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Folha de São Paulo 13/08/2008
Programa roda vários formatos de vídeo
Toca tudo: O gratuito VLC media player tem suporte a AVI, ASF, WMV e MOV, além de ser compatível com legendas
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Folha de São Paulo 13/08/2008
Organize suas imagens com ajuda da rede
Passo-a-passo: Arrumação começa no computador; em sites como Flickr, Picasa e Photobucket você monta álbuns
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Folha de São Paulo 13/08/2008
Mundo fechará ano com 1,28 bi de celulares
Até o final de junho, o Brasil tinha 133,15 milhões de celulares em funcionamento, segundo dados da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações). As operadoras venderam 2,6 milhões de celulares somente no mês de junho
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Folha de São Paulo 13/08/2008
Positivo Informática lucra R$ 70,4 mi e anuncia mudança
A Positivo Informática -que faz parte do Grupo Positivo, que também atua na área de educação e no ramo editorial- anunciou ainda mudanças no comando
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Folha de São Paulo 13/08/2008
Relator de projeto de lei admite mudar proposta sobre TV paga
O projeto de lei nº 29 prevê a criação de um sistema de cotas para garantir conteúdo nacional na TV por assinatura. Uma das cotas se refere ao número de canais nacionais obrigatórios na grade de programação
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Folha de São Paulo 13/08/2008
Indicação na Anatel acelera aval a nova tele
A Comissão do Senado deve aprovar nome de nova diretora, favorável à aprovação da compra da Brasil Telecom pela Oi. Indicada pelo PMDB, Emília Maria Silva Ribeiro foi escolhida para reforçar a posição do Planalto, que defende negócio entre teles
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O Estado de São Paulo 13/08/2008
Liminar solta ex-presidente da Brasil Telecom
Braz é suspeito de oferecer dinheiro a policiais em troca da exclusão do banqueiro Daniel Dantas e familiares da investigação. Conforme a apuração, ele seria braço direito ou assessor de Dantas
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O Estado de São Paulo 13/08/2008
Centrais querem nova contribuição à máquina sindical
Projeto propõe substituição da contribuição sindical pela contribuição negocial, a ser aprovada em assembléias
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O Estado de São Paulo 13/08/2008
Sindicatos se queixam de corrosão do FGTS
A discussão permeia o Conselho Curador do FGTS, responsável pelas decisões de aplicação do fundo, e a Caixa Econômica Federal, gestora dos recursos. O Fundo acumula rendimento de 2,6% no ano, ante inflação de 4,19% pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA)
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Portal Decision Report 12/08/2008
É preciso repensar o departamento de TI, afirma Nicholas Carr
O movimento de terceirização e virtualização do ambiente de TI e a migração dos aplicativos para Cloud Computing (do inglês, computação em nuvem) vem ao encontro da complexidade que permeia a evolução tecnológica
» Folha de São Paulo 13/08/2008
Programa roda vários formatos de vídeo
O mundo do vídeo digital pode ser uma complicada sopa de letrinhas. Com tantos formatos de arquivo -AVI, ASF, WMV, MP4, MOV, 3GP, OGG-, são grandes as chances de um filmete não abrir por falta de um software específico.
Uma boa solução é instalar o VLC media player (www.videolan.org/vlc), tocador multimídia gratuito que abre todos os formatos acima, além de reproduzir filmes em DVD e arquivos de áudio.
Em código aberto, o programa funciona nos sistemas operacionais Windows, Mac OS X e Linux. O instalador para Windows tem 9 Mbytes.
Um ponto fraco é que, apesar de estar em português do Brasil, o VLC não foi totalmente traduzido -alguns menus e opções estão em inglês, o que dá ao software um indesejado caráter bilíngüe.
Modo de usar
A instalação do VLC é um passo-a-passo. Preste atenção durante a fase Escolha de Componentes. Se você prosseguir para o próximo passo sem ver o que está fazendo, o VLC se tornará automaticamente o tocador padrão de todos os formatos de mídia que suporta.
Se não quiser que isso aconteça, desmarque a caixinha File type associations ou escolha manualmente os formatos que quer associar ao VLC.
O visual do programa é simples, se comparado ao do modernoso Windows Media Player, por exemplo. Não se trata necessariamente de um ponto fraco, afinal o VLC se propõe a ser um reprodutor multimídia leve e eficiente, não um bibelô.
