Terça-feira, 29 de julho de 2008
» Correio Braziliense    29/07/2008
Onda verde

Empresas de tecnologia assimilam conceitos de sustentabilidade e começam a oferecer produtos e serviços — além de adotar soluções — ecologicamente corretos



» O Estado de São Paulo    29/07/2008
Em 10 anos, telecomunicações dobram participação no PIB

Avanço dos celulares, que passaram de 7,4 milhões em 1998 para 133,2 milhões, é destaque



» Correio Braziliense    29/07/2008
Guia dos tocadores: Do MP3 ao MP6

Players de música digital evidenciam avanços tecnológicos e picaretagens comerciais



» Jornal do Brasil    29/07/2008
Novo site de buscas chega para competir com o Google

Criadores afirmam que Cuil é mais inteligente e tem índice maior



» Folha de São Paulo    29/07/2008
Artigo - Inovação tecnológica: realidade e miragem

Reverter o quadro do baixo número de patentes do Brasil não é missão para as universidades, ao contrário da opinião de muitos



» IT Web    28/07/2008
Mercado global de serviços de TI crescerá 9,5% em 2008

Contratos de terceirização movimentarão US$ 819 milhões, segundo Gartner



» IDG Now!    29/07/2008
10 coisas que ainda faltam no iPhone 3G

Apesar da nova App Store, ainda faltam recursos que gostaríamos de ver no aparelho



» Info Online    28/07/2008
Surge nova forma de explorar brecha no DNS

Uma forma de explorar o bug do sistema DNS consiste em usar sistemas de atualização online.



» PC World    28/07/2008
RealPlayer tem quatro vulnerabilidades críticas corrigidas

RealNetworks divulgou tabela para informar se usuário precisará fazer o download completo da nova versão ou apenas as correções



» WNews    28/07/2008
Gmail ganha protocolo de segurança SSL

O padrão de segurança SSL é um sistema de criptografia que impede a leitura dos dados em caso de uma eventual interceptação durante o tráfego das informações pela rede




» Correio Braziliense    29/07/2008
Onda verde

A crescente preocupação da sociedade em torno de posturas de sustentabilidade e responsabilidade socioambiental tomadas por grandes nomes do mercado mundial vem atingindo em cheio o setor da tecnologia da informação (TI). E o reflexo de como o tema vem ganhando importância já pode ser visto em soluções e medidas adotadas por empresas do segmento que visa minimizar o impacto ao meio ambiente e reforçar a imagem das marcas em torno de políticas ecologicamente responsáveis.

Uma delas é a fabricante de computadores Lenovo, que lançou uma família de PCs batizada de ThinkStation, desenvolvida com 50% de conteúdo plástico reciclado. As máquinas da série também obedecem aos requerimentos da Energy Star 4.0 e da Agência de Proteção Ambiental que, de acordo com a fabricante, garantem um aproveitamento de 80% no uso da energia. “Hoje, cerca de 90% dos componentes presentes nos nossos produtos são reciclados. Isso é parte da consciência ambiental implementada desde o conceito inicial de cada produto”, aponta o diretor de operações e produtor da marca, Jaison Patrocínio.

Como forma de convencer fornecedores e colocar toda a cadeia produtiva em sintonia com a questão ambiental, a Sony lançou em 2002 o programa Green Partner. “As orientações básicas do programa são voltadas para a eliminação de substâncias consideradas nocivas. Assim, todos os fornecedores de materiais produtivos devem assinar um documento garantindo a não-utilização de substâncias banidas em nosso processo produtivo”, explica Mara Ballam, uma das responsáveis pelo programa Green Partner Brasil.

A HP é outra que tem mostrado preocupação com a questão ambiental. Desde 2002, a companhia tem programas de coleta de baterias, cartuchos de tinta e equipamentos obsoletos para reciclagem. Além disso, tornou-se pioneira no país a retornar materiais utilizados em sua própria cadeia produtiva ao reciclar papéis usados em testes de qualificação das suas impressoras para serem transformados em calços de polpa, usados nas embalagens no lugar de isopor — material derivado do petróleo e muito poluente.

Chumbo e energia
Outro material que vem sendo combatido pelo forte impacto que tem no ambiente e na saúde pública é o chumbo, que, devido a suas propriedades mecânicas e elétricas, tem sido utilizado durante décadas por companhias do setor de eletrônicos. Na busca por materiais substitutos, companhias estão investindo em conhecimento e enfrentando desafios técnicos para trocar o famoso metal.

