Sexta-feira, 15 de agosto de 2008
» O Estado de São Paulo    15/08/2008
Advogado é preso por falsos perfis no Orkut

Segundo a acusação, Guilherme criou perfis falsos de uma colega de trabalho e do noivo dela. Nos perfis criados por ele, o noivo da vítima seria gay e a moça era difamada com base em informações profissionais



» O Estado de São Paulo    15/08/2008
Apple vale mais que o Google pela primeira vez

Foi a primeira vez que isso aconteceu desde que o gigante das buscas abriu seu capital em agosto de 2004. No encerramento da bolsa eletrônica Nasdaq de quarta, a Apple era avaliada em US$ 158,8 bilhões e o Google em US$ 157,2 bilhões



» Valor Econômico    15/08/2008
Em alta, perícia digital vira negócio

Já ficou popular a cena em que agentes da Polícia Federal, em suas operações de busca e apreensão, saem de prédios e casas carregando um amontoado de computadores e outros equipamentos de informática. O que ainda não ficou tão popular - talvez até propositalmente - é a figura do profissional que tem a missão de investigar essa parafernália toda e encontrar provas que ajudem a finalizar as investigações



» Valor Econômico    15/08/2008
Sites menores começam a atrair anunciantes de peso

A notícia não é boa para grandes empresas da internet como Microsoft e Yahoo, que são mais agressivas



» Valor Econômico    15/08/2008
Opinião - A lei pode construir monstros burocráticos

O sindicalismo brasileiro passou por vários períodos de ditadura e redemocratização, foi duramente criticado por seus excessivos vínculos com o Estado e mostra, pouco mais de duas décadas depois do fim do período militar, que tem enorme dificuldade de sobreviver sem leis que tornem compulsória a convivência do trabalhador com um sindicato registrado pelo Ministério do Trabalho, mesmo que ele não o represente



» Folha de São Paulo    15/08/2008
Britânico faz robô com cérebro biológico

Neurônios de rato ligados a eletrodos formam rede capaz de "aprender" ao receber estímulos externos



» IDG Now!    15/08/2008
Endereço de e-mail revela sua personalidade, dizem cientistas

São Francisco – Neuróticos, sinceros ou narcisistas estão entre os perfis julgados por estudantes para os criadores de 600 endereços de e-mail



» WNews - UOL    14/08/2008
Apple prepara correção para problemas de recepção no iPhone 3G

“Software defeituoso dentro do chip causa problemas quando o iPhone precisa mudar de redes sem fio mais rápidas para outras mais lentas. O problema está relacionado com a tecnologia da Infineon, que é relativamente nova e não foi testada no uso em massa fora dos laboratórios”, diz Peter Burrows, especialista na área para o site BusinessWeek



» Tecnologia - Terra    14/08/2008
Vírus ataca usuários do Banco do Brasil online

O novo vírus, que se enquadra na categoria Cavalo de Tróia ou Trojan, começa a agir no momento em que o usuário tenta acessar o sistema do banco. Ao fazer o login, ele é direcionado por telas que "verificam" informações do usuário e da conta



» Informática - FolhaOnLine    14/08/2008
Justiça libera propaganda eleitoral em blogs e Orkut em Fortaleza

Em resolução do TSE de maio deste ano, o órgão decidiu que a campanha na internet seria restrita às páginas dos candidatos. Em resposta a uma consulta sobre especificações da regra, os ministros preferiram afirmar que os casos seriam julgados "um a um"




» O Estado de São Paulo    15/08/2008
Advogado é preso por falsos perfis no Orkut

O advogado Guilherme Gottardi, de 26 anos, foi preso em flagrante em Florianópolis, acusado de falsificar perfis no site de relacionamento Orkut. A prisão ocorreu em uma lan house, quando postava imagens. 

Segundo a acusação, Guilherme criou perfis falsos de uma colega de trabalho e do noivo dela. Nos perfis criados por ele, o noivo da vítima seria gay e a moça era difamada com base em informações profissionais.


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» O Estado de São Paulo    15/08/2008
Apple vale mais que o Google pela primeira vez

O valor de mercado da Apple, fabricante do iPhone e do iPod, ultrapassou na quarta-feira o valor do Google. Foi a primeira vez que isso aconteceu desde que o gigante das buscas abriu seu capital em agosto de 2004. No encerramento da bolsa eletrônica Nasdaq de quarta, a Apple era avaliada em US$ 158,8 bilhões e o Google em US$ 157,2 bilhões.

