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Correio Braziliense 22/07/2008
Competição digital
O sinal em alta definição ainda nem chegou a Brasília e a corrida para a troca dos televisores antigos já começou. No mercado, lançamentos para todos os gostos
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Valor Econômico 22/07/2008
Ubisoft vai criar jogos de videogame no país
A Ubisoft, terceira maior fabricante mundial de jogos para videogame, vai abrir um estúdio de criação no Brasil. Será o primeiro de uma multinacional no país. Caberá a Chaverot, que dirigirá os negócios, selecionar os primeiros profissionais
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O Estado de São Paulo 22/07/2008
Net ameaça suspender oferta de ponto extra na TV paga
Empresa diz que, se Anatel obrigar que oferta seja gratuita, todos os preços irão aumentar
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O Estado de São Paulo 22/07/2008
Yahoo dá a Carl Icahan assento no conselho
Icahn, que tem 4,98% de participação no portal, ameaçou iniciar uma luta para tomar o controle do conselho de administração do Yahoo e colocar nele conselheiros favoráveis a um possível acordo com a Microsoft
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Folha de São Paulo 22/07/2008
Oi agora anuncia crédito privado para comprar BrT
Itaú, Santander, Bradesco e ABN emprestarão juntos R$ 3,6 bi; BB dará R$ 4,3 bi. Condições de empréstimos da banca privada são semelhantes às do estatal; negócio ainda precisa de mudança na legislação
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O Estado de São Paulo 22/07/2008
""Netbook"" desafia os grandes fabricantes de PCs
Computador portátil de baixo custo, usado basicamente para navegar na internet, vem ganhando mercado
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Jornal do Brasil 22/07/2008
Brasil vai ter de esperar pelo iPhone
Apesar da pressa das operadoras, Apple ainda nem entrou com pedido de homologação na Anatel
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Info OnLine - 23h41 21/07/2008
Orkut volta a funcionar depois de 8 horas
Desde o fim da tarde da segunda-feira (21/07), a rede social Orkut ficou fora do ar
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WNews/ UOL - 16h24 21/07/2008
Uso de sites para fins eleitorais cresce 272,9%, diz UnB
. A constatação está na pesquisa feita pela Universidade de Brasília com base nos dados do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)
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Folha de São Paulo 22/07/2008
Tarifa de telefonia fixa aumenta 3,01%
Reajuste é maior do que o de 2007 e vale para o minuto das ligações locais e de fixo para móvel, além da assinatura. Nas ligações DDD, reajuste médio será o mesmo das ligações locais, mas poderá ser de até 9,68%, a depender do horário ou da distância
» Correio Braziliense 22/07/2008
Competição digital
Daqui a pouco mais de duas semanas, no próximo dia 6, começam os Jogos Olímpicos de Pequim. Serão dezenas de modalidades, milhares de atletas e bilhões de telespectadores no mundo todo. E as empresas que fabricam televisões estão de olho na parcela dos admiradores da competição que estão no Brasil. Três fabricantes lançarão, ainda este ano, quase 40 produtos no mercado, buscando o consumidor que quer se livrar dos seus antigos aparelhos analógicos grandalhões e até aquele que está atrás de aumentar a tela que já tem em casa. “Em 2006, a comercialização de telas finas cresceu 400%. Ano passado, 150% e, em 2008, devemos alcançar um aumento de 130%. E a aparente queda não pode ser interpretada como algo ruim. Antes, tínhamos um mercado inteiro para desbravar”, explica o gerente de televisores da Sony no Brasil, William Lima.
A competição olímpica, que tem sua abertura em 8 de agosto (mas com jogos de futebol dois dias antes), será o primeiro evento desse porte transmitido com imagens em padrão de alta definição (HD). Os dois canais de televisão aberta com os direitos de transmissão, Globo e Band, anunciam que vão trabalhar com a nova qualidade. No entanto, a tecnologia não estará disponível em Brasília. “Vemos os jogos de Pequim como um motivador, mas não como um determinante para um aumento expressivo nas vendas de TVs. Como na Copa de 2002, quando as partidas foram transmitidas de madrugada, o envolvimento do público não é tão grande. As pessoas não se preparam tanto”, prevê o analista de produtos da Panasonic, Daniel Kawano, empresa que acaba de lançar no mercado mais dois modelos de plasma de alta definição, de 42” e 50”.