No ano passado, a Intel anunciou que todas as placas produzidas baseadas no padrão 45 nanômetros seriam 100% livres de chumbo. A fabricante de tevês Sony também eliminou a presença do metal nas ligas de soldas utilizadas no processo de manufatura e montagem. “A produção de televisores no Brasil inclui a preocupação com a ecologia. Por isso, a exigência de um produto com baixo consumo de energia e a determinação de banir na produção o uso de chumbo nas soldas desde 2005”, destacou o vice-presidente da Sony para América Latina, Koji Ishikawa.

No entanto, no meio dessa “corrida verde”, o alto consumo de energia elétrica ainda é um dos principais problemas que afligem a área de TI das grandes empresas. De acordo com o instituto de pesquisas Gartner, até 2009 a conta de energia ocupará o segundo lugar na lista das principais despesas operacionais em 70% dos data centers das grandes corporações. Para minimizar esses efeitos, fabricantes investem em pesquisas. Um exemplo é a Panduit, que vem desenvolvendo formas para melhorar a refrigeração nessas salas.

“Várias mudanças têm sido feitas na infra-estrutura, o que vem otimizando a gestão de energia. Para se ter uma idéia, os data centers atuais são, em média, 29% mais econômicos que os de 10 anos atrás”, compara Peter Fischer, gerente de contas da Panduit. “Isso garante uma redução na dependência de combustível fóssil e nos custos de operação”, cita. Já a IBM, outra gigante do setor, desenvolveu data centers modulares que podem ser implementados em empresas de todos os portes. De acordo com a companhia, a estimativa de redução no consumo de energia com soluções desse tipo pode chegar a 50%.


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Ações e soluções

Reciclagem de cartuchos
A HP tem um programa voltado à reciclagem de cartuchos de impressão e reaproveitamento de embalagens. Além disso, os engenheiros seguem a abordagem do Design para o Ambiente, cujo objetivo é criar produtos eletrônicos com maior eficiência energética e possibilidades de reciclagem.

Conta responsável
Empresas que lidam com extratos de pagamento já estão adotando soluções que visam a diminuir o volume de correspondências impressas e enviadas aos cliente. A Claro, por exemplo, começou a enviar e-mails aos usuários sugerindo a adesão ao modelo de conta online. Assim, o cliente deixa de receber o detalhamento das chamadas em papel.

Impressão em dois lados
Vários modelos de impressoras da Lexmark e HP oferecem suportes de impressão para os dois lados da folha. Tudo isso de forma automática, ou seja, sem que o usuário necessite virar o papel após uma das faces ser impressa, economizando, assim, o número de folhas utilizadas numa impressão.

Google Earth para ONGs
O Google lançou recentemente uma ferramenta — o Google Earth Solidário — voltada para ONGs que tratam de questões ambientais. O aplicativo permite que as organizações criem mapas e elaborem visitas virtuais aos seus projetos para que as pessoas conheçam, se engajem e adotem as causas.


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Filosofia limpa

Sede mundial da AMD é uma prova de que conceito de sustentabilidade ambiental deve ir além da fase de produção dos equipamentos, atingindo o cotidiano dos trabalhadores


Austin (EUA) — Mais do que a preocupação com o processo de desenvolvimento e produção de equipamentos do segmento de tecnologia, o conceito de sustentabilidade ambiental passa pelo dia-a-dia de cada organização. Isso quer dizer que não adianta só as companhias lançarem ações isoladas voltadas a minimizar o impacto — ou aumentar o aproveitamento dos recursos ambientais, elas devem viver isso no cotidiano. Sob essa filosofia, a fabricante de processadores AMD inaugurou a sua nova sede mundial, em Austin, Texas. Batizado de Lone Star Campus, o novo centro de operações da marca foi pensado, planejado e construído sob o prisma do ecologicamente correto.

O conjunto edifícios que abriga 2,5 mil funcionários pode até parecer, num primeiro instante, com outros complexos de gigantes do setor de TI, como Google e Microsoft. Mas basta caminhar por entre os prédios do novo QG da AMD para notar algumas nuanças arquitetônicas que fazem a diferença. Para começar, todo o projeto do Lone Star obedece às normas da US Green Building Council (CBC), entidade da indústria da construção que define os parâmetros de sustentabilidade em obras e promove edifícios ambientalmente responsáveis, lugares saudáveis para viver e trabalhar. A preocupação valeu a certificação LEED (sigla em inglês de Liderança em Energia e Design Ambiental) da CBC, título dado a um grupo seleto de empreendimentos que segue rigorosos requisitos de sustentabilidade durante o processo de construção e que inclui, entre outras coisas, uso eficiente de água, de materiais reciclados e inovação.

