Quarta-feira, 11 de junho de 2008
» Folha de São Paulo    11/06/2008
Sistemas de código aberto têm grave problema de segurança

Em maio de 2006, alguns programadores envolvidos com a parte da segurança de um projeto de código aberto cometeram um erro de dimensões gigantescas. Mas somente agora o impacto total daquela falha começa a ser percebido pelos profissionais da área de segurança do mundo todo



» Folha de São Paulo    11/06/2008
Rede Facebook lança versão em português

Quem entra no www.facebook.com tem a opção de usar a interface em português. A estratégia faz parte da internacionalização da "rede social que conecta você às pessoas ao seu redor" -e conta com o apoio de usuários, que baixam um aplicativo e ajudam na tradução.



» O Estado de São Paulo    11/06/2008
Ministros desistem de impor regras a sites da internet

"O direito não tem como dar conta desse espaço", disse o presidente do TSE, Carlos Ayres Britto. "É um espaço que não nos cabe ocupar. Deixemos os internautas em paz"



» Pequenas Empresas Grandes Negócios    11/06/2008
Rápido como uma lesma

Saiba se você está pagando por uma banda larga e recebendo uma estreita



» Tecnologia - Estadão    11/06/2008
Videogame permite disputa em tempo real em corrida de F-1

Usuários poderiam disputar corrida que está passando na televisão ao vivo



» Folha OnLine - 16h48    10/06/2008
Provedores fazem acordo nos EUA para bloquear pedofilia na internet

As empresas também vão destinar mais de US$ 1 milhão a fundos que têm o objetivo de remover a pornografia infantil da internet. Apesar de o acordo ter sido feito em Nova York, as medidas têm abrangência nacional



» Jornal da Mídia - 20:51    10/06/2008
Estado da Bahia faz ranking de softwares que utiliza

O objetivo é evitar que ocorra duplicidade no trabalho de desenvolvimento ou aquisição de softwares voltados à administração pública, reduzindo gastos desnecessários. O projeto foi gerido pela Secretaria da Administração, com o apoio da Companhia Baiana de Processamento de Dados (Prodeb)



» G1 Notícias - Globo.com    11/06/2008
Vídeos de celulares que fazem pipoca são falsos, diz especialista

Físico afirma que radiação de aparelho não é capaz de transformar milho em pipoca. O G1 reproduziu a experiência, e comprovou que vídeos no YouTube são fantasiosos



» IDG Now!    11/06/2008
E-paper: revolução do papel eletrônico está apenas começando

Framingham – Kindle, da Amazon.com, e Sony Reader abrem caminho para os livros eletrônicos. Saiba quando o e-paper chegará em sua porta



» IT Web    10/06/2008
Ações da Net perdem valor sem ponto extra

Papéis sofrem queda de 4,68% desde anúncio da Anatel




» Folha de São Paulo    11/06/2008
Sistemas de código aberto têm grave problema de segurança

Em maio de 2006, alguns programadores envolvidos com a parte da segurança de um projeto de código aberto cometeram um erro de dimensões gigantescas. Mas somente agora o impacto total daquela falha começa a ser percebido pelos profissionais da área de segurança do mundo todo. 

Sabemos hoje que duas linhas de código alteradas criaram vulnerabilidades profundas, em termos de segurança, em ao menos quatro diferentes sistemas operacionais de código aberto, 25 aplicativos desse tipo e milhões de sistemas individuais operacionais também de código aberto. 

Uma correção já foi distribuída, mas a instalação do complemento não repara o dano responsável por deixar mais frágeis os sistemas. E o mais alarmante é que alguns computadores podem ter sido comprometidos mesmo que não estejam rodando o código suspeito. 

O motivo pelo qual a correção não sana o problema relaciona-se com a especificidade do erro de programação.
Os sistemas modernos de computador empregam grandes números para gerar chaves, que são usadas para codificar e decodificar informações enviadas através da internet. 

Os usuários autorizados dispõem da chave certa, de forma que não precisam tentar adivinhá-la. Hackers mal-intencionados não conhecem a chave correta. Normalmente, levaria algo como bilhões de anos para testar todas as chaves possíveis. 

