Segunda-feira, 28 de julho de 2008
» Gazeta Mercantil    28/07/2008
Mandic prepara sua próxima missão secreta

Aleksandar Mandic, um dos pioneiros na internet comercial no Brasil e um dos fundadores do IG, anuncia o E-cofre, um sistema para armazenamento de mensagens eletrônicas que, segundo ele, ninguém consegue abrir a não ser o cliente que contratou o serviço



» Jornal do Brasil    28/07/2008
Software usa tempo ocioso de PC em pesquisas

Soma do processamento de diversos computadores agiliza estudos



» Valor Econômico    28/07/2008
Operadoras aceleram estudos de propostas para alterar o PGO

Termina na sexta-feira o prazo para envio de sugestões para as mudanças no Plano Geral de Outorgas (PGO), o conjunto de regras que estabelece os limites de atuação das empresas no mercado de telecomunicações e que precisa ser alterado para permitir a fusão da Oi (ex-Telemar) com a Brasil Telecom (BrT)



» Valor Econômico    28/07/2008
Portal Terra lança novo modelo de publicidade on-line

A decisão do Terra de ampliar o escopo de clientes baseia-se em um princípio simples. Para manter no ar, além de notícias, séries como "Lost" e "Desperate Housewives" , e eventos como o carnaval de Salvador, Copa do Mundo e Olimpíadas, de graça, é preciso atrair novos anunciantes



» Portal Estadão    26/07/2008
Itália processa Google por vídeo de criança com Down

Quatro executivos são acusados por promotores italianos; empresa alega que ação não tem base legal



» Tecnologia / UOL    28/07/2008
Desenvolvedoras de software também apostam na nova Internet; conheça aplicativos

Além de sites dispostos a trazer uma nova maneira de navegar pela Internet, algumas empresas desenvolvedoras de programas também estão acompanhando de perto o avanço da discussão sobre Web Semântica — e soluções que se apropriam do conceito que já está na praça



» WNews - UOl    25/07/2008
Laudo do CPqD: pane da Telefônica foi causado por defeito de hardware

Por nota, a Telefônica reproduziu o laudo do CPqD, órgão responsável pelas conclusões do erro no sistema. Esse documento foi encaminhado à Anatel, com os detalhes dos passos do estudo conduzido pelos técnicos do CPqD



» PC World    25/07/2008
Por que as portas USB do meu portátil às vezes não funcionam?

A causa mais provável para este problema é uma conexão errada entre a porta em questão e a motherboard do sistema



» Tecnologia - Terra    26/07/2008
Internet: falha no sistema de DNS está longe de ser resolvida

O site The Register afirma que quando Kaminsky divulgou sua descoberta, muitos acharam que o assunto estivesse sendo exagerado, entretanto meses se passaram e o problema continua sem solução



» Tecnologia - G1 Notícias    26/07/2008
Rainha da Jordânia usa YouTube contra o preconceito

Rainha Rania quer acabar com os estereótipos ligados aos árabes e ao Islã




» Gazeta Mercantil    28/07/2008
Mandic prepara sua próxima missão secreta

São Paulo, 28 de Julho de 2008 - Técnico em eletrônica "formado na era do transistor", como ele mesmo diz, Aleksandar Mandic trabalhava na Siemens quando começou desenvolver um sistema de troca de mensagens por meio de redes de correios conectados via ligação telefônica. Ofereceu a novidade à companhia, que não se interessou pelo projeto. Mandic, no entanto, levou a idéia adiante por conta própria. Resumo da ópera: em 1990, ele lançava a Mandic BBS, que em 1994 evoluiu e culminou no provedor de acesso discado Mandic, no embrião da internet comercial no Brasil. 

Depois de participar de outros negócios, como iG, do qual foi um dos fundadores, há oito anos o empresário mantém uma empresa de e-mails corporativos. Também chamada de Mandic, assim como seu antigo provedor, a companhia tem o foco em segurança na web. Com produtos que levam nomes como Anjo da Guarda e Missão Secreta, Mandic se prepara agora para lançar aquilo que ele considera a grande cartada de sua empresa: o E-cofre, um sistema para armazenamento de mensagens eletrônicas que, segundo ele, ninguém consegue abrir a não ser o cliente que contratou o serviço. A crença de que a novidade trará muitos lucros reside na preocupação cada vez maior das empresas com a bisbilhotagem alheia de dados confidenciais. 

Gazeta Mercantil - Qual sua análise sobre a questão da segurança na internet hoje? 
Uma coisa que está nos ajuda são essas histórias todas envolvendo investigações da Polícia Federal no Brasil. Isso fez com que o mercado abrisse os olhos para a segurança. O que acontece? Hoje, a informação contida no e-mail ou no computador é mais valiosa que dinheiro. Antes, ficava no papel, enquanto agora está tudo dentro de uma máquina. O que é um computador ou um sistema de e-mail hoje? É um livro aberto. Qualquer um vai lá e bisbilhota, principalmente o técnico de sistemas. Ele é o porteiro que tem todas as chaves da empresa. O técnico de manutenção não precisa de sua senha para saber o que está escrito dentro de sua caixa postal. Às vezes, ele se interessa em olhar a caixa postal do presidente porque quer saber, por exemplo, quem quer ganhar aumento. Essas são as coisas mais básicas, e vai até a espionagem industrial. 