“Fazer um green building (prédio verde) hoje se tornou algo viável e as empresas que aderem a essa filosofia são bem vistas pelo mercado”, conta Gail Vittori, co-diretora do Center for Maximum Potential Building Systems. Para o presidente do conselho diretivo da AMD, Héctor Ruiz, o centro reforça a imagem de eficiência energética da marca. “As tecnologias mudam com o tempo e as construções também. Cada detalhe desta sede foi muito bem pensado, visando otimizar ao máximo os recursos naturais existentes”, aponta o executivo.

Cravada numa área de 230 mil metros quadrados, o Lone Star é a primeira sede de uma única corporação a receber tal certificação — alguns outros edifícios de escritórios nos Estados Unidos também contam com esse mérito, com a diferença que são casas de várias empresas. A fim de conseguir o título, a AMD investiu US$270 milhões para erguer todo o projeto. Desse total, US$ 11 milhões voltados aos sistemas de eficiência ecológica instalados no câmpus. Algo que encareceu a obra? Não. O orçamento para levantar um complexo desse porte ficou na média estipulada pelos engenheiros. A diferença é que durante toda a etapa da construção optou-se em substituir uma série de materiais por outros recicláveis que gerariam o mesmo efeito final.

Esse tipo de medida, que isolada parece não fazer muita diferença, no final das contas pesa, e muito, na balança dos recursos disponíveis no mundo. Para se ter uma idéia, de acordo com o Conselho Brasileiro de Construção Sustentável (CBCS), o segmento da construção civil é responsável pelo consumo de 75% dos recursos naturais extraídos no mundo e pela geração de 80 milhões de toneladas por ano de resíduos. “Os custos da construção sustentável dependerá das soluções que serão adotadas em cada projeto. Em cada empreendimento pode ser feito muito sem aumentar custo. Basta decisão e organização. O combate ao desperdício e à gestão de resíduos reduzem custo e são ambientalmente importantes”, comenta o diretor da CBCS Vanderley M. John.

Projeto inteligente
Para dar forma ao Lone Star, a AMD reuniu um grupo de arquitetos, engenheiros, ecologistas e especialistas em design sustentável. A equipe teve a missão de dar vida ao projeto levando em consideração três aspectos considerados fundamentais: limitação do impacto ambiental na região, proteção da qualidade da água e implementação de um design inovador e, por sua vez, sustentável. A construção durou dois anos e os objetivos traçados foram seguidos à risca. No total, 75% do material desperdiçado durante a construção do complexo foi reciclado e reutilizado em diferentes fases da obra.

Além disso, outros quesitos importantes foram seguidos. Por exemplo, todos os telhados dos edifícios foram inclinados para captar a água das chuvas, que é escoada para um enorme reservatório capaz de armazenar 4 milhões de litros. Parte dessa água é usada em sistema de refrigeração de temperatura e para irrigar as plantas nativas espalhadas pelo campo. Vegetação essa que foi totalmente extraída antes da construção e que agora está sendo replantada por voluntários.

Para reduzir o consumo de energia, o uso de luz natural foi potencializado em áreas de trabalho dos funcionários. Incorporado ao desenho dos edifícios das janelas, uma espécie de aparador é utilizado para controlar o brilho, calor e níveis de iluminação no interior dos escritórios. Essa ação vai gerar uma redução de 15% a 20% nos gastos de energia, se comparado a um prédio convencional. Além disso, as cada vez mais comuns cestas de lixo reciclado estão espalhadas por todo o câmpus, estimulando os funcionários a separar os resíduos e a viver a política do ecologicamente correto todos os dias.

O jornalista viajou a convite da AMD


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As mais verdes da WWF

A Sony Ericsson, joint venture da companhia japonesa com a sueca Ericsson na área de celulares, é a empresa mais bem colocada no ranking divulgado pela organização ambiental WWF, que classifica as principais marcas de tecnologias preocupadas com questões ambientais. Entre os critérios avaliados pela organização estão a emissão de produtos químicos tóxicos e cuidados com a coleta de partes e peças.

Além de sair bem na questão de eficiência energética, a fabricante de celular se destacou por ter praticamente eliminado o uso de substâncias tóxicas em seus produtos. Em segundo lugar na lista, que avaliou um total de 18 companhias, aparece a Sony, que teve boas notas em reciclagem (sua taxa de reciclagem de TVs e PCs é de 53%) e ganhou pontos por revelar as emissões de gases poluentes em mais de 200 fábricas.