Há diversas formas de abrir um vídeo. Uma delas é clicando com o botão direito no arquivo, selecionando Abrir com e escolhendo VLC media player. Se estiver dentro do software, clique em Arquivo, Quick Open File e escolha o conteúdo que quer abrir.
Na parte superior do programa ficam botões de execução, pausa, seleção de item, retrocesso e avanço, além de acesso à lista de reprodução e controle de volume.
Legendas
O VLC tem suporte a legendas tanto para filmes em DVD quanto para arquivos de vídeo.
Para escolher a legenda de um DVD, clique em Vídeo, Faixa de Legendas e selecione o idioma.
Em arquivos de vídeo, o VLC suporta os formatos de legenda mais populares, como o SRT. Um site bastante abrangente para baixar legendas em português é o OpenSubtitles.org (www.opensubtitles.org/pt).
A legenda aparece automaticamente no VLC se você deixar o arquivo do vídeo e o arquivo com as legendas com nomes iguais na mesma pasta.
Se o arquivo de legendas não estiver na mesma pasta, clique em Arquivo e em Open File. Pressione o botão Navegar, localize o arquivo, marque a caixinha Usar arquivo de legendas e dê OK.
Para testar o recurso de legendas, baixe filmes oferecidos gratuita e legalmente na rede, como o curta-metragem aberto "Elephants Dream" (2006; orange.blender.org/download), do estúdio holandês Orange Open Movie Project, e "Dementia 13" (1963; www.archive.org/details/Dementia_13.avi), filme de terror dirigido por Francis Ford Coppola que caiu em domínio público recentemente.
Legendas em português de ambos podem ser encontradas no OpenSubtitles.org.
Portátil
Há ainda uma versão portátil do programa, feita para rodar direto em dispositivos USB, como pendrives. Baixe-a em portableapps.com/apps/music_video/vlc_portable.
SAMSUNG DVD-P380K
O tocador de DVD tem conexão USB (toca vídeo e música), possui conversor de CDs de áudio em MP3 e grava diretamente em um dispositivo USB; www.samsung.com/br
HD SCREENPLAY IOMEGA
O HD externo tem conexão HDMI e reproduz na TV vídeos em AVI e VOB, entre outros, além de suportar alta definição (1080i); comporta 500 Gbytes e pesa 1 kg; www.controle.net.
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» Folha de São Paulo 13/08/2008
Organize suas imagens com ajuda da rede
O processo de organizar fotos começa no computador. Depois de transferir as imagens da câmera digital para o aparelho, reserve uma pasta específica para elas.
Crie o hábito de organizar as fotografias sempre que transferi-las. Faça pastas com nome, lugar e data em que foram tiradas. Vale, também, criar pastas para cada ano -assim, você encontrará mais facilmente as fotos do Natal de 2007, de 2006...
Terminado o processo, é hora de dar o segundo passo da organização. Você pode recorrer aos tradicionais Flickr (www.flickr.com) e Picasa (picasa.google.com).
Para começar a usar o Flickr, é preciso ter conta de e-mail do Yahoo!. Após o cadastro, você começa a subir as fotos. Clique em Fazer upload para o Flickr e Adicionar uma descrição -nessa etapa, você escreve título, descrição e tags, aquelas etiquetas que facilitam a identificação de uma imagem.
Para marcar o local onde a foto foi feita, clique em Adicionar a seu mapa, no lado direito da tela. Escreva em que lugar ela foi tirada e clique em Pronto. A foto aparecerá no mapa depois que você clicar em Vá para o mapa.
O limite de armazenamento é de 100 Mbytes ao mês, na conta gratuita. Na conta Pro (R$ 45,90 ao ano), o usuário tem uploads ilimitados.
A versão tradicional do Picasa, programa de imagens do Google, necessita de instalação no computador. Após o processo, você seleciona as fotos que farão parte do álbum. Elas podem ser editadas e, também, compartilhadas com demais usuários, desde que você forneça o endereço do álbum.
O Picasa tem uma versão para compartilhamento on-line, o Picasa Web Albums (picasaweb.google.com), com cerca de 1 Gbyte de armazenamento.
Opções
Outra alternativa é o Photobucket (www.photobucket.com), que serve para compartilhar e linkar álbuns de fotos -e, também, vídeos e gráficos.
Recentemente, a ferramenta incorporou mais uma função, a de Group Albums (photobucket.com/groupalbums), em que múltiplos usuários dividem um mesmo álbum.