Gazeta Mercantil - Mas essa é uma realidade que não surgiu agora, não é?
Mas agora o mercado começa a perceber o problema. Você não viu o Daniel Dantas falando "tem um e-mail por aí. Ah, mas eu não mando e-mail". Por segurança, ele não pode mandar e-mail. Internamente, na Mandic, já nos preocupávamos com isso. Mas é muito difícil de fazer isso com o mundo. "Pô, mas precisa disso até para falar com a minha irmã?", alguém pode dizer. Não dá, não pegou. É preciso achar um jeito mais fácil de proteger os seus dados, naturalmente. Sobre isso, temos algumas coisas funcionando e outras que vão funcionar. Hoje, temos um sistema que se chama Missão Secreta. Funciona assim: mando um e-mail para você, que pode acessar de qualquer computador, ler a mensagem, mas não conseguirá encaminhar nem imprimir Não dá para salvar e também não dá para abrir mais tarde, apenasnaquela hora. É uma segurança de que aquele e-mail não será repassado para frente. Por que isso é importante? Porque, mesmo se a mensagem estiver criptografada, a pessoa do outro lado, ao abrir, pode repassar o e-mail. Outro projeto nosso é o Anjo Guarda, que nenhum concorrente tem. Como funciona: vamos imaginar um funcionário que fez alguma coisa, mandou algumas coisas para fora. Então limpou todos os diretórios da máquina e pediu demissão. A empresa pode pensar em fazer backup, mas backup não funciona assim. Com ele, pode-se recuperar mensagens das últimas 24 horas. O Anjo da Guarda é um sistema que manda uma cópia de tudo o que entra e sai da caixa postal de uma pessoa para um outro servidor. O usuário não tem domínio sobre esse outro servidor. É automático. Você nunca ouviu falar de um negócio assim. 

Gazeta Mercantil - A empresa prepara alguma novidade na área de segurança na internet?
Estamos lançando agora um produto cujo nome provisório é E-cofre. É o seguinte: sua caixa postal tem vários diretórios, e um deles é o E-cofre. Só o cliente que contratou o serviço terá acesso ao conteúdo contido no E-cofre. Vamos supor uma situação: temos os servidores aqui e você tem a caixa postal da sua empresa conosco. E você é um baita de um bandido, fez coisas erradas. Daí a Polícia Federal vem até aqui e diz: "Quero ver a caixa postal dele". Então pegam o servidor, todas as senhas, acessam a caixa postal e tentam ver o que tem no E-cofre: não vão conseguir. 

Gazeta Mercantil - Nem a Mandic abre?
Nem nós nem ninguém. 

Gazeta Mercantil - Só a pessoa que comprou o serviço?
Só a pessoa. 

Gazeta Mercantil - Mas e se a polícia for à Mandic com um mandado judicial obrigando o fornecimentos dos dados do cliente?
Se não dá para acessar, qual a diferença de ter ou não um mandado? Não quebra. 

Gazeta Mercantil - Pelo que você diz, o único seria então a polícia ter autorização para obrigar o próprio usuário a abrir?
Ah, bom, esse é o único jeito, se ele quiser confessar ou não. A chave está com o usuário. Não está com FBI, não está com ninguém. Mas atenção: se o cliente perder a chave, ninguém mais no mundo mais abrir. 

Gazeta Mercantil - Como é essa chave? É uma senha, um objetivo físico que se acopla ao computador?
Pode ser uma senha, mas isso é simples de quebrar. Há mecanismos que não quebram. Mas não pode perder a chave. 

Gazeta Mercantil - Pode dar mais exemplos?
Tem mil jeitos. Quer uma senha? Faço uma. Pode ser também com íris do seu olho, com a impressão digital etc. O grande negócio: a coisa saiu da sua mão, apreenderam seus documentos, levaram o computador embora. Paciência, não tem com o que se preocupar. 

Gazeta Mercantil - Um hacker genial não abriria?
Não abre. Isso é feito com normas de segurança. Você tem uma chave de 1024 bits. Quanto tempo vão levar para abrir? Centenas de anos, para gerar 1024 posições. É coisa de milênios, mas vamos supor que se consiga abrir em 30 anos. Até lá metade da turma já morreu. 

Gazeta Mercantil - A Mandic desenvolveu a tecnologia do E-cofre ou ela foi adquirida no exterior?
Foi tudo desenvolvido aqui. Mas, claro, o sistema de segurança existe no mercado, tem que comprar. Não vou inventar a VeriSign. Aliás, nem poderia fazer isso. Seria a mesma coisa que eu fazer o seguro de mim mesmo, ou seja, eu gerar a minha própria chave VeriSign. Eu sei gerar. Mas, para fazer isso para você, terei de ser certificado, porque caso contrário posso gerar uma cópia. É como uma auditoria independente. O Nizan Guanaes falava que a importância da informação é a fonte. "Eu sou bonito", posso dizer. Mas qual a fonte? Foi minha mãe. Então não vale. Portanto, não posso eu mesmo fazer a minha segurança, preciso comprar de fora. O que posso fazer é montar. 

Gazeta Mercantil - Pode explicar melhor?
Monto o avião aqui, por assim dizer. Crio o conceito, o desenho da asa etc. Mas o motor é de uma empresa, o pneu é de outra e por aí vai. Eu sou a montadora. O projeto é meu, mas não faço a chave que vai ligar a aeronave. Se a fizesse, poderia ter uma cópia. 

