Quarta-feira, 18 de junho de 2008
» Folha de São Paulo    18/06/2008
Ministro promete conversor de TV digital a R$ 230 em julho

Lançamento do aparelho em São Paulo será no dia 4



» Folha de São Paulo    18/06/2008
País testa cartão com leitura sem contato

A novidade fica no fato de o cliente que utiliza esse cartão não precisar mais digitar senha nem inserir o cartão no aparelho usado no pagamento. Bastará deixá-lo próximo ao leitor para que o pagamento seja efetuado. A tecnologia já é utilizada em 12 países, incluindo EUA, Inglaterra e Coréia do Sul



» Folha de São Paulo    18/06/2008
Anatel deve propor novas exigências à compra da BrT

Agência estuda obrigatoriedades como a separação operacional dos serviços prestados. Também poderão ser adotados limites ou metas para a atuação do grupo nas regiões nas quais não opera como concessionário



» Folha de São Paulo    18/06/2008
3G - O que é, quanto custa, para que serve

Rede de terceira geração possibilita alta velocidade no acesso à internet pelo telefone celular



» TI Inside - 18h18    17/06/2008
Tribunal dos EUA nega pedido de acionista para substituir diretores do Yahoo

O megainvestidor esperava que as alegações de que houve sabotagem dos diretores durante a oferta de compra feita pela Microsoft, em razão do plano de compensação para os funcionários caso a companhia viesse a ser adquirida, pudessem pesar na decisão da Corte



» Tecnologia - Terra - 15h38    17/06/2008
SanDisk lança MP3 mais fino que lápis em SP

Trazido ao Brasil nas versões de 2 GB e 4 GB, o Sansa Fuze toca músicas, videoclipes, exibe fotos e também serve como gravador de voz. A tela do pequeno dispositivo, adaptada ao formato widescreen, tem 1,9 polegadas e exibe todos os menus de navegação, que podem ser controlados por meio de um botão central, de forma intuitiva: basta girá-lo e pressioná-lo suavemente para buscar o diretório desejado



» Convergência Digital - Terra    17/06/2008
"Cansei de ser chamado de vanguarda do atraso"

Foram 23 anos de militância em sindicatos patronais, dos quais a maioria como presidente da Federação das Empresas Prestadoras de Serviços de Informática (Fenainfo), e ao todo 30 anos no mercado de Informática. Depois de tanto tempo, chegou a hora de Maurício Mugnaini anunciar que encerrará seu mandato no ano que vem e não pretende renová-lo



» Folha OnLine Informática - 20h48    17/06/2008
Jovem é preso por invadir site e divulgar notícia falsa sobre terremoto na China

Segundo informações da polícia, o jovem, chamado Chen, admitiu ter feito a invasão no site do departamento de sismologia de Guangxi. Ele afirma que tomou a atitude para mostrar sua habilidade com computação e para "se divertir", afirma a agência



» Portal 180 Graus/PI - 19h45    17/06/2008
Prodater apresenta sistema que facilita o atendimento ao usuário

Para acompanhar de perto o andamento dos processos, o requerente deve se cadastrar



» Estadão OnLine - 19h29    17/06/2008
Japão produz namorada-robô para homens solitários

Chamada "Ema", robô tem um busto grande, é pequena, muito amigável e funciona com baterias




» Folha de São Paulo    18/06/2008
Ministro promete conversor de TV digital a R$ 230 em julho

O ministro das Comunicações, Hélio Costa, voltou a prometer um "conversor popular" para a TV digital aberta. No lançamento do sinal da TV Globo no Rio de Janeiro, na noite de segunda-feira, Costa disse que o aparelho a R$ 230 será lançado em São Paulo em 4 de julho e, logo depois, em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro. 

A Proview, empresa de Taiwan que tem unidade em Manaus desde 1999, informou que vai vender o aparelho a esse preço para o varejo, que, por sua vez, deve incluir um adicional na revenda ao consumidor. De acordo com o diretor industrial do fabricante, Jorge Cruz, o valor se refere ao conversor para TVs de 1.080 linhas, as chamadas Full HD. 

Entre os equipamentos de marcas tradicionais que estão no mercado, o semelhante mais barato é o da Positivo, que tem preço sugerido ao varejo, para venda ao consumidor, de R$ 699. A produção, no entanto, foi paralisada devido às vendas abaixo das expectativas. 

Uma das formas de viabilizar o aparelho mais barato em análise no Ministério das Comunicações é a venda direta por meio dos Correios, que teria ainda o acréscimo do frete. 

Sobre os incentivos fiscais concedidos para tirar o "conversor popular" do papel, o diretor industrial da Proview afirmou que são os mesmos oferecidos a todas as empresas que estão produzindo ou pretendem dar início à fabricação do equipamento.

Promessas
Com muita pompa e a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a TV digital aberta estreou no Brasil no dia 2 de dezembro com as transmissões em São Paulo. Neste ano, o sinal chegou a Belo Horizonte e ao Rio de Janeiro. 

Em 2007, o ministro Hélio Costa afirmou diversas vezes que o conversor ficaria em torno de R$ 250. Com preços bem acima disso, as vendas dos aparelhos estão abaixo das previsões. De acordo com a Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), apenas 25.854 conversores foram fabricados na região até abril. 

Além dos aparelhos para televisões de alta definição (1.080 linhas), estão no mercado também conversores para as chamadas TVs de tubo (480 linhas). Entre as marcas tradicionais, o mais barato também é o da Positivo, que tem preço sugerido ao varejo, para venda ao consumidor, de R$ 499. 

Vale lembrar que esses equipamentos não vão funcionar adequadamente quando conectados em televisões com resolução superior, mas os de 1.080 linhas podem ser usados nas TVs de tubo. Estão à venda também televisões que já vêm com o conversor embutido. 

Em todos os casos, entretanto, será preciso trocar de aparelho quando a interatividade plena (envio de dados às emissoras), um dos diferenciais da TV digital, estiver disponível.


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» Folha de São Paulo    18/06/2008
País testa cartão com leitura sem contato

A Visa, em parceria com o Bradesco e a Visanet, lançou oficialmente um novo cartão de crédito com leitura sem contato ("contactless"). A tecnologia é semelhante à utilizada, por exemplo, nos sistemas de transportes de algumas cidades como São Paulo e Curitiba. 

A novidade fica no fato de o cliente que utiliza esse cartão não precisar mais digitar senha nem inserir o cartão no aparelho usado no pagamento. Bastará deixá-lo próximo ao leitor para que o pagamento seja efetuado. A tecnologia já é utilizada em 12 países, incluindo EUA, Inglaterra e Coréia do Sul. 

O projeto piloto do novo cartão -chamado de Visa payWave- durará seis meses, com o uso do cartão por 3.000 clientes do Bradesco ou funcionários do banco, da Visa e da Visanet nas lojas da rede de cafeterias Starbucks. Nesse período, o limite de compras com o novo cartão será de R$ 100. "Quando acaba esse limite, basta ao cliente fazer uma compra da forma normal para reativá-lo", disse Marcelo Noronha, diretor geral da Bradesco Cartões. 

A principal função do cartão será agilizar o atendimento. "O tempo médio de fila pode cair em até 23%." O ganho de tempo fica no processo de comunicação entre o POS (aparelho que faz a transação) e o sistema do banco. "Esse processo é reduzido para apenas um segundo", disse Eduardo Chedid, vice-presidente de produtos da Visa.


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» Folha de São Paulo    18/06/2008
Anatel deve propor novas exigências à compra da BrT

A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) irá propor novas exigências para que a Oi seja autorizada a comprar a Brasil Telecom. 

A possibilidade de exigir novas obrigatoriedades para a fusão das duas companhias foi anunciada ontem com a divulgação da proposta de medidas que tendem a facilitar a convergência de serviços e a competição entre empresas. Segundo a Anatel, o setor de telecomunicações deverá receber investimentos de R$ 250 bilhões até 2018. 

Entre as novas obrigatoriedades para a fusão entre Oi e Brasil Telecom, podem constar exigências para que haja uma separação operacional dos diferentes tipos de serviço prestados pelas empresas. Até então, a Anatel havia proposto a desagregação entre telefonia fixa e banda larga, medida anunciada na semana passada. Entre as novas exigências, a Anatel poderá, também, impor limites ou metas para a atuação do grupo nas regiões nas quais não atuará como concessionário. 

Essas condições para a efetiva autorização da compra vão ser discutidas pela Anatel no prazo de até 180 dias após a regulamentação da versão atualizada do Plano Geral de Outorgas (o chamado PGO). As condições propostas pela agência terão de ser referendadas pelo Ministério das Comunicações e pelo presidente Lula. 

A despeito disso, o texto de revisão do PGO proposto pela Anatel, e que está em consulta pública por 30 dias a partir de ontem, é vago em um aspecto relevante. Ao determinar que a concessionária de telefonia fixa que comprar outra poderá ter de separar as operações de banda larga, a agência não diz como a separação vai ser feita. Se será uma separação por empresas ou apenas contábil. 

"Isso [separação das atividades] é uma hipótese, uma possibilidade. A partir de agora vamos avaliar os prós e os contras", comentou o gerente de Competição da Anatel, José Neto. "Pode ser que esse seja o grande debate, a consulta pública é para ver se é o melhor caminho. Se esse remédio tiver mais efeito colateral que ganhos, poderemos rever." 

É nessa fase, por sinal, que o governo espera derrubar as propostas de separação das empresas em telefonia fixa e banda larga defendidas por parte do conselho da Anatel, que desagradaram a todas as grandes companhias do setor. 