Já a versão gratuita do SnapMania (www.snapmania.com) pode ser usada por três meses e permite que você faça álbuns, cartões e apresentações de slides.
Depois de criar uma conta, você faz o upload das imagens e cria nome, data e descrição para a pasta em que vai colocá-las. Para organizar as fotos, arraste as pastas para Organize.
O programa também permite fazer edições em brilho, saturação e contraste. Dá para reduzir olhos vermelhos, selecionar apenas uma parte de interesse e ainda deixar uma imagem parecida com uma pintura em tinta a óleo.
O PixaGogo (www.pixagogo.com) faz praticamente a mesma coisa que o SnapMania, com a vantagem de ter uma interface mais bonita -os cartões enviados por e-mail, por exemplo, parecem profissionais. O porém da ferramenta é que ela é gratuita por apenas 15 dias. Se quiser continuar, é preciso pagar. (DANIELA ARRAIS)
MONTE IMAGENS PANORÂMICAS
Com o MagToo (www.magtoo.com), é possível fazer apresentações de slides com as fotos ou montá-las no modo panorâmico; também dá para mapear as imagens e compartilhá-las na rede
SPLASHUP EDITA FOTOS ON-LINE
O Splashup (www.splashup.com) é uma boa opção para quem quer editar on-line; funciona nos navegadores mais populares e permite modificar diretamente de sites como Flickr e Facebook.
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» Folha de São Paulo 13/08/2008
Mundo fechará ano com 1,28 bi de celulares
O mercado mundial de venda de celulares marcará 1,28 bilhão de unidades em 2008, 11,3% mais que o volume de 2007, quando o setor registrou 1,15 bilhão de unidades, segundo dados da empresa de pesquisa Gartner.
Segundo o estudo, no primeiro semestre deste ano foram vendidos 294,3 milhões de unidades. O Gartner projeta para este semestre vendas entre 300 milhões e 305 milhões de unidades.
Até o final de junho, o Brasil tinha 133,15 milhões de celulares em funcionamento, segundo dados da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações). As operadoras venderam 2,6 milhões de celulares somente no mês de junho.
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» Folha de São Paulo 13/08/2008
Positivo Informática lucra R$ 70,4 mi e anuncia mudança
A Positivo Informática vendeu 433.231 computadores e notebooks no segundo trimestre de 2008, 12,9% a mais que no mesmo período de 2007. Os notebooks representaram 29% das vendas com crescimento de 115,4%.
A receita líquida foi de R$ 548,8 milhões, 10% superior à do segundo trimestre de 2007. O Ebitda (lucro antes do pagamento de juros, impostos, depreciação e amortização) ficou em R$ 74 milhões. O lucro líquido foi de R$ 70,4 milhões, registrando queda de 7,6%. "Esse resultado reflete, principalmente, a queda de 6,9% no preço médio dos computadores", afirma Hélio Rotenberg, presidente da Positivo Informática. "Em contrapartida, a demanda e os custos de produção cresceram."
A Positivo Informática -que faz parte do Grupo Positivo, que também atua na área de educação e no ramo editorial- anunciou ainda mudanças no comando.
Lucas Guimarães deixa a vice-presidência financeira e a direção de relações com investidores da Positivo Informática e assume a vice-presidência corporativa do Grupo Positivo. Em seu lugar na Positivo Informática, entra o argentino Ariel Leonardo Szwarc, ex-diretor financeiro da Case New Holland para a América Latina.
Filho do fundador do grupo, Oriovisto Guimarães, Lucas foi responsável pela abertura de capital da Positivo Informática, em dezembro de 2006. De lá para cá, a empresa se transformou em uma das maiores companhias de informática na América Latina, assumindo a liderança no Brasil.
A mudança tem a finalidade de expandir os negócios educacionais, com planos voltados à classe C, e consolidar a internacionalização da Positivo Informática.
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» Folha de São Paulo 13/08/2008
Relator de projeto de lei admite mudar proposta sobre TV paga
O deputado federal Jorge Bittar (PT-RJ), relator do projeto de lei que prevê a entrada das teles no mercado de TV a cabo, admitiu ontem que pode retirar o limite de participação, por grupos de mídias, no pacote de canais de conteúdo nacional obrigatório na TV paga.