E mesmo antes da chegada do sinal digital por aqui, o comércio da cidade espera que a data represente um aumento nas vendas, mesmo que tímido. Enquanto a expectativa para um acréscimo no setor ronda os 300%, no caso de Copas do Mundo, para Pequim os prognósticos mais otimistas ficam na casa dos 20%. “Assim como em outras datas comemorativas, eventos como esse (os Jogos Olímpicos) servem para motivas as pessoas a adquirir um novo televisor”, analisa o vice-presidente de varejo da loja CTIS, Fernando Coelho. Segundo o Sindicato do Comércio Varejista do Distrito Federal (Sindivarejista – DF), as vendas de telas finas na cidade em 2008 devem ser 4% maiores do que no ano passado.
Entre as principais novidades está a interação entre os televisores e outros aparelhos. Caso da Sony, que além de TVs comercializa celulares, tocadores de música e câmeras de foto e de vídeo. Quem comprar alguns modelos da linha Bravia, poderá, adquirindo separadamente um roteador, reproduzir o conteúdo dos outros equipamentos na tela de LCD. Já a Panasonic traz outra novidade. Suas televisões agora contam com leitores de cartão SD, padrão da companhia. Assim, o consumidor levará a mídia de máquinas fotográficas e filmadoras para a tela de plasma sem usar cabo.
E uma novidade comum às três companhias é o investimento nas linhas de produção no Brasil. A Sony, que fez seu maior lançamento único em se tratando de televisores, com 21 modelos divididos em sete linhas, aumentou a capacidade de sua fábrica em Manaus e vai produzir tudo por lá. Na LG, também na capital do Amazonas, a primeira TV de plasma Full HD será produzida em território nacional. “A linha Bravia se tornou uma realidade para a companhia e já está entre os maiores sucessos da empresa no país. Por isso virou alvo de grandes investimentos”, explica o gerente de Comunicação e Propaganda da Sony Brasil, Marcus Trugilho.
Novidade nas telonas
Plasma ou LCD? Full HD ou somente alta definição? A TV digital só deve chegar a Brasília em abril de 2009, mas essas questões já rondam os pensamentos dos consumidores
São Paulo (SP) – Com tantos lançamentos de aparelhos, fica difícil para o consumidor escolher qual televisão tomará o centro de sua sala de estar. São muitas opções. Os televisores podem ser de plasma, de LCD, de alta definição (HD) ou, com padrão ainda superior, o Full HD. Para Fernanda Zumma, gerente de TV da LG, a decisão depende das necessidades de quem compra. “Nós investimos nas duas tecnologias (plasma e LCD) e acreditamos que ambas continuarão no mercado. Foram criados muitos mitos sobre as televisões de plasma e nós estamos nos esforçando para desfazê-los. Enquanto ela é muito eficiente em lugares em que se pode controlar a luminosidade, a de LCD se sai melhor em ambientes claros”, pondera.
Já o professor de engenharia elétrica da Universidade de Brasília (UnB) Ricardo Queiroz acredita que a melhor aposta na hora de levar um aparelho desses para a casa é o LCD. “Eu acredito que a tecnologia do LCD deve, com o tempo, substituir seu concorrente, o plasma. O primeiro é mais leve, mais fino e economiza energia”, enumera. Mesmo optando pelo televisor com tela de cristal líquido, Queiroz lembra que essa tecnologia também tem suas limitações. “Geralmente, eles são menores por serem mais caros. Outro problema é a reprodução de cores, que não é tão fiel quanto no plasma e o ângulo de visão, que ainda muda, dependendo de onde se observa”, observa.
E os lançamentos das empresas trazem novidades para fazer a cabeça do consumidor em relação à imagem que as duas opções têm no mercado. Enquanto as fabricantes de telas de plasma (Panasonic e LG trabalham com ambas as tecnologias) investem em resolução e já trazem televisores Full HD, com 2 milhões de pixels, a Sony, que optou por colocar suas fichas apenas no LCD, trabalha para melhorar a exibição de imagens em movimento e fazer com que as cores pareçam mais realistas.