A expectativa do governo é que a indicação do quinto conselheiro mude essa situação dentro da Anatel, já que dois dos atuais quatro diretores -Pedro Jaime Ziller e Plínio de Aguiar- são favoráveis à separação dos serviços, modelo criticado pelo Palácio do Planalto. 

O presidente Lula já aceitou a indicação de Emília Ribeiro, assessora da presidência do Senado e apoiada pelo PMDB, para ocupar a vaga aberta na agência. Seu nome deve ser encaminhado ao Senado para aprovação nos próximos dias.
No texto em consulta pública, a Anatel também propõe que a concessionária que adquirir uma terceira poderá ter de manter o investimento na infra-estrutura de telefonia fixa, que é a base para a expansão da banda larga. Com isso, também indicou que as metas de investimento em infra-estrutura de apoio à expansão da banda larga deverão ser ampliadas.

Convergência
Além de alterar as regras para que haja condição de atuação de grandes grupos de telecomunicação no Brasil, a Anatel também propõe uma série de modificações na forma de atuação das empresas de grande, médio e pequeno porte do setor de telecomunicação. 

Hoje, para prestar diferentes tipos de serviço, uma empresa necessita de diferentes tipos de autorização. Por exemplo: para ofertar TV por assinatura, a empresa necessita de uma licença específica e de outras autorizações dentro dessa mesma modalidade de serviço. 

A sugestão é que a Anatel passe a dar uma licença geral, que torne automática a autorização para os serviços de telefonia fixa, móvel, banda larga e TV por assinatura. 

A revisão que a Anatel está propondo leva em conta o cenário de forte expansão da banda larga no país nos próximos dez anos. Segundo a agência, entre 2008 e 2018 os investimentos no setor devem somar R$ 250 bilhões, montante superior aos R$ 180 bilhões aplicados entre 1997 e 2007. A projeção foi feita com base em estimativas de crescimento da economia e consulta a empresas. 

Pelo diagnóstico, os usuários de internet no país, hoje estimados em menos de 10 milhões, deverão se aproximar de 40 milhões em 2010. Ao compor esse cenário, a Anatel considerou que o crescimento maior vai ser o da banda larga móvel. No segmento da TV por assinatura, as projeções passam dos atuais 6 milhões de assinantes para 7 milhões em 2010 e 18 milhões em 2018.


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» Folha de São Paulo    18/06/2008
3G - O que é, quanto custa, para que serve

Alta velocidade e mobilidade irrestrita: essas são as promessas do 3G, padrão de telefonia móvel que vive momento de expansão no Brasil. 

A tecnologia permite que você use seu celular ou computador para transferir dados com velocidade de banda larga. Assim, é possível aproveitar serviços como downloads de arquivos grandes e chamadas em vídeo, que exigem boas conexões.
3G é a sigla para terceira geração, padrão de telefonia celular que sucede o 1G, ainda analógico, e o 2G, já digital. A primeira rede 3G do mundo foi inaugurada em 2001 pela japonesa NTT DoCoMo. 

No Brasil, a Vivo foi a pioneira no setor -oferece serviços de terceira geração desde 2004. Os pacotes de acesso à internet 3G disponíveis hoje no país prometem velocidades de até 7 Mbits por segundo. 

Em dezembro do ano passado, a Anatel arrecadou R$ 5,3 bilhões em leilão de licenças 3G na faixa entre 1.900 MHz a 2.100 MHz -algumas empresas já operavam antes na faixa de 850 MHz. Os maiores compradores foram Claro, TIM, Vivo e Oi. 

Além dos modems USB e de placas para acesso à internet em computadores de mesa e laptops, as operadoras oferecem serviços para celulares 3G como videochamadas, exibição de televisão, lojas de música e acesso a vídeos do YouTube.
Uma pesquisa do instituto Nielsen aponta, porém, que apenas 1% dos usuários de telefonia celular no Brasil usa o aparelho para acessar a internet -a maioria prefere tirar fotografias, brincar com jogos e ouvir músicas. 

Um fator que pode mudar essa cenário é a chegada oficial do iPhone ao Brasil -a nova versão do badalado celular da Apple tem suporte a 3G. 

Atualmente, 8,1 milhões de pessoas no Brasil têm banda larga, sendo que 9% delas utilizam internet móvel -índice proporcionalmente maior que o dos EUA (6%), segundo o IDC. Isso se explica pelo o fato de a cobertura da banda larga fixa ter ainda muitas lacunas no Brasil, preenchidas pela internet móvel. 

A Folha foi às lojas das operadoras, testou celulares e modems e constatou que há empecilhos para usufruir do 3G em sua plenitude: os aparelhos e os planos são caros, e a cobertura ainda é pequena.




Vivo e Claro trazem iPhone 3G para o país 

NO BRASIL >> Novo aparelho da Apple chega neste ano, mas política de preços e data de lançamento ainda estão indefinidas 


Além da Claro, que havia anunciado no mês passado que trará o iPhone 3G para o Brasil, a Vivo terá o aparelho no país. As duas operadoras têm redes 3G. A rede GSM da Claro, atualmente, tem maior área de cobertura do que a da Vivo.
Além da conexão pela rede celular, o iPhone acessa a internet por Wi-Fi.

Por 1 euro
O iPhone 3G foi anunciado há duas semanas nos EUA, mas só deve chegar às lojas no próximo mês.
No Brasil, preços e prazos ainda não foram estipulados pelas duas operadoras, segundo suas assessorias de imprensa. Rumores dizem que o iPhone pode custar desde um preço compatível com o dos EUA até quatro vezes mais.
Na Alemanha, o celular vai ter um preço inicial de 1 para quem assinar um plano de 69 mensais.

Fim da festa?
Os fóruns de hackers do iPhone dizem que será necessária uma nova tecnologia de desbloqueio do aparelho 3G para que ele possa ser usado em redes de outras operadoras, como acontece com a versão atual do aparelho. 

Quem pretende comprar um iPhone para fazer o desbloqueio vai ter, provavelmente, mais uma dificuldade: desta vez, o celular não será vendido pela internet; apenas em lojas físicas da Apple e da AT&T, onde será feita a ativação do celular. Mas fóruns de hackers comentam que, como o celular vai ser vendido em muitos países por operadoras diferentes, a questão deve ser contornada, como aconteceu com a primeira versão. 



Sprint lança concorrente bem parecido 

DA ASSOCIATED PRESS

Com todo o zumbido em torno do novo modelo do iPhone, é fácil esquecer que a operadora norte-americana Sprint vai lançar um telefone que é a coisa mais perto do iPhone feito por outro. 

O Samsung Instinct é, como o iPhone verdadeiro, uma placa com uma grande tela sensível ao toque e poucos botões. Existem outros touch-screen, mais o Instinct é o único que tem o que o iPhone tem: um monte de recursos fáceis de usar.
O hardware do Instinct existe em outros lugares, mas a Sprint colocou seu próprio software nele. O resultado é uma lúcida e clara interface, que permite uso rápido de e-mail, navegação na internet, GPS, assistir a vídeos e ouvir rádio on-line, entre outras atividades. 

O telefone vai ter o mesmo preço inicial do iPhone de 8 Gbytes: US$ 199, com contrato também de dois anos (ainda não confirmado pela Sprint). 

Ele tem menos memória embutida (2 Gbytes), mas aceita cartões de memória -o iPhone não aceita.
A câmera é, assim como a do aparelho da Apple, de 2 Mpixels -a do Instinct ainda faz vídeos. 

Sua bateria é removível, e ele virá com uma extra. A tela tem menos definição e não aceita múltiplos toques. 


Rede rápida no Brasil tem baixa cobertura 

DA REPORTAGEM LOCAL

Atualmente, a rede de alta velocidade só está disponível em grandes centros urbanos do país. Pela Claro, são 42 municípios atendidos. A Vivo opera em 27 cidades. A TIM, em 20.


Depois de arrematar licenças 3G no leilão da Anatel em dezembro do ano passado, as operadoras se comprometeram a prover cobertura completa no prazo de dois anos a todas as capitais do país, ao Distrito Federal e a municípios com mais de 500 mil habitantes. Em oito anos, as empresas terão de oferecer a rede móvel de banda larga a 3.800 cidades. 

Renato Ciuchini, diretor de planejamento estratégico e novos negócios da TIM, estima que todas as capitais do país estejam cobertas pela operadora até o final do ano. 

A Claro não detalha os planos de expansão da rede, mas Fiamma Zarife, diretora de serviços de valor agregado e roaming da empresa, afirma que em breve a operadora oferecerá 3G em Minas Gerais, Bahia e Paraná, Estados onde adquiriu licenças durante o leilão da Anatel. 

A Vivo é um caso à parte: além de operar em GSM, como as outras duas operadoras, mantém também uma rede CDMA. A empresa oferece serviços 3G desde 2004, mas somente em CDMA, no sistema EV-DO. 

Segundo Fábio Freitas, gerente de ofertas premium da operadora, a Vivo pretende estrear o 3G na rede GSM ainda neste ano. "Apesar de as operadoras fazerem marketing em cima do 3G, para o cliente, o grande benefício é a maior velocidade na transmissão de dados", disse. 

A Anatel espera que, com a concorrência cada vez maior entre as operadoras no mercado 3G, haja redução de preços para o consumidor.

Fora de área
Se você for viajar com seu aparelho de terceira geração e pretende usar os recursos que exigem rede de alta velocidade, verifique nos sites das operadoras se o serviço está disponível em seu destino. Vale lembrar que, mesmo em cidades em que há 3G, pode haver bairros com cobertura limitada ou inexistente. 

A velocidade do serviço depende de fatores que vão desde condições climáticas e topográficas da região até distância entre o usuário e uma estação de retransmissão. Ou seja: dependendo de onde você estiver, terá que se contentar com velocidades mais baixas. 