O projeto de lei nº 29 prevê a criação de um sistema de cotas para garantir conteúdo nacional na TV por assinatura. Uma das cotas se refere ao número de canais nacionais obrigatórios na grade de programação.
Do pacote previsto de até 12 canais nacionais, no máximo 25% poderiam vir de uma mesma programadora. A Globosat, que tem seis canais próprios, seria diretamente afetada.
A restrição foi proposta pelos grupos Abril, Bandeirantes e Record, com a tese de que é preciso diversificar o mercado de programação para TV paga.
A queda-de-braço entre as empresas de mídia é o maior empecilho para a votação do projeto de lei, admite Bittar.
Em entrevista, ontem, no congresso anual da ABTA (Associação Brasileira de Televisão por Assinatura), Bittar disse que o limite percentual pode ser substituído por uma regra, "ainda que seja declaratória", que garanta a pluralidade.
Conflito de interesses
Os conflitos de interesses em torno do projeto de lei ficaram evidentes, ontem, no congresso da ABTA.
O deputado federal Paulo Bornhausen (DEM-SC), autor do projeto original para liberar a atuação das teles na TV a cabo, defendeu que o PL 29 vá para votação sem os artigos sobre conteúdo nacional, em razão da dificuldade de entendimento entre as partes.
Para ele, é prioritário eliminar a restrição ao capital estrangeiro e à entrada das teles no setor. Hoje, cada tecnologia de TV por assinatura tem regulamentação diferente.
Nas TVs a cabo, existe obrigatoriedade de controle de capital nacional, o que não ocorre nas empresas de TV paga com transmissão via satélite (como a Sky) e via rádio (sistemas MMDS).
Bittar disse que a exclusão do capítulo sobre conteúdo nacional seria inadmissível.
Para o relator, já existe consenso em relação a 90% do texto do projeto de lei.
Ele disse que continuará buscando o acordo e que acha possível a votação do projeto pela Comissão de Comunicação, Ciência e Tecnologia dentro de um mês. Segundo Bittar, as principais pendências são com os radiodifusores.
Os conflitos em torno do PL 29 começaram quando o deputado redigiu o texto inicial, a partir de acordo entre as companhias telefônicas e as empresas de radiodifusão.
As empresas de TV a cabo e os programadores internacionais não foram consultados, e reagiram com uma campanha publicitária na TV contra a criação de cotas de conteúdo nacional na TV paga. O conflito entre a Globo e outros radiodifusores surgiu neste ano.
O diretor-executivo da ABTA, Alexandre Annemberg, comparou o sistema de cotas à política de reserva de mercado da informática praticada no passado e disse que seria ineficaz. Para ele, o interesse das teles pela TV paga estaria em impedir o crescimento da concorrência na banda larga.
O presidente da Abrafix (associação que reúne as concessionárias de telefonia fixa), José Fernandes Pauletti, disse que as teles encaram as cotas de conteúdo nacional como um remédio ruim.
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» Folha de São Paulo 13/08/2008
Indicação na Anatel acelera aval a nova tele
A Comissão de Infra-Estrutura do Senado deve aprovar hoje o nome de Emília Maria Silva Ribeiro para a quinta vaga na diretoria da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) facilitando a conclusão da venda da Brasil Telecom para a Oi. Indicada pela cúpula do PMDB, ela foi escolhida a dedo para reforçar a posição do governo, favorável à negociação, já que, no momento, a diretoria da Anatel (composta por quatro integrantes) está dividida.
Ribeiro não fala sobre o assunto. Mas, em conversas reservadas com senadores do PMDB, já disse que seguirá na Anatel as orientações do governo. Embora a agência seja independente, ela tem afirmado que é o Executivo quem dá as diretrizes do que deve ser feito.
Com trânsito no Congresso, inclusive nos partidos de oposição, Ribeiro conta com o apoio do presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN).
Mas o seu padrinho mais forte é o senador José Sarney (PMDB-AP). Foi ele quem a levou para trabalhar no Senado em 2003, quando era presidente da Casa. Os dois têm relação estreita desde a década de 1980.
O marido dela, Luiz Curi, é reitor da Unieuro (Instituto Euro-Americano de Educação, Ciência e Tecnologia) desde 2004. A instituição, com sede em Brasília, pertence ao empresário Mauro Fecury, primeiro suplente da senadora Roseana Sarney (PMDB-MA), líder do governo no Congresso. Em 1979, Fecury foi nomeado prefeito de São Luís (MA) com o apoio de Sarney. Fecury também assessorou Sarney na Presidência da República.