E na hora de escolher o tamanho ou a resolução da tela, a equação envolve quanto se quer gastar e a qualidade que se pode obter. Os televisores com padrão Full HD (lançado em LCD pela Sony e LG e em plasma pela empresa coreana) oferecem uma qualidade, na teoria, duas vezes melhor que a qualidade HD. A diferença de preço entre eles pode chegar a R$ 1.500 em uma tela de 40”. E para o vice-presidente de varejo da loja CTIS, Fernando Coelho, os preços devem se manter estáveis, mas os televisores ainda devem evoluir bastante tecnologicamente. “Se hoje o consumidor gasta numa faixa de R$ 5 mil em uma TV de 50 polegadas, por exemplo, amanhã haverá uma de 70 polegadas pelo mesmo preço”, finaliza.
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» Valor Econômico 22/07/2008
Ubisoft vai criar jogos de videogame no país
Sentado à mesa de um restaurante, Bertrand Chaverot desculpa-se várias vezes pelos seus erros de português, embora fale o idioma com fluência exemplar para um estrangeiro. Nas próximas semanas, o executivo - um francês de Lyon que viveu boa parte da vida em Paris - vai precisar muito de suas habilidades lingüísticas.
A Ubisoft, terceira maior fabricante mundial de jogos para videogame, vai abrir um estúdio de criação no Brasil. Será o primeiro de uma multinacional no país. Caberá a Chaverot, que dirigirá os negócios, selecionar os primeiros profissionais. A empresa ainda não abriu formalmente o processo de seleção, mas a fila já é surpreendente. "Depois que saiu uma nota na internet, esperávamos receber entre 200 e 300 currículos", conta o executivo. "Chegaram 2,5 mil."
A Ubisoft pretende iniciar o estúdio com 20 profissionais, chegando a 50 no prazo de um ano. A expectativa é multiplicar a equipe por dez no prazo de três anos, chegando a 200 pessoas. "Depois, não há limite", afirma Chaverot.
É uma projeção ambiciosa, considerando que em todo o mercado brasileiro, hoje, há cerca de 500 profissionais ocupados em criar software para jogos. E isso em mais de 40 empresas. A esperança da Ubisoft, no entanto, é repetir no Brasil o que aconteceu em Quebec, no Canadá. Em 1997, ao desembarcar naquele país, a empresa contratou 10 profissionais. Hoje, 1,8 mil pessoas dividem espaço em uma espécie de fábrica de cinco andares só na Ubisoft. Há cinco mil pessoas envolvidas com games na cidade e 130 mil na área de multimídia em geral.
Com o perdão do trocadilho, o jogo da indústria de videogame é cada vez mais pesado. Em 1994, os estúdios desembolsavam cerca de US$ 2 milhões para criar um título - só em desenvolvimento, sem contar as despesas de marketing - e levavam um ano para concluir o trabalho. Em média, 30 pessoas davam conta do recado. Hoje, os games mais importantes não saem por menos de US$ 20 milhões, levam três anos para chegar ao mercado e mobilizam exércitos de 200 pessoas.
É um cenário que parece saído dos jogos de ação, em que qualquer passo em falso leva à morte. Para permanecer vivas e vencer a disputa, as companhias mais poderosas do setor começaram a engolir as menores. A Blizzard, do grupo Vivendi, adquiriu a Activision por US$ 9,8 bilhões, em um acordo finalizado no início do mês, enquanto a Electronic Arts tenta, desde março, assumir o controle da Take-Two, com uma oferta de US$ 2 bilhões. A consolidação chega até a outros segmentos. A Ubisoft adquiriu a Hybride Technology, responsável pelos efeitos especiais de filmes como "300" e "Sin City". "Em alguns anos, vão sobrar apenas cinco ou seis atores nesse mercado", prevê Chaverot.
De todas as grandes empresas de games, a Ubisoft - que negocia ações na Bolsa de Paris e encerrou o ano passado com receita global de US$ 1,5 bilhão - é a mais pulverizada na área de criação. O estúdio brasileiro, que ficará em São Paulo, é o 20º da companhia no mundo. Há grupos de criação espalhados por lugares que vão de Xangai, na China, até Casablanca, no Marrocos. Ao todo, 3,3 mil pessoas criam jogos para a Ubisoft no mundo.
A empresa já teve um escritório de vendas e marketing no Brasil, entre 1999 e 2003, também sob a direção de Chaverot. Agora, com o retorno na área de produção, a Ubisoft quer aproveitar o que considera vantagens do mercado brasileiro antes que algum concorrente o faça. É o caso da oferta de profissionais e do número de universidades.
Mas há outro ponto. "No Brasil, a cultura é globalizada, com influências de vários países", diz Chaverot. "Na China, se você encomendar um jogo que gira em torno de uma menina de oito anos brincando com seu cachorro, há uma grande chance de o resultado não agradar uma consumidora americana, inglesa ou francesa. No Brasil, não."