Planos e aparelhos 3G ainda custam caro 

SALGADO >> Preço do celular depende do tipo de contrato; se você pretende usar muito a internet, veja os serviços de dados

DA REPORTAGEM LOCAL

Se você está disposto a entrar de cabeça no 3G, prepare o bolso. Os celulares mais avançados e os pacotes mais completos saem por boas centenas de reais. Os planos de voz das operadoras têm limites de tráfego e, dependendo do uso que você fizer dos aparelhos, essa quantidade pode ser insuficiente. O jeito é contratar um serviço de dados, que vai acrescentar à sua conta um valor mensal entre R$ 50 e R$ 100.


Aparelhos mais simples, como o Nokia 6120c e o LG MU500, podem até sair de graça, mas para isso é necessário se comprometer com um plano de pelo menos R$ 100 ao mês. 

O sofisticado Palm Treo 750, por exemplo, não sai por menos de R$ 899 na Claro -isso se você contratar o plano 900, que custa R$ 376,90 ao mês e inclui 750 minutos de voz, 150 Mbytes de acesso à internet, 200 mensagens multimídia, 200 mensagens de texto e cem minutos de VoIP (voz sobre protocolo de internet). Se o consumidor escolher o plano 80, o mais modesto (com 70 minutos de voz e 10 Mbytes de dados), o Palm custará nada menos que R$ 1.599. 

A TIM oferece 3G para planos a partir de 120 minutos. Isso significa que o cliente vai pagar R$ 96,90 de mensalidade (que inclui minutos locais, pacote viagem, torpedo, fotomensagem e dados) mais pacote de dados. O menor, de 40 Mbytes, custa R$ 19,90. O maior, de 1 Gbyte, R$ 69. 

Segundo uma vendedora de uma loja TIM no centro, com um pacote de 1 Gbyte dá para acessar a internet por 140 horas, ou quase seis dias inteiros -"Dá para navegar quatro horas por dia", disse. 

Mas cuidado: o plano de dados se refere a páginas carregadas. Para acessar o Gmail, por exemplo, você clica, no mínimo, em três páginas: o endereço do site, a sua entrada inicial e em um e-mail que você tenha interesse em ler. A cada clique, são consumidos vários Kbytes. 

Na Claro, é possível ter 3G a partir do plano 80 -o valor mensal é de R$ 87,90 e inclui 70 minutos de ligações locais, dez minutos de videochamada, dez minutos de TV, 30 fotos, 30 torpedos e 10 Mbytes de dados. O plano com maior tráfego é o 3G 900, com 150 Mbytes. 

Depois de estourar o limite estipulado pelo plano de dados contratado, o usuário pode ter sua velocidade reduzida até o fim do mês ou pagar pelos Mbytes excedentes. Por isso, fique atento às cláusulas do contrato, aos astericos e às letrinhas pequenas para não tomar um susto ao fim do mês. 

O analista de sistema Gustavo Henrique Dias Mileo, assinante da Claro, utiliza seu celular 3G principalmente para acessar a internet -tanto no navegador do próprio celular quanto em computador tradicional, usando o aparelho como modem.
Apesar de não ter reclamações sobre a cobertura e a velocidade do serviço, ele hesita em assinar um plano de dados porque foi informado em uma loja sobre uma limitação que reduz a velocidade até o fim do mês depois de 1 Gbyte baixado. "Estou esperando que eles quebrem essa restrição para fazer o plano", disse. 



Em lojas, atendimento é devagar 

DA REPORTAGEM LOCAL

A alta velocidade dos celulares 3G não se reflete no atendimento da maioria das lojas visitadas pela Folha na última quarta-feira -em umas delas, a reportagem esperou 47 minutos para ser atendida. 

O acesso à grande quantidade de informações que uma conexão banda larga pelo celular pode oferecer também não está nem na vitrine nem no balcão. 

Grande parte dos vendedores só repete o básico: 3G é internet rápida no celular. No máximo, dizem ao cliente -a Folha não se identificou como reportagem- que ele também poderá fazer videochamada e ver TV pelo aparelho. 

Os vendedores também destacam recursos que celulares 3G podem oferecer, como câmeras de foto e vídeo e GPS.
O detalhe é que tanto aparelhos quanto planos saem bem caros, segundo vendedores. O Nokia N95 chega a custar quase R$ 2.000 se o cliente optar por um plano pré-pago da TIM. Na Claro, se escolher um plano de 900 minutos mais 150 Mbytes de dados, o aparelho sai por R$ 399 -mas a conta mensal será de cerca de R$ 376,90. 


Boa experiência depende de condições especiais 

DA REPORTAGEM LOCAL

Para aproveitar o que de melhor o 3G tem a oferecer, é preciso estar no lugar certo na hora certa. É essa a conclusão a que chegou a Folha ao testar os serviços das operadoras Claro e TIM com celulares das marcas HTC, LG, Nokia, Samsung e Sony Ericsson. 

A reportagem percorreu as regiões Norte, Sul, Leste, Oeste e central da cidade de São Paulo e constatou que a cobertura da Claro é bem superior à da TIM, ainda parcial ou inexistente em alguns bairros. 

Em áreas com boa cobertura 3G, a exibição de sites e o download de arquivos foram rápidos. Fora dessas condições, porém, muitas páginas demoraram até três minutos para ser exibidas ou simplesmente não abriram -mensagens acusando "falha na conexão" foram freqüentes. 

Até estar dentro de um prédio muito fechado pode mudar a velocidade da conexão. 

Outro inconveniente é que, em alguns celulares, o usuário é obrigado a esperar a página inicial do portal da operadora carregar antes de poder navegar em sites de sua preferência. 

A experiência de acesso à internet varia bastante de acordo com o aparelho usado. Alguns celulares têm telas pequenas demais e com baixa resolução, o que torna a navegação desconfortável. 

Quando o site visitado não tem uma versão adaptada para as diminutas telinhas dos aparelhos, as informações ficam dispostas de forma confusa -culpa de alguns navegadores instalados nos celulares, que deixam a desejar. 

Uma boa opção é instalar o browser gratuito Opera Mini (www.operamini.com), que exibe a página de forma quase igual à que ela aparece em um PC -depois de carregado o site, basta escolher uma área da página a ser ampliada.

Vídeo
O YouTube funcionou bem em celulares de ambas as operadoras, com ligeira vantagem para a Claro. Foi possível assistir a vídeos mesmo em áreas sem 3G, mas, nesse caso, ocorreram mais travamentos. 

Videochamadas só foram bem-sucedidas em condições ideais: de TIM para TIM e de Claro para Claro, e somente quando ambos os usuários estavam em áreas com 3G. 

Em tese, é possível fazer videochamadas entre usuários de operadoras diferentes. As tentativas da Folha, porém, foram frustradas: a pessoa com aparelho da TIM conseguiu transmitir sua imagem para o usuário da Claro, mas a recíproca não foi verdadeira. Se um dos interlocutores da videochamada não estiver em uma área com cobertura 3G, não é possível nem completar a ligação. 



WiMax e LTE podem suceder tecnologia 3G 

DA REPORTAGEM LOCAL

A terceira geração de acesso móvel, que está crescendo no Brasil e se sedimentando nos EUA, com o investimento da AT&T, a maior operadora móvel do país, já sabe o nome de alguns de seus futuros adversários. 

A tecnologia WiMax, que permite acesso móvel à internet, em velocidade teórica superior à da 3G, foi destaque, neste ano, na CTIA Wireless, feira de tecnologia sem fio. 

Várias fabricantes e empresas mostraram aparelhos que têm capacidade de conexão WiMax. 

Nos EUA, a Sprint e a Clearwire fizeram uma parceria com investimentos bilionários nesse tipo de conexão para suas redes 4G. Na teoria, o WiMax pode chegar a 70 Mbps -mas não será isso o que o consumidor verá, admite a Sprint. 

A Verizon Wireless aposta na LTE (Long Term Evolution), que chega a 100 Mbps téoricos, para a próxima geração. 



Modem celular de nova geração dá mais autonomia a notebooks
EMERSON KIMURA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

A Folha testou os serviços de conexão 3G da Claro, da TIM e da Vivo, que permitem o acesso à internet a partir de um computador dentro das áreas de cobertura das redes de celular. São especialmente úteis para usuários de notebook que precisam de conexões rápidas onde não há pontos Wi-Fi. O acesso à internet é feito por meio de placa ou modem ligado ao computador.
Os serviços da Claro e da TIM têm algumas semelhanças: utilizam os mesmos protocolos para 3G (HSDPA) e 2G (GPRS ou EDGE, utilizados onde não há 3G) e oferecem, entre outras opções, um minimodem da Huawei que se conecta ao computador via USB. Claro e TIM oferecem o modelo E226 -mas, no caso da segunda, os testes foram feitos com o E220, mais antigo.

Conexão
O procedimento para conexão é simples: basta plugar o modem e instalar um programa que vem armazenado nele, um tipo de discador que gerencia a conexão e pelo qual é possível enviar mensagens SMS. 

A TIM oferece um software um pouco mais completo, com estatísticas (que são gravadas no chip do usuário) mais detalhadas sobre a conexão. Quanto à navegação, porém, a que se saiu melhor nos testes pela região metropolitana de São Paulo foi a Claro, com conexões mais velozes e estáveis. 

Em alguns lugares, o download usando o serviço da Claro foi mais de duas vezes mais rápido, com picos de quase 2 Mbps, enquanto as velocidades da TIM dificilmente alcançavam a barreira do 1 Mbps. 