A Unieuro foi criada em 1998 por Mauro Fecury, confirmou o pró-reitor da instituição, Miguel Fecury. À época, Ribeiro e Curi trabalhavam no MEC (Ministério da Educação e Cultura), mas não eram casados. Ela era assessora especial do então ministro Paulo Renato (PSDB) e Curi comandava a Diretoria de Política de Ensino Superior.
A Folha apurou com parlamentares da bancada da educação que, no ministério, Ribeiro tinha entre suas atribuições avaliar os pedidos de políticos interessados na abertura de faculdades. Assim, se aproximou de vários parlamentares.
Além de Sarney, Ribeiro conquistou a confiança de Renan Calheiros (PMDB-AL), que a manteve no cargo enquanto esteve na Presidência da Casa (2005-2007). Uma de suas tarefas era acompanhar a liberação das emendas do senador e os projetos de interesse dele nos ministérios. Segundo pessoas próximas a Renan, ela o orientava sobre com quem deveria falar nos ministérios para agilizar suas demandas quando o assunto dependia mais de decisões técnicas do que dos ministros. Renan tem trabalhado nos bastidores pela aprovação do nome dela.
Após a renúncia de Renan e a eleição de Garibaldi, Ribeiro foi mantida como assessora da Presidência da Casa. Atualmente, tem como tarefa produzir pareceres para orientar Garibaldi sobre diversos assuntos. Recentemente, elaborou texto sobre a fusão da Oi com a Brasil Telecom. A assessoria do Senado não quis divulgar o conteúdo. Informou apenas que o material não faz juízo de valor.
Perfil
Bacharel em direito desde 1999, Ribeiro chegou a cursar administração, mas acabou não se formando. Na área de telecomunicações, sua experiência restringe-se à participação no Conselho Consultivo da Anatel, cargo para o qual também foi indicada por Sarney, em 2005.
Antes de trabalhar no Senado e no MEC, Ribeiro atuou como assessora no extinto Ministério do Interior, em 1988. Também foi assessora parlamentar do Ibama (1989-1991), da Secretaria de Administração Federal (1991) e do Ministério da Criança (1992). Em seguida, foi assessora parlamentar do Ministério da Educação, que deixou apenas para ser assessora especial de Paulo Renato (1997-2003). Por conta desse vínculo com os tucanos, a relatoria da indicação de Ribeiro caiu nas mãos do senador Sérgio Guerra (PE), presidente do PSDB. O caso, porém, não deixou de causar polêmica no partido.
"A Emília é uma boa articuladora política, mas não tem o perfil técnico que a agência requer. As agências foram criadas com o conceito de colocar técnicos independentes e autônomos para administrarem os problemas de cada setor. O PT politizou as agências", disse o deputado tucano Arnaldo Madeira (SP).
Guerra chegou a pensar em entregar a relatoria, mas depois se convenceu de que o melhor seria aproveitar o momento para marcar posição e escrever que o partido é contra politizar as agências. Para que o nome seja aprovado, são necessários 12 votos -em votação secreta.
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» O Estado de São Paulo 13/08/2008
Liminar solta ex-presidente da Brasil Telecom
O ex-presidente da Brasil Telecom Humberto José Rocha Braz, preso na Operação Satiagraha da Polícia Federal, conseguiu ontem garantir a liberdade no Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro do STF Eros Grau concedeu liminar determinando sua soltura. Ele estava preso em uma penitenciária de Tremembé, no interior de São Paulo, sob acusação de corrupção ativa - ao lado de Hugo Chicaroni, foi detido em flagrante durante tentativa de suborno do delegado Victor Hugo Rodrigues Alves. Segundo a PF, Braz e Chicaroni eram emissários do banqueiro Daniel Dantas, dono do grupo Opportunity, nessa operação. Chicaroni continua preso.
Em sua decisão, Grau afirmou que a situação processual de Braz é menos grave que a de Dantas. "A ele é imputada tão somente a prática do crime de corrupção ativa, ao passo que a Daniel Dantas são atribuídas outras tantas condutas delituosas", afirmou o ministro em seu despacho.
Dantas foi solto em julho por determinação do presidente do STF, Gilmar Mendes. Na ocasião, Mendes negou um pedido de Braz, que também queria ser solto.