Gazeta Mercantil - Dessa maneira, você quer mostrar para o cliente que ele não precisa se preocupar nem com a empresa que lhe vendeu o serviço de segurança ?
Sim. Se eu tivesse uma chave e viesse um juiz aqui, com uma autorização judicial e mandasse abrir, teria de abrir. Como não tenho a chave, o máximo que pode acontecer é esse serviço ser considerado ilegal e eu não poder comercializá-lo. E isso não existe, porque se não teria que parar o mundo. 

Gazeta Mercantil - E se a justiça for atrás do fabricante da chave?
Mas aí ele também pode dizer que não tem a chave. Poderia dizer que, pelas leis americanas, ele também não pode ter a chave. Acredito que uma VeriSign não fique com uma cópia da chave. É um negócio correto. Caso contrário, não seria a VeriSign de quem todo mundo compra. O fato é que estamos entrando numa fase em que o mundo virtual começa a ser como o mundo "real". Antes senha e login bastavam. Agora, não mais. 

Gazeta Mercantil - O seu público-alvo são as grandes empresas?
Na verdade, é todo mundo. Porque posso processar você alegando que me roubou documento, dados e agora está me chantageando. O juiz pode mandar abrir a sua caixa postal, para ver se estão os documentos que falei que você pegou de mim. Mas a aplicação direta mesmo se dá com empresas, porque não existe uma companhia que não tenha o que ocultar. Existe espionagem industrial, saber o que o concorrente está fazendo, os clientes que possui. Pode-se infiltrar alguém no data center de um concorrente, como funcionário, para entrar nos diretórios e verificar o que tem lá. Veja os bancos, por exemplo. Antes era possível (um funcionário) entrar de uma conta na outra. Agora , só o gerente. E há contas em que ninguém entra. Se não seria fácil. Bastaria colocar um cara para trabalhar no banco e obter as informações financeiras de alguém. 

Gazeta Mercantil - Qual sua formação acadêmica?
Sou técnico eletrônico. Do tempo do transistor (rs). 

Gazeta Mercantil - Quando a Mandic atual foi fundada?
Em 9 de janeiro de 2001, há oito anos. 

Gazeta Mercantil - Você a montou assim que deixou o iG?
Começamos o iG em 1999 e fiquei lá dois anos exatos - setembro de 1999 a setembro de 2001. 

Gazeta Mercantil - E então você comprou novamente a marca Mandic?
Não, eu abri outra empresa. Vendi a Mandic para O Site (provedor argentino), mas fiquei com a marca Mandic. A minha empresa agora tem foco no e-mail, porque acesso não era bom negócio mais. O iG já dava de graça. Já o e-mail, poderia fazê-lo melhor ou pior. Posso colocar criar E-cofre, inventar várias coisas. 

Gazeta Mercantil - Há alguns anos as operadoras de telefonia ingressaram no mercado de provedores. Como você avalia as transformações desse setor?
Elas são as donas das linhas telefônicas. Para elas, não há diferença, pois têm um lugar por onde passam voz e dados. Elas têm tudo. Tanto que hoje, se um cliente da Mandic quiser acesso também, falo para a Telefônica: "Preciso de cinco portas", e pronto. Antes, eu fazia tudo. Tinha de comprar o modem etc. Hoje seria inviável. 

Gazeta Mercantil - Quando você decidiu a pesquisar aquilo que se tornou a internet?
Quando uma oportunidade vem até você, ela é pequenina. Quando vai embora e volta nas mãos de outro, ela se torna grande. Então você se pergunta: "Como é que não percebi isso antes?", ou seja, não ver a oportunidade que estava bem em frente. A internet surgiu para todo mundo. Só que a maioria dizia assim: "Vivi muito bem sem isso até hoje, por que vou precisar agora?". Mas sabia que aquilo seria o futuro, algo sem o qual não se conseguiria vivem. E você não sabe o quanto sofri para vender aquela idéia. Ninguém queria. "Para quê isso?", diziam. Pense em que como era há 13, 15 anos. Para você se comunicar com a Europa, precisaria de , no mínimo, duas semanas. Era necessário escrever uma carta, selar e ir ao correio. O cara tinha que responder, levava mais uma semana. Ou seja, duas semanas para mandar um "e-mail". 

Gazeta Mercantil - Você trabalhava na Siemens antes de criar a Mandic BBS?
Sim. Fiz isso para a Siemens, a empresa é que não quis apostar. 

Gazeta Mercantil - Você chegou a fazer uma proposta para a companhia?
Não fiz aquilo para comercializar. Fiz para a Siemens, mas ela não deu bola. Então pensei: está tudo pronto, fui eu que fiz, levei para casa e montei. E assim começou a funcionar o BBS. Passei a vender a idéia para meus amigos. Dizia: "Olha que legal. Você manda uma mensagem e chega lá". Cresceu na base do boca-a-boca. 

