a quantia é de US$ 250 e os fotógrafos recebem 20%.
O Yahoo! não divulgou a data de estréia do serviço e se disse "discreto" quanto a seus lançamentos. "Em breve pode ser amanhã, mês que vem ou daqui a dois anos. Esperamos que a coleção do Flickr na Getty Images seja lançada ainda este ano", afirma a empresa, em nota.
Em abril deste ano, a adoção de vídeos no Flickr gerou protestos dos usuários. Os manifestantes listaram entre os motivos para aversão aos clipes a hipótese de o site ter ficado mais lento e a falta de consulta a seus usuários sobre as mudanças.
A maior bandeira, no entanto, é de que o portal é uma plataforma exclusiva para fotógrafos --e assim deve permanecer.
O episódio fez com que o diretor de produtos do Yahoo! Brasil, Fabio Boucinhas, afirmasse à Folha Online que os protestantes eram "avessos a mudanças, mas continuam usando o produto".
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Japoneses acampam em fila para comprar o novo iPhone
A dois dias do lançamento oficial do novo iPhone, consumidores japoneses formam filas em Tóquio para comprar o aparelho da Apple.
O lançamento será a primeira oportunidade para usuários asiáticos conseguirem o produto, que só havia sido lançado nos Estados Unidos e na Europa.
Com o novo modelo, mais veloz e com suporte a GPS, a Apple espera chegar a 70 países até o final de 2008.
Uma placa com a frase "nós amamos o iPhone" marca o início da fila em frente à loja Softbank Corp.
"O grande apelo do iPhone é porque trata-se de um produto da Apple", diz Hiroyuki Sano, estudante de 24 anos que viajou de Nagoya até Tóquio para ser o primeiro na fila.
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