Ontem, no entanto, o Google se recuperou e voltou a passar a Apple, subindo 1,09%, com valor de mercado de US$ 158,9 bilhões. A Apple se mantive estável, valendo US$ 158,8 bilhões. No setor de tecnologia, as empresas ainda são menores que a Microsoft e a IBM. Ontem, a Microsoft valia US$ 254,8 bilhões e a IBM US$ 171,9 bilhões.

O Google e a Apple sofreram com a queda das ações americanas este ano, e ainda estão abaixo do pico de valorização alcançado em 2007. A Apple, no entanto, tem se recuperado melhor. Os investidores têm dúvidas sobre como o Google vai conseguir fazer dinheiro com seus inúmeros projetos, e questionam a saúde do mercado publicitário da internet. A receita da empresa ainda é muito dependente dos links patrocinados, anúncios de texto que aparecem ao lado dos resultados das buscas.

Os papéis do Google acumulam perdas de 26,9% este ano, e os da Apple têm queda de 9,5%. No segundo trimestre deste ano, os lucros da Apple cresceram 31%, atingindo US$ 1,07 bilhão. Os do Google aumentaram 35%, chegando a US$ 1,25 bilhão. As duas empresas tiveram resultados abaixo do esperado pelos analistas.

Pela performance das ações, os investidores parecem menos preocupados com o impacto da crise americana na venda de iPods, iPhones e Macs do que no mercado publicitário. Nos três dias que se seguiram ao lançamento da versão de terceira geração (3G) do iPhone, foram vendidos mais de 1 milhão de aparelhos.


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» Valor Econômico    15/08/2008
Em alta, perícia digital vira negócio

Já ficou popular a cena em que agentes da Polícia Federal, em suas operações de busca e apreensão, saem de prédios e casas carregando um amontoado de computadores e outros equipamentos de informática. O que ainda não ficou tão popular - talvez até propositalmente - é a figura do profissional que tem a missão de investigar essa parafernália toda e encontrar provas que ajudem a finalizar as investigações.

Silenciosamente, porém, esse personagem - o perito digital - vem assumindo um papel cada vez mais relevante nas investigações criminais e na gestão de grandes empresas, que começam a usar seus serviços com mais regularidade. As provas dessa importância crescente é o aumento explosivo no número de peritos no país e, principalmente, o fortalecimento dos negócios das empresas especializadas em criar o arsenal da segurança digital.

A Techbiz é bom exemplo do que vem acontecendo com esse mercado. Em 2003, quando era apenas uma integradora de software, a companhia começou a vender sistemas de forense computacional. "Foi uma surpresa para nós", diz Giovani Thibau, diretor de vendas e sócio da empresa. Dois anos depois, os produtos deram origem a uma operação separada, cuja receita já supera a da integradora de sistemas. A Techbiz cresceu 450% em 2007 e a previsão é aumentar 400% neste ano. Hoje, Thibau representa produtos de 12 companhias americanas. O empresário não revela o faturamento, mas o cálculo no mercado é que as vendas da companhia chegam a R$ 12 milhões por ano.

O movimento em torno da perícia digital também levou Leonardo Scudere, especialista que já colaborou com a solução de casos do FBI, a montar a Cyberbric. Criada em maio de 2007, a companhia distribui sistemas de oito fabricantes americanas e já reúne 20 clientes. "É um setor que está nascendo, com demanda por infra-estrutura e treinamento", diz Scudere.

A canadense CBL Tech, especializada em recuperação de dados, só vendia no país por meio de distribuidores locais. Há três anos, a demanda levou a empresa a montar um laboratório próprio em Curitiba (PR). "Há três anos, fazíamos uma média de 800 varreduras de HDs (o disco rígido do computador) por ano", diz Romildo Ruivo, diretor da CBL Tech. "Hoje, a média é de 3 mil varreduras."

A demanda vem de toda a parte. Operadoras de telefonia com milhares de funcionários compram sistemas especiais para proteger-se de fraudes e vazamento de informações. Os bancos têm a mesma preocupação. Mas não é no setor privado, que tem puxado os investimentos em perícia, que as mudanças decorrentes da investigação digital são mais sensíveis. Nada se compara ao que acontece na Polícia Federal.