A Nokia, que aparece em terceira posição, lidera no quesito de uso de energia renovável na fabricação de seus produtos. A empresa atualmente usa 25% de suas necessidades de eletricidade de fontes renováveis, e pretende aumentar esse total para 50% em 2010. A Philips usou 10% de energia renovável em 2007 e pretende aumentar para 25% em 2012. As últimas colocadas na lista do Greenpeace, batizada de Greener Electronics Guide, foram Microsoft e Nintendo, respectivamente nas posições 17 e 18.


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» O Estado de São Paulo    29/07/2008
Em 10 anos, telecomunicações dobram participação no PIB

Em dez anos, o celular passou de artigo de luxo para o meio de comunicação mais popular no País. Quando o Sistema Telebrás foi privatizado, em 29 de julho de 1998, não existia acesso de banda larga à internet e havia fila para conseguir o telefone fixo. De lá para cá, muita coisa mudou. O número de telefones fixos em operação no País passou de 20 milhões, em 1998, para 39,4 milhões. Os assinantes de celulares eram 7,4 milhões naquele ano e chegaram a 133,2 milhões no ano passado. O total de acessos de banda larga alcançou 8,3 milhões.

Mais informações
Dobrou a participação das telecomunicações no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, passando de 3,2% em 1998 para 6,2% no ano passado. De 1998 a 2007, as empresas do setor investiram R$ 140,9 bilhões, sem contar o pagamento de licenças e o que foi gasto na privatização. Uma média de R$ 14 bilhões por ano. No período de 1994 a 1997, o investimento médio anual do setor tinha sido de R$ 5,6 bilhões.

O mercado se desenvolveu muito desde a privatização, mas existem problemas importantes que ainda precisam ser atacados. A competição na telefonia fixa não ocorreu. O modelo criado há dez anos não tinha uma solução para a telefonia rural. Segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), somente 43,1% dos municípios têm serviço de banda larga. O atendimento das operadoras de telecomunicações é ruim, fazendo com que as empresas do setor liderem as listas de reclamações nas entidades de defesa do consumidor.

O setor acaba de começar um novo ciclo de investimentos. Manzar Feres, principal executiva de Telecomunicações da IBM para América Latina, destacou que as empresas estão construindo redes celulares de terceira geração (3G) e redes abertas, baseadas na tecnologia da internet, para distribuir conteúdo mais facilmente. "Desde o ano passado, as empresas começam a investir em novas redes", explicou a consultora. "A convergência entre telecomunicações e mídia é uma realidade."

PLANEJAMENTO

Para Renato Navarro Guerreiro, ex-presidente da Anatel, a privatização produziu resultados mais positivos do que aqueles previstos em 1998. "Acho que tem mais vitórias do que a gente poderia imaginar que haveria", disse Guerreiro, que fez parte da equipe do ex-ministro das Comunicações Sérgio Motta, que definiu o modelo de privatização. "É um caso de sucesso, com resultados sólidos."

Ele destacou que, em 1998, foi feito um planejamento para orientar as ações futuras de governo na área de telecomunicações. "Hoje, o setor está muito inseguro, exatamente porque falta um desenho de um cenário futuro. Parece que a Anatel começa a fazer um esboço desse trabalho, embora essa seja uma responsabilidade de quem formula e estabelece a política, que é o Poder Executivo", afirmou Guerreiro, hoje consultor.

Segundo ele, apesar de a sociedade ter sido a "grande beneficiária" da privatização, o Brasil está atrasado no uso dessa infra-estrutura em benefício do cidadão. Ele defende que o Estado crie serviços para facilitar a vida do brasileiro, como marcação de consultas e matrícula em escolas, por exemplo. "Se você pode oferecer isso ao cidadão por meio de uma ligação telefônica ou da internet, esse custo do serviço de telecomunicações passa a ser absolutamente insignificante diante economia que o cidadão faz", pondera.

REVISÃO

Para Juarez Quadros, ex-ministro das Comunicações, o surgimento da banda larga (que não existia em 1998) exige a definição de novos objetivos estratégicos para o setor e uma revisão da legislação. "A regulação brasileira é divergente e a tecnologia é convergente", apontou Quadros." É preciso fazer uma revisão do marco regulatório, para que a convergência possa realmente acontecer. Isso é o grande desafio do legislador e do regulador."

Na opinião de Quadros, o telefone fixo pode ter perdido a atratividade, mas as redes fixas continuam essenciais. Ele acredita que, para aplicações mais corriqueiras, como acessar e-mails e navegar na internet, a banda larga do celular atende bem. Mas, no caso de transmissões de dados mais pesadas, acima de 3 Mbps (megabits por segundo), a rede mais apropriada ainda é a fixa. "O telefone fixo está estagnado, mas a rede não", argumenta.