Nos uploads, a diferença foi ainda maior, com a Claro atingindo transferências até 20 vezes mais rápidas. Na maioria dos locais, o sinal da TIM era mais fraco, e quedas de conexão não foram raras.

Menor velocidade
O sistema da Vivo usa uma tecnologia diferente da dos anteriores (EV-DO) e oferece velocidades inferiores -nas áreas de cobertura da rede, diz a empresa, o serviço possibilita o acesso com velocidade média que varia de 300 a 700 Kbps; fora dela, a taxa de conexão chega a até 144 Kpbs. 

A conexão caiu algumas vezes durante os testes, mas nem deu para perceber -o software fez a reconexão automaticamente. Apesar das diferenças de desempenho, as conexões das três operadoras são boas para navegar em portais de notícias, trocar e-mails, conversar no Messenger e até mesmo fazer downloads grandes e acessar sites mais pesados, como o Gmail e o YouTube. A experiência não é muito diferente da que se tem com conexão banda larga fixa, em casa.



ESTRATÉGIA:
SERVIÇOS DEVEM BUSCAR PÚBLICO DE APARELHO PRÉ-PAGO 

Este ano será palco de uma espécie de observação do mercado pelos operadores de 3G no Brasil, na avaliação de Erasmo Rojas, diretor da 3G Americas para a América Latina e Caribe. "Mas, depois, será importante que encontrem uma forma de chegar ao segmento de pré-pago", que, no Brasil representa 80% dos atuais usuários de celulares. Segundo ele, no Chile e no México os operadores já lançaram serviços 3G pré-pagos.



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» TI Inside - 18h18    17/06/2008
Tribunal dos EUA nega pedido de acionista para substituir diretores do Yahoo

O Tribunal de Delaware negou nesta terça-feira (17/6) pedido feito pelo acionista do Yahoo Carl Icahn para acelerar o processo de substituição dos membros do conselho de administração da companhia. O megainvestidor esperava que as alegações de que houve sabotagem dos diretores durante a oferta de compra feita pela Microsoft, em razão do plano de compensação para os funcionários caso a companhia viesse a ser adquirida, pudessem pesar na decisão da Corte.

Icahn entrou com uma ação judicial no tribunal especial em que revela que com o plano de compensação elaborado recentemente pela diretoria, a Microsoft teria de pagar entre US$ 462 milhões e US$ 2,72 bilhões caso adquirisse a empresa, em função do número de funcionários que provavelmente seriam despedidos após a fusão, o que, segundo ele, inviabiliza, na prática, qualquer tentativa de aquisição da companhia.

Icahn lidera um grupo de investidores que reivindica, entre outros pontos, a substituição da maior parte da diretoria. Ele pretende trocar os atuais diretores da companhia por executivos nomeados por ele, o que espera que ocorra durante a reunião anual de acionistas, marcada para 1º de agosto. Icahn, que aumentou em mais 4,3% a sua participação no Yahoo desde que a Microsoft retirou a sua oferta de compra, em 3 de maio, ainda espera que a empresa seja adquirida pela Microsoft, apesar de esta já ter dito que não tem mais interesse em comprar a totalidade da companhia. Para isso, ele pretende lançar uma "proxy fight" (disputa de votos) para substituir os membros atuais do board da companhia, para que aprovem a oferta de compra.

Uma pessoa próxima ao megainvestidor disse ao jornal The Wall Street Journal que ele, contudo, não perdeu a esperança de ganhar ao menos alguns assentos no board do Yahoo, mas ressaltou que Icahn ainda estava examinando a fundo a questão.


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» Tecnologia - Terra - 15h38    17/06/2008
SanDisk lança MP3 mais fino que lápis em SP

A SanDisk anunciou em São Paulo o lançamento nacional do Sansa Fuze, novo tocador de MP3 com dimensões ultracompactas, menor que um cartão de crédito e mais fino que um lápis. Ele faz parte do novo portfólio de produtos da companhia para a América Latina, região que em breve poderá contar com outras novidades como cartões de memória de alta capacidade para celulares, câmeras fotográficas e de vídeo e novos modelos de pendrives com tecnologia U3.

Trazido ao Brasil nas versões de 2 GB e 4 GB, o Sansa Fuze toca músicas, videoclipes, exibe fotos e também serve como gravador de voz. A tela do pequeno dispositivo, adaptada ao formato widescreen, tem 1,9 polegadas e exibe todos os menus de navegação, que podem ser controlados por meio de um botão central, de forma intuitiva: basta girá-lo e pressioná-lo suavemente para buscar o diretório desejado.

Um recurso interessante, que aproveita a tecnologia das memórias flash SanDisk, é a expansão da capacidade de armazenamento original do aparelho, que acontece graças a um slot microSD. Se for adquirido em sua versão de 2 GB, o Sansa Fuze sai pelo preço sugerido de R$ 599 contra os R$ 759 do modelo de 4 GB.

Dentre os recursos básicos oferecidos pelo aparelho estão o suporte à interface USB, fones de ouvido estéreo e compatibilidade com os sistemas operacionais Windows XP e Vista. Os formatos de arquivos suportados são MP3, WAV, WMA, MPEG-4 e JPEG e a duração estimada da bateria é de 24 horas para reprodução de áudio.

O produto chega ao Brasil nas cores preta e prata e pode ser encontrado nas lojas especializadas em eletrônicos.

Além do MP3 Sansa Fuze, a SanDisk aproveitou para anunciar sua nova linha Mobile Ultra II de cartões de memória para celulares, que chegam nas versões microSD, microSDHC e Memory Stick Micro M2 com 2 GB, 4 GB e 8 GB de capacidade. Os cartões tipo microSD vêm ainda com um leitor ultracompacto USB, o Micro Reader, que transforma os cartões de memória em pendrives para facilitar a transferência de dados para o computador. Os produtos ainda não possuem estimativa de preço e não chegaram às lojas do País.

Uma outra novidade na linha de memórias flash da SanDisk é a versão com 16 GB do pendrive Cruzer, que pode guardar aproximadamente 3,2 mil fotos digitais em alta resolução ou até 10 horas de vídeo com boa qualidade. Uma das vantagens do Cruzer é o conector USB retrátil, que elimina a necessidade de uma tampa, e também os softwares de imagens que vêm instalados para facilitar a reprodução de vídeos diretamente no dispositivo. O preço desta versão de altíssima capacidade não foi divulgado no Brasil.



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» Convergência Digital - Terra    17/06/2008
"Cansei de ser chamado de vanguarda do atraso"

Maurício cansou de tentar lutar por uma única bandeira, que marcou toda a sua história sindical: A defesa do Software Nacional. Acumulou frustrações e, embora diga que não, mágoas. "Cansei de ser chamado de vanguarda do atraso", sentenciou num dado ponto desta entrevista concedida ao portal Convergência Digital.

Na realidade foi um desabafo de mais de três horas de duração. Maurício Mugnaini fez um relato dos últimos 23 anos de militância pelo setor, que merecia ser guardado como memórias daqueles que lutaram e fizeram a história do software no Brasil.

Muitos poderão até não concordar com ele, mas poucos têm tantos bastidores para contar sobre este setor como o ainda presidente da Fenainfo. O portal Convergência Digital extraiu "o melhor" da gravação com Maurício Mugnaini e reproduz nesta edição de terça-feira (17/06).

Convergência Digital - O senhor tem quantos anos de militância em sindicatos patronais?

Maurício Mugnaini - Tenho ao todo 23 anos atuando em sindicatos patronais e na Fenainfo e 30 anos no ramos da informática.

CD- E por que decidiu, agora, deixar a Fenainfo quanto acabar o mandato (maio/2009). O senhor está saindo com o sentimento da 'missão cumprida' ou de frustração?

Maurício Mugnaini - De frustração, mas não com mágoas. Estou saindo em paz com os demais representantes sindicais, companheiros de jornadas e colegas. Saio frustrado de não ter conseguido os 'holofotes' que acho que deveríamos ter atraído para o setor de software nacional. Impressiona-me muito, hoje, o governo jogar todos os 'holofotes' para o conceito do software livre e não conseguir dar a atenção devida ao software nacional.

CD - O senhor se refere à Política de Desenvolvimento Produtivo, recém-lançada pelo governo Lula?

Mugnaini - Não consigo entender, não consigo acreditar que, em pleno ano de 2008, o conceito do que seja software ainda não esteja claro para os entes de governo. Software é software, outsoursing, offshore é prestação de serviço qualificado por intermédio de analistas, programadores e gerentes de projetos ou seja: Alocação de mão-de-obra. É serviço por intermédio da “transpiração”. Software é capital intelectual. É um bem da intelectualidade. É um capital transformado em código para colocar um hardware funcionando.

CD - E onde estaria a diferença que o governo não enxerga?

Mugnaini - É que o capital intelectual é a riqueza econômica deste terceiro milênio e, talvez, no final dele, o crédito de carbono seja a grande riqueza mas, neste momento, é o capital intelectual. E ele só faz circular as riquezas de altíssimo valor agregado, cujos suportes advêm do software. Este é o legítimo suporte do capital intelectual. Você produz livros mas sem software não faz. Faz filmes, mas sem ele não faz. Você faz Jornalismo, mas sem software não faz. Agência de Notícias, sem software não existe. Bolsas de Valores, de Mercadorias e assim por diante. Toda a memória humana foi guardada em livros que, agora, estão sendo digitalizados. Todo o conhecimento do homem desde então está armazenado em algum banco de dados seja financeiro, seja acadêmico, seja para o que for.

CD - O que o senhor está querendo dizer é que ainda não se conseguiu entender que o software é um bem intangível e, portanto, não está perceptível no dia-a-dia das pessoas?