Há três anos a PF tinha 75 peritos na área. Neste ano, o número dobrou. "Hoje, só somos menores que a perícia contábil e a de laboratório, que envolve drogas", diz Marcos Vinícius Lima, chefe do serviço de perícias em informática do Instituto Nacional de Criminalística, órgão da PF que recebe equipamentos apreendidos em operações.

No ano passado, a Polícia Federal montou laboratórios, treinou profissionais e adquiriu equipamentos de recuperação de dados e centenas de licenças de programas especiais, como Forensic Toolkit e Encase - das americanas Access Data e Guidance Software - usados para identificação, coleta, organização e análise de evidências em computadores. Segundo Lima, foram investidos US$ 11 milhões na área de perícia em informática da PF.

Mais está por vir. Lima não indica uma data, mas diz que a capacidade dos peritos oficiais está próxima do limite e que, entre o fim do ano e início de 2009, um novo grupo de profissionais será recrutado. "Acompanhamos esse movimento de perto", diz Wanderson Castilho, diretor da E-NetSecurity. A empresa treinou 75 peritos da PF no ano passado.


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» Valor Econômico    15/08/2008
Sites menores começam a atrair anunciantes de peso

O site Break.com, que exibe vídeos provocativos voltados para o público jovem masculino, está provocando também o interesse de gente graúda no mundo publicitário.


Junto com vários outros sites americanos de nicho, como College Humor e Next New Networks, o Break.com fechou acordo recentemente com grandes anunciantes nos EUA, como Samsung, o refrigerante Mountain Dew, a colônia Old Spice e a bala Starburst para a produção de programas de entretenimento de marca, prática que envolve a criação de vídeos para a web que promovam uma marca de maneira sutil. Uma das séries mais recentes é "Ballpark Invasion", no Break.com, criado para promover o celular Instinct, da Samsung. Os episódios levam os espectadores a passeios por estádios de beisebol e mostram as novas tecnologias do telefone durante o percurso.


É um feito significativo porque o mercado on-line de entretenimento de marca era até agora dominado por gigantes da internet como Microsoft e Yahoo e empresas de comunicação tradicionais, como a MTV. As empresas tendiam a anunciar nesses sites porque tinham relacionamentos estabelecidos com eles e, mais importante, porque eles tinham de longe o maior tráfego.


Para os anunciantes, o que pegava em sites como Break.com e College Humor era a natureza provocativa do conteúdo. Como eles conseguiram contornar o problema desta vez? Eles se ofereceram para criar programas feitos sob medida (leia-se: censura livre) que mencionavam as empresas.


Não é boa notícia para grandes empresas da web como Microsoft e Yahoo, que são agressivas e conquistaram vários acordos do tipo com grandes anunciantes, como um programa culinário no Yahoo que promovia a maionese Hellmann's, da Unilever. Também é prova de que os marqueteiros não são mais dependentes unicamente dos grandes portais para suas necessidades de publicidade on-line.


Para os anunciantes on-line, sites como Break.com e College Humor são interessantes por causa da capacidade de atrair jovens do sexo masculino com seus vídeos sobre esportes, garotas e humor. Ao mesmo tempo, eles construíram significativas redes de distribuição para os vídeos, de modo que os clipes que aparecem em seus próprios sites muitas vezes se espalham pela web e acabam em sites de maiores, como o YouTube.



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Não é boa notícia para grandes empresas da internet como Microsoft e Yahoo, que são mais agressivas
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Isso persuadiu alguns grandes anunciantes a fazer a experiência de deixar os sites criarem programas para eles. Até agora, a maior parte da publicidade nesses sites era sob a forma de comerciais animados que apareciam na página inicial ou ao lado de um vídeo. Mas parte do problema era que, embora os sites fossem populares com os usuários por apresentar conteúdo interativo, as opções de anúncios eram muito mais estáticas.


Os programas de entretenimento de marca ficam misturados com os outros vídeos que aparecem nos sites. A Old Spice, por exemplo, selecionou recentemente o College Humor para produzir uma série para a promoção de seu "dois-em-um" que mistura sabonete líquido e hidratante. O resultado: "The Great American Twofer Hunt". "Uma two-fer é uma garota que não só é gata, mas inteligente também", informa a descrição do programa, em que dois apresentadores fazem perguntas a mulheres atraentes nas ruas de Nova York sobre política e geografia.