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» Correio Braziliense    29/07/2008
Guia dos tocadores: Do MP3 ao MP6

(Infográfico)

Se tem algo que irrita qualquer pessoa é acabar de comprar um aparelho tecnólogico novo em folha e descobrir, no dia seguinte, que o brinquedinho já está obsoleto. O mercado de tocadores digitais evidencia o fenômeno como nenhum outro. 

A cada dia soma-se um novo número aos nomes dos aparelhos, criando novidades seqüenciais ao MP3, como o MP4, MP5, MP6 Player e por aí vai. São tantos tocadores diferentes que as inovações parecem vertiginosas. Mas serão mesmo? Na dúvida sobre qual aparelho escolher, é bom saber: o que existe de fundamentalmente diferente são as extensões .MP3 (relativa a arquivos de áudio) e .MP4 (arquivos de vídeo). 

O resto são agregados, firulas, como tela sensível ao toque, câmera filmadora, suporte para jogos. Isso significa que os nomes MP5 e MP6 não se referem a inovações tecnológicas propriamente ditas no campo das músicas e vídeos, mas a modelos mais sofisticados e com mais amplitude multifuncional. Por isso, confira um guia para ajudar na hora de escolher do MP3 ao MP6.


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» Jornal do Brasil    29/07/2008
Novo site de buscas chega para competir com o Google

Uma empresa iniciante criada por ex-engenheiros do Google lançou um novo serviço de buscas na Rede cujo objetivo é superar o líder do setor. Batizado de Cuil ("conhecimento" na língua gálica da Irlanda e pronunciado como a palavra cool em inglês), o site afirma indexar mais de 120 milhões de páginas – segundo seus criadores um número maior do que o Google – embora o gigante rival tenha parado de divulgar o número de páginas nos quais faz a busca.

"Colocamos quase toda a Rede ao alcance de todos os usuários", afirmou Tom Costello, co-fundador e presidente-executivo da Cuil, em comunicado.

O novo competidor do Google afirma também que seu serviço vai além das técnicas predominantes de análise de busca, que se concentram em links e padrões de tráfego de audiência. Em vez disso, o Cuil analisa o contexto de cada página e os conceitos por trás de cada pedido de busca, apresentando os resultados em resumo detalhado e não em lista de links.

Outra vantagem do Cuil, dizem seus criadores, é respeitar mais a privacidade de seus usuários, por não conservar o histórico de busca dos internautas.

Danny Sullivan, um analista de buscas na rede e editor-chefe do site Search Engine Land, disse que a Cuil deveria explorar queixas que os consumidores têm sobre o Google – como o fato de que o serviço tenta fazer coisas demais e seus resultados favorecem os sites já populares, como a Wikipédia.

– O momento pode ser propício ao surgimento de um desafiante – afirmou Sullivan.

No entanto, ele admitiu:

– Competir com o Google é uma tarefa difícil. Pergunte à Microsoft.

A Microsoft, terceira maior empresa americana no mercado de buscas na internet, vem procurando em vão, até o momento, unir forças com o segundo colocado do setor, o Yahoo, a fim de competir com o líder do mercado.

Ao declarar o seu objetivo de superar o Google, o Cuil junta-se a uma longa lista de outros que já tentaram e não conseguiram afetar a quota de mercado da gigante.

A procura pelo novo buscador foi tanta que à tarde o serviço caiu, mas logo voltou ao ar.




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» Folha de São Paulo    29/07/2008
Artigo - Inovação tecnológica: realidade e miragem

ROBERTO NICOLSKY e ANDRÉ KOROTTCHENKO DE OLIVEIRA 

O BRASIL ainda está longe de gerar tecnologia competitiva o suficiente para garantir espaço entre os grandes players mundiais em setores estratégicos da economia. 

Tal situação pode ser claramente percebida ao analisar as últimas três décadas do ranking de registros de patentes no escritório norte-americano, o USPTO. O país vem gradativamente involuindo quando comparado com os emergentes asiáticos. Conhecido por sua objetividade e assertividade, terá de aprender algumas lições com os parceiros do outro lado do globo.
Em países desenvolvidos, concede-se maior número de patentes a inventores nacionais que a estrangeiros, não sendo diferente nos EUA, líder em seu território. 

Ao analisar, porém, os demais países, fica evidente a ocorrência no cenário recente de uma "dança das cadeiras", na qual o velho continente perdeu paulatinamente o lugar. O Japão ultrapassou a Alemanha em patentes concedidas nos EUA em 1975 e, desde então, as duas nações se mantiveram, respectivamente, nas segunda e terceira posições do ranking do USPTO. A grande mudança nos últimos dez anos é a ascensão de Taiwan e, principalmente, da Coréia do Sul. 