Mugnaini - Por ser um bem da intelectualidade é absolutamente intangível e muito pouco perceptível. Estocável na menor logística possível. Você pode ter milhões de cópias de software disparadas a partir de um 'pen drive'. Você pode multiplicar infinitamente a riqueza da sua criação apenas através e por meio da seção de propriedade e do direito intelectual. Por isso que a Lei que regula a propriedade do software é a Lei do Direito Autoral. Porque o software se assemelha ao direito da obra artística e literária.

CD - E onde o governo está errando quando trata o setor?

Mugnaini - Não há o que se defender software, enquanto política de exportação pensando em disputar contratos no mercado mundial de outsoursing. São duas coisas distintas. Eu quero pagar cinco mil reais para um Analista de Sistemas dentro da minha empresa para ele criar um código, soluções de algoritmos por meio de estratégias tecnológicas avançadas e com recursos diferentes dos demais para ocupar um nicho de mercado e, assim, cobrar o meu preço para multiplicar aquela riqueza. Isto é o valor agregado do software do capital intelectual. Não é suor, não é transpiração.

CD - O senhor defende, então, a tese que o governo não conseguiu entender ainda essa questão?

Mugnaini - Até agora não. Quando se lança um pacote prevendo sete bilhões de reais de exportação até 2010, não entendeu.

CD - Já se tentou uma meta de dois bilhões de reais, a qual todos os senhores achavam uma piada e, agora, resolveram partir para 'algo ainda' maior?

Mugnaini - Já deixou de ser uma piada.

CD - Mas indago do senhor o seguinte: Onde está o erro? Na falta de percepção do governo para o tema ou na capacidade das entidades que defendem o setor de mostrar isso ao governo? O ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, por exemplo, disse que apoiou o pacote porque tem vários amigos que desenvolvem software para fora e gostariam de formalizar essa atividade.

Mugnaini - A pergunta central é: Quem está errado no processo. De onde surge essa nuvem de incompreensão que impede aquilo que poderia ser visto de forma tão cristalina...

CD - Insisto: Como pode um setor que conta com pelo menos cinco grandes entidades, não conseguir fazer um governo entender seus pontos de vista, enquanto que na área de hardware, apenas uma entidade consegue 'vender o seu peixe' e leva quase tudo o que pede.

Mugnaini - Tenho pelo menos uns 30 anos de área de Informática. Comecei minha trajetória em 1978. Minha vida profissional foi toda nesta área, tenho seis filhos e dois netos. Durante esses 30 anos dediquei parte do meu tempo para a empresa onde eu trabalhava ou para a minha que já existe há 21 anos. O restante, e às vezes, a maior parte do meu tempo dediquei para a política de representação setorial, classista ou como se queira chamar. Entrei na Assespro do Rio de Janeiro em janeiro de 1985.

Fundei, com muitos outros companheiros, o Seprorj e a Fenainfo. Fiz política partidária, fui secretário municipal, tive atividade política, duas candidaturas, uma para deputado federal e noutra fui suplente de senador. Achei que essa ação política era extremamente importante para valorizarmos a classe a partir do Rio de Janeiro. Recebi homenagens, a Medalha Tiradentes, o reconhecimento do Rio de Janeiro, mas não consegui o reconhecimento maior, qual fosse o reconhecimento do software nacional como uma estratégia de desenvolvimento.

Quem não detém a tecnologia, não deterá os frutos desta tecnologia. Era fundamental que este País tivesse essa tecnologia. Essa defesa, inclusive, os militares fizeram muito bem, quando criaram uma reserva de mercado para o País. Reserva de mercado de software nunca houve, mas existiu sem dúvida alguma uma Lei, de número 7232 de 1984 ainda no Governo Figueiredo, que dava preferência ao software nacional nas licitações públicas.

No final dos anos 80, embalada pela restrição que a Lei 7232 impunha, a indústria nacional de software era extremamente florescente. Naquela época surgiram títulos que, atualmente, estariam dominando esse mercado. Na área de redes, Amplinet, Saga, Myra; Zapt; na área de processamento de texto, Carta Certa, Redator, na área de Publisher, tínhamos o 'Pagina Certa'. Enfim, os produtos se multiplicavam. No banco de dados, tínhamos o 'Dialog'. O 'três em um', multifunção 'Open Acsses' da SPI ou SPA, do Rio de Janeiro.

As possibilidades eram enormes. Naquele momento até a Infocon, lá em Campina Grande, na Paraíba, lançava o 'WordInfocon' e vendia como nunca. Nós tínhamos clientes multinacionais que tinham 'sites licences' de Wordperfect, de WordStar, usados facilmente aqui no Brasil. Isso por conta de quê? Porque o governo enxergava que a preferência nas licitações públicas era importante. Como grande parte da nossa economia vivia em função das orientações de Estado, conseqüentemente, você acabava trocando arquivos e tecnologias com os entes estatais. E aí nós entramos no cenário da representação política do setor.

CD - Mas o que deu errado então?

Mugnaini - Em 1987, ou seja, há 21 anos viemos trabalhar em Brasília. No gabinete do então senador pelo PMDB e Líder do partido no Senado, Fernando Henrique Cardoso. O senhor Eduardo Jorge arrumou uma salinha dentro do gabinete do senador para trabalharmos aqui. Trabalhavam os senhores Francisco Eduardo Rêgo Ramalho, o José Fernando Correia Parra, hoje dono da 'DTS Software' - DTS Latino América.

O Ramalho era dono da Acess do Rio de Janeiro, responsável por toda a informatização do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, e eu participava desse grupo. Fazíamos Lobby aqui no Senado para entrar com uma emenda, batizada de 'as emendas da Assespro'. No total, elas eram nove. O senador que nos ajudava, patrocinava nossas emendas se chamava Virgílio Távora (CE), e veio a falecer logo depois. O então senador Nelson Wedeckim, por Santa Catarina, assumiu o apadrinhamento daquelas emendas e fez todo o encaminhamento e defesa.

Além do Fernando Henrique que, naquele momento era uma voz importante no Senado, vindo de uma eleição fabulosa em São Paulo, conquistamos ainda o senador Jarbas Passarinho, como um 'ferrenho' defensor de uma indústria nacional de software. Ele, aliás, tinha um conhecimento do assunto que nos deixou surpreendidos. Passarinho enfrentou no plenário, com a maior decência e tranqüilidade, a voracidade daquele senhor 'Bob Fields' (ex- senador Roberto Campos), defensor do software estrangeiro e da abertura infinita desse mercado. Se não fosse a defesa de Jarbas Passarinho, nós não teríamos aprovado - por 64 votos (o Senado tem 81 senadores) - as nove emendas, através de um acordo de lideranças.

Na Câmara dos deputados, conseguimos que as nove emendas fossem aprovadas por 400 votos (a Câmara 513 deputados). Lá no Senado cheguei a ir ao gabinete do senador Itamar Franco, por Minas Gerais, para pedir sua ajuda e compreensão. Fui colocado para fora da sala dele. 'Não entendo nada disso e também não quero entender e se os senhores puderem me dar licença...', foi assim que reagiu o senador e nós deixamos a sala dele. Jamais iríamos imaginar que ele seria presidente da República, um pouco mais à frente. Pois bem, as nove emendas saíram na Lei 9676 conforme queríamos o que foi uma grande vitória.

CD - O que propunham essas emendas?

Mugnaini - Elas foram para a sanção do senhor presidente da República, José Sarney. Elas basicamente diziam o quê: Criavam o Fundo Nacional de Desenvolvimento de Programas, taxava o software estrangeiro de zero a 200% do seu valor em conformidade com exame de similaridade com o software nacional, tínhamos competição em função do interesse nacional e principalmente em relação à questão de Segurança Nacional.

Além disso tínhamos uma série de mecanismos pelos quais poderíamos obstaculizar e, naquele momento, esse era o maior problema: A entrada do 'DOS 32' (Disc Operating System). O mundo já se encontrava dividido naquela época entre o sistema aberto Unix, feito em 1976 e o 'DOS', do senhor Bill Gates, da Microsoft. O Linux que está aí hoje é uma interface gráfica do Unix, assim como, o Windows é a do DOS. E é por isso que o vice-presidente da Microsoft veio, pessoalmente, aqui pedir ao senhor Fernando Henrique para passar a modificação da Lei 7646 para a Lei 9609, que é a Lei do Software, ampliando de 25 para 50 anos, os direitos de propriedade.

Porque senão, hoje, em pleno ano de 2008 - como o DOS é de 1980 - já estaria absolutamente livre para as inúmeras clonagens por toda a indústria local. Naquela época já tínhamos o 'MoniDOS', já tínhamos o DOS da Itautec, o 'Cisne', o LZDOS, do Luiz Zenóbio, do Rio de Janeiro. Já tínhamos DOS, copiados ou inspirados, não importa, e alguns já rodavam com ganhos de produtividade e desempenho em relação ao DOS originais da Microsoft. Poderia não ter entrado neste País, o 'DOS 32'.

CD - Foi nesse contexto que houve a reação norte-americana?

Mugnaini - Sim. O então presidente dos EUA, Ronald Reagan, veio ao Brasil fazer a defesa da sua indústria. A pressão foi forte e Sarney vetou as nove emendas que conseguimos aprovar com tanto esforço no Parlamento. Foi na mesma oportunidade que Reagan fez a sua saudação para a Bolívia, em pleno Brasil. Ele ficou 72 horas no Brasil e falou 27 horas sobre Informática. O senhor Ramalho, depois de perdermos as nove emendas, abandonou completamente a defesa do software nacional. Já o senhor Parra disse 'chega de software nacional' e foi viver de software estrangeiro. Ele montou uma empresa enorme por toda a América Latina.