Para o Break.com e o College Humor, é muito cedo para saber se a incursão deles no entretenimento de marca - cuja produção não é barata - vai render. Break, College Humor e outros como Bebo, um site de relacionamento social da AOL, da Time Warner, contrataram equipes para cuidar da criação de séries originais e programas para os anunciantes. Séries de entretenimento de marca estão entre as opções de anúncio mais caras que esses sites vendem, mas não são muito mais lucrativas. Os custos dos vídeos, que podem ter de dois a vinte episódios, variam de US$ 250.000 a US$ 750.000 - quantia que os anunciantes poderiam gastar em anúncios mais básicos (e baratos de produzir) no site.


A criação das séries, contudo, geralmente exige quantidade significativa de trabalho da parte dos sites. Além disso, o patrocínio de uma série costuma ser parte de um pacote que inclui outras formas de publicidade, para tornar a campanha mais conhecida. Os sites acreditam que isso abrirá as portas para mais investimento de anunciantes. "Somos muito pequenos, então temos realmente de trabalhar duro", diz o diretor-geral do College Humor, Josh Abramson.


Esses negócios surgem num momento em que os marqueteiros tentam identificar as melhores maneiras de anunciar em vídeo on-line, uma vez que o dinheiro dos anunciantes está demorando mais a chegar do que muitos analistas previam. A firma de pesquisa eMarketer revisou ontem suas projeções para investimento publicitário nesse segmento. Os anunciantes americanos vão gastar US$ 505 milhões, contra a estimativa anterior, de US$ 1,4 bilhão.


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» Valor Econômico    15/08/2008
Opinião - A lei pode construir monstros burocráticos

A lei que institucionalizou as centrais sindicais não lhes deu legalidade, já que elas não eram clandestinas, mas tornou-as parte de uma estrutura altamente corporativa, montada no arcabouço burocrático da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) de Getúlio Vargas. O sindicalismo brasileiro passou por vários períodos de ditadura e redemocratização, foi duramente criticado por seus excessivos vínculos com o Estado e mostra, pouco mais de duas décadas depois do fim do período militar, que tem enorme dificuldade de sobreviver sem leis que tornem compulsória a convivência do trabalhador com um sindicato registrado pelo Ministério do Trabalho, mesmo que ele não o represente.

Os números apresentados pela matéria "Imposto sindical obrigatório enche os cofres das centrais" (Cybelle Bouças, Valor, pág. A12, 14/8) gritam essa realidade. Na prática, a única mudança instituída pela lei recentemente aprovada, que trouxe as centrais sindicais (apenas as reconhecidas pelo Ministério do Trabalho ) para dentro da estrutura sindical getulista, foi a de torná-las participantes da partilha do imposto sindical - um dia de trabalho recolhido anualmente, em folha, de todo trabalhador com carteira assinada. Antes, esse imposto era dividido entre sindicatos (60%), federações (15%) e confederações (5%), além dos 10% repassados para uma conta especial do Ministério do Trabalho.

A entrada triunfal na estrutura varguista elevou aos céus as seis centrais que entraram para o clube da velha burocracia sindical. A Central Única dos Trabalhadores (CUT), que tem 42,28% dos sindicatos cadastrados no Ministério do Trabalho, arrecadarão este ano cerca de R$ 19,8 milhões dos R$ 55,55 milhões que serão distribuídos às seis centrais com registro; a Força Sindical, R$ 15,1 milhões; a União Geral dos Trabalhadores (UGT), R$ 8,8 milhões; a União Nacional Sindical, R$ 6,6 milhões; a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), R$ 2,9 milhões; e a Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), R$ 2,4 milhões.

As seis centrais sindicais se comprometeram, junto ao Ministério do Trabalho, a apoiar a substituição do imposto sindical por uma "contribuição negocial". A diferença entre uma e outra é que a primeira determina o desconto em folha de uma quantia fixa de cada trabalhador com carteira assinada; a segunda seria uma contribuição compulsória de todos os trabalhadores de uma categoria, cujo valor seria decidido em assembléia, no limite máximo de 1% do que o empregado recebe em um ano de trabalho. Na forma como existe hoje, o imposto é compulsório, definido por lei; a mudança proposta pelos sindicatos torna a contribuição igualmente obrigatória, mas definida em sindicatos da categoria - onde, via de regra, participam mais militantes do que propriamente a massa de filiados. Esses filiados decidiriam uma contribuição a ser paga pelos demais filiados e pelos não-filiados.