Grau disse que a prisão preventiva deve ser "exceção à regra da liberdade" e só deve ser determinada em casos excepcionais. Entre essas exceções, estaria a necessidade de garantir as investigações.
"O paciente foi flagrado em ?ação controlada? promovida pela Polícia Federal , ?Operação Satiagraha?, tentando corromper delegado de polícia com significativa quantia em dinheiro", afirmou o ministro. "Há, portanto, indícios suficientes para o oferecimento de denúncia (...) sendo desnecessária a prisão cautelar por conveniência da instrução criminal."
De acordo com Grau, prisão cautelar sem justificativa significa antecipação do cumprimento de pena que eventualmente possa ser imposta no futuro. "A afronta ao princípio da presunção de inocência, contemplado no plano constitucional, é flagrante", disse o ministro, observando ainda que Braz é "tecnicamente primário", tem bons antecedentes e residência fixa e apresentou-se espontaneamente à polícia.
Braz é suspeito de oferecer dinheiro a policiais em troca da exclusão do banqueiro Daniel Dantas e familiares da investigação. Conforme a apuração, ele seria braço direito ou assessor de Dantas.
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» O Estado de São Paulo 13/08/2008
Centrais querem nova contribuição à máquina sindical
O fim da contribuição sindical nunca esteve tão próximo: as seis centrais sindicais do País assinaram um compromisso de enviar ao governo, até o dia 21 de agosto, um projeto para acabar com a contribuição, criada há 65 anos, em plena ditadura de Getúlio Vargas. O governo se comprometeu a enviar o projeto imediatamente ao Congresso e ajudar numa rápida tramitação. O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique, garantiu ao Estado que o projeto está "99,9% acertado".
Em lugar da contribuição sindical, as centrais pretendem instituir a "contribuição negocial" como novo critério de financiamento do aparelho sindical. Ela será uma taxa aplicada sobre a remuneração anual dos trabalhadores de cada categoria; seu porcentual será fixado em assembléia toda vez que o sindicato concluir uma negociação salarial. A CUT recomendará que essa taxa tenha um limitador máximo de 1%. Artur preconiza que a prática vai consagrá-la entre 0,5% e 1%.
Ao decidir o porcentual da taxa, a assembléia estará julgando o desempenho do sindicato na negociação naquele ano. A assembléia poderá premiar o papel do sindicato, elegendo uma taxa mais elevada, ou censurar seu desempenho, aprovando uma taxa mais baixa. Se considerar que o sindicato conduziu insatisfatoriamente a negociação, a assembléia poderá, inclusive, desaprovar a cobrança da taxa naquele ano.
PONTOS POLÊMICOS
O projeto das centrais tem três pontos que certamente causarão polêmica. Um deles é que a assembléia que decide o porcentual a ser cobrado dos trabalhadores da categoria é soberana: aprovada a taxa, ela incidirá sobre todos os trabalhadores da base do sindicato. Todos terão de pagar, inclusive os que não participarem da assembléia.
Outro é que a faixa de porcentuais conjeturada pelas centrais acarretará a cobrança de um valor maior que a atual contribuição sindical. Hoje, cada trabalhador contribui com um dia de trabalho; a nova fórmula prevê uma taxa até 1% sobre a remuneração anual. Um trabalhador que ganha R$ 900 mensais pagaria uma contribuição sindical de R$ 30; com uma taxa de 0,5%, a sua "contribuição negocial" seria de R$ 54.
O terceiro ponto polêmico é que o projeto das centrais estabelece o fim da contribuição sindical para os empregados e empregadores, mas só fixa critério para os empregados. Artur admite que o projeto não foi combinado com os empregadores e explica que eles é que indicarão o novo critério de financiamento da grade sindical patronal.
Em 2007, a contribuição sindical recolheu R$ 1,2 bilhão. Até março de 2008, os recursos eram rateados à base de 60% para os sindicatos, 15% para as federações, 5% para as confederações e 20% para a Conta Especial Emprego e Salário do Ministério do Trabalho (MTb); com a regulamentação das centrais, metade do porcentual destinado ao MTb foi canalizado para as centrais. Essa fórmula, diz Artur, deverá vigorar até que o projeto agora acertado vire lei e consagre o novo formato de financiamento da estrutura.