No entanto, a segurança do sistema vira de cabeça para baixo se o computador consegue usar apenas um número limitado a 1 milhão de chaves diferentes. Para o usuário autorizado, a chave parece funcionar bem -a informação foi codificada.
Mas o software do pirata consegue, rapidamente, criar e testar as chaves possíveis para um determinado computador. O erro introduzido dois anos atrás torna fácil adivinhar as chaves criptográficas. 

A falha não confere a todos os computadores uma mesma chave -isso teria sido percebido muito antes. Em vez disso, reduz para 32.767 o número de diferentes chaves que esses computadores Linux conseguem gerar, tudo a depender da arquitetura de processamento do computador, do tamanho da chave e do tipo da chave. 

Menos de um dia depois de a vulnerabilidade ter sido anunciada, o hacker HD Moore, do projeto Metasploit, divulgou uma série de programas para decodificar as chaves desses sistemas Linux e Ubuntu. O site de Moore havia baixado arquivos com chaves já cadastradas, facilitando a identificação dos sistemas vulneráveis. 

As chaves criadas com o software defeituoso não deixam de existir quando o computador recebe a atualização: em vez disso, novas chaves precisam ser geradas e instaladas. Para complicar, há a necessidade de que essas chaves sejam certificadas e distribuídas. E esse é um processo demorado, complexo e sujeito a erros. 

Ninguém sabe com precisão quantos sistemas foram atingidos pelo problema, e isso porque as chaves criptográficas são portáteis: chaves vulneráveis podem ter sido geradas em um sistema Debian de um escritório e depois instaladas em um servidor de um outro escritório que rode o Windows. 

O Debian é uma distribuição Linux muito usada por profissionais da área de segurança, e o Ubuntu é uma das mais populares distribuições Linux para uso genérico, de forma que o alcance do problema ameaça ser bastante grande. 

A falha na aleatoriedade do OpenSSL usado pelo Debian tratou-se quase certamente de um erro inocente. Mas o que teria acontecido se um país desejasse vulnerabilidades secretas nos programas de código aberto? Escondidas, tais vulnerabilidades poderiam passar desapercebidas durante anos. 

Uma coisa é certa: devemos nos preparar para, com o passar do tempo, descobrir outras vulnerabilidades desse tipo.


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» Folha de São Paulo    11/06/2008
Rede Facebook lança versão em português

Em uma tentativa de conquistar espaço entre os brasileiros, a rede social Facebook lançou sua versão em português na semana passada -login e termos de uso, entre outros, já estão traduzidos. 

Não houve anúncio oficial para a imprensa, tampouco post no blog da rede criada em 2004 pelo então universitário Mark Zuckerberg -e avaliada em cerca de US$ 1,5 bilhão, segundo a "Forbes". 

Quem entra no www.facebook.com tem a opção de usar a interface em português. A estratégia faz parte da internacionalização da "rede social que conecta você às pessoas ao seu redor" -e conta com o apoio de usuários, que baixam um aplicativo e ajudam na tradução. 

O destaque da rede são os mais de 27 mil aplicativos, que permitem ao usuário colocar jogos, animais e até mensageiros instantâneos nos perfis.


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» O Estado de São Paulo    11/06/2008
Ministros desistem de impor regras a sites da internet

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) desistiu de regulamentar a propaganda eleitoral em sites como Orkut e YouTube. Os ministros concluíram que o julgamento deve ser caso a caso, ao avaliar consulta sobre regras na internet. "O direito não tem como dar conta desse espaço", disse o presidente do TSE, Carlos Ayres Britto. "É um espaço que não nos cabe ocupar. Deixemos os internautas em paz."

Dois ministros defenderam a regulamentação. Para Marcelo Ribeiro, a falta de normas vai criar "uma terra de ninguém". Ari Pargendler queria proibir esse tipo de propaganda nas eleições.


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» Pequenas Empresas Grandes Negócios    11/06/2008
Rápido como uma lesma

Você investiu pesado em internet de alta velocidade para garantir mais agilidade na comunicação entre seus funcionários e, principalmente, com seus clientes e fornecedores. Mas, em alguns momentos, você acessa a rede e ela se mostra lenta, beirando ao período jurássico da internet discada. Por conta disso, as páginas na web demoram a abrir, o e-mail não sai da caixa e, para baixar um arquivo ou iniciar uma conversa utilizando voz sobre IP, você pode sair da frente do computador e tomar dez cafezinhos até que a operação termine. Nada parece errado com os equipamentos. Será que a velocidade é realmente aquela que você contratou e está pagando ao provedor? 