Gazeta Mercantil - A partir de quando você começou a obter retorno financeiro com sua criação?
Uns três anos depois. Ganhava US$ 1800 por mês na Siemens quando pedi demissão para me dedicar à empreitada. Obtive US$ 3 mil no primeiro ano. Minha mulher falou: "Você com suas idéias...". No segundo, faturei US$ 30 mil, que era pouco também. No terceiro, US$ 800 mil e, no quarto, US$ 2 milhões. Aí entrou um sócio, o grupo GP, e fomos até um faturamento de US$ 15 milhões. Então vendi a empresa. 

Gazeta Mercantil - Você a vendeu para O Site, da Argentina, e o provedor acabou não dando certo mais. Qual foi o erro dos novos controladores?
A filosofia deles era outra. Na verdade, havia uma ciranda naquela época. Estava todo mundo errado. Todo mundo que não tinha competência caiu fora. Era uma corrida, era como dar uma largada na Fórmula 1, uma loucura aquele troço. Tinha gente que não sabia pilotar, mas tinha de participar da corrida. E logo depois veio o estouro da "bolha". Vendi a empresa três meses antes do estouro da "bolha", olha o perigo que corria. De uma hora para a outra a empresa passou a valer nada. 

Gazeta Mercantil - A StarMedia, comandada pelo empresário uruguaio Fernando Espuelas, era uma das estrelas do mercado de internet daquele período.
Conheci o Espuelas. Nunca consegui enxergar o negócio que ele via, aquela coisa formação de comunidade sul-americana na internet. Mas como eu também via coisas que os outros não conseguiam, pensei que talvez pudesse dar certo. Depois que a StarMedia quebrou, no entanto, vi que realmente não tinha nada ali. Ele não conseguiu fazer uma comunidade. O Orkut conseguiu. 

Gazeta Mercantil - Que análise você faz da avalanche de provedores grátis que surgiu no início da década. O iG, do qual você foi um dos fundadores, foi o precursor da tendência? 
O iG, na verdade, não era de graça. O usuário pagava o impulso telefônico, e as linhas eram nossas. Quando se usa o telefone para conversar, as pessoas ficavam poucos minutos na linha. Para usar a web, as pessoas ficavam horas. Imagina a montanha de impulsos gerados. Não era de graça. Quem pagava a conta era o usuário. A diferença é que ele pagava para a Telefônica, que por sua vez nos repassava. Hoje o negócio é outro. Mas isso só deu certo no Brasil, porque havia aquele negócio de tarifa de interconexão. Nos EUA, o iG não funcionaria, porque lá não há tarifa de interconexão lá. 

Gazeta Mercantil - Passados quase dez anos, qual sua avaliação sobre aquele período de dinheiro fácil na internet?
Aquilo era ciranda financeira. Era comprar um negócio por R$ 1 milhão e vender por R$ 1 bilhão. Tudo era na casa dos bilhões.



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» Jornal do Brasil    28/07/2008
Software usa tempo ocioso de PC em pesquisas

Enquanto você sai para tomar um cafezinho e coloca seu computador no modo de espera, você pode ajudar a humanidade a descobrir a cura da Aids ou a solução para a fome no planeta. Isso graças a um projeto que começou há quatro anos e hoje reúne 400 mil pessoas, que disponibilizam o tempo ocioso de suas máquinas para colaborar em seis grandes estudos para a melhoria do mundo, inclusive um recente focado na descoberta de remédios e vacinas contra a dengue.

Para participar do World Community Grid (WCG), basta baixar gratuitamente na internet um programa leve e fácil de manusear. O software pode ser configurado para começar a funcionar junto com o protetor de tela, depois de um tempo pré-definido de ociosidade, ou ficar ativado o tempo todo, usando a capacidade disponível e não utilizada do computador.

Uma vez em rede, o computador integrado ao sistema se conecta a um servidor central e começa a ajudar em algum projeto específico, facilitando cálculos e processos. A Fiocruz encerrou ainda neste ano um projeto de comparação de genomas que levaria 3.748 anos para ser completo, mas graças ao programa ficou pronto em apenas alguns meses. Um único dia no sistema equivale a 200 anos de processamento em um só computador.

– Queremos difundir a idéia para que todo mundo use. É um programa seguro e leve, que não atrapalha em nada, só ajuda – defende Ruth Harada, diretora de Cidadania Corporativa da IBM Brasil.

Economia
Além de permitir a redução do tempo de pesquisa, o WCG possibilita a economia do custo de um supercomputador. Para o desenvolvimento do projeto, a IBM contribui com hardware, software, serviços técnicos e know-how. Também provê hospedagem, manutenção e suporte gratuitos. A United Devices desenvolveu o software que possibilita a operação do WCG.

Há 6.500 brasileiros conectados ao sistema, 4.800 da IBM. A empresa faz campanhas internas para que os funcionários adiram ao empreendimento. Daniel Lopes, coordenador de Operações Mainframe da IBM Brasil, está colaborando com o projeto desde o fim de 2006 e já rodou 365 dias de processamento de dados na sua máquina.

– Identificamos o potencial que tínhamos com o número de computadores na nossa equipe e fizemos uma campanha interna – conta Lopes. – O programa fica rodando o tempo todo na minha máquina, mas não atrapalha minhas atividades diárias em nenhum momento, nem deixa o computador mais lento. Ele fica 100% silencioso, você nem percebe que está atuando. Como se conecta só ao servidor central lá nos EUA, não há problema de segurança.