O projeto das centrais , ao desatrelar os sindicatos do governo, acaba com o porcentual abocanhado pelo MTb e preconiza uma nova distribuição de recursos: 70% vão para os sindicatos, 15% para as federações, 5% para as confederações e 10% para as centrais sindicais.
Após a regulamentação das centrais, o MTb pôde fixar os porcentuais de representatividade de cada uma: a CUT ficou com 35,84%; a Força Sindical, com 12,33%; a União Geral dos Trabalhadores (UGT), com 6,29%; a Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST), com 6,27%; a Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB, vinculada ao PC do B), com 5,09%; e a Confederação Geral dos Trabalhadores (CGT), com 5,02%.
Com isso, o MTb fará em 2008 o que pode ser a primeira e última distribuição de recursos às centrais no âmbito da velha CLT. A CUT vai receber R$ 19,85 milhões; a Força, 15,1 milhões; a UGT, 8,7 milhões; a NCST, 6,6 milhões; a CTB, 2,8 milhões; e a CGT, 2,3 milhões.
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Sindicatos se queixam de corrosão do FGTS
A alta da inflação reacendeu uma antiga preocupação das centrais sindicais com a corrosão da rentabilidade das contas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). A discussão permeia o Conselho Curador do FGTS, responsável pelas decisões de aplicação do fundo, e a Caixa Econômica Federal, gestora dos recursos. O Fundo acumula rendimento de 2,6% no ano, ante inflação de 4,19% pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
"Estamos, há algum tempo, em uma discussão áspera, mas respeitosa, para que o trabalhador não tenha seu patrimônio corroído pela inflação", disse o presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Pattah. Ele defende alteração na lei para elevar a correção do fundo, que prevê TR mais 3% de juros ao ano.
A Caixa, em nota, reconheceu que "a expectativa da elevação da inflação tem causado apreensão em todo o mercado financeiro." Mas disse acreditar que os indicadores caminham para um "arrefecimento".
O representante da Central Única dos Trabalhadores (CUT), André de Souza, destacou que esse debate é inevitável em momentos de picos da inflação, mas lembrou que não se pode esquecer a outra ponta da discussão, que são os mutuários da casa própria.
Por lei, o dinheiro do FGTS é usado para financiamentos habitacionais e obras de saneamento básico. Portanto, qualquer alteração que eleve a rentabilidade das contas do Fundo aumentará os juros para os tomadores desses empréstimos.
Fontes do governo informaram que está em estudo a antecipação do prazo de dois anos para que o trabalhador possa aplicar parte do saldo do FGTS em cotas do Fundo de Investimento (FI) FGTS. Criado no âmbito do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o FI aplica recursos do FGTS em projetos de infra-estrutura e pode ter rendimento mais alto.
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» Portal Decision Report 12/08/2008
É preciso repensar o departamento de TI, afirma Nicholas Carr
“Profissionais com capacidades técnicas estarão, cada vez mais, fora dos ambientes de TI das empresas”. A conclusão é de Nicholas Carr, autor do livro “A grande virada: conectando o mundo, de Edison ao Google”, em palestra sobre a tecnologia nos tempos da computação em nuvem, em São Paulo, nessa terça-feira (12/08).
O movimento de terceirização e virtualização do ambiente de TI e a migração dos aplicativos para Cloud Computing (do inglês, computação em nuvem) vem ao encontro da complexidade que permeia a evolução tecnológica. De acordo com Carr, atualmente, 70% do trabalho dos departamentos de TI das empresas é direcionado à manutenção dos equipamentos.
Como suporte a um novo modelo computacional e tecnológico, do qual o software como serviço é uma das grandes apostas da indústria de informática, há investimentos maciços dos fabricantes de tecnologia na construção de data centers capazes de rodar um volume crescente de informações, tirando das empresas essas responsabilidades.
“Os departamentos de TI precisarão estar prontos para essas mudanças”, sentencia Carr, dizendo que a adequação passa por repensar a infra-estrutura, ajustar a interface dos usuários com os sistemas e migrar o foco da área de tecnologia de técnico para desempenho de negócios.
Carr usou como exemplo desse movimento a evolução do mercado de utilities. Segundo ele, no passado, cada empresa era responsável por prover sua própria eletricidade. Com o tempo, fornecedores especializados começaram a entrar no mercado, suprindo tais demandas. Carr acredita que a terceirização da infra-estrutura de TI deve seguir o mesmo destino nos próximos anos.
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