A referência às meninas não é gratuita. De acordo com os planos, pelo menos 30% dos primeiros contratados serão mulheres. A Ubisoft pretende transformar o estúdio brasileiro em uma referência para sua linha de jogos para meninas, um segmento até pouco tempo desprezado na indústria. A novidade é que as contratadas não virão necessariamente da área de software. A companhia vai garimpar mulheres em áreas como psicologia, arquitetura e filosofia.
O valor do investimento não é revelado, mas os gastos de criação concentram-se em pessoal, diz Chaverot. "Nos três primeiros anos, 40% dos custos são em formação", afirma.
A previsão é de que o estúdio entrará em funcionamento em agosto. Até lá, Chaverot pretende conversar com universidades, órgãos do governo e fontes de financiamento. É um trabalho que ele já começou. Os objetivos incluem estabelecer acordos de formação de mão-de-obra e redução de custos, como os relacionados à importação dos equipamentos necessários para criar jogos para consoles. Depois, ele ainda terá de entrevistar pessoalmente todos os selecionados às vagas. Sua fluência em português nunca será tão desafiada.
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» O Estado de São Paulo 22/07/2008
Net ameaça suspender oferta de ponto extra na TV paga
A Net ameaça deixar de oferecer o ponto adicional de TV por assinatura se a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) decidir que ele deve ser gratuito. "Vamos seguir com o que a agência determina, mas não instalamos o ponto extra de graça, porque o serviço é oneroso, tem custos de manutenção da rede interna, custo de licença de software e atendimento", disse ontem o presidente da Net, José Felix, em teleconferência. "Se o ponto extra for de graça, a gente vai parar de oferecê-lo ou vai aumentar o preço de tudo."
A Anatel tinha definido, em regulamento, que o ponto extra não teria mais mensalidade e que os clientes das empresas de TV paga poderiam contratar sua instalação de terceiros. Depois, a agência voltou atrás e deu outra interpretação ao regulamento. A Associação Brasileira de TV por Assinatura (ABTA) conseguiu uma liminar que suspendeu o artigo que acabava com a cobrança.
Felix informou que a polêmica sobre o ponto extra não teve impacto nas receitas da empresa. O executivo destacou o crescimento do serviço de telefonia nas operações da Net. Segundo ele, a empresa superou a marca de 1 milhão de usuários na primeira semana de julho. A Net fechou o primeiro semestre com 982 mil assinantes de telefonia, alta de 178% em 12 meses.
No mesmo período, a base de TV por assinatura cresceu 18%, para 2,709 milhões de clientes. O número de usuários de banda larga subiu 61% em 12 meses, para 1,798 milhão de assinaturas ao fim de junho.
Dos serviços de voz, o Net Fone.com foi o destaque, conquistando uma base de 112 mil assinantes ao fim do segundo trimestre desde o seu lançamento, em fevereiro.
O pacote agrega telefonia fixa, conexão à internet com velocidade de 100 quilobits por segundo (Kbps) e canais de TV aberta via cabo nos lugares onde a tecnologia permite - por questões técnicas, só 56% do total de clientes recebem o sinal dos canais gratuitos pela rede da Net.
Ao mesmo tempo em que trouxe mais clientes à base, o Net Fone.com também gerou despesas maiores à operadora. Na última linha do balanço, viu-se queda de 12,2% no lucro líquido consolidado, que ficou em R$ 27,624 milhões. O maior ingresso de clientes também provocou uma alta de 8,3% no investimento em ativo permanente do período, para R$ 195 milhões, motivado pela necessidade de cobrir, por exemplo, despesas com instalação do serviço e ampliação da capacidade de rede para a internet.
O diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Net Serviços, João Adalberto Elek, não espera que campanha ostensiva de vendas entre a população de menor poder aquisitivo traga aumento da inadimplência ou das provisões para devedores duvidosos.
Elek disse que o investimento em ativo permanente feito até o segundo trimestre deste ano está alinhado aos desembolsos do exercício anterior e tende a ficar próximo dos R$ 770 milhões programados para todo o calendário. Porém, ele não descarta aportes maiores no caso de as vendas se acelerarem no segundo semestre.