Essa mudança pode ser enormemente vantajosa para as entidades sindicais. Um dia de salário do trabalhador, o imposto sindical vigente hoje, corresponde a 0,28% do que ele ganha anualmente. Se uma assembléia definir a cobrança no limite máximo que querem as centrais, o desconto da contribuição aumentará mais de três vezes. Um trabalhador que ganha um salário mínimo hoje paga R$ 14,16 de imposto sindical por ano; se a lei for alterada e a assembléia de sua categoria resolver cobrar o limite máximo, desembolsará R$ 51.

A não-obrigatoriedade da contribuição é a condição primeira para a autonomia de uma entidade sindical. Ser mantido exclusivamente por filiados com quem estabeleceu estreita relação, não porque a lei assim definiu, mas porque entidade foi atuante e efetiva na defesa dos interesses da categoria, obriga os sindicatos, as federações, as confederações e as centrais a serem mais representativas. As mudanças que estão sendo feitas para incorporar as centrais à institucionalidade sindical, todavia, estão indo na direção contrária. Elas tendem a tornar a representação sindical ainda mais dependente do Estado, na medida em que as contribuições compulsórias têm que passar pela estrutura do Ministério do Trabalho e vão fazer das entidades sindicais grandes máquinas burocráticas cada vez mais assistenciais e menos ativas na defesa de interesses dos trabalhadores.


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» Folha de São Paulo    15/08/2008
Britânico faz robô com cérebro biológico

Gordon é provavelmente o primeiro robô do mundo controlado exclusivamente por tecido cerebral vivo. 

Costurada a partir de neurônios de rato, a massa cinzenta primitiva de Gordon foi desenhada por cientistas da Universidade de Reading (Reino Unido), que apresentaram a máquina anteontem. 

"O objetivo é descobrir como as memórias são de fato armazenadas num cérebro biológico", disse Kevin Warwick, um dos criadores do robô. 

Ao observar como as células nervosas trabalham em rede quando disparam impulsos elétricos, afirmou, os cientistas também poderiam entender melhor doenças neurodegenerativas como os males de Parkinson e Alzheimer. "[Isso] poderia ter aplicações médicas enormes", disse Warwick. 

Meio parecido com o herói do filme de animação Wall.E, Gordon tem um cérebro composto por 50 mil a 100 mil neurônios ativos (um cérebro humano tem 100 bilhões de neurônios), organizados em uma placa com 60 eletrodos. 

Esse arranjo serve de interface entre o tecido vivo e a máquina, com o cérebro mandando impulsos elétricos para guiar as rodas do robô e recebendo impulsos de sensores em contato com o ambiente. 

O cérebro, acondicionado em uma unidade com temperatura controlada, comunica-se com seu "corpo" por meio de um aparelho Bluetooth. 

Os neurônios começam a funcionar desde cedo. "Com 24 horas eles começam a fazer conexões uns com os outros", disse Warwick. "Em uma semana nós vemos disparos espontâneos." Mas, sem estímulo externo, o cérebro morre em alguns meses.
Até certo ponto, Gordon aprende sozinho. Quando bate num obstáculo, por exemplo, obtém estímulo dos sensores do robô e aprende a evitá-los depois em 80% dos casos. Os cientistas, agora, querem ver se essas conexões neurais se fortalecem com o aprendizado.


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» IDG Now!    15/08/2008
Endereço de e-mail revela sua personalidade, dizem cientistas

O que um endereço de e-mail pode revelar sobre você? Se o seu endereço fosse 'souomelhor@gmail.com', por exemplo, as pessoas pensariam que você é narcisista? E elas estariam certas?

Em busca destas respostas, cientistas da Universidade de Leipzig divulgaram um estudo recente mostrando que sim, os internautas são julgados por seus endereços eletrônicos. O que é mais interessante, entretanto, é que a maior parte dos julgamentos está certa.

A pesquisa divulgada recentemente no Journal of Research in Personality, envolveu a avaliação de cerca de 600 endereços de e-mail, sendo que seus criadores preencheram um questionário sobre suas personalidades.