Para Cássio Spina, diretor executivo da Trellis, especializada em comunicação de dados e voz, é importante verificar se a velocidade oferecida pelo provedor (por exemplo, 2 megabits por segundo) é apenas para baixar arquivos (download) ou se é também para envio (upload). Em geral, elas são diferentes. Ele explica que a velocidade anunciada é sempre a de download. Já em relação à de upload costuma ser 10% do total contratado. "Isso quer dizer que para baixar um documento será muito rápido, mas para enviar ou acessar remotamente seus dados, pode ser um processo bem lento", afirma ele.

Se você não tem a mínima idéia de qual velocidade tem a internet de sua empresa, pode usar as calculadoras dos sites Speedtest.net (www.speedtest.net) e Numion (www.numion.com). Basta acessar, clicar e em breve você terá uma avaliação da velocidade de download e upload do seu computador. De acordo com Eber Lacerda Junior, gerente de produto da Matrix Internet, desenvolvedora de soluções em telecomunicações, se possível, faça medições em diferentes períodos do dia, principalmente durante os horários em que você utiliza a conexão com mais freqüência e pelo menos uma vez à meia-noite ou à 1h da manhã (quando é mais provável que a concorrência por banda seja a menor possível).

Com essa informação em mãos, você pode avaliar se vale a pena contratar uma banda dedicada e 100% garantida. Na banda dedicada, a velocidade de conexão é a mesma para upload ou down-load e tem a garantia, por contrato, de que funcionará todo o tempo na velocidade combinada. Por exemplo, se você contratou 2 megabits por segundo, ela funcionará com essa velocidade a qualquer hora do dia ou da noite, seja para enviar ou receber dados. "É necessário colocar na ponta do lápis a relação de custo-benefício. Pois saiba que você pagará bem mais por isso", diz Junior. Em geral, segundo ele, o valor de uma internet dedicada e 100% garantida pode chegar a até sete vezes mais.


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» Tecnologia - Estadão    11/06/2008
Videogame permite disputa em tempo real em corrida de F-1

Uma empresa holandesa está desenvolvendo uma tecnologia de videogame que permite aos jogadores competirem com pilotos de Fórmula 1 em tempo real, durante uma corrida de verdade que está passando ao vivo na televisão.

O jogo desenvolvido pela iOpener Media capta os dados de GPS da Fórmula 1 em tempo real e os transmite para o console de videogame.

"Está claro que a próxima moda de gaming será trazer objetos reais para o mundo virtual, jogando não com outros usuários, mas contra pessoas que estão praticando o esporte de verdade", disse Andy Lurling.

"Você pode competir contra os melhores."

Nova tecnologia
A Agência Espacial Européia (Esa, na sigla em inglês) ficou impressionada com a proposta da iOpener Media e investiu dinheiro no projeto. Uma empresa alemã também está financiando o trabalho.

Os testes com carros de F-1 já foram realizados. O jogo pode chegar no mercado ainda em setembro deste ano.

Lurling diz que a iOpener vai desenvolver apenas a tecnologia do jogo. A empresa ainda está procurando um parceiro para desenvolver todo o game.

O sistema que é usado pelo jogo é o GPS diferencial (DGPS), usado na navegação de aeronaves e navios. O DGPS utiliza estações que corrigem falhas no sinal de GPS transmitido pelos carros de F-1.

"Com isso, nós podemos determinar o local e a velocidade do carro", diz Lurling.

O jogo também utiliza uma unidade de medida inercial (IMU), o mesmo sistema usado para mísseis guiados. O IMU mede aceleração, ângulos e guinada dos carros.

"O IMU nos dá a precisão em curtas distâncias. Combinado com o DGPS, podemos determinar a localização do carro com margem de erro inferior a 30 centímetros", diz o diretor da iOpener.

Outros dados - como as marchas dos carros e a aceleração - são fornecidos por telemetria.