Isso porque a maior contratação de produtos e serviços pelos clientes exigirá despesas maiores com vendas e instalação. "Não temos razão para acreditar que o nosso investimento seja diferente daquele projetado anteriormente, mas ressaltamos que, caso tenhamos meios de crescer mais rapidamente, seja por meio do Net Fone ou do triple play (pacote com serviços de telefonia, banda larga e televisão), os investimentos poderão ser maiores", afirmou Elek.
REGULAMENTAÇÃO POLÊMICA
Cobrança: No fim do ano passado, a Anatel publicou um novo regulamento de TV paga e anunciou que o ponto extra deixaria de ser cobrado
Mudança: O texto começou a valer no mês passado, mas recebeu outra interpretação: a de que as empresas não poderiam cobrar pelo conteúdo recebido no ponto extra (o que nunca foi cobrado), mas pela infra-estrutura. As associações de defesa do consumidor reclamaram da nova interpretação dada ao texto. As empresas argumentaram que têm gastos com a manutenção da rede
Suspensão: Por causa da polêmica, a Anatel decidiu, em 6 de junho, suspender a cobrança por 60 dias. A agência também anunciou que faria uma consulta pública sobre o tema, enquanto a cobrança estivesse suspensa
Liminar: A Associação Brasileira de TV por Assinatura (ABTA) conseguiu uma liminar para manter a cobrança no dia 25. A Anatel ainda não fez a consulta pública
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» O Estado de São Paulo 22/07/2008
Yahoo dá a Carl Icahan assento no conselho
O Yahoo deu por encerrada ontem a disputa com o investidor Carl Icahn, ao nomeá-lo como candidato ao conselho de administração da empresa, dias antes da assembléia anual de acionistas, que será realizada no dia primeiro de agosto. O anúncio foi feito em um comunicado que informou os termos do acordo alcançado com o investidor bilionário.
Icahn, que tem 4,98% de participação no portal, ameaçou iniciar uma luta para tomar o controle do conselho de administração do Yahoo e colocar nele conselheiros favoráveis a um possível acordo com a Microsoft.
O polêmico investidor elaborou uma relação alternativa de dez possíveis conselheiros do Yahoo, entre os quais estavam, além dele mesmo, o dono do Dallas Mavericks, Mark Cuban, e o ex-executivo de Hollywood Frank Biondi.
O acordo também prevê que oito dos dez atuais conselheiros do portal se apresentarão no dia primeiro de agosto para a reeleição, entre eles o fundador da companhia, Jerry Yang, e o atual presidente do conselho de administração, Roy Bostock.
Após a assembléia de acionistas, o conselho de administração será ampliado para 11 membros, entre os quais se sentarão, além de Icahn, outros dois candidatos favoráveis ao multimilionário. Após essa vitória, Icahn aceitou retirar sua relação alternativa de candidatos ao conselho de administração.
O fundador do Yahoo mostrou-se satisfeito por ter chegado a um acordo com Icahn e ter "deixado para trás a distração da luta pela delegação do voto", o que, segundo ele, permitirá ao portal que "continue a estratégia de ser um ponto de acesso para os usuários na internet e um destino obrigatório para os anunciantes".
Icahn, segundo o comunicado, mostrou-se também satisfeito com o acordo, mas afirmou continuar "acreditando que a venda do conjunto da companhia ou de seu site de buscas (para a Microsoft) é a operação correta e que deveria, portanto, ser considerada".
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» Folha de São Paulo 22/07/2008
Oi agora anuncia crédito privado para comprar BrT
A Oi informou ontem, em comunicado ao mercado, a captação de mais R$ 3,6 bilhões para a compra da Brasil Telecom (BrT). O crédito será obtido por emissão de notas promissórias comerciais junto a quatro bancos privados: Itaú, Santander, Bradesco e ABN Amro.
Na semana passada, a operadora já havia anunciado um empréstimo de R$ 4,3 bilhões do Banco do Brasil, também para a compra da BrT. Reportagem da Folha, no dia 18, mostrou que a dimensão do empréstimo fugia dos padrões de crédito do banco estatal.
As condições dos dois empréstimos são semelhantes, segundo analistas. O crédito concedido pelos bancos privados terá remuneração de acordo com a variação do CDI (Certificado de Depósito Bancário, hoje em cerca de 12% anuais), mais "spread" de 1,6% ao ano.
No caso do Banco do Brasil, o custo será a variação do CDI mais "spread" de 1,30% ao ano -mas o BB diz que cobrará uma taxa de assistência financeira prestada na operação de compra da BrT, o que elevaria o custo final.