CD - E o senhor fez o quê?

Mugnaini - O 'babaca' aqui continuou sonhando que era a bandeira que deveria ser defendida. Que deveria continuar sendo defendida. E impregnei na minha empresa a veia verde-amarela, dizendo 'aqui só vai se vender software nacional'. Tenho 21 anos de empresa, já vendi mais de 25 mil cópias de software, nunca de estrangeiro. Nunca recebi uma comissão da Microsoft. Nem de nenhum dos produtores estrangeiros. Vivi todo este tempo de WK Sistemas, de Sênior Informática, de Útil Software, de Abys Informática.

Nunca recebi um níquel de software estrangeiro. Quem nos derrotou em 1987, foi tudo o que o senhor presidente Sarney sabia de informática? Não. Quem nos derrotou foi o Lobby instalado dentro da Secretaria Especial de Informática da Presidência da República (SEI), na época absolutamente controlado pela turma da Abicomp (Associação Brasileira da Indústria de Computadores Periférios). Eles na época jogavam todo tempo contra a luta que a Assespro vinha empreendendo.

CD - Dê os nomes:

Mugnaini - (Faz uma pequena pausa). 'Não posso errar'. Como era o nome daquele cidadão?, Ruy Campos? Penso que era este o nome. Mas tinha muita gente instalada na (SEI) e era a turma que vinha da Capri. Eu queria ter a oportunidade de ter perguntado até para o meu amigo Arthur Pereira Nunes, que estava lá nesse momento, como ele se posicionou, como é que Ricardo Sauer se posicionou? Eu não sei. Lutamos feito loucos no Congresso Nacional. Conseguimos aprovar no Legislativo e tomamos uma 'enrrabada' do Sarney.

CD - No Governo Collor, as coisas ainda pioraram, já que o senhor citou o vice- Itamar Franco?

Mugnaini – Veio Collor e junto com ele, outro grupo de lobistas. Foi quando surgiu o 'Cartel Brasiliense'. A primeira coisa que aconteceu foi uma denúncia no Governo Collor, de um contrato, em plena fase de transição de governo, fechado com uma empresa do primo do novo presidente. Eu era diretor-secretário da Assespro Nacional e o presidente era o senhor Sebastião Tavares Pereira. E o Tavares conversa comigo, acha que temos de enfrentar aquele 'fenômeno eleitoral', novo 'caçador de Marajás', recém-instalado no País, concordei plenamente. Mas infelizmente a maioria da Assespro discordou. Assim mesmo, Tavares resolveu 'peitar' indo à Folha de São Paulo, denunciando o Collor. Disse tudo o que todos nós acharíamos e pensaríamos porque era lógico dizer. Ficamos outra vez proscritos do convívio com o Poder Central, do respeito e do reconhecimento da indústria nacional de software. E o senhor Collor a primeira coisa que fez foi - e eu nunca tinha visto isso, por achar isso que era coisa de terceiro mundo - forçar a derrocada da Lei 7232, desrespeitando a sua existência.

CD - A lei foi revogada.

Mugnaini - Ao contrário, ela não foi revogada. Collor simplesmente decidiu que as compras de software fossem feitas nas pontas e, não mais centralizadas, para definir padrões tecnológicos. Acabou com nosso mercado. Num momento em que corríamos atrás das novidades que o Windows trazia, dos macetes e das regras do novo negócio, em que a gente tentava aprender para desenvolver em ambiente gráfico, chegávamos num cliente de área pública e já tinha duas três mil cópias de software estrangeiro, da Microsoft.

Naquele momento, os distribuidores de software estrangeiro não vendo acolhidas suas pretensões classistas e de caráter de política institucional no âmbito da Assespro, saíram para criar a ABES. Com uma formulação inicial inconfundível: Era uma 'sucursal' da BSA (Business Software Aliance) que se instalava aqui sob os auspícios e a grana de Microsoft, de Computer Associates, etc. Deu certo. Não tinha como competir. E aí todos nós continuamos a ser tratados como os 'anacrônicos'.

Cansei de ser chamado de 'vanguarda do atraso', mas não desisti. Os anos foram passando e nós continuamos resistindo. Em 1997, fazia um evento no Teleporto, no Rio de Janeiro, defendendo 'capital intelectual como riqueza hegemônica do terceiro milênio e quem não detiver software não deterá, sequer, autorização para entrar no jogo geopolítico desse universo'. É muito mais do que grana o quê está em jogo: É Poder. Se você não detiver software, que já tem capacidade para transformar até os fatos, pois a História se transmuta hoje pelo software. Você pode manter o 'Marulanda" vivo dois anos, se você não quiser declinar que ele morreu (Manuel Marulanda Vélez- Chefe das FARC - Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).

CD - O senhor diria que o Brasil perdeu sua janela de participar do jogo geopolítico?

Mugnaini - Meu pai dizia quando eu era criança que 'quem não tem independência econômica, não tem independência política'. Pois eu diria que, agora, no terceiro milênio se não tenho independência tecnológica no software, não tenho independência política. Esta é a grande realidade. Não adianta a gente querer se ufanar de que 'a Petrobrás é uma empresa maior que a Microsoft'. Não vamos nos enganar. Mas se a turma que ganhava dinheiro, como a turma da Abicomp, com a reserva de mercado de hardware estava ganhando rios de dinheiro, vendiam uma 'merda de equipamento', por seis ou sete mil dólares no mercado interno.

Não desenvolviam nada, as fábricas eram lixo e todo mundo sabe disso. Eram fundo de quintal, com exceções da Elebra e da Itautec porque essas tinham os bancos por trás. Todas as outras não passavam de fundo de quintal. Ninguém desenvolvia nada. O que todo mundo fazia era nacionalização de etiqueta e ganhavam dinheiro. Então para quê batalhar pelo mercado nacional do software e ficar do nosso lado, se eles estavam ganhando dinheiro?

CD - Mas sem apoio de ninguém, porque o senhor insistiu na defesa do software nacional?

Mugnaini - Nos anos 90 continuamos sozinhos, sem nenhum tipo de proteção para o software. Em 1990, criamos a Fenainfo. Ficamos 10 anos sem poder fazer nada porque a federação só foi reconhecida em 15 de dezembro de 2000, por conta de uma mudança de uma decisão judicial, a qual, indiretamente, lhe beneficiou. Mas nós continuamos defendendo o software nacional. Como também continuávamos defendendo relações de trabalho absolutamente dignas.

Fizemos a primeira convenção coletiva no Rio de Janeiro entre o Seprorj (patronal) e o Sindpd (trabalhadores) com cláusulas e condições extremamente inovadoras. Desde 1988, já estava definida a jornada de 40 horas, pagamos ticket alimentação, vale transporte, saúde paga pela empresa, benefícios inexistentes em outros Estados.

Lutamos contra a precarização do trabalho. Eu pessoalmente assinei processos contra todas as 'coperfraudes', cooperativas fraudulentas instaladas no Rio de Janeiro pedindo a devolução de 800 milhões de dólares de contratos assinados ilegitimamente. Porque eram relações de trabalho fraudadas, mas os governos estimulavam isso.

CD - A história segue e vem o Governo Itamar Franco e depois os oito anos do Governo FHC. Houve uma forte defesa do cooperativismo. O que o senhor via de errado nesse sistema no setor de software?

Mugnaini - Entendo que não é possível empresas que pagam 35% de impostos diretos e indiretos, possam competir em licitações com uma cooperativa, que paga 11%. Temos alguma coisa errada aqui. O Governo Itamar estimulou cooperativas, Fernando Henrique foi absolutamente defensor público das cooperativas. Se não fosse, não teria ido à China para assinar em Xangai, um acordo fajuto que é o Tecnocop. De exportação de 100 mil cópias de Openbase, que nunca aconteceu. Mas o senhor Presidente da República foi fazer isso. Entrei na Justiça. Sabe o que aconteceu? Nada. Nosso processo foi arquivado.

A Procuradoria Geral da República entendeu que aquele assunto não era da sua competência e eu queria discutir era contaminação do certame licitatório da participação de entes desiguais. Não dá para competir numa mesma licitação uma microempresa de Quixeramobim (CE), com a Telesistemisys, de Paris. Isso não é e nunca será possível. E isso era tão lógico e volto a repetir a lógica tem de ser a base de tudo o que estou falando aqui. Se você achar que tem alguma coisa que não tenha lógica, declino de ver essas coisas publicadas.

CD- O portal Convergência Digital não tem que achar nada. O senhor fará as suas considerações e o mercado julgará se estão certas ou erradas. Mas continuando: Por que o senhor decidiu ficar nessa condição de oposição?

Mugnaini - Continuei defendendo porque as nossas emendas vetadas lá atrás por Sarney tinham lógica. E tinha tanta lógica os nossos argumentos que a Petrobrás criou uma 'regra de equalização de contratos' entre empresas privadas e cooperativas. Você já viu isso? Já pensou sobre a seriedade de uma medida dessas? Isso parece coisa de fundo de quintal, política de país de quinto mundo: Equalização de contratos de empresas versus cooperativas de empresas privadas. Até que no Governo Lula apareceu uma regra em que não participam cooperativas em licitações. Ufa! Enfim, algo lúcido. Foi por isso que eu ajudei a eleger Lula, eu votei nele. Mais que votei; coloquei dinheiro, subi em palanque, trio elétrico, ajudei de todas as formas financeireas e políticas a eleger o presidente.

CD - Então, depois de excluído do debate sobre o setor, o senhor passou a desacreditar no Governo Lula?