Coréia do Sul e Taiwan, hoje em quarto e e quinto lugares, deixaram para trás países como Grã-Bretanha e França, ocupantes dessas posições por três décadas. Trata-se de um claro indício do declínio tecnológico dos tradicionais países europeus. Caso a tendência se mantenha, em menos de dez anos, os asiáticos ultrapassarão também a Alemanha. 

O fato de os emergentes citados estarem patenteando fortemente no exterior indica que eles investem para dominar a tecnologia de produção e de processos. 

O furacão asiático também atingiu o Brasil, que hoje está na 29ª posição do ranking, tendo sido ultrapassado, em 2007, pela pequena Malásia. Desde 1975, perdemos lugar para Taiwan, Coréia (1983), China (1986), Cingapura (1996) e Índia (1998), demonstrando pouca capacidade de absorver as tecnologias dos países desenvolvidos e de gerar inovações próprias.
O baixo número de patentes brasileiras está diretamente relacionado ao escasso investimento em pesquisa e desenvolvimento na indústria. 

Essa situação, por sua vez, é reflexo da falta de incentivo público mais eficiente, que é o compartilhamento universal do risco tecnológico entre Estado e empresa, mecanismo que alavanca o crescimento dos outros emergentes e o mais usado pelos países desenvolvidos para manter as suas lideranças tecnológicas. 

Reverter esse quadro não será uma missão para as universidades, ao contrário da opinião de muitos. Vale registrar que, historicamente, menos de 2% do total de patentes dos EUA são concedidos a universidades. Em nenhum país emergente bem-sucedido a inovação veio da academia, apesar da inestimável importância dessa instituição na sua missão de formar recursos humanos qualificados. Como as inovações atendem a necessidades dos consumidores e usuários, é natural que sejam geradas no pólo produtor, isto é, nas empresas. 

O recente desenvolvimento tecnológico da Índia e da China reforça essa tese. Não existe nenhum produto novo lançado por esses países, mas as suas patentes crescem exponencialmente por meio de processos de engenharia reversa, ou cópia criativa, e, em um segundo momento, geração de inovações incrementais. Agregar valor por meio de inovações incrementais em tecnologias importadas é uma atividade que conta com fomento explícito na Índia (lei nº 44/95). Assim ocorreu no Japão do pós-guerra e, posteriormente, na Coréia do Sul e em Taiwan. E é isso que, entre nós, faz o sucesso de Petrobras, Embraer e outras empresas brasileiras que estão continuamente agregando pequenas inovações incrementais aos seus produtos e processos. 

Em vez de dar toda a força às inovações incrementais, as políticas públicas no nosso país insistem há mais de 30 anos na estratégia equivocada de apostar no ineditismo, ainda que o insucesso desses projetos nos distancie cada vez mais dos emergentes orientais no ranking de patentes e na taxa de crescimento do PIB. 

Isso se evidencia na fala repetida "ad nauseam" por algumas autoridades brasileiras: "O que nos falta é apenas saber transformar em patentes a ciência produzida nas nossas universidades". Como toda miragem, essa também se desmancha no ar quando nos aproximamos dela.

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ROBERTO NICOLSKY, 70, físico, é diretor-geral da Sociedade Brasileira Pró-Inovação Tecnológica. ANDRÉ KOROTTCHENKO DE OLIVEIRA é engenheiro eletrônico e consultor em gestão de patentes.


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» IT Web    28/07/2008
Mercado global de serviços de TI crescerá 9,5% em 2008

Apesar da incerteza que ronda a economia global, o mercado de serviços de TI deve permanecer forte. A conclusão é do Gartner, baseado na previsão dos usuários, de desembolsar mais de US$ 819 bilhões em 2008 neste segmento. Trata-se de um volume 9,5% maior do que em 2007.

Analistas dizem que os resultados do primeiro trimestre apontam cenários "mistos". Kathryn Hale, vice-presidente de pesquisa do Gartner, analisa que no primeiro trimestre de 2008, os resultados financeiros dos nove maiores provedores de serviços de TI ficaram acima das expectativas, e que muitos líderes de mercado expressaram otimismo para o restante do ano.

Além disso, o contínuo declínio do dólar contribui para o crescimento dos números nesta moeda. Mas, em conferência do Gartner recente, Kathryn conta que alguns fornecedores indicaram que as assinaturas de contratos estão sendo proteladas e alguns projetos colocados em espera.

A terceirização do core de TI (gerenciamento e processos) continua a ter o maior crescimento no mercado. Em 2008, os serviços de outsourcing core caminham para representar 42% do dotal dos gastos de serviços de TI em todo o mundo. Os contratantes procuram gerenciamento de processos (BPO) como solução para controle de custos a curto prazo, e o aumento da disponibilidade de entrega global torna o BPO uma opção atraente de redução de despesas.