Além disso, a operação com os bancos privados está isenta de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) por utilizar notas promissórias. O crédito com o BB foi obtido por meio de cédulas de crédito bancário, com incidência de IOF.
"São condições semelhantes, embora eu ainda ache que esse empréstimo de agora está um pouquinho mais caro. Mas não houve surpresa, a captação com os bancos privados estava prevista e faz parte da programação financeira", disse Beatriz Battelli, analista do banco Brascan.
O negócio Oi-BrT ainda depende de mudanças na legislação do setor. Anunciada no dia 25 de abril, a operação terá um custo total de cerca de R$ 13 bilhões. Além dos empréstimos do Banco do Brasil e dos quatro bancos privados, a Oi obteve crédito de R$ 2,5 bilhões do BNDES para a reestruturação societária da operadora. Por isso, a compra da BrT, estimulada pelo governo federal, foi alvo de críticas.
"Vejo como benéfico o excesso de participação do setor público. O diferencial de uma empresa grande é exatamente esse: o de possibilitar uma alavancagem maior", diz Maria Tereza Azevedo, analista de telecomunicações da corretora Link, que considera as condições do empréstimo privado semelhantes às do obtido com o Banco do Brasil.
Em nota divulgada na semana passada, a Oi informou que está analisando uma terceira captação para a compra da BrT -e não descarta recorrer ao mercado externo. Ao todo, a estimativa da operadora é levantar financiamento da ordem de R$ 11 bilhões para a operação.
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» O Estado de São Paulo 22/07/2008
""Netbook"" desafia os grandes fabricantes de PCs
O setor de microcomputadores deverá vender dezenas de milhões de pequenos aparelhos que não gastam muita energia, principalmente para navegar na internet. Mas, curiosamente, alguns dos principais fabricantes acham essa notícia péssima. Eles se mostram cautelosos com a nova geração de computadores, porque os preços baixos poderão ameaçar as margens de lucro, já reduzidas.
Mais informações
Os novos aparelhos, freqüentemente chamados netbooks, têm pouca memória instalada. Eles usam processadores de baixa potência. O preço também é reduzido: alguns são vendidos por apenas US$ 300. As pioneiras nessa categoria também são empresas pequenas, como a Asus e a Everex, ambas de Taiwan.
Apesar de sua desconfiança em relação a máquinas menores, a Dell e a Acer, duas das maiores fabricantes de PCs, não pretendem permitir que essas empresas, que acabam de entrar no mercado, abocanhem também sua fatia. A Hewlett-Packard, a maior fabricante mundial de PCs, introduziu recentemente no mercado, sem chamar a atenção, um híbrido de notebook e netbook que chamou de Mini Note. Vários fabricantes estão dando cautelosamente os primeiros passos na produção de PCs de pouca potência, e, nos próximos meses, deverão lançar net-tops, versões mais baratas de computadores de mesa destinados principalmente ao acesso à web.
Uma companhia do Vale do Silício que acaba de estrear, chamada CherryPal, refuta a idéia de que seja necessária uma grande potência instalada para permitir as funções básicas dos computadores, na era da internet. Na segunda-feira, ela pretende lançar um PC de US$ 300 do tamanho de uma brochura, que utiliza 2 watts de potência, em comparação com os 100 watts de algumas máquinas de mesa.
A empresa quer se beneficiar da tendência de computação em nuvem (ambiente de computação baseado em uma rede maciça de servidores, virtuais ou físicos), na qual os dados são gerados e armazenados em servidores distantes, e não na própria máquina. Segundo analistas do setor, o surgimento dessa nova geração de máquinas de baixo custo poderá ameaçar grandes corporações como a Microsoft e a Intel, ou mesmo a HP e a Dell, porque os gigantes construíram suas companhias baseados na idéia de que os consumidores querem mais potência e funções no seu PC.
A IDC, uma empresa de pesquisa de mercado, prevê que a categoria crescerá de menos de 500 mil aparelhos em 2007 para 9 milhões em 2012, pois o mercado do segundo computador está em expansão nas economias desenvolvidas.