Mugnaini - Não. Na área social temos de reconhecer que o Governo Lula avançou e muito. Eu também vi o Lula no cais do Porto do Rio de Janeiro prometendo para os pescadores e armadores que ía atribuir um alto índice de nacionalizaçlão da Indústria Naval e revitalizar esse setor. Ao assumir o governo, atribuiu um índice de nacionalização de 75%, nos contratos a partir da Petrobrás. O que aconteceu? Essa indústria floresceu rápida e violentamente e hoje já ostenta os 40 mil empregos históricos, que ela sempre pode ostentar.

CD - Já na área de TI por que isso não ocorreu. Não entendi até agora por que cinco grandes entidades não conseguiram mostrar resultados satisfatórios, sem contar sua militância política?

Mugnaini - Algumas coisas conseguimos, outras não. Por exemplo, o primo do Collor saiu de cena, mas o Lobby brasiliense não. E se firmou de uma tal maneira, que anos mais tarde, já no Governo Fernando Henrique, fomos assistir escândalos envolvendo grandes empresas de Brasília. E a área de informática entra no terceiro milênio com a fama de saco sem fundo dos negócios milionários de Estado. Depois da privatização das Teles, o que havia de mais evidente para financiamento eleitoral, se não fosse o dinheiro que se gastava na área de informática. Você não lembra que o cartão saúde estava para consumir 550 milhões de dólares? Você não lembra a briga pela divisão do Fust que até hoje não aconteceu. Aí os escalões políticos se aperceberam que o setor de informática era um ótimo instrumento para se fazer o 'milagre dos pães'. Ninguém entendia do que se estava discutindo, a sôpa de letrinhas nas siglas deixa qualquer um tonto, e foi extremamente inevitável a aculturação do beócio nativo, em que tudo de bom tem de ser estrangeiro. E os negócios de informática se tornaram absolutamente milionários.

CD - O senhor está querendo dizer que o governo se rendeu ao capital estrangeiro, na área de informática?

Mugnaini - Todos esses escândalos chamaram a atenção negativamente para o nosso mundo. Quando Eduardo Jorge (então secretário particular do presidente Fernando Henrique Cardoso e um dos principais arrecadadores de campanha de FHC na área de Tecnologia) foi injustamente denunciado, arrastou com ele uma empresa de informática. Sempre tinha uma empresa de informnática para rolar junto escada a baixo. Até o governador Anthony Garotinho se envolveu com empresas de informática, altas doadoras de campanha. O que estou querendo dizer com tudo isso que estou contando é: Nós sempre tivemos um grupo agindo contra, por interesses particulares e outros sem interese nenhum, sem saber aonde que o passarinho cantou, que tomam posições erradas, só para estarem presentes no cenário, Só para aparecerem na foto. Acabam atrapalhando e jogando contra também. Não é possível imaginar, que numa história assim, a gente ainda tenha empresários de informática, de software, defensores absolutamente escancarados, de um mercado 100% livre. Isso não existe, a França não é um mercadio livre,Portugal não é um mercado livre, a Itália não é um mercado livre, os Estados Unidos jamais foram um mercado livre. Todos jogam exclusivamente os seus interesses. Então, Os Estados Unidos querem que a gente consuma CMM, CMMI, cada ano que passa aumenta um numerosinho ou uma letrinha. Quanto custa uma certificação dessas? Para começo de conversa, 400 mil dólares. Qual a empresa brasileira que vai competir nesse nível?

CD - Mas esse problema não foi resolvido agora com a entrada do MPS.BR?

Mugnaini - Não e porque a comunidade inteira de CIOs governamentais ou não governamentais joga contra. Porque MPS.BR não pode ser certificação que de ao software o caráter meritório que passaria a ter com o do 'Carnegie Mellon'. O Brasil fabrica avião e vende muito lá fora, mas não consegue vender aqui dentro. O Brasil tem a melhor tecnologia de prospecção de petróleo em águas profundas, tem tecnologia na área de informática para dar e vender naárea bancária. Mas onde já se viu o Brasil se atribuir um modelo de processo de software? É muita ousadia, o que nós temos de fazer é CMM não é isso? Esse é um processo de colonização que eu vivo lutando há 23 anos, sendo taxado de anacrônico e xenófobo, quando na realidade o que eu apenas gostaria de ser era defensor de nossa economia e nosso mercado. Peguei uma matéria do TI&GOV (publicação especializada na área de TI) e tem a seguinte notícia: Após sete anos, técnicos dos Correios concluem a instalação do ERP. É uma matéria comemorativa, partindo certamente de um comunicado oficial da empresa, falando maravilhas de um ERP que terá 17 mil usuários. Lendo a matéria, não são sete e sim, oito anos que isso está sendo colocado lá dentro. É da JD Edwards, da Oracle. Quando foi vendido? Na matéria diz que levaria dois anos de implementação com os usuários. Está em oito e ainda não funciona, está incompleto e cheio de problemas. Até fizeram os Correios cancelarem o contrato. Erraram na gestão do projeto. Agora, prometem concluir a instalação em junho. Então estamos falando de quê? A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos investiu milhões de reais num software estrangeiro que levou oito anos e ainda não está implantado e que não conseguirá atingir a necessidade dos Correios.

CD - Essa dependência estrangeiras seria efetivamente compensada com o software nacional? Teríamos capacidade para isso?

Mugnaini - É claro que sim. A Petrobras pretende investir em modernização 47 bilhões de reais até 2030 e porque não inclui nesse pacote uma oportunidade que nunca nos foi dada? Por que não cancela o contrato que tem com a SAP qu até hoje, da mesma maneira que nos Correios, também não funciona e já consumiu milhões de dólares na estatal? Por que a SAP não pede para sair? A JD Edwards não pede para sair? E deixa a gente pegar parte desses bilhões e investir num projeto nacional de software para as grandes empresas brasileiras, começando pelas estatais? Por que não nos permite juntar todos os produtores brasileiros para produzir o software que a Petrobras precisa, que a Eletrobras necessita, Correios, Furnas e todas as outras grandes empresas? Por que tenho de assistir calado uma estatal abrir diariamente uma licitação para comnprar Peoplesoft, SAP, JD Edwards, Microsoft, por que? Porque são uns imbecis dos colonizados dizem que a indústria brasileira de software não tem competência. Faço um desafio para qualquer produtor estrangeiro: Vamos fazer benchmark para todos os produitos nacionais, contra todos os produtos estrangeiros à luz do que necessitam as nossas empresas. Vamos ver o que vai acontecer?

CD - O senhor não está arriscando a credibilidade da indústria nacional num jogo desses?

Mugnaini - Aposto com você que não. E outra coisa: Párem de mentir. Pesquisas encomendadas com instituições "A,B ou C", todo mundo sabe que com qualquer 15% ou 20% se compra a chancela das melhores instituições. Porque pesquisa para dizer que a Microssiga tem 24% do mercado, seguida da SAP com 23%, de que mercado estamos falando companheiro? Existem mais de três mil desenvolvedores de software de aplicação administrativa e financeira integrados, não integrados, modulares ERP e CRM e um monte de gente fazendo Business Inteligence. Párem de mentir.Nenhum único produtor, nem nacional nem estrangeiro tem mais do que 5% desse mercado. É uma grosseria o que fazem, para iludir esse mercado.

CD - Temos por norma editorial não darmos informações de empresas citando-as como "lideres" de determinados mercados, porque não conseguimos até hoje identificar um "vice-líder" no setor.

Mugnaini - Todos são líderes. Todos declinam faturamentos pouco verdadeiros, números de funcionários pouco verdadeiros, filiais e instalações pouco verdadeiras. Um único contrato pode tornar uma empresa 'lider' do dia para a noite neste mercado. Há muitos anos, por conta
nesse segmento de informática, até mais uma vez, por conta do fenômeno cultural e da colonização que sofremos, sa sôpa de letrinhas, da facilidade com que se ganha dinheiro mentindo nesse mercado, as pessoas se acostumaram mal. Párem de mentir, pois fica mais fácil. O mercado de ERP nesse País não é a Microsiga, Datasul, SAP ou a Oracle. Existem pelo menos uma centena de empresas de pequeno e médio portes, que fazem frente tecnologicamente a esses caras.

CD - Mas por que a Fenainfo é a única entidade, dentre as demais a comprar essa briga a enxergar esse ponto de vista e falar abertamente isso, num setor onde se tem tantos representantes do "software nacional"?

Mugnaini - Não sei.

CD - Aparentemente não vemos ninguém enriquecendo nessas entidades por não advogarem abertamentea mesma causa, não é isso, mas por que só a Fenainfo enxerga tudo o que vsenhor está falando?

Mugnaini - Vou te dar um exemplo. No Governo Lula, lá em 2004, nos consorciamos com todos aqueles que defendiam o programa "PC Conectado" - uma idéia de hardware a baixo preço sibsidiado com isenção de impostos e outras coisas para chegar mais fpácil ao consumidor, custando menos de dois mil e quinhentos reais. O software tinha que estar dentro e nós trabalhamos para isso. Você se lembra disso. Tentamos fazer com a Cobra Tecnologia uma parceria para colocar um software nas máquinas. Não foi possível a gente progredir. A briga se instalou de uma tal maneira, que até na ante-sala do presidente Lula, na frente do César Alvarez (Assessor Espoecial do Presidente da República), no meio de uma reunião onde as coisas já clareavam para o software entrar empacotado junto com os equipamentos subsidiados, aperece um outro cara e diz: "Nãooo, eu também faço algo em Linux e quero colocar o meu também". Sem entender o que estava acontecendo. Ninguém estava privilegiando nada para ninguém. O que se queria era escancarar a porta para o software nacionalde origem livre, aberto, com as distros que chegassem. Aliás, todos os produtores que estavam ali nem produtores de software eram. Como eu não sou produtor. Mas estava lá defendo o software nacional embarcado. O que acabou a contecendo? Milhares de máquinas foram vomitadas neste mercado com Windows. Porque não se aproveitou para fazer uma pequena revolução cultural.