Estudos
A pessoa pode determinar quais projetos pretende ajudar, ou se quer colaborar com todos. Hoje há seis projetos em andamento. O da dengue é da Universidade do Texas, e investiga uma droga que também terá efeito contra febre amarela e a hepatite C. Os demais pesquisam o clima da África, a qualidade do arroz para combater a fome, tentam a identificação de novos remédios contra a AIDS, investigam o câncer e identificam proteínas para tratamento de doenças graves. A maioria das pesquisas é americana.

– Os dados ficam disponíveis online e servirão para todos os cientistas, sem vínculo a nenhum laboratório. Este ano, vamos submeter três pesquisas para apreciação da ONG – acrescenta Ruth.

Os beneficiários podem participar do projeto de duas maneiras: como incentivador ou pesquisador. Ou seja, podem incentivar os funcionários, acionistas e fornecedores a instalarem o software do WCG em suas máquinas, tanto no trabalho como em seus lares; ou, se for uma organização científica, utilizar a infra-estrutura do WCG para realizar pesquisas.

Os usuários podem ver quantas horas já colaboram para o projeto a qualquer momento. Se ele estiver configurado como protetor de tela, basta mexer o mouse ou apertar uma tecla, que ele pára de funcionar. Não há pré-requisitos específicos para o uso do programa. A máquina pode rodar Windows ou Linux.

Ver: www.worldcommunitygrid.org


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» Valor Econômico    28/07/2008
Operadoras aceleram estudos de propostas para alterar o PGO

Termina na sexta-feira o prazo para envio de sugestões para as mudanças no Plano Geral de Outorgas (PGO), o conjunto de regras que estabelece os limites de atuação das empresas no mercado de telecomunicações e que precisa ser alterado para permitir a fusão da Oi (ex-Telemar) com a Brasil Telecom (BrT). 

As empresas do setor estarão esta semana fechando as propostas. A expectativa é de que a maioria só encaminhe suas sugestões à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) perto do prazo final.

As operadoras não falam em pedir mais tempo para envio das sugestões, mas a Telcomp, entidade que reúne mais de 40 prestadoras de serviço de telefonia, antecipou-se e solicitou à Anatel a prorrogação por mais 75 dias. O órgão regulador fixou a fase de consulta pública em um mês e o conselho diretor da agência vai analisar o pedido da Telcomp na quinta-feira.

Para a Oi, por exemplo, não há interesse na prorrogação. No contrato de compra da BrT, foi fixado o prazo de 240 dias, até 25 de abril, para a mudança no PGO. Se não acontecer neste período, a Oi paga multa de R$ 490 milhões à BrT. Uma das razões que pode motivar o adiamento seria, no caso de interesse político, o de distanciar a mudança no PGO da questão policial envolvendo o Opportunity, que participa das companhias.

O Valor apurou que há pontos nos quais existe consenso entre as operadoras e isso será encaminhado à Anatel. As concessionárias de telefonia discordam, no entanto, da proposição (artigo 9) da agência de dividir as empresas em duas, uma telefonia fixa e outra de banda larga. Uma das avaliações é de que isso aumenta custos e acaba atingindo o usuário.

Mas, por outro lado, há empresas, como a TIM, que não se posicionam contra a fusão das duas teles mas defendem a chamada desagregação de redes, a abertura da infra-estrutura para outros prestadores de serviço, como diz o presidente da companhia, Mario Cesar Pereira de Araújo.

A Embratel, por sua vez, por meio da assessoria de imprensa, disse que a fusão entre Oi e BrT pode gerar a concentração de redes, desestimulando a concorrência. A operadora foi solicitada, pela Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae) do Ministério da Fazenda, a se posicionar sobre a fusão e declarou que a união das redes prejudica a abertura à interconexão e a livre concorrência.

A Telefônica, segundo o presidente da operadora espanhola, Antonio Carlos Valente, não recebeu solicitação da Seae para se pronunciar sobre a questão concorrencial relativa à fusão entre Oi e BrT, mas disse que serão enviadas até sexta-feira à Anatel sugestões sobre a reformulação do PGO.

Valente defende as fusões entre as concessionárias. Diz que é uma tendência mundial e deve ser adotada também pelo Brasil, principalmente porque as empresas precisam realizar investimentos cada vez mais pesados para acompanhar a tecnologia e os grandes conglomerados acabam tendo mais musculatura para seguir esse caminho.

Mas Valente não quis antecipar as sugestões que a empresa espanhola vai fazer ao órgão regulador. "Ainda é cedo, estamos discutindo. Nossa primeira reunião foi hoje (sexta-feira)", afirmou.

O que se avalia é que, para a Telefônica, a posição da Anatel definida na consulta pública fixando que uma concessionária só pode ter duas concessões, seria um fator de entrave nos seus planos de crescimento. Do jeito que a Anatel está preparando o PGO, a Oi pode se fundir com a BrT, mas a Telefônica não pode comprar essa nova empresa pois passaria a ter três concessões. Ela já tem uma concessão em São Paulo. Telefônica e Telmex (controladora da Embratel) são empresas com planos ambiciosos para América Latina que passam por futuras aquisições. Os planos de expansão teriam que ser via licenças.