Todas as informações são mandadas para um servidor que os retransmite para os consoles de videogame. O atraso entre a emissão e a recepção dos dados é de até cinco segundos, semelhante ao atraso que ocorre em transmissões de televisão.

"Também é possível gravar informações, então você pode jogar em tempo real ou gravar os dados e jogar outra hora."

Além da tecnologia, a empresa está desenvolvendo um software de inteligência artificial para corrigir algumas incompatibilidades entre o jogo virtual e a corrida real.

"Se (o piloto Lewis) Hamilton estivesse dirigindo atrás de você (no jogo), ele não conseguiria enxergar você, então ele atravessaria seu carro. Neste ponto, a inteligência artificial adapta a situação e o que você vê no jogo é uma ultrapassagem bastante realista", diz Lurling.

Além da F-1, a iOpener também pretende usar a tecnologia para desenvolver outros jogos no futuro, como ciclismo, ski e snowboarding.

Gareth Wilson, diretor de outra empresa de games, a Bizarre Creations, disse à BBC que a proposta da iOpener deve atrair mais os fãs de Fórmula 1, que seriam uma minoria entre os jogadores de videogame.

"Fórmula-1 e outros jogos complexos de simulação estão sendo cada vez menos consumidos em massa hoje em dia", diz ele.

"Esse tipo de tecnologia provavelmente agradaria usuários intensivos de videogame ou fãs de Fórmula 1 mais do que o usuário comum. Mas dito isso, acredito que os usuários mais intensivos adorariam esse jogo." BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.


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» Folha OnLine - 16h48    10/06/2008
Provedores fazem acordo nos EUA para bloquear pedofilia na internet

 As empresas de internet Verizon, Sprint e Time Warner Cable fecharam um acordo com o Estado de Nova York (EUA) para adotar medidas de bloqueio à pornografia infantil. Segundo o procurador-geral do Estado, Andrew Cuomo, os provedores se comprometeram a impedir o acesso a grupos de discussão com conteúdo de pedofilia e a eliminar o conteúdo de seus servidores.

As empresas também vão destinar mais de US$ 1 milhão a fundos que têm o objetivo de remover a pornografia infantil da internet. Apesar de o acordo ter sido feito em Nova York, as medidas têm abrangência nacional.

No ano passado, Cuomo chegou a acordos sobre o assunto com redes sociais como MySpace e Facebook, para aumentar a proteção de usuários contra criminosos sexuais.

A equipe de Cuomo afirma ter encontrado, durante seis a oito meses de investigação, 88 grupos de discussão dedicados à troca de conteúdo de pornografia infantil. Mais de 11 mil imagens foram coletadas por meio de um software que identifica esse tipo de conteúdo.

De acordo com o procurador-geral, as empresas agiram imediatamente para remover o conteúdo, após serem informados. Ele afirma que é essencial trabalhar com os provedores, em vez de tentar processar centenas de usuários.



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» Jornal da Mídia - 20:51    10/06/2008
Estado da Bahia faz ranking de softwares que utiliza

Salvador - A partir desta quinta-feira (12) será disponibilizado aos gestores das áreas de tecnologia do Estado, o Catálogo de Tecnologia da Informação das Unidades Operacionais, uma ferramenta que dará acesso à relação de todos os sistemas operacionais utilizados pelos diversos órgãos públicos.

O objetivo é evitar que ocorra duplicidade no trabalho de desenvolvimento ou aquisição de softwares voltados à administração pública, reduzindo gastos desnecessários. O projeto foi gerido pela Secretaria da Administração, com o apoio da Companhia Baiana de Processamento de Dados (Prodeb).

A nova ferramenta será apresentada nesta quinta-feira à plenária do Fórum de Gestores de Tecnologia da informação e Comunicação do Estado da Bahia (Fortic). Posteriormente, os gestores da área de TI das diversas pastas e órgãos do Estado poderão cadastrar seus sistemas e softwares no portal do catálogo - www.saeb.ba.gov.br/catalogoti, possibilitando a permuta dessas informações.

A Saeb acrescenta que à medida que os sistemas sejam inscritos no portal, estes passarão por um processo de avaliação que resultará em um ranking. Para isso, a secretaria lançará mão de critérios como situação técnica, arquitetura, satisfação do uso, tempo de implementação e metodologia.