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» Jornal do Brasil 22/07/2008
Brasil vai ter de esperar pelo iPhone
As operadoras de telefonia celular começaram a investir pesado em publicidade no iPhone. Nos corredores dos maiores shoppings do país, banners e painéis de LCD tomam conta dos melhores espaços para atrair ainda mais o olhar dos consumidores para o aparelho que é sucesso no resto do mundo. Mas quem pensou no smartphone como alternativa para o Dia dos Pais deve mudar de idéia e procurar outro presente, já que o telefone só poderá ser vendido depois de receber a homologação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
A agência informou que até agora a Apple, fabricante do iPhone, não entrou com o pedido. O prazo médio desse processo é de 30 dias.
Há meses, as operadoras de celular fazem mistério sobre os detalhes da comercialização no país. A única garantia é de que estará à venda até o fim do ano.
Apple, Claro, Vivo, que já anunciaram a venda do aparelho, dizem não ter posição oficial sobre prazo de chegada e nem valor. Além disso, dizem também não saber informar o andamento do processo de homologação.
O iPhone 3G, lançado em 11 de julho em 21 países, já começa a faltar nos Estados Unidos. Três dias depois do lançamento, a Apple anunciou já ter distribuído um milhão de unidades no mundo todo. No total, o grupo vendeu seis milhões de telefones da primeira versão desde que surgiu no mercado, há um ano. Entretanto, a aparelho frustrou os compradores. Eles reclamam da falta de simultaneidade da programação. Também criticam a ausência da função copie e cole no sistema operacional. Outra desvantagem é a inexistência de uma ferramenta que grave vídeos.
Cadastro
O site da Claro registrou em menos de um mês de uso, cerca de mais de 100 mil interessados até o início de julho. A empresa não tem os números atualizados disponíveis até a data de ontem. A Vivo também criou espaço no site da empresa para os interessados.
A Tim informou que pretende comercializar o celular, já que a Apple não tem contrato de exclusividade com nenhuma operadora. Entretanto, também não informou nada sobre o processo.
Na primeira fase de homologação, o telefone móvel é submetido a testes nos laboratórios credenciados pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro). É observado se o aparelho atende aos requisitos como proteção contra choque elétrico e aquecimento excessivo. Estabilidade de freqüência, potência e saída do transmissor e muitos outros itens também são avaliados. Depois, passa pelo Organismo de Certificação Designado (OCD) instituição técnica que conduz processos de avaliação de produtos para telecomunicações e expede os certificados correspondentes.
Telefonia fixa mais cara
Usuários da telefonia vão pagar mais pelas ligações fixas locais, interurbanos e ligações de telefone fixo para celular a partir desta semana. Os reajustes são maiores dos que os de 2007 e devem valer já a partir de quinta-feira.
A Anatel definiu ontem que os aumentos das tarifas serão de 2,76% para os clientes da Oi e de 3,01% para os clientes de Telefônica, Brasil Telecom, CTBC (interior de Minas Gerais e São Paulo) e Sercomtel (Londrina, PR). Juntas, essas operadoras reúnem 35 milhões de linhas ativas de telefone fixo.
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» Info OnLine - 23h41 21/07/2008
Orkut volta a funcionar depois de 8 horas
SÃO PAULO - Desde o fim da tarde da segunda-feira (21/07), a rede social orkut ficou fora do ar.
O serviço só voltou a funcionar depois das duas horas da manhã desta terça. Até então, quem acessava o site encontrava na home page a seguinte mensagem: "Opa! Estamos no meio de uma manutenção temporária do site. Volte em alguns instantes. Pedimos desculpas pelo transtorno." Os instantes, nesse caso, somaram mais de oito horas.
No início do mês, o Google anunciou algumas mudanças no tratamento das informações publicadas no orkut. Pressionado pelo Ministério Público e pela CPI da Pedofilia, que acontece no Senado, a empresa investiu no desenvolvimento de ferramentas para prevenir o upload de conteúdos ilícitos na rede social.
Entre as medidas, está um filtro para conter imagens ilícitas e a replicação do conteúdo armazenado em servidores no exterior para o território brasileiro. No início da tarde de segunda, alguns usuários chegaram a reclamar que seus perfis no orkut haviam sido trocados.
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» WNews/ UOL - 16h24 21/07/2008
Uso de sites para fins eleitorais cresce 272,9%, diz UnB
São Paulo, 21 de julho de 2008 - Concorrentes dos principais partidos aos cargos mais importantes da administração pública nacional usam a internet como principal veículo de propaganda eleitoral. A constatação está na pesquisa feita pela Universidade de Brasília com base nos dados do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A parte de pós-Graduação do Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília (UnB) usou a relação de sites registrados por candidatos sob o domínio "can.br", criado nas eleições municipais de 2000. Naquele ano, foram registrados 590 sites. Em 2004, o número mais que triplicou, alcançando 2,2 mil domínios -um crescimento de 272,9%. Na comparação das eleições estaduais e federais de 2002 e 2006, a evolução é ainda maior, com um salto de 542 para 2.639 sites -aumento de 386,9%.