Em seguida, os cientistas pediram que 100 estudantes classificassem os donos dos endereços de e-mail em categorias como neurótico, sincero, agradável, consciencioso, narcisista ou extrovertido.

Pessoas que usavam e-mails com palavras como "pequeno", "doce" ou "baby" combinadas com nomes de animais como "ratinho" ou "coelhinho" foram consideradas tanto mais agradáveis como... neuróticas. Por outro lado, palavras como "rei" ou "o melhor" foram atribuídas a prováveis narcisistas.



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» WNews - UOL    14/08/2008
Apple prepara correção para problemas de recepção no iPhone 3G

A Apple detectou um problema em seu novo iPhone 3G, que ao mudar de redes sem fio rápidas para mais lentas exibe na tela do celular links indesejados, e encerra repentinamente a chamada. 

“Software defeituoso dentro do chip causa problemas quando o iPhone precisa mudar de redes sem fio mais rápidas para outras mais lentas. O problema está relacionado com a tecnologia da Infineon, que é relativamente nova e não foi testada no uso em massa fora dos laboratórios”, diz Peter Burrows, especialista na área para o site BusinessWeek.

“Parte da função do chip da Infineon é verificar se há banda 3G suficiente disponível em uma determinada área. Se não houver, ou em banda insuficiente, o iPhone se adapta para usar uma rede mais lenta. Aparentemente a Apple programou o chip Infineon para requerer um sinal 3G mais forte do que o necessário para o iPhone.

Assim, se muita gente tenta fazer ligações ou entrar na Internet em determinada área, alguns aparelhos acharão que não há sinal suficiente e se adaptarão para uso com uma rede mais lenta, mesmo que haja banda 3G suficiente disponível”. De acordo com Burrows, o problema só ocorre em áreas de alta densidade de iPhones. “O motivo pelo qual o problema tornou-se mais intenso em dias recentes é o aumento no número de ativações do iPhone nessas áreas”. 



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» Tecnologia - Terra    14/08/2008
Vírus ataca usuários do Banco do Brasil online

Uma pesquisa sobre ameaças virtuais identificou um novo vírus que ataca usuários do atendimento pela Internet do Banco do Brasil.
» Estudo: 800 milhões usarão banco online até 2011
» Banco perde disquete com dados de 370 mil clientes
» Fórum: opine sobre Internet banking

O novo vírus, que se enquadra na categoria Cavalo de Tróia ou Trojan, começa a agir no momento em que o usuário tenta acessar o sistema do banco. Ao fazer o login, ele é direcionado por telas que "verificam" informações do usuário e da conta.

A tela de login acionada pelo vírus é igual à usada pelo banco, mas encaminha para outra tela que pede a senha do cartão de crédito para supostamente autenticar o acesso do usuário (uma informação não solicitada pelo banco no sistema legítimo).

Em seguida, dados completos do cartão de crédito são solicitados: número, código de segurança, vencimento, senha de auto-atendimento por telefone.

Após o usuário ter fornecido todas as informações, o navegador acusa uma falha no sistema do banco e fecha a janela, finalizando o roubo de dados.

A pesquisa foi realizada pelo Centro de Pesquisas Renato Archer, em parceria com a Winco e AVG.



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» Informática - FolhaOnLine    14/08/2008
Justiça libera propaganda eleitoral em blogs e Orkut em Fortaleza

O juiz da propaganda eleitoral de Fortaleza, Emanuel Leite Albuquerque, resolveu estabelecer critérios mais específicos do que diz o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para as campanhas na internet. De acordo com portaria assinada por ele, os candidatos a prefeito e vereador na capital cearense poderão utilizar ferramentas como a rede social Orkut, blogs e até e-mails nas campanhas.

Em resolução do TSE de maio deste ano, o órgão decidiu que a campanha na internet seria restrita às páginas dos candidatos. Em resposta a uma consulta sobre especificações da regra, os ministros preferiram afirmar que os casos seriam julgados "um a um".

Ao liberar Orkut e blogs, Albuquerque incluiu algumas restrições aos candidatos, como a proibição do uso de "spams" e "banners".

A resolução vale apenas para a cidade de Fortaleza e, segundo o juiz, foi necessária para "equilibrar as forças da campanha".


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