Os segmentos de consultoria, desenvolvimento e integração continuam com crescimento estável. São áreas dirigidas por demandas como redução de custos, combinadas a projetos que podem aumentar a rentabilidade ou faturamento. Este nicho está previsto para movimentar US$ 327 bilhões em 2008, 10.1% acima dos US$ 297 bilhões computados em 2007.




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» IDG Now!    29/07/2008
10 coisas que ainda faltam no iPhone 3G

O novo iPhone 3G oferece acesso mais rápido à internet, GPS e diversas utilidades. Mas a maior surpresa é que certos recursos padrão, existentes em outros modelos de smartphones, não estão presentes no novo modelo. Veja nossa lista:

Mensagens multimídia (MMS)
Apesar de ser padrão na maioria dos celulares com câmera, o MMS não faz parte do pacote do iPhone 3G. Nele, você pode apenas enviar por e-mail as fotos da câmera de 2 megapixels (ou outras fotos armazenadas no dispositivo).

Leia também:
> Especial: tudo sobre o iPhone 3G
> 11 aplicativos para o iPhone 3G


Você também pode enviar links do YouTube diretamente do aplicativo com o mesmo nome presente no iPhone. Então, por que não tem MMS? Poderia ser porque ele está diretamente associado à ausência de câmera de vídeo (na teoria, o iPhone só fotografa). Outra idéia é que, por conta da limitação de compartilhamento de músicas (nem existe a possibilidade de compartilhar faixas sem proteção de direitos autorais), a Apple limitou o MMS, que poderia inserir canções protegidas.

Bluetooth estéreo e compatibilidade com A2DP
O fato de o novo iPhone não precisar usar mais um adaptador para fones de ouvido é uma ótima notícia. Mas e se você quiser cortar os fios por completo? Diferente dos modelos mais novos da concorrência - como os aparelhos com plataformas da BlackBerry, Windows Mobile ou Symbian - o novo iPhone não permite usar fones de ouvido estéreo Bluetooth para ouvir música, não pelo menos sem que você use um adaptador. É um tanto surpreendente, já que é um recurso simples e a Apple adora o design, não?

Selecionar, copiar e colar o colar o texto
A Apple corrigiu alguns problemas da primeira geração do iPhone com a atualização do firmware no começo de 2008, que incluiu a capacidade de enviar mensagens de texto para mais de uma pessoa, por exemplo. Só que a mudança não trouxe uma opção de editar textos ao selecionar trechos e copiar/colar em outro lugar do e-mail ou da nota.

Agora, com o iPhone 2.0, isso ainda continua inexistente, apesar de ser um problema maior para quem escreve/digita mais no iPhone e precisa copiar e colar URLs ou corrigir links truncados em e-mails.

Teclado horizontal para e-mail e anotações
Outro problema para quem escreve - e uma omissão notável - é o fato do teclado na tela do iPhone girar horizontalmente apenas para alguns aplicativos e não para outros.

É fato conhecido que o teclado não muda para o modo paisagem ao usar o Notes, o e-mail ou o aplicativo Maps. Esses, por sinal, são três dos programas em que mais se escreve no iPhone, e torna a "catação de milho" mais irritnte ainda.

Texto preditivo (ou a capacidade de desligá-lo)
O recurso de texto preditivo do iPhone, quando o aparelho "adivinha" o que você irá escrever, poupando a digitação de alguns caracteres, faz um trabalho até que decente. Entretanto, ele requer que você clique em um pequeno "x" para remover a seleção de palavra sugerida. É aqui que o recurso falha. O tempo que ele economiza ao corrigir pequenos erros leva à frustração de precisar remover marcações de palavras. E não tem jeito de remover isso ou criar um atalho de teclado para ao menos ajudar na tarefa.

Mensagens instantâneas
Pelo menos esse problema a App Store já resolve - ao menos se você usa o AOL Instant Messenger. Não existe um cliente de mensagens instantâneas que já venha com o iPhone. Falta mais algum meio de comunicação no iPhone, já que e-mail, SMS, telefonemas e mais inúmeros aplicativos online de mensagens (incluindo o Twitter) ou precisamos de mais algum método? Bem, talvez um fax.

Flash
Infelizmente, ninguém sabe quando vamos poder ver animações ou filmes em Flash pra valer no iPhone. Esse item, muito esperado na segunda geração do aparelho, ainda não existe na versão 3G. Embora os vídeos do YouTube sejam feitos em Flash na web, eles são convertidos para QuickTime para a página específica de iPhone do YouTube. Pelo menos agora, com o iPhone 3G, a Apple corrigiu um problema dos vídeos do YouTube integrados a sites - eles agora mostram um botão Play, que abre o respectivo programa no telefone.