Diferenças por vaga
O aumento do número de sites nas eleições federais e estaduais é ainda mais significativo em relação ao das eleições municipais se comparado ao número total de candidatos. No ano 2000, apenas 0,2% dos candidatos a prefeito e vereador tinha site eleitoral, passando em 2004 para 0,6%. Já nas eleições federais e estaduais, o aumento foi de 3,2% em 2002 para 14,5% em 2006.
Os percentuais também variam de acordo com a vaga disputada no último pleito: 62,5%, para os candidatos a presidente; 43%, para governador; 29,8%, para senador; 18,6%, para deputado federal; e 12,1%, para deputado estadual e distrital.
Conforme a Resolução TSE 22.718/2008, está disponível o registro de domínios can.br para a campanha eleitoral 2008. "Por conta das alterações nas leis da propaganda eleitoral acreditamos que o crescimento desse domínio seja ainda maior este ano. Já temos mais de 2,5 mil domínios registrados até o momento", afirma Frederico Neves, diretor de serviços e tecnologia do Registro.br.
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» Folha de São Paulo 22/07/2008
Tarifa de telefonia fixa aumenta 3,01%
Usuários da telefonia vão pagar mais pelas ligações fixas locais, interurbanos e ligações de telefone fixo para celular a partir desta semana. Os reajustes são maiores dos que os de 2007.
A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) definiu ontem que os aumentos das tarifas serão de 2,76% para os clientes da Oi e de 3,01% para os clientes de Telefônica, Brasil Telecom, CTBC (interior de Minas Gerais e São Paulo) e Sercomtel (Londrina, PR).
Juntas, essas operadoras reúnem 35 milhões de linhas ativas de telefone fixo.
Os percentuais definidos pela Anatel serão aplicados sobre os valores da assinatura e do minuto das ligações. Para cobrar os novos preços, as cinco concessionárias são obrigadas a publicar, com dois dias de antecedência, os novos preços em jornais de grande circulação.
Como o aumento deverá ser oficializado hoje no "Diário Oficial" da União, os novos preços podem vigorar para o consumidor a partir de quinta.
O gerente de Tarifas e Preços da Anatel, Vanderley Campos, disse que, nas ligações de longa distância (DDD), o reajuste médio será o mesmo das ligações locais, mas poderá ser de até 9,68%, a depender do horário ou da distância. Para calcular os reajustes, a Anatel levou em consideração a variação de 4,46% no IST (Índice de Serviços de Telecomunicações) entre junho de 2007 e maio deste ano e o Fator X.
O Fator X é um redutor do reajuste para o consumidor, que reflete os ganhos de produtividade que as operadoras de telefonia tiveram. Ele é deduzido do IST (Índice de Serviços de Telecomunicações), que é considerado a inflação do setor.
Diferentemente de 2007, a Anatel adotou neste ano um mesmo percentual para 4 das 5 operadoras que solicitaram o reajuste. A Embratel não terá mudanças nas tarifas porque não pediu aumento.
Embora quase uniformizado, o reajuste das tarifas está maior que o do ano passado. Para a Oi, que foi autorizada a fazer aumentos de até 2,76%, esse percentual era de 1,83%. Para as demais concessionárias, que podem fazer reajustes de até 3,01%, os percentuais em 2007 foram de 2,13% a 2,20%.
O encarecimento das ligações feitas por telefone fixo é apenas mais um dos aumentos que irão pesar no bolso do consumidor, que neste ano amargou, também nos preços controlados (administrados), reajustes de energia e transporte.
O simples repasse integral do IGP-M nos reajustes de alguns serviços administrados tem sido apontado, pelos economistas, como um fator a alimentar a inflação. Por isso, o aumento autorizado para as empresas de telefonia pode provocar um debate sobre a criação de outros índices especiais para balizar os acertos de preços dos demais setores. "O IST procura refletir melhor os custos efetivos das companhias", diz Ricardo Fontes, professor do Ibmec-SP. "É melhor para toda a economia."
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