Segundo o coordenador-executivo de Tecnologia de Gestão, Ricardo Veloso, estes elementos determinarão o posicionamento do produto no ranking, facilitando a escolha. Programas de gerenciamento de gastos com diárias, fluxo de transportes, pagamentos a fornecedores, contabilidade, entre outros, são exemplos de sistemas que estarão relacionados para consulta.

A coordenadora de Tecnologia da Saeb, Nilma Ricardo, explica que caso haja interesse em reaproveitamento de um software, este procedimento só poderá ser feito após entendimento prévio entre o órgão interessado e o que detém o sistema.

A líder de Projeto da CTG, Sandra Berard, lembra que a iniciativa objetiva não apenas unificar os procedimentos na área de TI, mas, sobretudo, contribuir com a otimização dos gastos no setor público.



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» G1 Notícias - Globo.com    11/06/2008
Vídeos de celulares que fazem pipoca são falsos, diz especialista

Vídeos que mostram um grupo de amigos aparentemente transformando milho em pipoca utilizando apenas aparelhos celulares se transformaram em sucesso no YouTube desde que foram postados, na última semana. Os autores afirmam que os vídeos são verídicos. A ciência, no entanto, diz que é impossível utilizar celulares como 'pipoqueiras portáteis'.

"Os vídeos são simpáticos... Mas é praticamente impossível que isso aconteça", afirma o professor de física Louis Bloomfield, da Universidade de Virgínia, em entrevista ao site da revista Wired. Em um microondas, a energia 'agita' as moléculas de água dentro dos grãos de milho. A água passa para o estado gasoso, e por conta da alta pressão, faz os grãos estourarem.

Se os telefones celulares fossem capazes de gerar a quantidade de energia suficiente para transformar milho em pipoca, eles também provocariam queimaduras nas mãos, orelhas e até mesmo no cérebro dos usuários. 

O G1 reproduziu a suposta "experiência" feita pelos criadores do vídeo no YouTube - confira o vídeo ao lado. O resultado é claro: para fazer pipoca, só mesmo usando um microondas ou um fogão comum. E como é que o vídeo "fake" mostra as pipocas estourando. "É uma montagem", afirma Bloomfield. Para o estudioso, ou o vídeo foi editado ou a toalha sobre a mesa esconde uma chapa aquecida, por exemplo.

Risco à saúde
Parte do sucesso do vídeo é explicado pelo medo que muitas pessoas têm de que as ondas emitidas por telefones celulares provoquem doenças. A ciência ainda não tem uma resposta definiva sobre os riscos oferecidos pelo uso do aparelho.

Em fevereiro, foi publicado um estudo japonês que mostra que o uso de telefones celulares não aumenta o risco de câncer no cérebro. Os pesquisadores classificaram cada um dos participantes de acordo com o tempo de uso de telefone celular.

"Usando nossas técnicas desenvolvidas recentemente, mais precisas, não encontramos nenhuma associação entre o uso de celular e câncer, trazendo à luz mais evidências sugerindo que eles não causam câncer no cérebro", disse Naohito Yamaguchi, que liderou a pesquisa.

No mesmo mês, no entanto, pesquisadores da Universidade de Tel Aviv, em Israel, apresentaram dados que sugerem que há relação entre o uso de telefones celulares com o risco de câncer da glândula salivar.

Os pesquisadores analisaram o tempo e a freqüência do uso de celulares entre 500 israelenses que desenvolveram a doença e compararam o resultado com um grupo de 1,3 mil pessoas saudáveis.

Aqueles que usavam o telefone contra um lado da cabeça por várias horas por dia tinham 50% mais probabilidade de ter desenvolvido um tumor da glândula salivar.


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» IDG Now!    11/06/2008
E-paper: revolução do papel eletrônico está apenas começando

O Kindle, da Amazon.com, e seu rival Sony Reader conseguiram finalmente transformar a categoria dos e-books em um sucesso do dia para noite, aumentando o interesse na tecnologia Electronic Paper Display (EPD).

O segredo está nas telas destes dois gadgets, que conseguiram apresentar a maior semelhança com o papel, além de oferecerem consumo quase zero de energia. Essa evolução, entretanto, está apenas no começo.