Melhor câmera e filmadora
Videomakers e fãs do YouTube, me desculpem. A câmera do iPhone 3G só vai ao máximo de 2 megapixels, e não faz vídeos. Esse é um problema que só os aplicativos da App Store vão resolver.

Caixa de e-mails unificada
O modelo agora é compatível com a plataforma Microsoft Exchange, mas não oferece opção para sincronizar mensagens com Yahoo, Mac.com, Gmail, AOL e outras contas de e-mail em uma página única. O bloqueio de spams continua excelente.

Discagem por voz
O iPhone não permite discagem por voz ou gravar notas, mas alguns programas de terceiros irão resolver o problema - de novo.


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» Info Online    28/07/2008
Surge nova forma de explorar brecha no DNS

SÃO PAULO – Uma forma de explorar o bug do sistema DNS consiste em usar sistemas de atualização online.

A ferramenta de ataque, denominada Evilgrade, foi demonstrada pela entidade Infobyte Security Research. Ela usa o recurso de atualização automática de vários produtos, como Java, Winzip, Winamp, Mac OS X, OpenOffice, iTunes e LinkedIn Toolbar.

Segundo a Infobyte, o Evilgrade é modular, e cada módulo implementa um falso sistema de atualização desses produtos.

O ataque usa a brecha no sistema de nomes de domínio da internet (DNS) e as brechas nesses serviços de atualização para invadir os micros vulneráveis. O usuário, ao tentar fazer uma atualização, é redirecionado para um site falso, que instala programas maliciosos em sua máquina.

Na última sexta-feira, 25/7, o CERT da Áustria informou que, embora Microsoft, Cisco e várias outras empresas tenham lançado correções para o problema no dia 8/7, quase 70% dos servidores DNS de seu país ainda não tinham sido atualizados.



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» PC World    28/07/2008
RealPlayer tem quatro vulnerabilidades críticas corrigidas

A RealNetworks corrigiu quatro falhas críticas em várias versões do RealPlayer para Windows, Linux e Mac OS X. As falhas poderiam permitir ao hacker executar códigos maliciosos no PC ou fazer com que o computador revelasse informações, de acordo com o alerta da empresa de segurança Secunia.

Uma tabela publicada pela Real detalha as vulnerabilidades que afetam quais versões nas diferentes plataformas. Alguns usuários precisarão fazer o download completo da nova versão do aplicativo, enquanto outros poderão apenas baixar as correções.

A Secunia classificou as falhas como “altamente críticas”, a segunda colocação mais alta de risco para a empresa. As falhas foram descobertas por Peter Vreugdenhil , Elazar Broad, Dyon Balding da Secunia e outros pesquisadores anônimos.


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» WNews    28/07/2008
Gmail ganha protocolo de segurança SSL

São Paulo, 28 de julho de 2008 – O programa de e-mail grátis do Google, Gmail, ganhou um novo recurso de segurança de ponta a ponta. Antes restrito ao momento de acesso às contas, o protocolo Security Sockets Layer (SSL) agora poderá ser habilitado pelo usuário que quiser obter uma navegação mais segura, principalmente, em redes Wi-Fi.

O padrão de segurança SSL é um sistema de criptografia que impede a leitura dos dados em caso de uma eventual interceptação durante o tráfego das informações pela rede. Pelo protocolo, a URL dos sites passa de http para https. O Gmail só utilizava o padrão no processo de login, mas o usuário poderia ativá-lo manualmente, digitando o endereço https://gmail.com em vez de http://gmail.com.

Segundo blog da companhia, a opção deve tornar o serviço mais lento, já que o computador terá de realizar um trabalho extra para decifrar os dados. Essa, aliás, é a principal razão para que o Google não tivesse apostado no uso do protocolo SSL antes. O site informa que um dado criptografado não trafega pela internet de maneira tão rápida. Por isso, o Google vai deixar a critério do usuário a escolha pela tecnologia.

Para habilitar o protocolo, basta acessar seu e-mail, clicar em “settings”, “general”, ir até “Browser connection” e escolher a opção “Always use https”. Alguns serviços integrados ao Gmail, como a Google Toolbar, ainda não são compatíveis com o https. O blog do Google informa que está trabalhando para identificar os erros que impossibilitam a incorporação do mecanismo de segurança aos demais sistemas e recomenda os usuários a acessarem sempre o Gmail Help Center.


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