CD - Mas o programa do governo não embarcou o Windows.

Mugnaini - Oficialmente não. Não diretamente, mas à base da pirataria, da substituição do sistema operacional que emplacou, por conta da mesquinharia de uns e da falta de visão de outros. Hoje eu assisto o governador Roberto Requião, a quem eu respeito muito, usar o Estado do Paraná e a Celepar, para fazer uma disto Linux. O que é isso? Então o software livre está encontrando o seu modelo de sustentação por meio do dinheiro público? Pode ser, mas não posso acreditar nisso. Não é com esse princípio que pessoas sérias como o Marcelo Lopes, que esteve na Sepin ,o Rogério Santanna (SLTI), que colocaram o conceito de software livre dentro do governo com uma outra perspectiva, não foi pensando em fazer do governo um player nesse mercado. Agora lá no Paraná o Requião transformou o gpoverno dele numa distribuição Linux. Será que tal modelo de negócio se sustenta? Faz sentido? Com dinheiro do contribuinte?

CD - Daqui ao término do seu mandato quais serão as suas prioridades?

Mugnaini - Quero concluir a questão da profissionalização do setor. Este país desde 1996 se viu inundado pela precarização do trabalho. O que mais existe nesta País hoje em dia é "PJ, Coperfraude e Informal". Chega. Pretendo sentar com a Fenadados para discutirmos abertamente formas de acabarmos com essa precarização. A regulamentação da profissão tem de ser feita ouvindo todos os segmentos empresariais e de trabalhadores. Não dá mais para continuarmos neste mercado de body shop. Agora o Tribunal de Contas da União decidiu interferir e acabar com os entes públicos definindo salários em contratos. Tudo bem, numa profissão não regulamentada onde não se existe um piso salarial, não há porque se definir quanto irá pagar pelo serviço para cada funcionário. Só que isso abre as portas para desvios. É o que vai acontecer, desvios como já ocorrem. O patrão não poderá mexer nos salários por conta da irredutibilidade, que é uma cláusula pétrea da CLT. Então esse empresário terá de demitir todo o seu pessoal qualificado e o que irá fazer? Contratar num mercado aqueles que se dispuserem a ter um valor menor na Carteira de Trabalho e o resto pago por fora. Quem perde com isso? As empresas que desejam andar na linha, os trabalhadores que perderão garantias e o governo, que ao ser obrigado a não regular valores, se sujeitará a receber gente desqualificada para o serviço. O caminho para a solução é a regulamentação da profissão. Mas vejo dificuldades no setor para entender o alcance dessa medida.

CD - O senhor chegou a propor um Conselho Federal para tratar dessa questão, porque não saiu?

Mugnaini - Assistimos uma divisão no setor daqueles que são contra a regulamentação e quem são à favor. E temos ainda no meio aqueles que ainda não sabem o efeito disso, mas acabam apanhando por conta dessa indecisão. É muito chato essa divisão dentro do setor, mesmo na Fenainfo. A primeira vez que me posicionei à favor da regulamentação foi em 1983 no Riocentro, num debate de diversas entidades de informática. Sempre entendi o seguinte: O mercado de Informática, sem nenhum nível de regulamentação, é um mercado absolutamente livre de barreiras à entrada, sendo assim, é um mercado tendente à 'prostituição', à mediocrisação, tendente a virar uma 'casa da mãe Joana', sem dono. Sempre defendi a necessidade de a gente regulamentar para reconhecer a profissão, dar validade aos Diplomas Universitários, manter e preservar a aura que circundava a profissão do Analista de Sistemas, como alguém efetivamente comprmetido com o desenvolvimento tecnológico. Achava que a regulamentação poderia ajudar as nossas empresas. O que nós sempre nos posicionamos contra, foi usar a regulamentação como instrumento político e jurídico, por intermédio de uma negociação no Congresso Nacional para a criação de um 'aparelho', para a conquista de um cartório. Lamentávelmente uma série de Conselhos Estaduais de Regulamentação tem sido usados com fins políticos. E as empresas obviamente não gostam de ser sobretaxadas por um Conelho. Durante anos as empresas foram fiscalizadas e autuadas para pagar taxas ao Conselho Federal de Administração, sem que houvesse nenhuma Lei que dissesse que Informática era atividade de Administração. Um belo dia o Conselho baixou uma instrução dizendo que sim. Sob que aparato jurídico? Então todas as empresas enxergam nesses Conselhos como máquinas caça-níqueis. Queremos regulamentar, com modernidade a profissão, sem a necessidade de criarmos uma máquina arrecadatória de recursos no setor para fins políticos.



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» Folha OnLine Informática - 20h48    17/06/2008
Jovem é preso por invadir site e divulgar notícia falsa sobre terremoto na China

Um jovem de 19 anos foi preso na China sob a acusação de ter invadido o site de uma agência do governo da região autônoma de Guangxi Zhuang, no sul do país, e colocado uma notícia falsa sobre um terremoto de 9 graus na escala Richter. A informação é da agência oficial Xinhua.

Segundo informações da polícia, o jovem, chamado Chen, admitiu ter feito a invasão no site do departamento de sismologia de Guangxi. Ele afirma que tomou a atitude para mostrar sua habilidade com computação e para "se divertir", afirma a agência.

Em 12 de maio, um terremoto de quase 8 graus na escala Richter devastou a província de Sichuan e matou mais de 69 mil pessoas, deixou 374 mil feridos e fez com que 1,41 milhão de pessoas tivessem de deixar suas casas.

A invasão do site foi descoberta no dia 31 de maio. Em uma notícia que lamentava o terremoto real, foi colocada a frase: "Por favor, se preparem para um terremoto de magnitude de mais de 9 graus em Guangxi". Nos dias 1º e 2 de junho, o pirata virtual também teria entrado no site para alterar os dados.

Segundo o site da revista "PC World", Chen foi preso na cidade de Taicang no dia 4 de junho e está detido em Nanning. A Xinhua não informa por quanto tempo ele ficará preso, qual acusação formal será feita contra ele ou quais as punições possíveis.


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» Portal 180 Graus/PI - 19h45    17/06/2008
Prodater apresenta sistema que facilita o atendimento ao usuário

A Prefeitura de Teresina, através da Empresa Teresinense de Processamento de Dados - Prodater, apresentou nesta terça-feira(17), no auditório da SEMPLAM a nova versão do Sistema de Gestão de Documentos – Info-doc para os servidores responsáveis pelo setor de protocolo de diversas secretarias da Prefeitura.

Dentre outras atribuições, o Sistema de Protocolo irá integrar todos os órgãos da Prefeitura, gerenciar a criação e alteração dos processos entre as repartições públicas municipais como: memorandos, ofícios, processos; identificando, por exemplo, se o processo foi deferido ou não.

O diretor técnico da Prodater, Luiz Henrique, explica que o sistema facilita o atendimento ao usuário. “Estamos há mais de um ano trabalhando na conclusão desse sistema para que os trabalhos da Prefeitura possam ser otimizados, uma vez que é crescente a demanda de tramitação e identificação dos processos entre os órgãos da Prefeitura, sem falar da agilidade que o sistema dará aos processos entre as repartições da Prefeitura de Teresina, destaca.

Para acompanhar de perto o andamento dos processos, o requerente pode se cadastrar através da internet. “Após fazer o cadastro todo requerente vai se identificar com uma senha e poder consultar algum documento. O sistema ainda inclui avisos como lembretes ao próprio funcionário que utiliza o sistema”, diz Rodrigo Matos, programador responsável pelo sistema que ainda está em fase de adaptação.

“Eu já conhecia a versão antiga do sistema e a Fundação Municipal de Saúde tem grande interesse de implantar o sistema, pois as secretarias vão poder se integrar dos assuntos dos órgãos da Prefeitura de forma rápida e organizada todos os processos”, comentou Francisco Pádua, responsável pelo setor de protocolo da Fundação Municipal de Saúde.

Na próxima semana serão definidos dia e hora dos treinamentos sobre o novo sistema nas dependências da Prodater.



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» Estadão OnLine - 19h29    17/06/2008
Japão produz namorada-robô para homens solitários

Uma companhia japonesa produziu uma robô de 38 centímetros, com traços femininos, que beija quando recebe a ordem e que começará a ser vendida em setembro por cerca de 175 dólares. O alvo da namorada robótica são homens solitários. O robô tem um busto grande, é pequena, muito amigável e funciona com baterias.

Usando seus sensores infravermelhos e alimentada por uma bateria, a diminuta senhoria chamada "EMA" faz beicinho quando uma cabeça humana se aproxima e entra no que o desenvolvedores chamam de "modo de amor".

"Forte, resistente e pronto para lutas são termos freqüentemente associadas aos robôs, mas nós queremos quebrar esse estereótipo e oferecer um robô que seja doce e interativo", afirmou Minako Sakanoue, uma porta-voz da fabricante, a Sega Toys. "Ela é adorável e apesar de não ser humana, ela pode agir como uma verdadeira namorada".

A EMA, sigla para Eternal Maiden Actualization (Atualização Eterna de Donzela), também pode distribuir cartões de visita, cantar e dançar. A expectativa da Sega é de vender 10 mil unidades no primeiro ano.

O Japão, lar de quase metade dos 800 mil robôs industriais do planeta, prevê um mercado de 10 bilhões de dólares para inteligência artificial em uma década.


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