A idéia do ‘e-paper’, um display de dados que se pareça e funcione como uma folha de papel tem sido desenvolvida há décadas. Na teoria, essa tela poderia ser ‘impressa’ eletronicamente, carregar conteúdos sem consumir energia, ser visualizada usando luz refletida (no lugar do backlight necessário nas telas de cristal líquido), e poderia ser ‘apagada’ e ‘reescrita’ quantas vezes fosse preciso.

"Os e-books entusiasmaram o mundo em relação ao e-paper”, observa Barry Young, analista da empresa de pesquisas de mercado DisplaySearch. Segundo ele, as telas de gadgets como o Kindle começam a oferecer o contraste e a resolução da tinta no papel, mas a flexibilidade e o display em cores ainda estão por vir.

Tinta eletrônica
A primeira demonstração bem-sucedida do e-paper foi feita por Nick Sheridon no Palo Alto Research Center (PARC) da Xerox, na década de 70. A tecnologia, chamada Gyricon, usava pequeninas esferas giratórias em um plástico com uma carga elétrica, na cor preta de um lado e em branco de outro, suspensas em bolhas de óleo entre eletrodos transparentes.


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» IT Web    10/06/2008
Ações da Net perdem valor sem ponto extra

A suspensão, por 60 dias, da cobrança do ponto extra de TV paga na casa do assinante, determinada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) desde ontem, leva as ações da Net a liderarem as perdas da Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo). No fim da tarde de ontem os papéis sofriam queda de 4,68%, negociados a R$ 20,97.

A companhia é a maior empresa de TV por assinatura do país em número de clientes e o impacto da suspensão, segundo estimativas do analista Felipe Cunha, da Brascan, poderá ser de 5% da receita líquida no período de 60 dias -- ou algo como 3% em todo o trimestre. 

Representantes da Net não estavam imediatamente disponíveis para falar sobre o assunto.

Se o índice puder ser tomado como base para todo o segmento, o impacto nas empresas de TV paga do país será de algo como R$ 333 milhões, já que o faturamento de todo o setor em 2007 foi de R$ 6,67 bilhões, de acordo com dados da Associação Brasileira de TV por Assinatura (ABTA).

"A questão é saber quais serão os próximos passos da Net", afirmou o analista Felipe Cunha, que considera remota a possibilidade de que a cobrança do ponto adicional volte. "Todos os indicativos que a Anatel tem dado são de que a cobrança do ponto extra não tem volta", afirmou o analista à Reuters.

Para Cunha, uma das alternativas que a Net pode adotar para reaver essa receita deverá ser o aumento gradual das mensalidades, mas tal medida terá o agravante de "refrear o crescimento da demanda", ponderou, especialmente nas classes de menor poder aquisitivo.
Em comunicado distribuído ao mercado de capitais ontem, a companhia informa que, como ainda não existe uma decisão final sobre o assunto, "a Net continuará buscando alternativas de modo a respeitar seus clientes e não impactar sua receita".

A Anatel criou novas regras para preservar o consumidor de TV paga em dezembro passado, mas sua entrada em vigor aconteceu nesta data. 

O texto das novas regras, entretanto, deixou uma polêmica em aberto, já que a agência proibiu a cobrança pela programação distribuída em pontos adicionais de TV, mas permitiu cobrança de manutenção desse ponto. Por isso, as operadoras passaram a entender que o ponto extra poderia continuar a ser cobrado, já que sustentam que o ponto adicional gera custos constantes.

Diante do impasse e da entrada em vigor das novas regras, o órgão regulador acabou por suspender, por 60 dias, a cobrança de qualquer tarifa relativa a ponto extra até que o assunto seja debatido pela sociedade e se chegue a um consenso.

Ao mesmo tempo, a ABTA, que congrega as operadoras do setor, ajuizou uma ação cautelar para suspender a proibição da cobrança na semana passada e espera uma decisão da Justiça nesta semana.

A Net poderá ser afetada pelo Projeto de Lei 29, relatado por Jorge Bittar (PT-RJ) e por ser aprovado, que reformula as regras do setor de TV por assinatura, permitindo às teles a distribuição de conteúdo em grade de programação. Hoje, essa atividade é vetada às operadoras telefônicas.


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