BrT e Oi vão encaminhar suas respectivas sugestões. Segundo fontes do setor, a BrT defende a criação de um PGO simplificado, como ocorre, por exemplo, nos Estados Unidos. A avaliação é de que deveria ser criado um artigo permitindo apenas mudanças na estrutura empresarial das companhias. E cada proposta de mudança deveria ser avaliada caso a caso pelo órgão regulador, que analisaria se a alteração está de acordo com as necessidades da sociedade.

Outro ponto que, tudo indica, enfrenta reação de concessionárias é o artigo 6, parágrafo 4. Ele prevê que toda vez que houver uma transferência da concessão torna-se necessário que sejam transferidas as demais outorgas que o grupo econômico detenha. Isto entra no mesmo pacote de outorgas de TV a cabo, celular, entre outras.

A Anatel, no texto que já divulgou para ser levado à consulta pública, fixou que uma operadora que comprar outra concessão terá que atuar em todo país. O Valor apurou que a Oi não deve reagir a esta exigência, mas no documento com sugestões que irá encaminhar à agência vai argumentar que a norma não deve se estender a todas as prestadoras de serviços que fazem parte do mesmo grupo.



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» Valor Econômico    28/07/2008
Portal Terra lança novo modelo de publicidade on-line

Falta menos de um mês para Paulo Sergio Silva, diretor de vendas para a América Latina do Terra, embarcar a trabalho para a China. A idéia é levar alguns anunciantes de peso do portal para as Olimpíadas de Pequim e, ao mesmo tempo, juntar-se a uma equipe de 25 brasileiros que já chegaram à cidade e que são responsáveis pela transmissão, ao vivo, para a internet e para o celular, dos jogos. "Teremos 13 canais simultâneos", conta.


Mas, a viagem ainda está distante para Silva. A agenda do executivo, nesses últimos dias, tem sido tomada pela lançamento de um novo modelo de venda de espaço publicitário no Terra, chamado Divulga Fácil. Pela primeira vez desde que foi lançado, em 1999, o portal vai vender espaço para anúncios de pequenas e médias empresas. Até agora, o único foco eram as "700 maiores companhias do Brasil e América Latina", explica Silva. Atualmente, o Terra tem escritório em sete países e cobertura em 18 mercados, inclusive para a população hispânica que vive nos EUA.


A decisão do Terra de ampliar o escopo de clientes baseia-se em um princípio simples. Para manter no ar, além de notícias, séries como "Lost" e "Desperate Housewives" , e eventos como o carnaval de Salvador, Copa do Mundo e Olimpíadas, de graça, é preciso atrair novos anunciantes. "Acreditamos em conteúdo gratuito na internet sustentado pela publicidade", afirma.


Com um leque maior de clientes, o executivo planeja aumentar de 15% para 40% a representatividade da publicidade dentro da receita total do portal entre 2007 e 2011. A companhia encerrou o ano passado com uma receita bruta de R$ 767 milhões no Brasil, um crescimento de 5,8% frente a 2006, sendo que a venda de anúncios on-line deu o principal impulso para atingir esse resultado.


As pequenas e médias empresas terão quatro opções de pacote. O mais em conta oferece a hospedagem do site da companhia e anúncios no pé das páginas do Terra. No mais sofisticado deles, o cliente terá outros serviços. Haverá uma página dentro do portal do Terra em que ficarão todos os anúncios de pequenas e médias empresas, local onde os internautas poderão fazer pesquisas, localizar essas empresas em mapas e, até, fazer ligações pelo serviço de telefonia sobre internet (VoIP) para essas companhias. "Ele [usuário] poderá ver a pizzaria mais próxima da casa dele e até fazer o pedido pelo VoIP", exemplifica o executivo.


Em agosto, Silva lançará o novo modelo de negócios no Brasil e, entre o fim deste ano e o começo de 2009, o formato deve chegar ao México, Chile, Colômbia e Argentina. "Vamos começar oferecendo o Divulga Fácil pela base de clientes que temos no Brasil. São 120 mil empresas que já pagam por algum tipo de serviço no Terra, como conexão, registro de domínio e hospedagem", diz.


Hoje, o Terra tem 25 milhões de visitantes por mês no Brasil e cerca de 40 milhões na América Latina. Em 2008, a audiência no Brasil deve crescer entre 30% e 40%, algo semelhante aos 46% de crescimento registrado ano passado.


O movimento do portal não é único. Gigantes da tecnologia têm disputado cada pedaço desse mercado no Brasil. Só nos últimos dois meses, Yahoo e Microsoft trouxeram novos produto para acirrar a disputa no país.


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» Portal Estadão    26/07/2008
Itália processa Google por vídeo de criança com Down

ITÁLIA - A Google vai responder processo na Itália sobre um vídeo que aparece em um de seus sites que mostra um jovem com síndrome de Down sendo zombado pelos seus colegas em uma sala de aula em Turim, segundo o Times.

Promotores italianos anunciaram que irão entrar com ações contra quatro executivos da empresa que teriam postado em um dos gigantes sites de busca em 2006 o vídeo.

A Google diz que cooperou com as autoridades italianas e que está desapontada com a decisão sobre os processo. A empresa teria removido o vídeo em 2006, após notificação.

O porta-voz da empresa diz que a ação não teve base legal porque sob a legislação dos EUA , a Google não monitora conteúdos de terceiros em seus sites, a não ser que seja notificada.


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» Tecnologia / UOL    28/07/2008
Desenvolvedoras de software também apostam na nova Internet; conheça aplicativos

Além de sites dispostos a trazer uma nova maneira de navegar pela Internet, algumas empresas desenvolvedoras de programas também estão acompanhando de perto o avanço da discussão sobre Web Semântica — e soluções que se apropriam do conceito que já está na praça.

A produtora de software ClearForest, uma sociedade entre israelenses e estadunidenses, é a responsável pelo programa homônimo que realiza buscas e categorizações em arquivos de diversas naturezas.

A Adaptive Blue, também dos Estados Unidos, desenvolveu um plug-in semelhante que categoriza sites automaticamente. A empresa britânica Talis, por sua vez, também possui uma solução de mesmo nome que serve de plataforma para aplicativos específicos em Web Semântica.

A ClearForest já possui dois produtos no mercado. O primeiro deles é um software corporativo que estrutura conteúdos em texto. Sua função é organizar um grande volume de dados, codificando-os com tags e conceitos-chave, e serve para vários tipos de arquivos que contenham texto, como documentos, páginas da Web, e-mails e outros.

Segundo o site da empresa, qualquer sistema de BI (Business Intelligence, ou inteligência de negócios) pode usufruir do programa para organizar seus dados.

Gnose
O outro produto da ClearForest é o Gnose, uma extensão para o navegador de Internet Firefox que realiza a catalogação de textos diretamente nas páginas Web em que o usuário está navegando.

O plug-in grifa algumas palavras do texto com cores variadas, de acordo com categorias (lugares, empresas, pessoas, tecnologias). Ao encostar o mouse em cada palavra, um menu para buscas com o termo pesquisado em vários serviços da Internet é aberto — como Google, Wikipedia, Technorati e Reuters. Este último se explica pelo fato da gigante das notícias ter adquirido as ações da ClearForest em abril deste ano. 

BlueOrganizer
O BlueOrganizer, plug-in da Firefox criado pela Adaptive Blue, trabalha de forma mais ampla que o da ClearForest. Um botão que fica ao lado da barra de URL se modifica de acordo com a página visitada. Se for um vídeo do Youtube, por exemplo, o ícone se torna uma câmera; se for um blog, um caderno de anotações.

Ao clicar nele, abre-se uma janela para que o usuário possa criar tags, anotar informações e adicionar a página em um espaço chamado "My Things", à esquerda do browser.

Lá estarão, de acordo com a organização desejada pelo internauta, todos os sites que considera interessantes. O BlueOrganizer tem ainda opções para compartilhar a página via Facebook, salvar no del.icio.us ou inscrevê-la no Netvibes, entre outras. 

Talis

A plataforma Talis tem o objetivo de fornecer a estrutura para futuras aplicações semânticas. Pretende reduzir a complexidade e os custos de armazenamento, indexação e busca de dados.

Os desenvolvedores que usarem a plataforma poderão dedicar mais tempo na produção dos programas sem se preocupar com a administração das informações.

A Talis, de acordo com os desenvolvedores, utiliza APIs (Application Programming Interface, ou Interface de Programação de Aplicativos) e está aberta para qualquer programador.

Funciona como uma base de dados capaz de armazenar e pesquisar conteúdo e metadados. Como se trata de uma estrutura compartilhada, os usuários podem se beneficiar imediatamente das atualizações na plataforma.



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» WNews - UOl    25/07/2008
Laudo do CPqD: pane da Telefônica foi causado por defeito de hardware

São Paulo, 25 de julho de 2008 - A pane no Speedy, serviço de transmissão de dados da Telefônica, foi causada por defeito no hardware e do sofware do roteador de Sorocaba, na cidade de Campinas.

Por nota, a Telefônica reproduziu o laudo do CPqD, órgão responsável pelas conclusões do erro no sistema. Esse documento foi encaminhado à Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), com os detalhes dos passos do estudo conduzido pelos técnicos do CPqD.

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"A documentação demonstra claramente que o problema verificado na rede de dados da operadora foi conseqüência de uma rara combinação de fatores que tornou difícil o diagnóstico e a solução.

As conclusões apontam que um defeito de hardware originado em uma placa de interface óptica que liga um roteador localizado na cidade de Campinas a um outro roteador, localizado em Sorocaba, gerou informações incorretas.

Ao mesmo tempo, um problema de software no roteador fez com que estas informações, ao invés de serem descartadas, como seria esperado, fossem propagadas para os demais roteadores da rede. A combinação destes fatores criou o cenário que culminou com os problemas de funcionamento na rede de dados da Telefônica."

A Telefônica ressalta que, a partir dos resultados apontados pelo laudo do CPqD, já tomou as providências técnicas necessárias para evitar que tal problema volte a ocorrer em sua rede de dados.


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» PC World    25/07/2008
Por que as portas USB do meu portátil às vezes não funcionam?

Dúvida do leitor Ronaldo Pacheco, recebida por e-mail
“Meu computador tem duas entradas USB na frente do gabinete, mas elas não funcionam. Quando eu ligo um pendrive nelas, a informação do Windows é de que algo desconhecido foi conectado. Um tempo de espera se passa e aparece uma mensagem dizendo que os dispositivos estão prontos para usar. Depois de alguns segundos, aparece outra mensagem dizendo que os dispositivos são desconhecidos e não poderão ser usados. Abri a torre e percebi que elas estão conectadas à placa-mãe. O que posso fazer?”

PC World: Você agiu certo ao abrir o gabinete e verificar as conexões com a motherboard. Se esses mesmos dispositivos funcionam quando plugados nas entradas USB da parte traseira da placa-mãe (mas não nas que estão localizadas na frente do equipamento), elas podem estar conectadas internamente de forma errada.

Cada conector USB tem quatro fios, que devem ser montados de acordo com a especificação da motherboard. Dois deles levam energia para o conector e outros dois fazem a transmissão de dados.

Se algum destes fios estiver trocado (eles são fios independentes e não um conector quádruplo) o comportamento pode ser estranho, como o relatado por você.

Se você não tem o manual da placa para checar isto, a única forma é apelar para a assistência técnica do fabricante ou para quem montou o PC.



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» Tecnologia - Terra    26/07/2008
Internet: falha no sistema de DNS está longe de ser resolvida

Uma falha anunciada há meses pelo especialista de segurança Dan Kaminsky e que permitiria que crackers promovessem o caos pela Internet, está longe de ser resolvida. O site The Register afirma que quando Kaminsky divulgou sua descoberta, muitos acharam que o assunto estivesse sendo exagerado, entretanto meses se passaram e o problema continua sem solução.

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O especialista recomendou que provedores e organizações instalassem correções imediatamente, tentando evitar que o problema se propagasse. Hoje, dois métodos para explorar a brecha podem ser encontrados facilmente pela Internet, o que quer dizer que tanto especialistas de segurança quanto cibercriminosos podem se aproveitar da oportunidade.

A falha ainda foi incluída na Metasploit, uma ferramenta que testa vulnerabilidade em servidores e é amplamente utilizada na Internet. Com o bug, por exemplo, um cracker poderia redirecionar o endereço legítimo de um banco para outro, onde está hospedada uma fraude, facilitando o roubo de informações bancárias.

Nem o internauta, nem os mecanismos de proteção dos navegadores e nem os softwares antivírus e firewalls perceberiam a falha, e considerariam o site malicioso como confiável.

O fato pode, entretanto, se agravar. Kaminsky apresentará suas descobertas na conferência de segurança Black Hat, que acontece em Las Vegas em agosto, e embora algumas soluções já tenham sido propostas, nenhuma é definitiva, já que não se sabe o exato local onde está a vulnerabilidade, noticiou o Redmondmag.

A Microsoft liberou uma correção para o problema, mas não se sabe se a brecha está presente em outros sistemas. O site doxpara.com possui um verificador ("Check My DNS") que informa se o serviço do visitante está protegido ou não.


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» Tecnologia - G1 Notícias    26/07/2008
Rainha da Jordânia usa YouTube contra o preconceito

A rainha Rania da Jordânia decidiu usar o site de compartilhamento de vídeos YouTube para acabar com os estereótipos ligados aos árabes e ao Islã no Ocidente.

Uma equipe da BBC acompanhou o momento em que a rainha gravava o sétimo vídeo desde sua estréia online, em março deste ano.

Falando em inglês, ela pedia que as pessoas sugerissem estereótipos que elas tivessem ouvido sobre o mundo árabe para que ela pudesse "explicá-los um a um". 

A esposa do Rei Abdullah não é a única figura pública a se aproveitar da popularidade do YouTube - políticos e monarcas ao redor do mundo já usaram o site -, mas como uma árabe proeminente usando a internet para tentar se relacionar com o Ocidente e promover o Islã moderado, a rainha Rania se destaca dos demais.

"Meu filho adolescente é um homem de poucas palavras e a reação dele foi dizer que era 'maneiro', então eu acho que tem que ser bom", brinca ela.

Os usuários do YouTube parecem concordar com o príncipe. Mais de dois milhões de pessoas assistiram aos vídeos da rainha, uma combinação de posts feitos por ela e de contribuições de vários músicos, comediantes e cidadãos jordanianos.

Mas usando a Internet, a rainha também se expôs a críticas. "Quando eu contemplei a idéia de usar o YouTube pela primeira vez, algumas pessoas olharam para mim como se eu tivesse enlouquecido", diz a rainha Rania.

"Eu acredito que o nosso mundo está passando por uma crise. A violência substituiu o diálogo e a compaixão perdeu para o ódio. Eu espero que este seja um canal de comunicação entre Ocidente e Oriente, porque eu realmente acho que nosso mundo precisa disso."

Ao contrário de sites no YouTube como os da família real britânica ou do governo britânico, que não permitem comentários ou discussões, o espaço usado pela rainha jordaniana encoraja a participação dos internautas.

As opiniões na página dela vão do tom lisonjeiro ao de ódio. Ela pode escolher quais comentários responder, mas até agora a rainha não fugiu dos assuntos espinhosos: os direitos das mulheres árabes, crimes de honra, religião e terrorismo foram discutidos.

Como uma das mulheres mais fotografadas do planeta, a rainha Rania entende o poder da imagem.

"Uma lente é algo através do qual você pode chegar até as pessoas e passar a sua mensagem", diz ela.

"Como muçulmanos, precisamos nos posicionar e falar sobre quem somos. Se queremos desafiar estereótipos, temos que começar a nos definir e não vamos conseguir fazer isso sentados, quietos, em casa, esperando que as pessoas nos entendam."



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